Nosso Singelo Segredo
6 Início de um longo dia
Notas iniciais
— Erga os braços. – pediu Levi com cautela.
— Levi... – sussurrou Hanji, voltando um pouco à realidade – O que vai fazer comi...
— Apenas erga os braços – repetiu, após um suspiro – Não vai se arrepender.
— Assim...? – Hanji perguntou colocando seus braços para cima, mantendo-os na cama.
— Perfeito. – o homem se aproximou, depositou alguns beijos no pescoço de Hanji, descendo aos mamilos, para então mostrar o que carregava nas mãos.
— C-cordas?! – exclamou Hanji, procurando explicação; seu rosto corou de imediato e seu corpo estremeceu. Levi apenas a fitou pervertidamente.
— Falei que não iria se arrepender...
O homem passou as pernas por cima de Hanji e sentou-se levemente em seu ventre, apoiando-se nos joelhos. Separou a corda menor, juntou os pulsos da mulher e os prendeu; as duas cordas maiores foram amarradas na cama, uma em cada ponta da cabeceira, e ligadas à primeira corda.
— Levi... – sussurrou Hanji.
— Você confia em mim, quarto olhos? – perguntou fitando-a nos olhos.
— Pra falar a verdade, não. Mas não tenho outra... – a mulher foi rapidamente interrompida por um beijo intenso e molhado; fechou os olhos gradualmente e entregou todo o seu ser para seu amado.
Enquanto a beijava, Levi usou as mãos para explorar o corpo da mulher como pôde, do pescoço às coxas, fazendo questão de acariciar os seios no percurso. Mordeu o lóbulo da orelha de Hanji enquanto suas mãos apertavam a cintura fina da mulher, que gemia em sussurros a cada sensação diferente que a respiração morna de Levi passava para seu corpo. Heichou passou a língua em seu pescoço, fazendo-a tremer, e se posicionou entre as pernas da tenente, que deu espaço para recebê-lo. Ele deslizou a boca para os mamilos de Hanji, deixando um fino rastro de saliva, e os lambeu em movimentos circulares, sugando-os em alguns momentos, mordiscando em outros.
Hanji repuxava de leve as cordas, numa tentativa fracassada de soltar seus punhos. Seu querido Heichou estava usando seu corpo naquele momento, como se ela fosse um titan em experiências científicas. Sentia seu estômago rodar, seu corpo tremer e um líquido quente fluir entre suas pernas. Seria mesmo realidade? Ou seria um sonho? Tanto fazia a resposta. Portanto que não acabasse nunca, já estaria de bom tamanho.
As mãos de Levi escorregaram para as dobras íntimas de Hanji e seus dedos pressionaram o pequeno botão de carne entre elas. Acariciou-o levemente, arrancando gemidos e pequenos urros da tenente. A intimidade da mulher, gradativamente, enchia-se de umidade, facilitando os movimentos dos dedos de Levi, que não demorou a penetrar dois deles entre aquelas brechas macias. O homem fez movimentos de vai e vem com a mão e o corpo de Hanji se contorcia a cada investida.
— HMM... Por favor... Não ouse parar... – murmurou Hanji.
Heichou nada falou. Lambeu o ventre da mulher, resvalando a língua até o inchaço entre as pernas dela e o sugou. Hanji se debateu nas cordas e prendeu a cabeça de Levi com as pernas, para impedir qualquer tentativa de fuga. O homem, calmamente, removeu os dedos do interior de Hanji e afastou as pernas que o prendia, retirando o resto de controle que a mulher tinha sobre ele.
Levi sugou o clitóris com mais força e fez movimentos aleatórios com a língua, passando-a pela vulva e pelo canal vaginal. Ao perceber que Hanji havia desistido de prendê-lo por perder a sanidade gradativamente, usou novamente os dois dedos.
Passou longos minutos se dedicando a aquela parte, lambendo, sugando e fazendo movimentos de vai e vem. Pela quantidade de líquido que ela emanava, sabia que o auge estava próximo. Mas tão rápido? Talvez estando amarrada ela se excitasse mais.
— Levi... – falou a mulher com uma voz chorosa. Hanji já se debatia nas cordas com mais força e suas pernas teimavam em empurrar a cama para alguma direção. Seu rosto estava contorcido e ela mordia os lábios involuntariamente. – Oh, Levi... Hmm... Levi... Levi! Estou sentindo... AH... Algo... Diferente!
