Nosso Nome Na Lista.

42 Capítulo 42 – Minha maluquice justificável.


Notas iniciais
SURPRESAAAAA! Como estou adiantada no word e com uma alta criatividade graças a proximidade do natal eu resolvi fazer esse pequeno agrado à vocês (mesmo que eu não goste de postar mais cedo porque as pessoas não comentam com regularidade, afinal, elas não estão esperando!). Não se acostumem hein!! Agradeço aos reviews de: > Halloween Soul > Miss Herondale > Palominha > LilyEvansPotter > Elizabeth > Cleozinha > Allinegmar > Zabelita > Elidabfr > Miss Me > Katp > Lizzie > Allyhood > so de passagem > Karry > Sheila Rayane > Lanny Puckett > brandi > Ingrid Herondale > Born to Die > Rose Xavier > Sofia Anjos > LuuhRocha Bisou, curtam as safadezas!!

Capítulo 42 – Minha maluquice justificável.

Estou começando a achar que aquele teatro novo é, na verdade, um labirinto e que o minotauro vai aparecer a qualquer momento. Quentin e Helena me arrastaram por ele, e mesmo assim eu não era capaz de identificar por onde caminhamos. Todo corredor é extremamente parecido com o outro. Se eu não tivesse com entendidos do assunto, eu sem dúvida me perderia.

– Como vocês conseguem andar por aqui? – eu perguntei, aproximando-me um pouco mais de Quentin, apesar de estarmos de mãos dadas. – Tudo parece igual.

Ele sorriu.

– Depois de um tempo, você se acostuma – ele respondeu. – Aqui é como uma segunda casa para mim e para Helena-...

Quentin se interrompeu, como se pensasse em alguma coisa que o fez parar de falar repentinamente. Quando observei o seu rosto, percebi que está pensativo e um pouco distante. Eu daria qualquer coisa para saber o que ele estava pensando, mas sei que com ele não funciona assim. Sei que ele irá me contar quando quiser, por isso deixei passar.

Ele me guiou até um corredor que – não me passou despercebido – havia menos fluxo de pessoas, até que chegamos ao fim da linha. Naquele corredor sem saída, havia somente uma escada que levava a um segundo andar e, debaixo dela, um sofá de aspecto antigo e confortável.

Quentin se jogou nele e me puxou consigo.

– Esse é o meu lugar preferido daqui – ele disse. – Você entende por quê?

Neguei com a cabeça, torcendo o nariz. Onde estava a cena maravilhosa que a garotinha sempre se deparava quando o galã diz: “vem, quero te mostrar uma coisa”? Todavia, um sorriso divertido surgiu em meu rosto. Quentin, sempre surpreendendo.

– Aqui é quieto – ele respondeu, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. – Gosto de vir aqui passar minhas falas, sozinho. Quando tem muita gente por perto eu me distraio do papel.

– Você não parece ter déficit de atenção – zombei, passando a mão pela raiz de seus cabelos negros e bagunçando-os.

– O psicólogo disse que eu não tinha – ele respondeu. – Mas... Nunca se sabe.

Eu ri e me aproximei dele. Juntando minhas pernas junto ao peito (o sofá parecia velho demais para eu me preocupar em sujá-lo com a sola dos meus tênis) e deitando minha cabeça em seu peito e seu ombro. Perguntei-me o que levaria Quentin à um psicólogo, mas os pais dele eram divorciados, talvez fosse alguma ideia da mãe dele.

– Então por que você não passa suas falas agora? – perguntei, afastando-me dele. – Eu fico caladinha aqui. Prometo não te atrapalhar.

Quentin negou com a cabeça e me envolveu em seus braços.

– Só você estar por aqui já me desconcentra – ele disse com um sorriso malicioso, antes de me beijar. Ao se afastar por um momento disse: – E isso não é ruim.

Eu sorri, antes dele voltar a me beijar com aqueles lábios suaves e intensos. Aquela língua aveludada e com um leve sabor de menta, acariciando delicadamente a minha. Ele roubava o meu ar naquele beijo, mas tudo o que eu queria era que ele jamais o parasse. Quando consegui respirar fundo entre um beijo e outro, percebi sua mão puxando meus cabelos de um modo que incendiou o meu corpo.

