Nosso Singelo Segredo
2 Adorada violação
Notas iniciais
— Hanji... – sussurrou, trêmulo. – Idiota, o que está fazendo? – tornou a virar de costas ao perceber que seu membro havia sofrido pequenas alterações; tentou escondê-lo. Hanji estava diferente do normal. Seus cabelos estavam soltos, seu rosto não estava coberto pelas grossas lentes dos óculos, estava mais corada, suas curvas delicadas davam a ela um ar sensual. Sua pele inteira estava exposta e, para completar, seu corpo estava completamente molhado...
Hanji, estranhamente, não se mexeu desde o momento em que Levi pôs os olhos sobre ela. Apenas se encolheu um pouquinho pelo pudor que ainda tinha.
— Levi. Desculpe-me. Não quero atrapalhar seu banho e... Você mesmo falou que não se importava. Pediu para que eu saísse...
— Não me lembro de ter dito que não me importava. – retrucou, olhando para baixo. – Não sabia que você estava dessa forma.
— Como assim não sabia que estava dessa forma? – Hanji se irritou um pouco. Andou até ele, por impulso, e segurou e ombro de Levi, virando-o de frente para ela. – Você sabe muito bem que temos que tirar a roupa para tomar banho! Homens... – sua expressão ficou sorridente e pensativa; Hanji havia se esquecido da cena que a rodeava.
— Idiota! Não falo disso e... Não chegue tão perto! – virou um pouco o rosto para não encará-la e cerrou os olhos o mais forte que pode.
— De que forma você está falando, então?
— Falo da sua forma física! Agora saia da minha frente!
— Não vou sair! – exclamou ela em um tom firme, segurando a nuca de Levi para encará-lo melhor.
— Então, suporte as conseqüências! – Levi já estava ficando sem fôlego, nunca imaginou que a tonta da Hanji poderia lhe causar esse sentimento. Estava ciente de que não era normal estar completamente despido na frente de uma mulher (ou até mesmo o contrário), mas sua mente estava tão concentrada em suas obrigações que ele mal tinha tempo de observar detalhes femininos. Acreditava que continuaria assim.
Levi ficou na ponta dos pés, puxou a cabeça de Hanji para ele e a beijou. Sua testosterona falava cada vez mais alto e ele, gradualmente, tomava aqueles lábios com mais sede. A mulher ficou surpresa com o ato, mas se entregou ao desejo antigo de tê-lo pela boca.
Ele foi andando de lado, levando Hanji através do beijo, até encontrar a capa da Tropa de Exploração da mulher, que estava largada na grama à margem do riacho. Abaixou-se lentamente e deitou Hanji ali mesmo, por cima da farda que os uniu. Seu membro pulsava de ansiedade a cada suspiro que Hanji dava. Teve vontade de acariciá-la, então passou os dedos nos globos gelados à sua frente e os apertou carinhosamente. Hanji gemeu baixinho.
A brisa fresca tocava aqueles corpos, de uma forma que os excitava ainda mais. As mãos de Levi pareciam querer explorar toda aquela Hanji à sua frente e sua boca já sugava os mamilos da mulher, fazendo-a contorcer-se levemente. Ele passou a mão entre as pernas dela e sentiu que de lá saia o néctar do desejo de Hanji; acariciou o pequeno monte de carne daquela região, arrancando suspiros e gemidos da parceira. Era estranho e prazeroso para Levi olhar a pessoa mais extrovertida e incrível da tropa, uma das mais fortes, se derreter e fraquejar àqueles pequenos toques. Sua masculinidade ansiava para possuir aquele corpo que, há dez minutos, estava completamente escondido. Abriu as pernas de Hanji como um selvagem e, prendendo os braços da mulher pelos pulsos, posicionou seu membro pulsante entre aquela fenda macia.
— Levi... – sussurrou Hanji com o rosto contorcido – Eu nunca...
— Eu sei. – respondeu ele.
— Eu não quero... – cortou a frase com um suspiro. – Não quero ser seu brinquedo...
— Não perguntei o que você queria.
Hanji tremeu. Estava confusa, assustada e, para completar, muito excitada. Levi a encarou entregando toda sua lascívia no olhar. Movimentou o quadril para frente carinhosamente, perfurando-a pela primeira vez.
— L-Levi...! – Hanji deu um grito baixo e tentou soltar seus braços. – Na! Isso d-dói um pouco...
— Não se desvencilhe de mim... – sussurrou, já com a voz rouca. – Tentarei ser gentil com você...
