Notas iniciais
Leiam as notas finais, importante.

POV Isabella Swan

Quando eu cheguei ao meu apartamento fui direto para o meu quarto. Peguei a caixa branca com fotos e desenhos e sentei em minha cama com lápis de diversos tipos e algumas folhas no tamanho A4.

Peguei uma foto aleatória, era eu e Edward dentro da sala de cinema, apenas nossos rostos era o foco da imagem. Ri quando me lembrei do senhor rabugento que reclamou do flash da minha câmera que disparou dentro da sala escura. Também, naquela hora eu não conseguia para de rir, ele estava na mesma situação tirando fotos dos dois netinhos com um balde de pipoca entre as pernas, e Edward pedia para eu parar de rir, adivinhe, rindo também.

Busquei outra foto, nós dois sentados à beira da praia. Foi uma foto tirada à distância por Alice, mas que ficou realmente boa. Dois dias antes eu havia entregado minha virgindade para ele. Não havia sido nada planejado, foi apenas... Tão natural. Não há como explicar, mas foi perfeito.

Parei por ali, não estava a fim de remexer o passado e relembrar o quanto eu o queria de volta. Porém, naquele momento eu percebi que queria confiar em Edward novamente, o deixar entrar por completo na minha vida e me fazer feliz mais uma vez... Eu sempre soube que ele era capaz, mas, e se ele fosse embora de novo? O medo era gritante.

Peguei uma folha em branco e fiz uma cópia de uma das fotos ali. A primeira foto que tínhamos tirado juntos, no jardim da universidade da Califórnia. Eu estava sentada entre as pernas de Edward sob a grama enquanto ele me envolvia pela cintura e beijava o meu rosto. Naquela semana os meus pais morreram em um acidente de avião.

Era tão estranho, porque naquela época mesmo conhecendo Edward há pouco tempo eu não me senti sozinha quando recebi a notícia, eu sabia exatamente para onde correr e tinha certeza de que ele estaria comigo. Foi aí que eu conheci a família Cullen e Esme praticamente me adotou como sua própria filha. Ela foi uma das pessoas que mais me apoiou e me ajudou em tudo o que eu precisei quando ele foi embora.

Já era a hora de eu buscar Renesmee na casa de seus avós, mas eu não sabia o que fazer. Eu poderia aparecer lá e arriscar que Alice não me recebesse, ela ainda deveria estar com raiva de mim. Liguei para Esme hesitante, eu não sabia como ela havia interpretado o fato ocorrido e não estava certa de sua reação ao falar comigo. Porém, dois toques foram o suficiente para ela me atender.

“Alô, querida?” Esme atendeu meio desesperada.

- Oi Esme... Eu gostaria de saber se eu posso ir buscar Renesmee.

“Bella, meu amor, você sabe que não precisa pedir permissão alguma! A casa é sua! Nada do que aconteceu hoje importa para mim, está bem?”

- Desculpe o transtorno, eu...

“Alice está muito arrependida, ela também está muito envergonhada em falar com você agora, ela sabe que errou. Mas eu sei que quando ela estiver preparada não vai hesitar em procurar você, ela te ama.”

- Me deixa feliz saber disso, Esme... Eu também a amo muito, eu sinto muito – Respondi travando o choro na garganta.

“Não sinta meu amor, está tudo bem. Você prefere que eu leve Renesmee até você?”

- Eu ficaria muito agradecida, Esme!

“Céus, eu adoro esse nome, Renesmee” ela riu consigo, “Em alguns minutos eu chego aí querida!”.

- Está certo, até daqui a pouco.

Então eu lembrei.

- Eu quero um nome diferente, o que você acha? – Perguntei a Edward. Eu estava com oito meses de gestação e já sabíamos que era uma garotinha, mas nenhum nome parecia bom o suficiente.

- Katheryn? Carolina? Talvez Lucy, ou Dakota.

- Você sempre tem os piores nomes, amor – Reclamei enquanto ria.

- Eu não sou lá muito criativo. Elizabeth parece ser legal.

- De nome antigo já basta Edward – Nós rimos – Eu não sei... Nada parece combinar com essa garotinha aqui.

- Sophia? Esse nome é lindo, sempre gostei.