Lembrando-me de nossa conversa mais cedo – sobre seu abdômen – decidi fazer algo que normalmente não faço: minhas mãos começaram a subir por debaixo da camisa dele, tateando e apalpando o seu corpo perfeito. Suavemente, rocei a ponta dos dedos pelo caminho entre seus músculos. Ele estremecia sob o meu toque e isso me envaideceu. Devia ser algo bom.

– Letty – ele suspirou, afastando seus lábios dos meus. Sua testa encostou-se à minha. Ele perguntou com um sorriso travesso: – Você gosta?

Eu sorri em resposta. Subindo meus dedos em seu abdômen, pelo peitoral divido.

– Se gosto? – eu perguntei um pouco arfante. Sussurrei em seu ouvido: – Eu quero sentir o seu corpo até memorizar cada parte dele.

Quentin soltou um gemido, tão baixo que parecia estar preso em seu peito, e sua mão foi para debaixo da minha blusa também. Grande e quente, senti-a subir pelas minhas costas e passar por debaixo do meu sutiã, descendo arranhando levemente pela minha coluna. Arrepiei-me toda, apesar de Quentin nem ter unhas grandes.

Perguntei-me se, assim como na arquibancada, estava tudo bem fazermos aquelas coisas ali. Num lugar que (por mais desértico que estivesse) era público. De qualquer forma, ele não me deixou encontrar uma resposta, pois antes que eu pudesse pensar em afastá-lo, Quentin me deitou no sofá pequeno e sua boca foi para o meu pescoço. Novamente, quase me fazendo desmaiar em seus braços e soltar um som baixinho de satisfação só para que ele ouvisse que estava aprovado.

Eu o senti sorrir, com os lábios ainda em minha pele e a mão procurando o fecho do meu sutiã, e isso me fez sorrir também. Eu ri, na verdade, porque a boca dele no meu pescoço, respirando pesadamente ali, fazia cócegas.

– Eu te adoro, sabia? – ele sussurrou no meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

Não consegui responder, não com seus dentes mordiscando minha orelha. Respirei pesadamente, subindo minha mão por seu tronco e tirando a sua blusa. Ele se afastou só para tirá-la (tirando também a sua mão que ainda não tinha entendido que o fecho daquele sutiã ficava na frente) e quando voltou, segurou meu rosto entre suas duas mãos e me olhou fundo nos olhos.

– Você me adora também? – perguntou, com um sorriso nos lábios. – Ou você só está comigo pela minha beleza estonteante e corpo não-tão-sarado?

Eu ri, acariciando o rosto dele e descendo pelo seu pescoço e corpo.

– Acho que as duas coisas – eu respondi. – Eu te adoro. Te acho foda. E não vou esperar você ir embora para perceber...

Quentin começou a rir, percebendo minha referência à música, e voltou a me beijar, mais intensamente do que antes. Mais sedento. Suas mãos desistiram de procurar abrir meu sutiã e decidiram tirar a minha camisa de uma vez. Por mais constrangida que eu estivesse, achei justo, afinal, acabara de fazer isso com ele, então me levantei o suficiente para que ele tirasse a peça pela minha cabeça.

Quando tirei a blusa, acho que Quentin quase soltou um “ah” esclarecido. Passando o indicador entre meus seios, e puxando o fecho recém-descoberto.

– Eu não esperava essa simplicidade – ele brincou, antes de abri-lo e abaixar a cabeça em direção aos meus seios.

Primeiro senti sua respiração, quente e pesada – muito descompassada -, sobre a minha pele. Depois, uma suave carícia com a ponta do nariz... Logo, não teve como segurar o gemido que soltei quando ele mordiscou suavemente o caminho entre meus seios, fazendo-me soltar um suspiro. Antes de levantar a cabeça e sugar o meu mamilo esquerdo para dentro de sua boca.

Meu corpo foi tomado por uma onda incontrolável de prazer quando ele o lambeu, fazendo o seu contorno com a língua. Levou a outra mão para meu outro seio e puxou o outro mamilo entre seu indicador e polegar. Fazendo-me contorcer e roçar minha perna na sua, torturada pelo ardor que crescia cada vez mais lá embaixo.

Levei minhas mãos aos seus cabelos escuros e puxei de leve as madeixas de sua nuca. Quentin desgrudou seus lábios de mim para soltar um gemido de agrado, respirando pesadamente sobre meu seio úmido com sua saliva, e pegou uma de minhas mãos. Fitando-me com os seus intensos olhos claros, ele beijou a minha palma e conduziu minha mão para algum lugar entre nós.

