Notas iniciais
Eu pulei pro final de semana de novo, ok. Pra chegar ao ponto logo.

Uma Semana Depois.

João Lucas estava saindo de sua garagem e resolveu ligar para Du.

JL- Fala ai Du! — disse com um sorriso no rosto.

Du- Fala Lek!

JL- Tava pensando numa parada, onde é que tu ta?

Du- Aqui Lek! — ela disse abrindo a porta do carro e entrando.

JL- Qual foi Du? — falou a encarando — Tu ta me vigiando? – arqueou a sobrancelha.

Du- Vem cá — segurou o queixo dele — você esqueceu que existe um negócio chamado internet?! Eu vi você combinando o rolezinho com a galera. – empurrou o rosto dele.

JL- Fala sério Du — disse sorrindo — Tu ta afim de mim não ta? – a encarou.

Du- Ai Lucas, que coisa chata viu. — ela falou com raiva, odiava o fato de ainda ser invisível para ele — Porque tu sempre insiste nessa história?! Eu já te disse que não cara... — disfarçou — E se eu fosse? O que tu ia fazer? – arqueou a sobrancelhas..

JL- O que eu ia fazer? — disse olhando para o lado.

Du- É – assedio.

JL-... — ele ficou em silêncio — Eu ia fazer isso.

Ele a puxou pela nuca e a beijou, um beijo desesperado. Que logo foi correspondido por Eduarda.

Eduarda pensou em resistir ao beijo, mas seu desejo de beijá-lo era mais forte.

Ambos estavam necessitados daquele beijo, eles não queriam parar nunca, tinham vontade de ficar ali naquele carro se beijando para sempre, mas não somente porque o beijo estava bom e porque eles estavam necessitados daquilo, mas também por medo do que viria depois.

Ambos tinham medo das consequências que aquele beijo poderia trazer. Tinham medo de que aquele beijo que era tão bom, tão necessário e desesperado, trouxesse o fim de uma amizade de anos.

Mas uma hora isso iria acontecer e aconteceu, o ar faltou, e eles tiveram que parar aquele beijo, que estava tão bom.

Eles pararam, se afastaram e ficaram se olhando, ambos não sabiam o que dizer. Ficaram um bom tempo assim.

Até que Du resolveu quebrar o silêncio.

Du- É... Eu acho que vou pra casa Lek, não to mais afim de sair. — disse já abrindo a porta do carro.

JL- Não Du, não vai embora, por favor, não me deixa, vamos sair, por favor! – segurou Du pelo braço impedindo que ela saísse do carro.

Du- Aah não Lek, perdi a vontade, é melhor eu voltar pra casa. — o encarou.

JL- Não Du, por favor, faz isso por mim, não quero voltar pra casa. Pelo menos, não agora.

Du- Ta bom — bufou — Mas pra onde a gente vai?

JL- Pro mesmo lugar de sempre – sorriu

Du- De novo? Você não cansa daquele lugar não?

JL- Conhece lugar melhor? — fez uma careta e arqueou as sobrancelhas.

Du- Não! — deu uma risadinha.

JL- Então bora! ... Não, peraí Du, você dirige!

Du- Eu? Por quê?

JL- Porque eu to sobre aquele negócio lá. Como é o nome mesmo?

Du- Sobre o judicie.

JL- É, isso ai.

Du- Beleza, pula pra cá então.

Lucas então abriu a porta do carro e saiu, dando a volta para se sentar no banco do passageiro. Já Du pulou para o banco do motorista sem sair do carro. Ele normalmente não teria dado a volta, teria trocado de lugar com Eduarda ali mesmo, sem que ninguém precisasse sair do carro. Mas agora ele não queria passar tão próximo do corpo de Du, tinha medo de não aguentar e acabar agarrando-a de novo. E ele não podia fazer isso, pois ela poderia realmente se estressar e ir embora dali. Pelo menos era o que ele pensava.

Enquanto ele fez todo aquele processo de passar para banco do passageiro, Eduarda o olhou estranhando tudo aquilo, pois não era isso que eles normalmente faziam para trocar de lugar. Mas ela ficou quieta, até achou melhor, tinha medo de não aguentar e acabar o beijando novamente, e tinha medo de que esse segundo beijo, realmente estragasse sua amizade com Lucas.

Du então já estava no banco do motorista e Lucas no do passageiro, eles colocaram o cinto de segurança, e Du deu partida no carro, indo em direção a balada que eles já estavam acostumados a ir.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado.