Nossa Química
37 Penúltimo capitulo
Notas iniciais
– Nós precisamos de você – Falou o senhor Enzo – Sua voz é perfeita!
– Obrigado – Falei sorrindo – Mas eu não posso.
– Mas por que não? – Perguntou e vi decepção em seu rosto. Julie me encarava com a mesma expressão.
– O pai dela não gosta que ela cante e nem toque – Mari respondeu por mim.
– Ah, isso é o que nós vamos ver – Julie falou – eu vou convencê-lo em frações de segundos.
– Não é tão fácil assim Julie – Falei e quando eu percebi já estava contando a historia do por que meu pai me odiar.
– Não se preocupe May, eu já lidei com homens assim, e esse eu vou domar – Falou e sorri como resposta, apesar de saber que nenhuma mulher irá domar o pai.
Julie nos levou pra casa com o seu carro e a convidamos para entrar. Ela falou que achava inaceitável o meu pai ter todo esse ódio por mim e pediu para ter uma conversa com ele. Eu estava simplesmente amando o jeito dela, mas às vezes a acho muito pragmática.
O meu pai estaria chegando de viagem hoje, mas ele não iria me visitar. Como sempre.
Por muita insistência de Julie, a Mari ligou para o meu pai e falou que precisava conversar com ele.
Ele chegou por volta do horário do jantar e Julie chegou um pouco antes para conversar com ele. Eu não queria estar por perto no momento, por isso subi até o meu quarto.
Eles começaram a conversar lá em baixo e eu fiquei curiosa pra saber a reação do meu pai, mas logo comecei a ouvir uma gritaria, por isso sai do meu quarto devagar e sentei na ponta da escada.
– Ela era apenas uma bebe – Ouvi Julie gritar – Ela não tinha consciência!
– Isso não importa! Nada vai trazer ela de volta, a mãe dela esta morta e agora eu vivo infeliz por causa disso!
– Você era obcecado por ela! E entende uma coisa: A sua mulher vivia infeliz, e você nem sabia. Sabe por quê? Por causa dessa obcessão. Todo dia ela ligava pra Mari chorando pra dizer o quanto estava infeliz, mas faria o de tudo pelo futuro da filha! – Julie falou se aproximando, mas do meu pai e o olhando nos olhos.
Meu pai se sentou no sofá e falou que queria ficar sozinho porém Julie insistiu.
– Ela só quer cantar e tocar, só vai ser um passatempo pra ela — Falou se acalmando e se sentando ao seu lado – Qual o problema disso? Por que a proíbe de uma coisa tão simples? É o futuro dela.
– Isso não é da sua conta, por favor, saia dessa casa agora, eu nem te conheço e você já me fez perder a paciência.
– Ela não vai sair coisa nenhuma – Ouvi Mari dizer – A casa é minha e eu a convidei.
– Então eu saio – Ele falou se levantando.
Agora todos estavam brigando por causa que eu apenas quero passar o tempo cantando. Comecei a chorar e eles me avistaram no topo da escada, me levantei e sai correndo com as lagrimas ainda escorrendo para o quarto. Ouvi meu pai ainda ir embora e Julie correr atrás.
**
Avistei meu pai parado em frente a escola e estava me analisando. Ele transmitia um olhar vago e aquilo me fez lembrar o dia em que o vi sair da casa da Mari. Já havia se passado uma semana desde o ocorrido e Julie esta me apoiando e ainda insiste que eu cante.
Estou conhecendo Julie cada vez melhor e tenho uma perfeita impressão dela. Além de amiga é como uma mãe.
Despedi-me de Alex e percebi que meu pai ficou sem jeito e confuso ao me ver dar um selinho nele.
Aproximei-me do meu pai e não sabia oque dizer. Ele apenas deu um sorriso fraco e percebi que nunca tinha o visto sorrir em minha frente.
– Posso te levar pra minha casa? – Perguntou – Eu preciso falar com você.
Fiquei surpresa com esse pedido. O meu pai estava morando por um tempo aqui desde que chegou de viajem e ele nunca me levou para conhecer.
– Claro – Falei com animo na voz e fomos para o seu carro.
No caminho não falamos uma única palavra. E quando chegamos vi que era uma casa de dois andares com uma varanda.
Entrei na casa e sentei-me ao sofá preto. Ele perguntou se eu não queria comer algo e achei tudo muito estranho. Neguei com a cabeça e perguntei o que ele queria conversar.