- Sophia... Sophie... Sophi – Testei.

- Sophi é apelido, não nome sua bobinha.

- Se mamãe estivesse aqui ela poderia me ajudar. Sempre pensei que ela estivesse comigo num momento desses – Comentei.

- Então vamos lá senhora criatividade – Edward tentou me descontrair – Você tem de inventar nomes agora.

- Madalena.

- Céus, Bella, nem de brincadeira! E isso nem foi um nome inventado.

- Tudo bem...

Ficamos um tempo em silêncio.

- Ocorreu-me uma ideia muito louca aqui.

- Vamos dar nome de menino para a nossa garotinha?

- Renesmee.

- O que?

- Esse é o nome inventado Edward, não exatamente inventado – Continuei.

- Depois eu que sugiro nomes horríveis? Renesmee seria nome de alguma experiência cientifica? – Debochou.

- No caso a nossa experiência científica, então. Ela será perfeita. Renesmee, Renée com Esme, Renesmee.

- Renesmee. – Testou o nome.

- Certo... – Continuou ele, não tão certo assim.

Edward pousou a mão sobre a minha barriga e acariciou a região delicadamente.

- Você gosta de Renesmee, garotinha do papai?

Um chute, depois mais um e outro. Três chutes. Edward me olhou e gargalhou com o momento, seu sorriso tão lindo foi o suficiente para que meus pensamentos deixassem a tristeza em relembrar meus pais e fizesse daquele momento feliz.

- A garotinha do papai gosta de Sophie? – Perguntou ele. Nenhum chute.

- E a garotinha do papai babão gosta de Sophia? – Perguntei. Nada.

- Então quer dizer que a mocinha gosta de Renesmee?

Outra confirmação. Aquilo me fez gargalhar alto e Edward beijou minha bochecha desajeitadamente.

- Tudo bem Renesmee, acho que os avôs podem ficar com ciúmes ou eles também merecem uma homenagem? – Perguntou o papai coruja.

Eu ri.

Antes da chegada de Esme eu tomei um banho e aproveitei para lavar os cabelos. Minha cabeça estava latejando, então tomei um comprimido para ver se a dor ia embora ou ao menos desse uma aliviada. Liguei a televisão e fiquei assistindo um filme qualquer até a campainha tocar anunciando a chegada de Renesmee e Esme.

- Mãeeee! – Renesmee abraçou minhas pernas e olhou para cima sorrindo docemente. Joguei um beijo para ela que fez o mesmo.

- Oi Bella – Esme me saudou com um sorriso sincero nos lábios.

- Esme!

Renesmee soltou minhas pernas quando Esme fez menção em me abraçar. O abraço foi longo, apertado e aconchegante, disse palavras não ditas e denunciou sentimentos escondidos.

- Amanhã essa marca não vai estar mais ai, querida – Ela disse passando a mão levemente por minha bochecha, quase sem toca-la – Eu sinto muito.

- Está tudo bem.

Esme estreitou os olhos.

- É sério... – Não, eu me precipitei em dizer que estava tudo bem – Não exatamente tudo bem, mas com Alice está. Com ela está tudo bem.

Esme sorriu e deixou um beijo em minha bochecha.

- Eu amo muito você Bella, como se fosse a minha própria filha. Por favor, eu te peço que... Se você puder, repasse todos os acontecimentos em sua cabeça. Qualquer que seja a sua decisão eu vou respeita-la inteiramente. Só não me afaste de você.

- Eu nunca faria isso Esme, você é como uma segunda mãe para mim.

Esme beijou a minha testa antes de ir embora e me fez um pedido mudo com o olhar. Eu não sabia exatamente o que era, mas entendi que ela desejava muito aquilo. Estranho.

- Mãe, hoje eu vi tantas fotos do papai quando era mocinho igual a mim! – Comentou Renesmee – E também vi muitas fotos de você e ele juntos, tá tudo no álbum da vovó Esme!

Após Renesmee me contar tudo o que ela fez na casa dos avós eu percebi que ela estava cansada, porém elétrica o suficiente para não conseguir dormir e ter um sono agitado. A única coisa que a acalmava era...

- Vamos dormir comigo hoje? – Perguntei.