Levi mordeu o lábio inferior e se enterrou entre as pernas de Hanji, que gritou baixinho pela dor. Ele retirou seu membro devagar e investiu mais uma, duas, três vezes até que a dor da mulher sumisse e desse espaço às palavras de prazer. A cada investida, seu membro manchava em um rubro vivo... A pureza de Hanji havia se desmanchado; apesar de sua mania de limpeza, ele não teve nojo algum.
— Aaaah...! Levi... Não sabia que era... Tão diferente... – sussurrou Hanji, com dificuldade; Levi deu uma pausa.
— Pensei que já tivesse usado seus dedos para se masturbar... – como sempre, Levi estava ignorante e anti-romântico.
— Eu nunca m-me conheci dessa forma... Levi...
— Então a quatro olhos retardada não tem tempo para si mesma... Interessante. Não sei por que merda estou transando com você, mas estou com vontade de compensar seu atraso... – soltou os punhos de Hanji e a virou de costas para ele rapidamente; puxou os quadris da mulher para cima e completou sua frase – ainda hoje! – penetrou a mulher com muita força, pegando-a de surpresa.
— OH! Levi... Ah! Aaaah! P-pare..! Own... Por favor...
— Cale a sua boca... Você quer que eu continue... Seu corpo está todo molhado... Para mim... – fez questão de acentuar as últimas palavras apertando as nádegas de Hanji.
— Levi... Eu... Eu t... – tentou se confessar.
— Me chame de Heichou.
— Levi Heich...
— Somente Heichou!
Levi sentia necessidade de mostrar quem estava mandando no ato e não pensou duas vezes: estapeou um lado do quadril de Hanji que corrigiu imediatamente, em um só grito.
— H-Heichou! Oh... Heichou...! Perfure sua Hanji... P-erfure mais!
— Shiu! Não fale tão alto... Você não quer que o Erwin escute, quer?
— Hai.. Heichou... M-mais forte... Por favor!
O Homem parou de se mover e, em uma só estocada, penetrou completamente em Hanji, que novamente gritou.
— OOOOH! – Hanji não conseguia controlar sua voz, tudo era muito novo para ela. Inclinou a cabeça, apoiando-a no chão. Não havia forças naquele corpo que, naquele momento, era inteiramente de Levi. Quer dizer, de seu adorado Heichou; mal relaxou e a mão do parceiro puxou seu cabelo para trás, fazendo-a voltar à posição (de quatro para ele). Levi enterrou seu membro até a base novamente, arrancando gritos cortantes de Hanji e investiu mais vezes entre as pernas dela. – Oh... M-meu Heichou! Você é... OOOOOH! É tão grande aí embaixo... Heichou.. E-eu te a... AAAAAH!
— Você o quê? – Levi se assustou imaginando o resto da frase. Seria um “Eu te amo”? Ou apenas outra coisa? E se fosse a primeira opção, estaria ela se precipitando em falar? Tentou não pensar muito no que seria, teria tempo de sobra para conversar com a mulher. Estava tão quente e apertado dentro de Hanji que ele não queria sair de lá tão cedo, tampouco para conversar. – Tsc.. Oh... Esquece... – acelerou o ritmo para que ela não tivesse tempo de tagarelar algo. Já estava a ponto de explodir dentro de Hanji e, como ele estava apenas tendo um caso banal com ela, não se preocupou em mostrar o descontrole que obteve com seu membro.
Seus olhos se fecharam involuntariamente, seu rosto se contorceu, sua boca entreabriu e sua cabeça já estava inclinada para trás. Levi conhecia muito bem aquela sensação e para ele era uma das melhores. Entrou em seu redemoinho escuro enquanto suas pernas tremiam um pouco. Em poucos segundos, seu sexo pulsava e ejaculava um líquido viscoso e esbranquiçado no túnel quente da Tenente.
— Ooooooh... – sussurrou quase que inaudível.
— Aah! – respondeu Hanji contente ao escutar aquela voz trêmula, cheia de desejo e ao sentir a invasão estranha – Eu te amo... Meu Heichou... – Levi pareceu não escutar, estava perdido em seu mundo, com olhos fechados, recuando seu membro e o acarinhando com a mão que não segurava Hanji; ele ainda gemia baixinho, isolado do presente, enquanto terminava de ejacular.
— Ownch... Hmm... Petra...
Aquele nome... Aquela garota outra vez... Definitivamente, escutar aquilo foi a gota d’água para Hanji; a gota por todo o sofrimento do amor platônico que sentia por Levi, desde a primeira vez que ele cruzou o quartel.
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