Ele se sentou ao meu lado e segurou a minha mão. Percebi que ele começou a chorar e aquilo me comoveu. Eu nunca vi meu pai chorar.
– Filha – Falou e eu fiquei surpresa por ele ter me chamado de filha pela primeira vez, com certeza algo serio estava acontecendo – Você me desculpa?
Eu não estava entendendo nada, apenas o abracei.
– Pai, aconteceu algo? – Perguntei com os olhos marejados pronta pra chorar.
– Sim – Respondeu – Eu sou um canalha. Filha eu quero te pedir desculpa por todos esses anos eu não ter sido um pai pra você e sempre ter te culpado. Mas agora já é tarde, você já esta quase virando uma adulta e eu não pude te acompanhar na sua infância.
Comecei a chorar e o abracei forte.
– Você não é nenhum canalha pai – Respondi com a garganta seca – Você só amava muito a minha mãe e não superou a perda.
Ele começou a implorar desculpas e eu falei que o desculpava.
– Julie me convenceu de como eu era um péssimo pai – Falou me soltando e dando um sorriso fraco – Eu nunca pensei que esse momento iria acontecer e muito menos que uma loira doida iria fazer com que esse momento acontecesse.
– Ei! – Ouvi Julie dizer e aparecer de repente da cozinha, fazendo com que eu levasse um susto – Eu não sou doida.
Meu pai se levantou e segurou a mão de Julie dando um beijo nela. Fiquei boquiaberta com aquela cena.
– Pode considerar ela como a sua nova mãe – Meu pai falou assim que terminou de beija-la dando um sorriso – e você vai poder cantar e tocar.
Levantei de pressa e dei um abraço nos dois. Com certeza aquela era a melhor noticia que eu poderia receber.
**
Já se passou um mês desde que eu entrei para a gravadora do Enzo. Continuo morando com a Mari apesar de meu querer que eu more com ele. Mas eu cresci na casa da Mari e não queria viver sem eles.
Eu cada vez amo mais o meu abusado. Cada momento perto dele, parece um infinito, ou seja, não acaba. Mas às vezes vejo ele ficar com o olhar meio vago quando falo da produtora, acho que ele se sente mal por eu ter conseguido e ele não e isso me deixa mal também. Eu queria tanto poder ajudar, mas ele vive com o seu orgulho.
Eu estou cantando sempre na pizzaria e em alguns lugares pequenos e Enzo fala que a minha voz ainda vai chegar a lugares bem melhores. Mas eu só quero que tudo seja apenas um passatempo sem ter que decepcionar ninguém.
Hoje Enzo falou que eu deveria mudar o meu visual, para ter uma mais nova impressão de mim. Ele falou que é assim que devemos começar, e eu vejo empolgação nele. Eu sinto muito, mas eu não quero virar nenhum tipo de cantora, eu apenas quero passar o tempo.
– Oque acha desse corte? – A cabelereira perguntou. Eu já havia passado no Shopping, agora era apenas fazer o cabelo.
– Eu não quero curto – Falei – Uma vez quando eu era pequena, eu inventei que queria cortar o cabelo e depois chorei há semanas por causa que havia detestado ele curto.
Ela riu e falou que iria apenas mexer nas pontas sem ter que deixa-los muito curtos.
– A cor do seu cabelo é linda – Falou enquanto começava com o corte – É um castanho claro meio puxado pro ruivo não é mesmo?
– Sim – Respondi com um sorriso.
Depois de um tempo ela terminou e sorri com o resultado.
– Ficou lindo – Falei mexendo nas pontas.
**
– O Enzo ligou e falou que quer falar com você – Mari falou pra mim enquanto eu lia um livro – E queria que fosse agora.
Olhei para a janela e vi que já era tarde para o Enzo querer falar comigo. O João Pedro já havia chegado e me levou até a casa dele. Quando cheguei lá, Julie e meu pai estavam sentados no sofá me aguardando.
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei enquanto me sentava com eles.
– Eu sabia que você chegaria longe menina – Enzo falou me estendendo um papel.
Passei o olho pelo papel e fiquei com preguiça de ler.
– Oque é isso? – Perguntei.
– Duas bolsas de estudos dos Estados Unidos, e adivinha de quem é?
