Nosso dia a dia...
25 Reconciliações (Penúltimo Capítulo)
Notas iniciais
Pov's Guilherme
"-Mais Guilherme, você a ama" Sim, eu a amo... E muito! Mais sabe quando você para e pensa; Cara, ela me fez ficar noites sem dormir, dias sem comer direito, só chorando, chorando, chorando... E ela? Curtindo a vida, pegando vários na balada, dormindo na casa do novo peguete! Isso me dói, muito. Isso me fez pensar muito, em perdoa... Ou não.
Ficamos um tempo nos encarando. Ela desviou meu olhar do meu e disse:
GABI:Podemos conversar?-sem responder, a dei espaço pra entrar.
EU:Antes de começar...-fui até o balcão da cozinha e peguei o exame. Voltei e a entreguei.
GABI:O que é isso?
EU:Eu não abri. Decidi abri com a sua presença, pra te provar que eu não sou pai!-disse firme.
GABI:Guilherme eu...
EU:Abre logo!-ela respirou e abriu. Pela sua expressão, tive certeza... Não sou pai.
GABI:Não sei o que dizer!-seus olhos estavam lacrimejando.
EU:Agora eu posso?
GABI:O que?
EU:Tentar terminar o que você não deixou aquele maldito dia!
GABI:Eu sinto muito!
EU:Não, você não sente! Depois de tudo que eu passei, você só vem me procurar depois que eu sofro um acidente? Isso é arrependimento ou dó? Foi eu quem ficou noites sem dormir, que não comeu quase nada, que só vivia pelos cantos chorando. E você? Sentiu o mesmo? Em? Me responde!-falei já um pouco alterado.
GABI:Eu me arrependi Guilherme! Eu vi que sem você, eu não sou nada! Eu tava tentando me enganar, me jogando pra cima de homens que nunca vi na minha vida! O Pedro foi um erro! Eu não devia ter dado trégua pra ele. Eu não devia ter ido dormir na casa dele! Eu errei Guilherme!-nós dois choravamos desesperadamente. Joguei a cabeça pra trás e passei as minhas mãos no meu cabelo. Ri sarcástico.
EU:Dormiu na casa dele, deixou ele te comer e se arrependeu!-Okey, não devia ter dito isso.
GABI:Não Guilherme, eu não deixei ele me "comer"! Ele queria, só que eu não podia fazer aquilo. Senti que estaria te traindo!
EU:Eu não era mais nada seu, ou melhor, não sou!
GABI:Você é o cara que eu quero ver no altar quando as portas se abrirem. Você é o cara que vai chorar comigo vendo nossos filhos nascerem e crescerem. Você é o cara que eu quero que ensine os nossos filhos a andaram de bike, de skate, a jogar videogame. Você é o cara que eu quero correr pra abraçar, quando você chegar do trabalho.-falou gritando- É você, com quem eu quero dormir todas as noites da minha vida! Me perdoa?-disse mais baixo.
EU:Eu não sei se eu posso! Não sei se eu vou conseguir!
GABI:Pensa em tudo que passamos, tudo vivemos juntos, cada momento, cada beijo, cada abraço, cada "eu te amo"!
Meu mundo parou! Rapidamente veio um flashback em minha mente:
Flashback on:
Era um sábado de outono. Só nós dois ali, naquele parque. A brisa batendo no rosto, o sol meio tímido, e os pássaros sem medo cantavam. Abraçados, apaixonados:
GABI:Guilherme, e se não for pra sempre? Se alguma coisa muito pesada acontecer entre nós?
EU:Pra sempre lembra?-parei na sua frente, segurando sua mão- Nada, nem ninguém vai acabar com o nosso amor! E se caso isso aconteça, a gente se reergue!-ela sorriu e me beijou.
GABI:Te amor!
Flashback off.
Me virei de costa, tentando ne acalmar um pouco. Ouvi barulho da sua mão tocando a porta. Como se algo tivesse tomado conta do meu corpo, me virei rapidamente e puxei o seu braço, trazendo a pra perto de mim. Eu sentia sua respiração descontrolada batendo no meu rosto. Colei minha testa na dela, que fechou os olhos e em um tom de voz baixo e doce, ela disse:
GABI:Me perdoa... Por favor!-pude sentir uma lágrima quente tocar em meu rosto. Segurei no seu queixo, fazendo a olhar para mim.