Fiquei chocada com que lugar foi este.

– Quentin... Eu não-... – eu relutei, envergonhada.

Envergonhada com a cara-de-pau dele e com medo de dizer: “não tenho coragem”.

Ele me beijou de leve e pediu:

– Letty, confia em mim?

Soltei um suspiro e assenti com a cabeça. Considerando tudo o que já falamos, era uma pergunta um tanto estúpida. Ele me beijou novamente. Prendendo-me num beijo sedento em que seus lábios se apossavam dos meus, enquanto sua mão voltou a guiar a minha para aquele lugar constrangedor: seu pênis.

Hesitante, apalpei aquele volume crescente na frente de sua calça e Quentin gemeu contra os meus lábios. Libertando-os e escorregando para o meu pescoço, onde beijou suavemente e mordiscou, fazendo-me soltar um gemido e apertá-lo com um pouco mais de força.

– Ei, — ele disse, rindo. – Por favor, só não o arranque fora.

Não consegui conter, acabei rindo também. Tinha que ser Quentin mesmo para vir com essas brincadeiras indevidas. Mordi o lábio inferior.

– Eu devia mesmo. Só de pensar em quantas garotas você já deve ter levado para o mau caminho, como está fazendo comigo – eu retruquei.

– Elas realmente importam? – ele me provocou.

– Então elas existiram? – rebati.

Ele deu de ombros, sentando-se no sofá e me trazendo com ele. Ele me acomodou em seu colo e beijou aquele vão depois do pescoço, na junção da clavícula. Depois desceu para meus seios expostos, resolvendo levar a boca para o seio direito e a mão para o esquerdo. Naquele momento, em que seus cabelos escuros e sedosos eram a única coisa que eu via, eu me esqueci completamente se essas garotas existiram ou não.

Respirando profundamente, senti o cheiro do seu shampoo. Um cheiro refrescante e único de Clear Man Care.

Voltei minhas mãos para a excitação dele novamente, decidida ir um pouco mais longe. Desabotoei sua calça jeans, surpreendendo-o, e passei pelo elástico da cueca preta Armani que ele usava.

– Letty – ele gemeu, jogando a cabeça para trás, quando meus dedos se envolveram em torno de seu pênis. – Sério... Você não...

Acho que nunca vou saber o que ele ia dizer, pois comecei a fazer um vagaroso movimento de vai e vem, para cima e para baixo, que o fez soltar outro gemido. Dessa vez, era daquele que tanto me fascinara noite passada. Daquele que parecia uma melodia erótica que me deixava mais excitada do que qualquer toque seu.

– É assim que se faz? – perguntei no ouvido dele.

Quentin engoliu em seco, confirmando com a cabeça.

– Assim mesmo — ele disse rouco, respirando pesadamente.

Com os olhos semicerrados, seus lábios procuraram os meus. E quando os encontraram, beijou-me cheio de desejo e malícia. Suas mãos deixaram meus seios, para minha cintura e me puxaram para mais perto do corpo dele. Minhas pernas em volta de sua cintura até o apertaram com um pouco mais de força.

Eu estava excitada. Naquele instante, eu desejei senti-lo entrando em mim.

Aumentei um pouco a agilidade do movimento de minhas mãos em seu membro. Deslizando pela extensão com um pouco mais de pressão. Ele gemeu daquele jeito novamente, causando um arrepio em meu corpo que quase me fez gemer também.

– Eu adoro esse seu gemido – eu disse, sem conseguir guardar só para mim. – Me deixa louca quando você geme assim.

Quentin soltou um suspiro audível.

Continuei movendo minhas mãos, até que uma ideia ainda mais vergonhosa saltou à minha mente. Eu nunca tinha feito nada daquilo, mas já assistira a algumas coisas e sabia mais ou menos como funcionava... Mas nunca tinha colocado em prática daquele jeito.

Dei um beijo no pescoço de Quentin, fazendo-o estremecer, antes de substituir minhas mãos por minha boca. Isso mesmo, eu, vulgarmente falando, paguei boquete para o Quentin, num corredor vazio do teatro durante o intervalo do seu ensaio. Pode me julgar agora, sociedade. Em minha defesa: estamos falando do Quentin. Eu faria tudo isso e muito mais por ele.