— O que disse? – Levi usou a outra mão para pressionar o clitóris de Hanji antes de perguntar, provocando-a – Me chame pelo modo certo... – ele mordeu os lábios e puxou o ar, levemente, pela boca. A visão de Hanji naquele estado o fazia tremer e escutá-la chamando seu nome daquela forma o deixava arrepiado e um pouco tonto.
— AAH!
— Chame pelo seu Heichou... – sussurrou firme e aumentou a velocidade dos dedos; se ela continuasse a chamá-lo pelo nome não haveria controle da parte dele. Preferia brincar um pouquinho mais antes de se entregar ao prazer.
— AAAH!!!
— Chame por mim!
— OUTCH! AAAAAH! O-OOH! OH! HEICHOU! HEICHOOOU! – em meio a gemidos altos, o ventre de Hanji foi projetado para cima, lançando todo seu néctar para fora do corpo em pulsações frenéticas, respingando algumas gotas no rosto de Levi. A mulher tremia e algumas lágrimas saíam de seus olhos. Aos poucos, aquele corpo convulsivo e suado se acalmava; Hanji respirava fundo, buscando por algum resquício de controle – Heichou...
Levi se viu hipnotizado pela cena. Apreciou cada detalhe do corpo de Hanji, desde coisas simples, como os seus cabelos molhados pela chuva, até algo mais inusitado, como o jeito com que suas partes íntimas pulsavam para ele, mostrando o quão Hanji estava pronta para recebê-lo. Sentia vontade de possuí-la ali mesmo, mas sabia que se o fizesse a brincadeira acabaria rápido demais.
Heichou deitou-se sobre uma Hanji em êxtase, tentando controlar seu próprio corpo ao máximo. Deu-lhe um beijo calmo e retirou algumas mechas de cabelo da testa da mulher. Aproximou a boca do ouvido da parceira.
— Desculpa, mas não posso soltar seus punhos agora – sussurrou Levi com um tom sádico – Ainda não acabou.
O homem se levantou, abriu novamente o armário e tirou de lá um pequeno frasco de vidro, que segurou entre os lábios. No mesmo móvel, encontrou um espanador muito limpo, feito de plumas. “Nada mau”, pensou, e pôs o segundo objeto numa mesinha ao lado da cama. Retirou o recipiente dos lábios e removeu sua tampa de rosca. Hanji estava visivelmente confusa com o ato estranho, mas nada falou.
— Apenas feche os olhos – pediu o homem; Hanji obedeceu.
Levi derramou o conteúdo oleoso na mão e espalhou em um dos pés da parceira, passando para os tornozelos. Massageou toda a área atingida, mantendo firmeza nas mãos. Hanji suspirava e gemia baixo. Aquele toque especial de Levi dava a ela alívio e prazer. As mãos dele eram mesmo um sonho
Heichou fez o mesmo com o outro pé. Dedicou-se à Hanji com cautela, já que não havia motivos para afobação. Derramou o óleo no ventre da parceira e nos seios; acariciou espalhando o conteúdo por todo o corpo, beliscando de leve os mamilos da mulher e iniciando vagarosos afagos.
Levi a massageou por um bom tempo, sentiu cada textura do corpo de Hanji em suas mãos e tudo aquilo era excitante demais para ele. Precisava acalmar-se para poder pensar em algo inovador e fazê-la enlouquecer novamente. Pretendia tentar de tudo com ela antes que acontecesse alguma tragédia em futuras expedições. Beijou o pescoço de Hanji várias vezes e a fitou por alguns segundos, sem saber o que dizer.
— Foi a melhor massagem que já recebi na vida. – começou Hanji, com um tom rubro no rosto. Seu corpo estava relaxado, mas sua excitação pedia muito mais. Estava faltando algo para preenchê-la. – Na verdade, nunca recebi uma. Mas se recebesse, não chegaria aos pés dessa, posso lhe garantir...
— Obrigado... – sussurrou o homem, um pouco mais confortável.
— Levi... Adorei o que fez comigo... – Hanji baixou o olhar, envergonhada – Me fez chegar ao êxtase antes que eu soubesse que poderia chegar.
—...
— Mas eu queria muito saber. Por que não usou... o seu corpo?
Levi pulsou com o as palavras de Hanji e acabou descobrindo que a calma nunca viria.