- Eba! Vamos sim!

Antes de irmos para o meu quarto eu dei banho em Renesmee e a vesti num pijama fresquinho, o tempo estava quente. Quando ela subiu na minha cama eu peguei um lençol e a cobri, deixando uma manta fina na ponta da cama caso ela sentisse frio durante a noite.

- Mamãe, qual a sua história preferida?

- Ah, eu tenho muitas histórias preferidas em conto de fadas. Eu gosto da Branca de Neve, Cinderela, Mulan, e principalmente a Pequena Sereia.

- Não mãe, não precisa ser de conto de fadas. Pode ser qualquer história, mas tem que ser a sua preferida. Você tem uma?

- Oh, sim, eu tenho.

- Então conta para eu dormir?

- Hm... Está certo.

- Espera só um pouquinho, eu esqueci a Lucy!

Renesmee foi até o seu quarto e voltou com sua girafa de pelúcia. Ela sempre a colocava embaixo da cabeça para dormir ou simplesmente a abraçava quando acordava e não queria levanta da cama.

- Bem... A minha história preferida é de um casal. A moça tinha uma amiga linda e muito popular na faculdade onde ela estudava e conhecia muitas outras pessoas. A moça também era nova e não conhecia muita gente, tentava se enturmar sem muito sucesso, ela era muito tímida também. Então a moça bonita apresentou vários amigos que ela tinha para a sua amiga tímida. Mas antes que ela pudesse apresentar um garoto em especial, a moça tímida já havia trocado olhares com ele, me entende?

- Aham! A moça tímida e o garoto especial já se conheciam pelo olhar.

- Isso mesmo. Eles viraram amigos e não demorou muito para o garoto especial dizer que observava a moça desde que ela entrou na faculdade. Eles se apaixonaram e começaram a namorar, sabe como ele pediu a moça em namoro?

Renesmee fez que não com a cabeça, seus olhos castanhos estavam arregalados com a história.

- O garoto especial levou a menina num parque de diversões e eles estavam numa ponte que tinha uma espécie de rio embaixo. Eles eram uma espécie de meio namorados, se é que você me entende. Então, o garoto especial perguntou se ela aceitava ser a namorada dele, ela ficou feliz e nem acreditava que aquele momento havia chegado. Na verdade, a garota nem pensou que o garoto quisesse algo sério com ela, mas ficou radiante em saber que sim. Mas aí, quando a garota ia responder “sim” o brinquedo passou no rio que ficava em baixo da ponte e molhou os dois com a água. Mas era tanta água que os atingiu, eles ficaram encharcados!

Renesmee colocou a mão na boca e riu, seus olhos pediam por mais e eu continuei.

- E mesmo molhados ela disse que aceitava namorar o rapaz e eles se beijaram. E depois eles tiveram uma filha perfeita, ela era a mistura perfeita dos dois!

- Sério?

- Sim.

- E essa moça tímida e o garoto especial não tem nome? – Arqueou a sobrancelha.

- Não...

- Mamãe, eu acho que é a minha história preferida também. Eles já se conheciam pelo olhar sem antes mesmo se conhecerem de verdade. Eles se apaixonaram e tiveram um bebê. Nenhum filme de conto de fadas fala de bebê, eu gosto de bebês.

- Eu também adoro bebês, Nessie.

Renesmee bocejou e desejou-me boa noite, ajeitou-se nos lençóis e não demorou muito para que ela estivesse dormindo.

Eu estava sozinha no meu dormitório da faculdade. Não conseguia acreditar no que o palitinho em cima da pia no banheiro indicava, eu estava grávida. Eu estava grávida. Eu estava grávida.

Minhas mãos tremiam e eu chorava silenciosamente. Depois de duas semanas com a menstruação atrasada foi que eu desconfiei. Não quis acreditar, e se foram três semanas. Então lá estava eu me perguntando o que aconteceria dali para frente. Será que Edward pensaria alguma coisa de ruim ao meu respeito? O que será que os pais dele falariam de mim? E meus pais onde quer que estejam... Como eles reagiriam ao saber dessa notícia? Eu não saberia o que fazer se Charlie pensasse se eu fosse uma vadia.

