Nosso Nome Na Lista.

19 Capítulo 19 - Favores Sexuais.


Notas iniciais
21 REVIEWS??? SÉRIO??? 0.0 Caraca, vocês estão demais!!!! *--* Eu lamberia o sapato de cada uma de vocês só de felicidade... Mentira, eu não faria, mas acho que faria algo bem legal para vocês... Como um Fanart de Quentin e Letty... Acho que vou tentar fazer *--* AGRADEÇO AOS REVIEWS DE: > The Strange Girl > Cleozinha > Garota Depressiva > Autunm > Sara Gabriely > Akuma Kun > Senhorita Foxface > Alala Chan > katp > Clove Flor > Xelly > GiovannA > Laladhu > Delicate > Fanta > Red kaleidoscope > Pandanizer Quivanline > Caldtymilt > Nixe > Allinegmar > Pretextando CURTAM ESSE CAPÍTULO CAMBADA DO MEU CORAÇÃO!! Bisou Belle.Époque PS: Desculpem a minha demora para postar. Consegui vida social e essas últimas semanas da facul estavam difíceis -.- Tive vários trabalhos e numa única semana meu celular foi roubado (meu xodó de 2 anos TT-TT) e esqueci meu Pendrive com capítulos da história na xérox em frente à faculdade. Resultado: roubaram também.

Capítulo 19 – Favores Sexuais.

O prédio de Helena ficava num antigo prédio do começo do século XX, num estilo bem pobre de Art Nouveau, ao lado do Teatro Municipal. Ele estava inesperadamente bem conservado, tanto interna quanto externamente, bem melhor do que qualquer outra construção antiga na nossa cidade. Mas... Ainda havia um porém...

A falta de elevadores.

– Eu sinto pena de todas as mulheres de família que tiveram que subir essas escadas no passado – eu comento com Helena. – Essa casa tinha cinco andares!

A loira ri.

– Imagine então subir esses cinco andares com aqueles vestidos pesados e quentes... – ela complementa, fazendo uma careta.

Nós assentimos com a cabeça e ficamos em silêncio, em solidariedade.

– Eu sinto pena... De todos os homens de família... Que tiveram que carregar... Suas mulheres nas costas... – Quentin resmunga, entre arfadas. – Podemos... Descansar um pouco?

Eu olhei para ele, que me carregava nas costas, e ele me olhou de volta por sobre o ombro. Havíamos acabado de chegar ao segundo andar e ele estava vermelho e começando a suar (eca!). E isso porque o apartamento de Helena ficava no quarto andar. Ainda estávamos na metade! Sinceramente, depois daquela demonstração de força na rua, esperei que Quentin fosse mais forte que isso.

De qualquer forma, ainda não quero me tornar uma assassina.

Sendo assim, faço sinal de que vou descer dele quando Helena empurra minhas costas contra ele e fica me segurado. Impedindo-me de dar a sua “folga”.

– O quê? Você deu a ideia e nem aguenta? – ela o provoca maldosamente. – Achei que você fosse mais forte... Letty é tão magrinha que nem deve pesar muito...

Arregalo os olhos para aquela maluca com ares psicóticos e ela me lança uma piscadela divertida. Adorando ver o sofrimento de Quentin. Esses dois tinham uma relação muito estranha. Como se ele fosse o super-irmão que adora proteger a irmã (afinal, ele foi para a minha escola só para procurar a ex-namorada de Helena!), e como se ela fosse a irmã sádica que adora perturbá-lo.

Estranho. Muito estranho.

E de qualquer forma, eu tenho certeza de que, quando Quentin viu minha expressão infeliz pela falta de elevadores e disse: “Quer que eu te leve nas minhas costas?”, ele não esperava que eu pulasse nele e dissesse: “Ótima ideia!”.

– Helena, me deixa descer! – eu mando, sem graça. – Não quero matar Quentin ainda!

A loira ri, divertida, e me solta, mas quem me segura desta vez é o próprio Quentin. Ele aperta minhas pernas como se não quisesse que eu descesse dele ainda e tenho que conter a vontade de rir pelas cócegas que sinto atrás dos joelhos.

– Não. Você vai ficar aqui. Eu aguento – ele diz, acariciando minhas pernas. – Mas é bom que você me recompense quando chegarmos ao maldito 4º andar!

– Re- recompensar?! – gaguejo sem graça e sentindo meu rosto esquentar.

Sim. Mil eventos pervertidos corriam livremente em minha cabeça. Talvez seja isso o que as pessoas querem dizer com “Hormônios descontrolados”, pois eram tão desconcertantes e quentes que eu dei graças a Deus por Quentin não ser capaz de ler minha mente... Quer dizer, não pelo que eu saiba, pelo menos.

– Por meio de favores sexuais? – Helena provoca.

