Nossa canção
11 Capítulo 10
— Char, que bom que veio! — Jane diz dando um abraço nela.
— Opa, noite só de garotas, tô dentro! — Responde animada.
Percebo que ela trouxe uma torta de morango, já disse que eu amo essa mulher?
— Amiga, já pedi as pizzas agora é só abrirmos o clube da Luluzinha. — Dou um abraço e um beijo nela também.
Sentamos no sofá e eu ligo o computador para colocar uma música de fundo.
— E então, Jane. Me conta como está indo o romance com aquele gato? — Charlotte questiona, curiosa.
O assunto do momento viria à tona, com toda a certeza, até eu quero saber. Afinal, nem podemos conversar direito nos últimos dias, devido ao trabalho.
— Bom, ele tentou me beijar no carro ontem à noite. — Conta um pouco tímida.
— Uooooou! — Eu e Charlotte exclamamos em uníssono.
— Por que você não o beijou? — Char inquiri sem entender.
— Ah, acho que é cedo, não sei nem o que vai virar isso tudo. — Jane responde um pouco receosa.
— Jane, minha cara amiga. Um homem desses a gente segura pelo laço! Não se acha um Charles Bingley em qualquer esquina. — Charlotte atesta.
— Calma, Char. Jane está certa. É bom analisar as coisas antes. — Concordo com minha irmã.
— Vocês são umas bobas! Se Jane não demonstrar o mesmo interesse por ele, logo logo Charles parte pra outra. Afinal, quantas mulheres não devem se jogar aos pés dele diariamente? — Pondera.
Olho para o lado e Jane parece ter levado um soco, eu sei que ela está começando a se interessar pelo Charles. Porém, tem medo de se magoar, acho isso normal. Nem sabemos realmente quais as intenções do Bingley.
— Se ele fizer isso é porque é um tolo! — Defendo minha irmã.
Qual é, Jane é maravilhosa ele tem mais é que ralar para conquistá-la.
— Somos todos tolos no amor. — Charlotte diz suspirando.
Jane dá um sorrisinho, mas, eu sei que no fundo ela deve ter ficado insegura com esse papo.
— Jane, não se force a nada que não tenha certeza, ok? — Peço pegando em sua mão.
— Verdade amiga. Não liga para o que eu falo não. É que se fosse eu já teria agarrado aquele pedaço de mau caminho há tempos! — Charlotte cai na gargalhada e nós acompanhamos.
— E você, Liz? — Jane me chama. — Char, você viu que o Darcy curtiu a foto dela hoje?
Ok, confesso que fiquei com vergonha agora, não era para eu estar na berlinda.
— Como assim? Não estou sabendo dessa! — Charlotte exclama jogando uma almofada em mim.
— Parem com isso! — Grito para me defender. — Ele começou a me seguir no instagram e eu segui de volta, ué. Nada de mais. — Dou de ombros.
— Olha, aquele homem dá um belo caldo, viu. Homem de qualidade àquele Darcy. — Charlotte diz maliciosa.
— Safadona essa nossa amiga. — Falo para Jane e nós damos risada. — Pode pegar então, Char. Um arrogante daquele, mesmo sendo um gostoso, eu passo. — Respondo me jogando no sofá.
Charlotte faz uma cara de interrogação e olha para Jane.
— Char, Liz está com o orgulho ferido, já que Darcy alegou no dia da festa que acha ela tolerável. Não quis dançar, e segundo Liz, também disse que sua voz não tem nada de mais. — Jane explica meio risonha.
— Nossa, você não me contou isso. — Charlotte diz um pouco surpresa.
— Vocês duas parem, já disse à Jane que não me importo com o que ele pensa de mim. — Falo tentando me convencer também. — Por mim esse Darcy pode voltar para o pão, aquela carne louca! — Exclamo um pouco alterada.
As duas me olham com um ar de confusão e caem na gargalhada, quando estamos juntas é assim, o riso fica frouxo. Eu acabo rindo também e somos interrompidas pelo entregador de pizza.
Elas me esquecem por um momento e avançam na pizza de frango com queijo, depois que enchemos a barriga eu deito no tapete felpudo.
— Não pense que vai fugir de mim, Liz. Quero saber esse papo de curtir foto aê. — Charlote me coloca no paredão de novo.
— Char, não foi nada demais, eu já disse. Ontem nós saímos todos juntos e eu acabei seguindo-o de volta no instagram. Postei uma foto e ele curtiu, qual problema? — Me faço de boba.
Não foi nada demais, não é? Eu já prometi a mim mesma odiá-lo por toda a vida. Não vou mudar de ideia porque aquele bipolar curtiu uma foto minha, eu também tenho meu orgulho. Até poderia perdoá-lo por ser tão arrogante, se ele não tivesse ferido minha vaidade.
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