Olhei confusa pra ele e foi então que me toquei, meu coração acelerou e eu esperei que ele explicasse.
– A primeira bolsa é pra você estudar em uma das escolas pagas dos Estados Unidos e a outra é de uma bem sucedida escola de musica. A ideia é quem você entre nas duas, coisa que eu já consegui, apenas precisa você aceitar e o seu responsável, ou seja, o seu pai assinar. A gravadora irá pagar apartamento pra você morar, mas é claro que você não irá morar sozinha. Julie irá com você, pois ela já estudou na escola em que você pode entrar e pode te orientar em tudo.
Fiquei olhando o papel por alguns segundos e senti vontade de sair correndo.
– Isso quer dizer que eu teria que deixar a minha família, os meus amigos e o meu namorado aqui?
– Querida, eu vou com você – Julie falou – Esqueceu que agora eu faço parte da sua família? Você pode encontrar novos amigos lá e achar um namorado bem bonito.
– Desculpa, mas eu não quero – Falei devolvendo o papel.
– Filha é uma ótima oportunidade! Imagina o futuro que você não vai ter! – Meu se manifestou.
– May se acalma e pensa um pouco. Senta ai e deixa eu te explicar como tudo funciona, ok?
Assenti com a cabeça e me sentei.
– A escola de musica é normal, todos irão te orientar lá. A outra escola é como uma do Brasil só que com algumas normas diferentes. Você irá estudar nela para não perder os estudos, para se dedicar a musica, pois ainda não sabemos se é isso que você vai seguir pela frente. Nas escolas norte- americanas, os alunos estudam em período integral – das 8 às 16 horas – e não existe horário noturno. Cada aula dura aproximadamente uma hora e há seis ou sete disciplinas por dia. No total, são cerca de oito horas de ralação.
Ok, eu não aguento nem estudar o tanto que eu estudo aqui no Brasil, eu vou aguentar estudar isso tudo lá?
– Na época do Ensino Médio, que por lá se chama high school (do 9º ao 12º ano), a maioria dos estudantes já tem carteira de habilitação e vai para a aula dirigindo seu próprio carro – nos EUA, a carta de motorista pode ser tirada aos 16. Os alunos também têm liberdade de sair para dar uma voltinha nos intervalos. Você já tem 17 não é mesmo?
Assenti com a cabeça, achando o máximo poder dirigir.
– Na high school, os professores é que recebem os alunos na sala de aula. A galera não tem carteira fixa e precisa carregar o material de uma classe para outra. É por causa do vaivém de gente e de material que existem os armários com cadeados no corredor, onde é possível guardar os pertences.
– Como nos filmes? – Falei com empolgação e Enzo sorriu confirmando.
– O intervalo serve para os alunos almoçarem. Ele acontece entre 12 e 14 horas. Nos bandejões, os alunos formam fila e pagam, em média, US$ 2 pelo almoço. Os estudantes que não têm condições de pagar recebem um auxílio da escola. Além das aulas optativas, os alunos podem participar de clubes de estudo após o fim das aulas. Neles, há cursos como liderança, redação e debate político. Todos eles podem dar créditos ao aluno, mas, caso esteja pendurado em alguma disciplina, à escola pode recusar sua inscrição. Há seis tipos de punição para os alunos baderneiros. Elas vão desde o simples comunicado no caderno, que precisa ser assinado pelos pais, até as detenções, em que o aluno precisa ficar por algumas horas ou mesmo um sábado inteiro na escola, estudando. E há também as suspensões e expulsões, iguais às do Brasil. Entre os esportes optativos, o futebol só pode ser praticado por meninas, enquanto o futebol americano é exclusivo para os meninos.
Eu estava ficando cada vez mais empolgada com as explicações da escola. Ok, confesso que é uma ótima oportunidade e não deveria perder. Mas e os meus amigos? E o Alex? Desculpa mas eu não vivo sem eles.
– Nos EUA, os alunos escolhem o que querem estudar. Há disciplinas obrigatórias, como matemática, inglês, ciências, história, economia e governo dos EUA. O resto são aulas optativas, como educação artística, música, esportes e teatro. Em certas escolas, é possível aprender cuidados com horta, marcenaria e culinária. Então como o seu objetivo é estudar musica você vai optar a musica e se quiser pode escolher outras disciplinas também, mas exigimos que você escolha música Ok?
Assenti com a cabeça, mesmo sabendo que não iria aceitar ir pra lá.