Olho para ela com nervosismo. Esperando que ela entenda que não quero que ela dê ideias para o garoto. Todavia, foi tarde, Quentin já está sorrindo. Com aquele sorriso e aqueles olhos de quem está gostando do que vê ou de quem... Sei lá, de quem está pensando coisas.

– Quem sabe? – ele responde dando de ombros.

Espere! É impressão minha ou estou sentindo a mão dele escorregar para mais perto do meu traseiro?! Dei uma joelhada em sua costela e ele gemeu e se encurvou.

– Lembrando que você vai ganhar nada se não me subir em segurança – eu digo, apertando meus braços com mais força ao redor do seu pescoço. – Até lá, fique com essas mãos bobas longe de partes perigosas.

Quentin me olha por sobre seu ombro e percebo que não gosto do seu olhar. Ou melhor, eu amo o seu olhar. Só não sei se gosto do brilho de desafio que ele carrega. Como se estivéssemos falando de uma aposta, e isso me deixou nervosa.

Engulo o seco.

– Promessa é dívida – ele diz me ajeitando em suas costas.

Eu concordo com a cabeça enquanto ele dá um sorriso maldoso que me causa arrepios agradáveis e inoportunos.

– Te vemos lá em cima, Helena!

De repente, ele segura as minhas pernas com mais força e, antes que eu consiga abrir a boca e gritar “socorro!” para Helena, Quentin se joga escada a cima e começa a subir. Não como uma pessoa normal – Não, porque Quentin não era uma pessoa “normal”–, mas como se o prédio estivesse sendo inundado e o último andar fosse a nossa salvação.

Prendi minhas pernas e meus braços em volta de seu (delicioso) corpo com mais força. Sim, com medo de cair. Mas, mais rápido do que eu esperava, ele parou e riu da minha cara (eu acredito) quase sem fôlego. O quê? Já havíamos chegado?

– Ficou com medo? – ele pergunta.

– Apavorada – confesso com dificuldade.

Quentin ri de mim novamente.

– Você não confia em mim? – ele pergunta em tom quase ofendido.

Ergo minha cabeça, encostada em suas costas, e o encontro me olhando sobre o ombro. Parece estar se divertindo com meus braços tremendo, e a cor que havia escapado de meu rosto durante a subida volta com intensidade para as maçãs-do-rosto. É até difícil encontrar bom hmor para dizer:

– Bem... Você não é Edward Cullen.

– Graças a Deus – ele responde.

– Eu acho que não... Ele é bem charmoso – eu provoco.

Quentin ficou em silêncio por um momento.

– Devo me sentir ameaçado? – pergunta de maneira sombria.

– Acho que não... Duvido que ele tenha a metade do seu porcentual de seduzência se montássemos um “sexyômetro” – eu brinco. – Tirando o fato que brilhar no sol é brochante...

Quentin dá uma gargalhada gostosa que causa arrepios na minha espinha.

– Então... – Eu limpo a garganta, encontrando coragem. – É legal ficar entre minhas pernas?

Quentin parece se lembrar de que ainda estou montada nele e se abaixa para me deixar descer. Minhas pernas estão dormentes e sinto como se suas mãos ainda estivessem as segurando contra ele. Isso me faz corar contra a minha vontade.

Ele está corado também. Só não sei se é de vergonha ou de esforço... De todo modo, ele fica bem assim. Combina com os cabelos escuros e contrasta com os olhos claros.

– Então... Você está o quarto andar... Em segurança – ele observa enquanto se aproxima de mim vagarosamente.

Eu recuo instintivamente e ele avança, até me ter sem escapatória contra a parede. Que clichê... Todavia, meu coração começa a bater freneticamente no peito. Como se fosse eu quem houvesse subido as escadas, não ele. Talvez fosse porque ele estava me olhando com aqueles olhos intensos de um predador. Apesar de eu saber que o perigo não é real (Quentin, perigoso? Nunca), mas ele é bom ator... Sinto-me ameaçada quando ele se apoia na parede atrás de mim e dá aquele sorriso perigoso.

Seu hálito quente me envolve com a proximidade Parece que o calor irradia dele como se ele fosse o sol... Talvez ele fosse Apolo e eu nem saiba. Isso justificaria sua beleza fora do comum e seu talento para atuar.

– Pronta para pagar com “Serviços sexuais”? – ele provoca.

Eu ainda te mato Helena!

– Se você pegar leve comigo-...

Ele devora meus lábios num beijo diferente do primeiro. Era selvagem e com um nível de desejo que me deixou sem reação. Seus dentes mordiscavam meus lábios e sua língua invadia a minha boca com posse. Por um instante, enquanto aquele agradável arrepio percorria a minha coluna, senti-me derreter sob seus lábios.

Não sei se Quentin sentiu também, mas ele me carregou pela cintura e cruzei as pernas em seus quadris novamente, apesar da conotação diferente. O agarrei sobre os ombros e arrisquei arranhar de leve sua nuca. Contra meus lábios, Quentin dá um sorriso satisfeito. Deslizo minhas mãos para os seus cabelos lisos. São macios e tem cheiro de... Cigarro?

Empurro-o de leve e ele me olha, ofegante.

– Você fuma? – pergunto.

– Não... – ele responde, parecendo confuso com a minha pergunta. – Não, mas tenho amigos que fumam... Estou fedendo a cigarro?

Eu nego com a cabeça, querendo rir. Quentin era tão bonito que parecia que palavras como “fedendo” não combinavam com ele.

– Odeio cheiro de cigarro... Mas gosto quando é sutil nas pessoas – confesso. – Estranho, né?

– Muito estranho – ele responde, acariciando o meu rosto. – Sabe o que é mais estranho em você?

Eu geralmente sou capaz de passar tardes tediosas pensando em coisas que eu faço e que são estranhas, todavia, olhando para os olhos claros de Quentin, não consigo pensar em muita coisa. Sendo sincera, não consigo pensar em nada. Só que seus olhos parecem... Diferente de tudo e de todas as joias que eu já vi na vida (e minha mãe tem muitas joias).

Enfim, nego com a cabeça.

– O jeito com que você interrompe as coisas quando estão começando a ficar boas – ele sussurra em meu ouvido.

Ele me beija, bem abaixo da orelha, e essa é a única coisa que me impede de protestar e lembrar que, na maioria das vezes, eram os outros que nos interrompiam ou atrapalhavam... Não que antes tivéssemos algo concreto, mas eu sentia isso. Assim como eu sentia que, naquele momento, quem nos interrompeu, foi Helena.

– Opa, parece que cheguei no meio de uma performance de G. U. Y... – ela provoca divertida. – Querem uma trilha sonora? “I don’t need to be on top To know I’m Worth it ‘Cuz I’m strong enough to know the truth…”

Eu coro absurdamente ao ouvi-la e Quentin me põe no chão.

– Você bem que poderia ter enrolado um pouco mais, né? Estávamos quase lá... – Quentin provoca, fingindo estar chateado.

Não sei por que, mas dou um soco incontido no ombro dele e Quentin me olha surpreso. Sinceramente, nem eu soube por que eu bati nele. Só tive vontade. Estranho.

– Tá vendo? Você a deixou sexualmente frustrada – Quentin continuou.

Helena revira os olhos com diversão.

– Bem, vocês se importam de continuarem lá dentro? Não quero que meus vizinhos vejam essa pornografia barata no corredor – ela responde abrindo a porta de seu apartamento. – E, acredite, você estava muito longe de chegar “lá”. Até parece que Letty deixaria.

– Hell, eu devo te lembrar de que a maioria de seus vizinhos são atores e pessoas jovens? – ele comenta, empurrando-me para dentro do apartamento de Helena. – Até parece que estamos falando de crianças inocentes e famílias recatadas...

A loira dá língua para o amigo, e eu continuo em silêncio. Sem saber o que estou sentindo ao certo. Algo como vergonha de ter deixado Quentin me agarrar daquele jeito no meio de um corredor, misturado com curiosidade com o novo espaço que eu estava conhecendo.

O apartamento de Helena era pequeno para os meus padrões (que, sendo sincera, não eram “padrões normais”), não havia televisão em sua sala de estar e, eu confesso, isso foi um choque para mim. Havia somente um espaço de conversação formado por uma mesa de centro verde-água e rodeada por sofás roxos que pareciam confortáveis, num canto havia uma estante abarrotada de livros (que eu duvido que ela já tenha lido) e uma escrivaninha com um computador em cima.

Vejo por um arco, sua cozinha colorida e jovial e fico curiosa para conhecer o resto.

Por algum motivo, aquele lugar tem a cara de Helena. Como se toda sua essência jovial e vivaz (bem colorida) estivesse impressa em cada papel de parede ou em cada tábua do chão. Estranho. Eu nunca havia sentido isso antes... Só quando eu invadia o escritório do meu pai.

– Tá babando no meu bebê né? – ela me puxa dos devaneios, abrindo os braços em um gesto amplo. – Você gostou? Um amigo arquiteto meu foi quem me deu umas dicas de decoração...

– Eu adorei... – digo. – É... A sua cara!

Helena sorri e joga os cabelos para trás.

Sinceramente, eu gostaria de sorrir também.

Mordo o meu lábio inferior (o que sempre acontecia quando eu queria refrear as lágrimas) e lhe dou as costas. Caminho até a sua janela fechada, como se eu precisasse de ar ou me concentrar em outra coisa, e escuto passos se afastando... E passos se aproximando. Sua mão pousa em meu ombro e tenta me virar para ela.

