Nosso Lugar Especial
11 Doce e Puro Amor
Notas iniciais
Ao chegarmos ao parque demos uma caminhada por lá. Era realmente muito grande e alguns brinquedos me davam medo.
— Hey, hey, Yan!! Eu não quero ir na montanha russa de jeito nenhum. – Eu disse choramingando.
— Vamos só uma vez, vai. – Ele pediu com aquela cara de cachorrinho. – Eu nunca fui em nenhuma e parece tãoooo divertidooo..
— M-mas... E-eu…
— Vamos deixar pro final, ok? – Ele disse olhando pra uma barraquinha – Você quer algodão doce?
— Sim! – Senti meus olhos brilharem ao ver a barraquinha de algodão doce. Aquilo era tão bom quando eu comia na minha infância – Vamos lá pegar? – Eu perguntei
— Vamos, mas antes, me prometa que vai na montanha russa comigo. – Ele disse rindo.
— Ei!! Isso é um golpe sujo! – Pensei um pouco – Mas ok, eu vou... Eu acho...
Ele comprou um azul pra mim e um amarelo pra ele, e fomos caminhando para o primeiro brinquedo, ele parecia meio assustador, mas eu queria experimentar coisas novas, ainda mais com Yan ao meu lado...
— Yan, o meu acabou, me dá um pouco do seu? – Enquanto caminhávamos eu disse.
— Tá, ta, mas só um pouquinho ta? – Disse ele enquanto parava pra pegar os ingressos pra entrar na... Balsa Viking...
Entramos e sentamos no fundo, pois pelo o que ele disse era o lugar mais divertido, eu fiquei encolhido, com medo enquanto segurava a mão do Yan com força. É como se eu estivesse aguardando a minha morte.
— Lucas, relaxa, é só um brinquedo. Não vai acontecer nada demais, e por fim das contas é muito divertido, vamos aproveitar! – Ele disse dando aquele sorriso que me mata de tanta vontade de…
— Yan, não sorri assim, eu fico com muita vontade de te... beijar. – Eu disse olhando em seus olhos.
E de repente a barca começou a se movimentar, eu fiquei ainda mais assustado e fiquei segurando o braço de Lucas, ela começou a ir e vir por diversas vezes, eu não estava mais achando aquilo assustador, aquilo estava divertido!
-Yaaan! Até que isso é divertido mesmooo! – Eu gritei em seu ouvido em meio dos gritos das outras pessoas que estavam no brinquedo. – Obrigado. – Dei um beijo em sua bochecha.
— Mas eu te faleeeei! – Disse segurando em minha mão.
O brinquedo começou a parar aos poucos, e logo saímos.
— Então, gostou? – Lucas perguntou enquanto me levava a uma barraquinha.
— S-sim! Foi demais! Eu sempre achei que essas coisas seriam assustadoras mais acabei me divertindo bastante naquele brinquedo!
E então chegamos a uma barraquinha, em que a pessoa pagava pra atirar e se conseguisse derrubar ganhava prêmios. Tinham diversas coisas, de pelúcias até chocolate, eu era muito bom nisso, então logo peguei a arma.
— O que você quer, Yan? – Eu perguntei sorrindo.
— M-mas eu que queria pegar pra você!
— Sem reclamações, em sempre fui bom nisso. – Eu ri. – Então, qual você quer?
— O-okay, então eu quero... Aquele golfinho de pelúcia!
Comprei cinco balas, tentei pela primeira e não consegui, mas logo acertei na segunda tentativa, o que fez os olhos deles brilharem.
— Eu nunca conseguiria pegar uma coisa dessas, Lucas. Obrigado! – Ele disse me abraçando – Agora to com inveja, hehehe – Ele comentou baixinho.
— V-você quer que eu te ensine? A-ainda tem três balas
— O-okay. – Ele chegou mais próximo e eu o entreguei a espingarda, ele pegou e eu me posicionei atrás dele, o que me fez corar um pouco, mas era só pra ajudá-lo a mirar! – Você pega essa parte aqui, e mira um pouquinho pra direita, e depois... – Ele atirou sem querer e acabou acertando algo por sorte!
— Meu Deus, eu acertei!!! – Ele dizia quase pulando de alegria
— S-sim, você pegou um coelhinho pra mim, eu amo coelhos!! – Meu Deus, que sortudo. Mas deixei-o pensando que acertou, ele parece tão feliz, e eu adoro o ver feliz. – Obrigado. – Eu disso o abraçando.
— V-você sabe que foi por sorte…
Nós pegamos as nossas pelúcias e saímos dali, felizes da vida, fomos a vários brinquedos. Uns mais radicais outros mais românticos, além de muito divertido nós sempre nos acariciávamos e não parávamos de falar por nada que houvesse nesse mundo. Como um casal... Afinal, é isso que somos!
Eu estava me divertindo bastante, porém o parque já se aproximava da hora do fechamento então decidimos quais seriam os dois últimos brinquedos, no caso a montanha russa e a roda gigante.
— Vamos pra montanha russa agora? – Eu disse animado.
— Não era você que estava morrendo de medo? – Disse sorrindo. – Mas vamos, estamos quase sem tempo e temos que nos apressar!
Ele segurou em minha mão e me puxou até a roda gigante. Chegamos lá rápido. Ela era linda, tinha alguns loopings, o que me deixou com um friozinho na barriga. Mas eu fui, afinal Yan estaria comigo.
— V-Vamos?
— Sim!
Logo depois entramos, sentamos um do lado do outro e seguramos nossas mãos. O brinquedo começou a se movimentar lentamente, e como eu queria que ficasse daquele jeito pra sempre, mas logo depois da subida até o ponto mais alto ele despencou de vez, começou a fazer algumas voltas, a subir e a descer rapidamente. Eu segurava fortemente na mão de Yan e ele segurava na minha, e apesar de tudo isso... Aquilo foi... Divertido?
Acho que a coisa realmente muda quando estamos com a pessoa que amamos ao nosso lado, dá uma certa sensação de segurança... Que eu julgo ser inexplicável.
Saímos de lá quase caindo no chão, mas estávamos sorridentes! Gritar sem nenhum pudor também é uma sensação incrível.
— V-você gostou, Lucas?
— Sim! Muito e você?
— A-acho que quando a pessoa amada está ao seu lado, tudo fica mais fácil! – Eu disse, o encarando. – Mas estamos sem tempo pra isso! Vamos logo pra roda gigante!
Então corremos até a roda gigante, não poderíamos sair dali sem conhecê-la, ela era linda e tinham várias cabines, cheias de luzes e era realmente muito grande!
Entramos em uma das cabines e sentamos apreciando o céu que era bem visível enquanto o brinquedo subia cada vez mais.
— E-ei, Yan. – Eu disse atraindo a atração dele. – Eu posso fazer uma coisa que estou com vontade desde que chegamos aqui?
— Claro o que seria? – Ele perguntou se surpreendendo com minha aproximação, mas logo entendeu e nós nos beijamos, quando estávamos no ponto mais alto. – E-eu também estava quase morrendo de vontade! – Disse me dando outro beijo, calmo e sereno, o beijo que era tão doce, o beijo que eu tanto amava.
— Eu te amo, Lucas.
— Eu também te amo, Yan.
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