Eu havia combinado de encontrar Edward no jardim principal, mas eu não fui corajosa o suficiente. Não se passou muito tempo até ele bater na porta de meu dormitório para checar se estava tudo bem.

- Bella? Por que você está chorando? – Ele parecia aflito, se pôs de joelhos à minha frente e passou a mão delicadamente pelo meu rosto. Seu olhar me suplicava uma resposta.

Eu estava assustada o suficiente para não conseguir dizer uma palavra se quer e Edward foi paciente até que eu estivesse pronta para dizer alguma coisa.

- Eu... Me desculpa, por favor. Me desculpa – Eu sussurrei quando o choro se amenizou.

- Do que você está falando, amor?

- Eu estraguei tudo...

- Vamos com calma, tudo bem? O que aconteceu? – Continuou pacientemente passando a mão por meu rosto enquanto a sua mão livre segurava a minha.

- Eu... Estava atrasado, o meu ciclo, quero dizer. Eu acabei de descobrir e... Edward...

Naquele momento eu não soube decifrar a expressão de Edward e fechei os olhos, eles entendeu o que eu quis dizer. Nós nos amávamos, mas ainda estávamos conhecendo a personalidade um do outro e eu não sabia o que esperar dele.

- Bella... – Ele disse meu nome e se calou.

Depois de trinta segundos eu consegui dizer.

- Eu estou grávida... Me desculpa, por favor.

Alguns segundos depois.

- Nós fizemos isso, não é? Vai ficar tudo bem meu amor, não se culpe! Você não fez nada sozinha.

A calma de Edward me fez inveja, ele era tão perfeito. Edward sentou ao meu lado e me abraçou forte, ao mesmo tempo sendo delicado. Eu o abracei mais forte ainda e enterrei meu rosto em seu peito, eu precisava mostrar o quanto precisava dele comigo.

- Está tudo bem, já está tudo bem – Ele dizia – Eu amo você e estamos juntos nessa, eu amo você. Está tudo bem, meu anjo.

- Pelo amor de Deus, não fique chateado comigo.

- Psiu... Eu disse que está tudo bem. Eu prometo que eu vou estar sempre aqui, certo? Nós seremos muito felizes juntos... Está cedo, mas... Eu amo você, mais cedo ou mais tarde aconteceria, amor.

Olhando para o rostinho do meu pequeno anjo adormecido eu ri em relembrar que eu havia pedido desculpas a Edward pela situação em que estávamos. Hoje eu jamais poderia me desculpar olhando a minha garotinha tão perfeita ali, dormindo tranquilamente e o melhor de tudo: Feliz. Eu mataria e morreria por ela, e tinha a absoluta certeza que Edward se sentia da mesma forma em relação a nossa filha.

Acredito que os pais de Edward ficaram orgulhosos dele, principalmente Carlisle. Eu tinha dezoito, Edward vinte e um. Tínhamos de tudo para acabar mal, fazer escolhas erradas e nos perdermos totalmente. Na verdade acabamos depois de um tempo, mas fomos felizes enquanto estávamos juntos... Mas, será que havia acabado de verdade, ou existiam chances para um recomeço?

“Repasse todos os acontecimentos em sua cabeça”, disse Esme mais cedo. “Mas ele te ama”, disse Alice, “As pessoas erram”, completou ela..

Fechei os olhos e me obriguei a dormir.

“Edward está empurrando uma mala para dentro de seu volvo. Ele tem lágrimas nos olhos, mas tenta disfarçar, não quer deixar Renesmee triste. Promete voltar para vê-la quando eu permitisse, porque eu não permitia. A garotinha chora em seus braços, pede que ele não vá novamente, mas ele vai, e a abandona novamente... Ou seria eu que havia o obrigado a se distanciar?”

“Agora Renesmee não quer ficar. Ela diz que está tudo errado e que todos estragaram tudo. Que ninguém pode coloca-la no meio dos problemas. Ela é só uma criança, mas fala como uma adulta.”

“Eu rasgo todos os meus desenhos e deixo intactas as fotos. Logo em seguida, jogo os restos de folhas picotadas no lixo e desenho mais e mais, repito o processo até não ter mais forças nas mãos. Elas doem muito e não me deixam mover mais um músculo sequer.”