Nem mesmo ele acreditou naquilo pelo modo com que arfou. Todavia, seu “arfar” de surpresa logo foi substituído por aquele gemido que me arrepiava toda. Vários deles. Enquanto eu lambia todo o comprimento do pênis dele e depois abocanhava a glande excitada e sensível.

Não sei se Quentin seria considerado “bem dotado”. Não é como se eu tivesse muita referência, de qualquer forma, mas parecia ser de um tamanho razoável para as suas proporções.

Senti-lo passar a mão em meus cabelos, segurando-os em um rabo-de-cavalo, enquanto gemia e arfava. Quase me lembrando de como eu havia ficado quando ele me masturbou em sua cama.

Aos poucos, tentei acolher o comprimento dele em minha boca, depois na garganta, antes de tirá-lo raspando de leve meus dentes em sua excitação.

– Letty – Quentin me chamou, puxando os meus cabelos.

Lambi seu comprimento novamente, erguendo o olhar para ele, e rodeei a glande com minha língua. Quentin soltou um gemido rouco novamente, cerrando os olhos. Como se me ver fazendo aquilo fosse excitante demais para observar (esperei que fosse isso). Suguei a cabeça inchada novamente para dentro da boca, sentindo um leve gosto agridoce, antes de tentar enfiá-lo todo na minha garganta novamente.

E foi quando ele soltou um gemido um pouco mais rouco e duradouro, que ele gozou na minha boca. Eu não esperava aquilo, sinceramente, mas me pareceu pior ainda cuspir tudo fora, então num gesto involuntário eu engoli, quase me engasgando com o líquido espesso. Seria muito vergonhoso se eu me afogasse com o gozo dele, certo?

Quando voltei a erguer o olhar para ele, soltando o seu pênis, Quentin estava largado, parecendo exausto no sofá. Percebendo as pequenas gotículas de suor em sua testa e o sorriso satisfeito que ele lançava para o nada, senti-me incrivelmente demais. Passei minha mão por seus cabelos escuros e ficamos um tempo em silêncio.

Até que ele disse, enquanto se ajeitava:

– Você é louca.

Eu ri, sem graça. Resolvendo imitá-lo, fechei o meu sutiã e procurei minha blusa.

– Você me deu confiança – retruquei, evitando o seu olhar. – Considere isso uma retribuição por aquela última noite.

Quentin deu um sorriso divertido, apesar de cansado, e me passou a minha blusa. Eu sorri de volta, vestindo minha blusa branca e passando a mão pelo meu rosto. Caramba, eu havia suado um pouco também. Enquanto prendia o meu cabelo num rabo-de-cavalo, ele disse:

– Eu quero muito dormir com você.

Eu corei e mordi o lábio inferior. Quando olhei para ele, percebi que esperava uma resposta... Mas o que eu poderia responder? Fui pega de surpresa.

– Eu também quero muito dormir com você – confessei. Então suspirei, aproximando-me um pouco mais dele. – Escuta... Antes eu estava sei lá... Com medo, eu acho. Mas... Depois de tudo o que estamos fazendo... De tudo isso que é tão bom e... Novo, pergunto-me como será quando enfim... – Eu corei. – Você sabe.

Apesar de eu ter me atrapalhado toda, acho que ele entendeu, pois se desencostou do sofá para me trazer para mais perto de si novamente. Deitando-me com a cabeça no seu peito ainda nu, ele me abraçou o mais perto que pôde, fazendo-me soltar um suspiro e sentir vontade de lamber sua tatuagem russa nas costelas.

– Vai ser maravilhoso – ele prometeu, beijando minha testa. – Você tem planos?

Franzi o cenho.

– Para... ? – perguntei.

Quentin corou um pouco também, desviando o olhar de mim para o teto.

– Você sabe... Sua primeira vez. Geralmente as garotas fazem várias expectativas sobre isso – ele respondeu. – Não fazem?

Eu sorri, aninhando meu rosto em seu ombro.

– Eu não fiz nenhum plano – eu respondi, contornando sua tatuagem em russo com o dedo. – Acho que nunca pensei que eu chegaria a esse ponto com alguém... Só quero que não seja em nenhum Motel, ou num carro... Ou num sofá no corredor deserto de um teatro. Deus me livre disso.