— Acaso terminei o que estava fazendo? – o homem a beijou com carinho e, aos poucos, progredia o beijo, tornando-o selvagem. Ela correspondeu abraçando Heichou com as pernas e prendendo o corpo dele ao seu.
— Hanji... – Levi sussurrava entre beijos – Vá com calma...
A mulher não obedecia. Tentava colocá-lo dentro de si a todo instante, o que deixava Levi sem controle a cada movimento da tenente.
Respirou fundo e manteve a calma. Como resposta, penetrou dois dedos em Hanji, o mais rápido que pode, e iniciou os conhecidos movimentos de vai e vem – chegou a usar as falanges em movimentos giratórios, fazendo Hanji iniciar uma sessão de palavras desconexas fundidas com gemidos. A mulher, outra vez, resistiu aos toques e soltou Levi. Ela repuxava as cordas de uma forma mais agitada, comparada a última vez. Talvez por já ter chegado ao ápice, achou Levi. Mas quem se importava? Era uma das visões mais belas que já viu!
Sem pensar duas vezes, Levi elevou os quadris da mulher para o rosto dele e iniciou uma sucção selvagem, alternando com algumas mordiscadas e lambidas. O quadril de Hanji dançava grudado em seu rosto e alguns gemidos altíssimos escapuliam da mulher, que se contorcia nas cordas como um bicho preso numa jaula.
Levi estava pouco se importando com a possibilidade de alguém escutá-los, sabia que estava longe suficiente do resto da tropa. Contudo, não descartava a possibilidade de um colega ter chegado perto o bastante do quarto. Se tivesse acontecido, nada mudaria. Não estavam na zona de titans nem no meio de alguma missão. Havia pedido para que ninguém se aproximasse e, ainda por cima, não estavam em um local público.
— OH... Heichou... – chamou Hanji com um sussurro trêmulo, choroso e sexy – De n-novo... A sensação... AAAH... Eu vou...
— Não ainda! – Levi sentiu seu corpo esquentar e seus instintos o guiarem. Com voracidade, baixou os quadris de Hanji e enterrou seu membro na parte úmida das dobras da mulher. – UGH!
Era tão quente e apertado lá dentro...
O homem, não se sabe como, soltou as cordas de Hanji em segundos. A tenente lhe deu uma chave de perna e abraçou-lhe as costas, arranhando-as com tanta força que brotou algumas gotas de sangue de Heichou –ele não sentiu. Ambos gemiam feito animais desesperados. O mundo deles se resumia apenas nas investidas de Levi, que faziam a cabeceira da cama chocar-se com a parede inúmeras vezes, resultando em um barulho estrondoso.
— Hanji! – o membro de Levi foi expulso do interior da mulher durante fortes contrações, entre respingos da excitação de Hanji. Ele sentiu um pouco de dor, mas esperou o corpo da parceira acalmar o segundo orgasmo enquanto imobilizava os braços dela, que tremiam e se esticavam para todas as direções.
— HMM... LEVI... LEVI! – bradava a tenente com sua força restante.
Heichou a perfurou novamente e prometeu a si mesmo que não pararia, a menos que sua força sumisse. E assim o fez. Projetou-se contra a parceira inúmeras vezes até sentir seu corpo esquentar e a vista escurecer. Hanji parecia fora de si e nada falava além do nome do amado.
Alguns longos minutos depois, Levi iniciou retrações, involuntariamente, em todos os músculos do corpo. Segurou a cintura de Hanji com força e a penetrou o mais profundo que conseguiu, como se o destino da humanidade dependesse daquele ato; no inconsciente, desceu por um túnel escuro, sem volta.
Um líquido leitoso e quente invadia o interior de Hanji, transbordando sobre a cama, enquanto um corpo pulsava forte em sua intimidade deixando-a em meio a sensações estonteantes.
Levi caiu por cima do corpo da mulher, abraçado-a forte. Ela retribuiu da mesma forma, acrescentando afagos na cabeça do parceiro e beijos no alvo e delicado pescoço. Despejou todo seu carinho sobre ele
— OHR... Minha Hanji... – sussurrou o homem voltando a si – Você é única.
Hanji apenas sorriu e os cobriu com um lençol encontrado no canto da cama.
Lá adormeceram por longas horas, serenos e satisfeitos. Definitivamente, aquela era a manhã mais agitada e alegre de ambos. A primeira de muitas outras.
E mais nada precisava ser dito...
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