“Eu digo para Edward que ele não pode ir embora, eu estou chorando e admito que agi com infantilidade e fui idiota todo o tempo. Eu era medrosa. Ele não acredita em minhas palavras, diz que tentou demais e está cansado de nunca obter resultados, quer que eu seja apenas feliz. Que uma pessoa não faz quando a outra não quer. Há felicidade sem Edward? Eu já experimentei isso. Não há. Eu digo que quero. Ele diz que quero por Renesmee, e não por mim. Ele não quer falar comigo. Não quer sofrer. Estamos ambos chorando um de frente para o outro. Imagens distorcidas. Sinto minha respiração entrecortada. Eu choro muito e vou ao seu encontro o abraçando forte, tento não deixa-lo ir mais uma vez. Edward está paralisado, não sabe o fazer. Digo que o amo. Esse é o estopim. Agora ele acredita em mim. Eu alcanço a sua boca e o beijo desesperadamente, não posso permitir que ele vá embora novamente. Edward me corresponde, passa os braços firmes em volta da minha cintura para que eu não escape. Meus braços já estão em volta de seu pescoço para ele também não escape. Mais imagens distorcidas. Muitas imagens distorcidas. Edward me conduz até a cama, agora está por cima de mim e me beija apaixonadamente, dizendo todo o tempo que me ama. Eu digo que o amo. Quando eu abro os olhos Edward não é mais Edward, é outra pessoa. Ele é Riley.”

Acordei desesperada, minha respiração descompassada, eu não conseguia encontrar a minha voz e estava chorando. Assimilar os sonhos foi um desafio já que minha cabeça doía mais e mais. Tateei Renesmee ao meu lado, ela estava lá. Peguei meu celular que estava sob o criado para olhar a hora e já era quase nove da manhã, a notícia boa era o sábado.

- Nessie? – Chamei docemente.

- Amorzinho? – Continuei.

- Mamãe? – Chamou-me coçando os olhos com as costas da mão.

- Já amanheceu e eu vou preparar o café da manhã. Você quer comer o que?

- Eu estou sem fome – Reclamou – Quando o vovô Carlisle chegou ontem ele me trouxe muitos doces, aí o papai pediu para eu não comer muito.

- Ah, sim – Concordei – E você não quer nada mesmo?

- Não.

- Nem um copo de leite com achocolatado?

Renesmee me encarou durante alguns segundos e concordou. Ajudei-a tomar banho e colocar a roupa, depois fomos para a cozinha e tomamos café da manhã. Resolvi ligar para Rosalie já que eu não atendera suas ligações no dia anterior.

“Bella?”

- Oi Rose, me desculpe não atender suas ligações no dia anterior.

“Você me deixou preocupada, poxa, eu odeio quando você fica nervosa e resolve sumir! Não atende ninguém. Tente ser um pouco mais responsável, por favor.”

- Desculpe.

“Ah...” Suspirou ela “Você está bem?”.

- Sim, eu acho que sim na verdade. O que você vai fazer hoje?

“Ah! Você nem vai acreditar! Você lembra-se do McCarty que estava presente no evento dos vestidos de noiva?”

- Um cara grandão e musculoso? – Perguntei.

“Isso mesmo, nós vamos jantar juntos!”

- Rose, você não me contou nada! – Reclamei.

“Mas foi super de última hora, ele me convidou ontem à noite. Nós estamos conversando e ele sempre me liga, digo, sempre!”

- Isso é ótimo, Rose! – Comemorei animada – Você acha que agora pode dar certo?

“Eu acredito que sim, ele é lindo, inteligente, cavalheiro e muito engraçado. Não tem como não dar certo, é o que eu procuro para mim.”

- Você definitivamente merece, se ele for um James da vida eu juro que o capo com as minhas próprias mãos.

“Não fale dele, Bella. Estou muito bem para ouvir poluições sonoras agora. E me fale de você, está realmente bem? Sobre Alice também.”

- Sim, eu estou bem com isso, Rose, de verdade. Eu não vou procura-la, mas estou em aberto para quando ela quiser conversar comigo, eu meio que sei... Que foi por impulso da parte dela. Alice é praticamente uma criança, de qualquer forma eu a amo.