Quentin riu, constrangido.

– Da próxima vez, arrumo um lugar mais simpático para ficarmos – ele provocou.

Eu ri, negando com a cabeça.

– E você? – perguntei, esfregando-me contra o corpo dele. – Onde foi a sua primeira vez? Como foi e com quem foi?

Quentin sorriu com a minha súbita curiosidade, mas ele não podia me julgar. Eu era namorada dele... Devia saber dessas coisas, não? Ou será que deveria fingir que Quentin nunca havia transado na vida com garota nenhuma?

– Foi numa festa do grupo de teatro – ele respondeu, parecendo tão constrangido quanto eu fiquei ao responder sua pergunta. – Com uma garota muito mais velha e fazíamos tetro juntos... Ela viajou para Los Angeles, tentar ser atriz de cinema e nunca mais a vi na minha vida.

Encarei Quentin, tentando descobrir se ele realmente ficou tão triste com a viagem dessa garota do que como ele soou ao dizer aquilo. Quando ele olhou para mim, ele sorriu e me deu um beijo calmo e ardente, mordiscando meu lábio inferior e deslizando a língua para dentro da minha boca. Encostando-se com a minha suavemente.

Fiz uma careta quando ele se afastou.

– Você não sente nojo de beijar uma garota que acabou de engolir seu esperma? – perguntei, não tive como segurar esse pensamento só para mim.

Minha sorte foi que Quentin tinha bom humor e riu da pergunta. Ok, melhor dizendo, ele gargalhou. Riu tanto que ficou desconfortável eu continuar com a cabeça em seu ombro trêmulo pelo movimento das risadas em seu tórax.

– Vou encarar isso como um: “nenhum pouco, na verdade, eu acho isso encantador” – zombei, revirando os olhos.

Quentin concordou com a cabeça, ainda entre risadas. Ele teve que respirar fundo para se controlar e foi quando seu relógio de pulso apitou. Ele observou as horas e soltou um suspiro sôfrego.

– Hora de voltar para o ensaio... De onde eu vou tirar energias, agora que você praticamente me deixou esgotado? – ele perguntou, pegando sua camisa debaixo de mim e vestindo-a de volta. Provocando-me com o olhar, ele disse: — Merda, vou ter que trabalhar dobrado na próxima vez porque agora estou em débito com você.

Eu ri, apesar de envergonhada, quase soltando um lamento ao vê-lo cobrir aquele abdômen perfeito e suas tatuagens também perfeitas.

– Devia ter pensando nisso antes de começar com as safadezas – eu retruquei.

– Eu comecei com as safadezas? – ele perguntou incrédulo, e acusou: – Foi você quem começou enfiando a mão debaixo da minha blusa.

Eu dei de ombros.

– De qualquer forma, para alguém que disse que eu só iria ver seu corpo depois do casamento, você está me saindo uma pessoa bem moderninha, Sr. McCullogh – zombei com uma expressão jocosa, levantando-me do sofá.

Ele me olhou de volta, divertido.

– E para uma garota sem experiências sexuais, você está se saindo muito bem na sua “iniciação para o mal caminho” Srta. Letterman – provocou-me, levantando-se também e me puxando pela cintura de encontro a ele. Ele me beijou novamente, quase me fazendo esquecer meu nome. – E, em resposta a sua pergunta: Não, eu não me importo. De fato, eu acho isso encantador... Ah, mas só vale se for o meu esperma.

Eu ri, meneando com a cabeça.

Só ele mesmo para fazer essas brincadeiras.

Notas finais
PREVIEW: "- Ah, você chegou numa boa hora... Vem cá – ele disse, me puxando delicadamente pelo braço até uma mesa redonda perto do frigobar, onde um notebook estava aberto. Sentando-se na cadeira, percebi que ele estava no Skype. – Hazel, essa é sua meia-irmã, Letty. Letty, minha enteada, Hazel. Na larga tela do programa, percebi que uma garota muito loira – de cabelos quase brancos – e olhos claros me observava de volta. Eu a reconheci do facebook, pois ela havia me adicionado havia pouco tempo, desde que meu pai voltara. Estava com os cabelos ralos presos num coque frouxo e com uma blusa larga que a fazia parecer muito pequena. - É um prazer enfim te conhecer, Letty – ela disse sorrindo."