Notas iniciais
Olá!!! Sei que está curtinho, mas fiz com amor! Espero que gostem ^-^’ Leiam as notas finais, deixei um recado importante lá!

Eu já estava acordado há um tempo, escrevendo alguns posts pra o meu blog, meu blog é um projeto meu, um lugar pra os outros LGBT’s se sentirem normais, e aceitos. Lá eu faço algumas colunas e conto um pouco da minha vida, momentos tristes, momentos felizes, crises e brigas no relacionamento, que por incrível que pareça (ou não) sim, eu e o Yan brigamos! Afinal, somos um casal normal!

Eu fiz o post sobre a criança que iríamos adotar, nós já havíamos a visitado algumas vezes, então decidi compartilhar logo com todos o nome da nossa futura filha.

“Ela se chama Ângela gente! O significado do nome é algo como A Mensageira!”

Depois do post dormi um pouco, pra o tempo passar rápido e Yan chegar pra nós irmos ao orfanato.

(...)

Eu acordo e percebo que ainda demoraria um pouco para o mesmo chegasse, decido fazer algo pra comer, só havia tomado café da manhã naquele dia... E mesmo a minha mãe tendo me ensinado a fazer uns ótimos pratos antes de vir morar com Yan aquilo não enchia o estomago pra o resto do dia!

Só fritei um pouco de carne (que escondia de Yan pelo fato dele ser vegetariano) e comi com um pouco de arroz do dia passado e batata palha.

— Ahh, como eu amo batata palha— Pensava enquanto comia.

(...)

Estava quase pegando no sono novamente quando ouço o som da garagem se abrindo, logo vou receber Yan, com abraços e beijinhos. Nós conversamos um pouco e ele foi tomar um banho, comeu a mesma coisa que eu só que substituindo a carne por soja. Nos arrumamos e logo entramos no carro, estávamos muito ansiosos pela chegada da nossa querida Ângela.

Foi realmente demorado achá-la, o processo de adoção não é nada fácil, mas eu entendo o porquê de ser assim.

(...)

Chegamos ao orfanato e cumprimentamos as crianças, que faziam uma festa de despedida pra nossa querida Ângela, ela já era grandinha, tinha 14 anos, mas era um doce de criança. Não tinha preconceitos, e aceitava cem por cento o fato de que a família seria constituída por dois papais, e não por um papai e uma mamãe.

Ângela é baixinha e bochechuda, tem olhos castanhos, mesma cor de deus cabelos, e tem também várias sardinhas espalhadas por toda extensão de seu rosto.

Nós estávamos felizes, e ela também. Ela queria encontrar uma família que a quisesse, pois das ultimas duas vezes ela fora devolvida ao orfanato. Coisa que infelizmente acontece muito, as pessoas adotam sem pensar direito e depois se arrependem, devolvendo a criança e causando um grande baque emocional nela. Mas desta vez daria tudo certo, eu sabia muito bem como era desgostoso ser entregue de volta.

Nós aproveitamos e interagimos com as crianças, nos emocionamos na despedida e logo fomos para casa, dizendo para Ângela que sempre que quisesse poderia visitar os seus amiguinhos.

Ângela parece ter tido um passado triste, algo que ela esconde, mas com o tempo ela vai se abrindo com a gente, eu tenho certeza.

(...)

Chegamos em casa e fomos mostrá-la pra Ângela, mostrando cada cômodo da casa, e por fim, mostrando o novo quarto dela, que nós havíamos preparado há alguns meses. Ela pulou em nossos braços e começou a chorar.

— M-muito obrigada por me adotarem. – Ela dizia entre soluços – Eu Amo vocês!

— Nós também te amamos filha – Nós dissemos enquanto eu enxugava suas lágrimas e Yan acariciava seus cabelos.

— Gostou do quarto amor? – Disse Yan.

— Claro! Eu nunca tive tantos brinquedos em toda minha vida! – Ela dizia enquanto se soltava dos nossos braços e caminhando até um boneco do Flash. – Ah, só queria pedir uma coisa... – Disse meio envergonhada — Vocês poderiam me dar um mangá?

— Você gosta de mangás?! É Claro que te damos, na verdade o papai Yan pode até ter! Ele também adora! Mas... Qual seria o nome?

— Donut Letter. – Ela disse meio corada.

— V-você gosta de yaoi??! – Yan disse enquanto tossia engasgado.

— Claro! Sou uma fujoshi iniciante – Ela disse cheia de orgulho — Então, Vocês podem me dar...? – Disse com um sorriso muito lindo estampando em sua face e com carinha de cachorrinho pidão.

Como alguém nesse mundo conseguiria negar algo a esse ser tão fofo!?

— Eu acho que ainda tenho guardado, eu li quando tinha sua idade, mas vou reler pra ver se não tem nada de impróprio, mocinha. – Disse Yan tentando soar como um pai responsável.

— Mas você mesmo não disse que leu quando tinha a idade dela? – Eu disse rindo, e logo fui acompanhado pelos outros dois.

— Vocês são uma ótima família – Disse Ângela entre as gargalhadas. – Acho que já me adaptei. – E nós nos abraçamos mais uma vez, mas desta vez, ficamos daquele jeito durante alguns minutos.

Aquilo me fez ficar muito feliz, e a aposto que Yan também, afinal ele estava com um sorriso todo bobo em sua face, o que me fez rir ainda mais.

Essa é uma ótima forma de definir aquele dia, um dia de muitas conversas, amor e risadas em família.

E como esperei para que esse dia chegasse.

FIM

Notas finais
Então... Foi isso! Gostaram?? Amanhã vou postar um extra, mostrando o passado da Ângela, que mesmo sendo trágico, ela vive normalmente, tentando se esquecer daquilo que por muito tempo ficou impregnado em sua mente. (Suspense! ADORO!) O que vocês acham? Mas antes de vocês irem, gostaria de informar a todos que o meu PC pifou! Eu acho que foi a fonte... E por isso, infelizmente a segunda temporada vai ter que esperar um pouco! Ps: Estou escrevendo de um nootbook emprestado só pra não deixar vocês sem o extra tão prometido! Até a próxima meus amores :3 Obrigado a todos por acompanharem essa fic, foi a minha primeira fic, e eu gostei do resultado! Obrigado a todos vocês, saibam que todos tem um espaço em meu coração!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!