“É muito bom saber disso, Bella, falo a verdade, você não tem noção de como Alice está se culpando e dizendo que você nunca mais vai olhar na cara dela.”

- Está tudo bem...

“Mas Bella, você sabe que eu também caparia qualquer cara que fizesse você sofrer, não sabe?”

- Não, eu não sabia.

“Argh, Bella, facilita para mim, por favor. A única coisa que eu quero dizer é; você sabe por que eu não capei Edward. Senão, mesmo ele sendo o meu melhor amigo eu o caparia.”

- É eu sei... Eu preciso desligar... Fiquei de dar uma volta com Renesmee hoje, o tempo está bom lá fora.

“Tudo bem, eu te amo.”

- Eu também amo você Rose, tchau.

Finalizei a ligação e Renesmee pediu para ligar para Edward enquanto eu tomava banho. O tempo me deixou pensar no que Rosalie queria me dizer. Ele não capara Edward porque sabia que eu o amava, amava muito. E mesmo com todo o ocorrido qualquer coisa que o machucasse me machucaria lá no fundo também. Eu estava odiando admitir isso.

Lavei os cabelos, saí do banho e os sequei com o secador. Vesti um short curto preto, uma regata listrada na cor azul e branca, por fim, calcei meu par de all star.

Renesmee já se aprontara sozinha, vestiu uma regata branca da Disney, um short com suspensórios e calçou seu all star vermelho. Antes de sairmos eu coloquei minha carteira dentro da minha bolsa, troquei o modelo do canivete que eu sempre carregava comigo, idiota, eu sei, e peguei-a juntamente com a cesta de piquenique. Caminhamos até ao estacionamento.

- Mãe, eu posso te pedir uma coisa?

- Claro.

- O papai pode ir com a gente? Vai ser bem mais legal.

- Uh... Pode! Claro que pode – Falei sem graça.

- Eba! Eba! Você liga para ele?

- Eu não posso Nessie, estou dirigindo. Pegue o celular dentro da minha bolsa e o chame.

Renesmee procurou o celular dentro da minha bolsa com a respiração pesada, ela estava eufórica em finalmente ter um passeio em “família”. Não demorou muito para ela conversar com Edward.

- Pai? Papai?

- Eu estou indo com a mamãe no parque e quero você com a gente!... Sim, ela disse que eu podia convidar você! Papai, você vem não é?... Aham... Eba! Tchau, papai.

- Mamãe – Continuou Renesmee – O papai disse que é para a gente esperar ele na estátua de leão do parque.

- Está bem.

Quando cheguei ao parque eu sentei com Renesmee ao meu lado em um dos bancos que ficava próximo à estátua de leão. Ela era assustadoramente grande e dourada, eu já havia estado ali com Edward no passado.

Notas finais
Me desculpem ser chata, mas, eu só vou postar o próximo capítulo quando tiver 10 reviews nesse post. Se eu não tiver, vou postar o próximo capítulo daqui a há uma semana, mas será apenas para recolher os e-mail de quem realmente se interessa pela fic e assim a pessoa vai ser atualizada por e-mail, até o fim da estória, uma vez que ela já está terminada.
Por que estou fazendo isso? Tenho 65 leitores e apenas 3 reviews no ultimo capítulo, e isso é BEM chato para mim. Sei que tenho leitores que ainda não puderam se atualizar, mas é isso... Me desculpem.

Spoiler do próximo capítulo no POV da Bella :) Edward chegando junto de novo u_u haha

- Edward, nós ficamos pouco tempo juntos... Foi pouco tempo, não foi? Isso não deveria ser necessário para causar um estrago tão grande em ambos os lados Eu disse sentindo meus olhos arderem, porém, resisti às lágrimas. As palavras saíram em um quase sussurro.
- Mas você sabe por que estragou, não sabe?
Assenti novamente. Eu sabia o porquê do tamanho desse estrago todo, mas Edward se colocou a explica-lo.
- Foi doloroso para os dois lados porque o nosso amor não é normal, ele sempre foi muito intenso desde o começo você sabe disso. Pouco tempo ou muito tempo não significaria nada, sempre iria causar o mesmo efeito, Bella.