Nosso Lugar Especial
6 Amor e Confissão
Notas iniciais
Eu estava realmente muito nervoso com toda aquela situação, mas logo o médico, notando o meu estado veio me acalmar, e começou a “passar o diagnostico” pra mim.
— Lucas, você está com apendicite, mas pode ficar calmo, é uma cirurgia com quase nenhum risco. – Disse ele. – Você tem sorte por ter detectado a inflamação logo de início. Essa doença só começa a ter riscos quando o paciente, mesmo sentindo muitas dores, acaba por optar a não vir ao hospital, e com o tempo a inflamação se agrava, podendo até mesmo romper e acabar infeccionando toda a região a sua volta.
— Mas como a sua ainda está no estágio inicial vamos apenas fazer uma cirurgia simples, retirando a apendicite, já que não vai fazer muita diferença no seu organismo.
—O-ok, mas, quando vão me operar?
— O mais rápido possível, para que o caso se agrave, e logo depois você ficara por alguns dias em repouso aqui no hospital.
— Eu poderia... Chamar um amigo pra me fazer companhia na pós cirurgia?
— Claro – O médico diz abrindo um grande sorriso.
— O-obrigado.
Fico realmente feliz em saber que poderia chamar um amigo e não ficar no tédio ali, sem fazer nada. Decido então pedir para minha mãe ligar para Yan quando eu terminar a cirurgia, entregando, assim o meu celular pra ela.
E=~( P.O.V Yan on )~=3
Após toda aquela confusão e desespero, a mãe de Lucas me explicou tudo, e disse que Lucas pediu para que ele fosse lá o visitar, afinal ficar dois dias de repouso seria bem entediante. Eu confirmo minha presença e me despeço dela, indo assim para casa esperar pelo horário.
Chego em casa, explico a minha mãe toda a situação. Ela concorda e me deixa ir lá, dizendo que se eu quisesse, poderia até dormir lá, pois já passou por isso e sabia o quanto o apoio dos amigos coloca a pessoa pra cima e a ajuda na recuperação.
Me senti bem feliz ao ouvir aquilo da minha mãe, falei pra ela que ia me arrumar, afinal o horário já se aproximava. Subi para o meu quarto, tomei banho, vesti-me com uma roupa nem tão chamativa, mas nem tão “depressiva” e desci, me despedindo da minha mãe e chamando um Uber para me levar.
Ao chegar lá converso com a mãe de Lucas, e ela agradece por apoiar ele neste momento. Diz que ele já havia feito a cirurgia e agora estava bem, apenas dormindo e que logo ele despertaria.
Entro no quarto e me sento ao lado da cama onde ele estava. Como era belo enquanto dormia, aquele loiro com sua expressão tranquila e adorável.
Fico ali durante um tempo, apenas olhando para seu rosto, até que decido pegar em sua mão e encostar minha cabeça na beirada da cama, como um cachorrinho aguardando a volta do dono para casa.
E=~( P.O.V Yan off )~=3
Acordo ainda meio zonzo, provavelmente pelo efeito da anestesia, olho para o lado e me deparo com Yan, segurando minha mão enquanto dormia encostado na cama. Decido não acordá-lo, ele parecia tão bem ali, dormindo…
Até que o senti acordar, levantando assim sua cabeça e olhando diretamente em meus olhos. Eu me perdia na imensidão de sua beleza.
— Lucas! – Ele disse, me dando um abraço não tão forte, porém muito carinhoso.
— O-oi Yan, você realmente veio, não? – Eu disse soltando um sorriso em meus lábios.
— Claro que eu vim! – Dizia ele enquanto acariciava meu rosto. — Você quase me mata de susto hoje, sabia? Eu praticamente surtei quando sua mãe me disse pelo telefone que você iria fazer uma cirurgia urgente!
— Hahaha, me desculpe, eu não pude escolher ter isso!
— Eu sei disso, agora não se esforce.
— Ok, “doutor”. – Eu disse em um tom de ironia. – Mais alguma coisa?
— Sim...
— O que?
— Sua boca. – E no momento em que ele disse isso, ficou da cor de um pimentão, e aposto que eu também.
— D-desculpe, poderia repetir isso? – Eu disse criando esperanças em sua resposta.
Mas então Katarina entra na sala, acompanhada das três meninas, estragando totalmente o clima com aqueles olhos de fujoshi pervertida.
— SE BEIJEM LOGO, POR FAVOR!! – Ela dizia e as outras concordavam.
Lembro de ter ficado extremamente envergonhado, mas minha única reação foi jogar um travesseiro nelas e as mandarem calar a boca, afinal, se elas não atrapalhassem tudo, aquilo realmente poderia acontecer, eu penso engolindo seco.
Todos nós rimos, e ficamos conversando, discutindo, e elas tentavam desesperadamente nos jogar um pra cima do outro, o que acabava só piorando a situação, nos deixando completamente constrangidos.
Elas se despediram, dizendo que tinham que ir embora, pois iam fazer qualquer besteira. As agradeci por terem vindo, e logos elas se foram.
Eu e Yan estávamos sozinhos novamente, com aquele clima super pesado e constrangedor.
— M-me desculpe por elas…
— Não tenho problema, eu até que gostei delas. – Disse ele enquanto deixava escapar um lindo e espontâneo sorriso.
— E então, onde paramos mesmo? – Sem pensar eu disse, logo ficando vermelho como um pimentão ao lembrar o que estava prestes a acontecer antes delas entrarem no quarto. – Ahh, como foi seu dia hoje? – Tentando mudar de assunto eu perguntei.
— Não foi tão bom, até eu chegar aqui e ver que você estava bem. – Aqueles olhos realmente estavam me matando, ele era... Tão perfeito e fofo.
— Ai para Yan, assim eu fico constrangido! – Eu disse sorrindo
— Como eu já disse milhares de outras vezes, seu sorriso é lindo.
Eu estava sem escapatória, não sabia mais o que fazer, ou como reagir a ele. Eu simplesmente queria começar a o beijar e nunca mais parar.
— Sabe Lucas, até que essa cirurgia serviu para algo – Ele disse olhando no fundo dos meus olhos.
— E o que seria esse “algo”? – pergunto meio curioso.
— Pra eu finalmente perceber... O quanto eu te amo.
E quando eu menos esperava, nossos lábios estavam selados. Eu simplesmente não conseguia mais esconder e me entreguei a Lucas, intensificando ainda mais o beijo e colocando meus braços em volta de seu pescoço, até que algo que eu realmente comecei a odiar naquele momento nos separou: o ar.
Eu estava tão feliz que poderia morrer naquele exato momento, e diante do meu amado se declarando para mim, eu só consegui pensar em uma coisa.
— E-eu também te amo, Yan – Eu disse ainda ofegante e, dessa vez tomando iniciativa para um beijo calmo e sereno, que duraram alguns muitos segundos. Até que noto a presença de um ser naquele quarto.
— MEU DEUS! EU SABIA QUE VOCÊS TINHAM NASCIDO UM PRO OUTRO! YAOI NA VIDA REAL, QUE DELICIA! PODEM CONTINUAR E FINGIREM QUE EU NEM ESTOU AQUI! – Gritou Katarina, nos olhando novamente com aqueles olhos pervertidos.
Mas daquela vez, apenas rimos, durante um bom tempo, observando a feição maravilhada de Katarina nos observando e mostrando assim, para a primeira pessoa conhecida, o quando nos amávamos.
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