– O que houve, Letty? – Helena pergunta, parecendo perder um pouco do seu brilho de felicidade e despreocupação. Isso me faz sentir culpada. Alguém como Helena não deveria ficar assim, preocupada. – Sua mãe aprontou feio, foi?

Eu sorrio. Sempre gostei o modo como Helena falava dos adultos como se fossem ainda fossem crianças que faziam besteiras e, por isso, devêssemos ser pacientes com eles.

– “Aprontou” não é a palavra que eu usaria – confesso, virando-me para ela.

Quentin misteriosamente sumiu da sala de estar, deixando meu coração nervoso por um momento (até ouvir um barulho na cozinha). Provavelmente, Helena pedira para que ele nos deixasse por um instante.

– Então... Que palavra você usaria? – ela pergunta, sentando-se no parapeito da janela.

Eu mordo os lábios e dou de ombros.

– Sei lá... Como você chama quando alguém mente sobre seu pai durante dez anos? Ou pior, quando essa pessoa aparentemente te odeia e só fez isso porque adora te ver sofrer?! – eu pergunto, sem me dar conta que quase estou gritando de raiva.

Respiro fundo e volto a olhar pela janela. Tento me acalmar.

– Letty... – Helena me chama, com um suspiro solidário.

– Ela disse que ele não queria saber de nenhuma de nós duas depois do divórcio – eu comento, encostando-me ao seu lado. – Ela disse... Que ele havia mentido... Que ele havia prometido manter contato somente para me tranquilizar... Porque eu era uma só criança na época e não sabia como dizer que eu simplesmente... Não significava nada para ele.

Eu aperto a mandíbula. Furiosa.

– Então... Hoje eu atendo o telefone... E adivinha quem está do outro lado?! O pai que... Supostamente não queria saber de mim! E adivinha o que ele está dizendo?! “liguei várias vezes... Quase toda semana... Sua mãe dizia que você não queria falar comigo...”. – Eu dou um grito de frustração.

Helena está com as sobrancelhas erguidas, muito surpresa. Sinceramente, até eu estava surpresa comigo mesma. Acho que depois de que Quentin cuidou de minha tristeza, só sobrou a minha raiva para Helena lidar.

– Por que ela faz isso comigo?! Ela me odeia tanto assim?! – eu brigo, batendo o pé no chão.

– Talvez ela seja uma daquelas pessoas que tem pré-disposição a serem perversas – minha amiga comenta, divertida. – Talvez ela faça isso pelo simples prazer de te ver triste... Ou por uma simples “curiosidade mórbida”.

Eu olho para a garota de cabelos loiros-morango e acho que meu olhar é tão feio que a faz dar um sorriso amarelo e dar de ombros como se pedisse desculpas. Sinceramente, não acho que minha mãe tenha “curiosidade mórbida” ou tivesse um “simples prazer de me ver triste”.

– Não a entendo... Mas não acho que ela seja assim – eu lhe respondo.

– Bem... Você obviamente não ficou para perguntar ou confrontá-la – Helena comenta.

Eu cruzo os braços.

– Sinceramente, eu não confiava em mim mesma para fazê-lo – confesso, respirando fundo para me concentrar e relaxar. – Não queria chorar na frente dela e nem surtar ou... Sei lá, bater nela até vê-la inconsciente, porque essa é a minha vontade neste momento...

Helena se desencosta da janela e se afasta dois passos, fazendo-me franzir o cenho para ela.

– Não quero ficar na zona de risco... – ela brinca.

Eu reviro os olhos, sem vontade de rir desta vez. Ela percebe e resolve assumir um ar sério.

– Escute... Esse problema, do seu pai e das mentiras que ela te disse, não vão sumir a menos que vocês duas sentem e conversem sobre isso – ela sugere, segurando meus braços. – Você pode ficar aqui no meu apartamento até se acalmar ou se sentir melhor... Mas você vai ter que encarar isso. Você sabe, não é?

Solto um suspiro.

Sim, eu sabia. Mas, como lhe disse, eu não estava mentalmente preparada para ter esse tipo de conversa com a minha mãe. Não sem ter vontade de chorar, gritar e matá-la. Talvez, quando esses desejos descontrolados passarem, eu seja capaz de sentar e de conversar como uma pessoa civilizada novamente.

Não que minha mãe merecesse isso...

– Eu sei – eu respondo enfim, engolindo em seco.

– Ótimo – Helena afirma, me puxado para um abraço caloroso. Apesar de seu corpo ser magrelo e quase sem curvas (como aquelas modelos de passarela), nunca conheci alguém cujo abraço fosse tão bom. Com exceção de Quentin.

Abraçar Quentin era uma das melhores coisas que eu já fiz na vida... Beijá-lo então... Era definitivamente outro nível.

Notas finais
Respondo os reviews mais tarde, ok. Pq eu tenho que ir dormir galera!!