EU:Não, eu tenho que te pedir perdão... Pelas palavras duras que te falei, por tudo! Você já tá perdoada, mas e você? Me perdoa?
GABI:Pra Sempre lembra?
Em uma mistura de emoção com saudade, minha boca se encontrou com a dela. Um beijo calmo. Seus braços, envolta do meu pescoço. Já os meus, não tinha lugar certo pra ficar. Sua língua pediu passagem, sedir. E como uma bela dança elas se movimentava. Puxei seu lábio inferior, a trazendo mais pra perto de mim. Não se passava nada em minha cabeça. Parecia que não existia nada ao nosso redor, que só havia nós dois no planeta. E com leves e demorados selinhos, fomos parando o beijo. Ainda de olhos fechados, pude sentir um sorriso brotar em seu rosto:
GABI:Acabou? Tudo voltou ao normal?
EU:Eu acho que sim!-entrelacei minha mão na dela.
GABI:Senti muita falta disso!
EU:É... Também senti!-a beijei.
GABI:Você ainda vai querer ser o pai dos meus filhos?-falou rindo.
EU:Com certeza!!-rimos.
Voltei a beijar ela, só que dessa vez de uma forma diferente. Um beijo quente, com mãos bobas. Senti ela me puxando pro sofá e fui na onda dela. Quando dei por mim, já estávamos deitados no sofá. Ela por baixo de mim, me beijando loucamente. Senti suas mãos adentrarem na minha blusa. Dei uma ajudinha, puxando a blusa. Ela a jogou longe. Eu já estava quase tirando sua blusa quando... A campainha toca:
GABI:Droga!-dei um selinho e saí de cima dela.
EU:Um minuto!-não achava minha blusa.
GABI:Perto da escada Mor!!
EU:Nossa! Que saudade em!-ri e coloquei a blusa. Olhei no olho mágico, olhei pra ela (que agora estava sentada no sofá com uma cara de anjo), suspirei e abri- Oi!
ALI:A gente pode entrar?-dei espaço pra eles entrarem.
MAH:Oi Maninha!
GABI:Oi! Senta gente! A casa é minha de novo!-ri.
XANDY:Não precisa!
Estavam todos ali. Mirella, Mariana, Natasha, Hugo, Davi, Xandy e Alícia. Respirei fundo:
XANDY:Desculpa! Na hora que você mais precisava de mim, eu te abandonei! Eu te via, sair todos os dias, em alta velocidade com o carro e te confesso que ficava com medo, de alguma coisa acontecer. Cara você é a calda da minha panqueca,-ri disfarçado- Eu sei que você riu sua peste! Me perdoa irmão?
EU:Calda da sua panqueca, peste ou irmão?-rimos- Claro que eu te perdôo seu feio!-nos abraçamos- Chega de declarações de amor... Perdôo todos!
Nos abraçamos em um abraço coletivo. Que saudade de tudo isso cara! Nos separamos:
GABI:Tudo voltou ao seu devido lugar!-falou sorrindo. A abracei de lado- Gente, vamos fazer tipo um pacto da amizade?
MIIH:Como é isso?
DAVI:Lerda! Você faz alguma coisa com seus amigos que você promete!
HUGO:Exemplo, um cordão!
MAH:No nosso caso pulseira!-olhou pra mão da Gabi que tinha várias.
GABI:Cada um escolhe uma!-todos pegaram- Qual é o sentimento?
EU:Amor!
MAH:Felicidade!
ALI:Saudade!
XANDY:Irmandade!
HUGO:Paz!
GABI:Amizade!
MIIH:Pureza!
DAVI:Carinho!
TASHA:Eternidade!
GABI:A gente vai levar isso pra vida toda!
EU:Todos sabemos que no ano que vem, cada um vai seguir seu destino! Uns vão fazer medicina, outros química, enfim, alguns irão se mudar! E todas as vezes que olharmos pra essas pulseiras, nos lembraremos um dos outros!
TASHA:Já disse que amo vocês?-rimos e nos abraçamos de novo.
Continua.......
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