– O ano letivo dos norte-americanos começa em agosto ou setembro e termina em maio ou junho. As férias deles são em julho (para aproveitarem o verão), com alguns dias de descanso entre o Natal e o Ano-Novo. May nós já estamos em agosto e isso significa que as aulas lá vão começar no próximo mês. Ou seja, temos que agendar a sua viajem o mais rápido possível, para que não perca as aulas e se acostume rápido com o novo ambiente.
– Filha eu não vou assinar nada contra a sua vontade, mas eu acho que é uma ótima oportunidade.
Assimilei suas palavras por um tempo.
– Calma! Assim vocês vão sufocar a menina! – Julie exclamou – May, nós vamos te dar o prazo até de amanhã para se decidir, ok? Nós já estamos perdendo tempo.
– Eu sei uma pessoa que precisa dessa oportunidade mas do que eu, ele tem muito talento eu garanto – Falei deixando o orgulho do Alex de lado – É o meu namorado.
– May, você é o nosso foco agora, queremos você – Enzo respondeu.
Tentei retrucar, mas eles me olhavam de uma forma que eu vi que aquilo não seria possível. Eu senti vontade de chorar.
Suspirei fundo e vi que meu mundo estava desabando. Eu não posso deixar Alex de jeito nenhum. Eu o amo. Eu não esqueço cada momento que passo com ele, cada beijo e nem cada toque. E os meus amigos? E a minha segunda família? Eu não posso. Mas respondi que amanhã eu daria a resposta.
Confesso que eu adorei saber como são as escolas dos EUA, e que eu teria um grande futuro só de falar que já passei por lá.
Contei para os meus amigos e percebi que eles ficaram um pouco desapontados, mas falaram pra eu aceitar, pois era uma oportunidade maravilhosa para o meu futuro. Disseram também que seriam egoístas se falassem para eu não aceitar. Agora só faltava falar pra ele.
Eu ainda estava em duvida, mas tudo mudou quando eu conversei com a Mari.
Ela me levou até o quarto dela e falou que iria terminar de contar a historia da minha mãe que ela não havia terminado.
– Lembra que eu te contei que sua mãe queria deixar uma marca no mundo? – Perguntou e eu assenti – A marca que ela queria deixar era dela nos palcos. May sua mãe amava cantar e possuía o mesmo sonho que o Alex, e agora você esta realizando o sonho dela. Por isso que seu pai não queria que você tocasse o cantasse, por lembrar ela. Então eu acho que você não deveria deixar essa oportunidade passar. A muitas pessoas querendo essa chance e ela veio de braços abertos pra você, um exemplo é a sua mãe ela queria ter essa chance mas infelizmente não conseguiu realizar a tempo. Não deixe que um amor de adolescência estrague isso, eu tenho certeza que se o Alex te ama de verdade ele vai te esperar, ou se não você pode conhecer alguém que te ame mais. Talvez quando você volte nada mais vai estar igual, algumas coisas vão mudar, algumas pessoas vão estar mais maduras, ou talvez continuem as mesmas.
Foi ouvir essas palavras que eu decidi a minha resposta e liguei para o Enzo.
**
Ver seus olhos brilharem ao me ver fez-me sentir péssima. Como eu diria isso a ele? Percebi que seu rosto demostrou uma expressão preocupada, acho que por que a minha expressão estava pior.
Em um momento meus olhos transbordaram lagrimas, mas elas não caíram até que ele perguntou oque tinha acontecido.
– Ei Mayzinha – Ele falou enquanto me abraçava – Oque aconteceu?
Afastei-me dele e encarei-o por um tempo. Já havia passado um mês e percebi que não conseguiria viver sem ele. Nunca.
Pensei em não contar, mas poderia piorar depois. Por isso desabei.
– O Enzo me fez uma proposta – Falei com a garganta seca.
– E isso não é bom – Falou entortando a boca.
– É uma proposta maravilhosa – Falei de cabeça baixa e depois olhei em seus olhos – Mas também é complicada.
– E qual é essa proposta?
– Alex – Falei com algumas lagrimas escorrendo – Eu ganhei duas bolsas nos Estados Unidos – Olhei pra ele e vi que seus olhos brilhavam como se fosse ele que tivesse ganhado a bolsa e realizado o seu sonho — E isso iria separar nós dois – Quando falei essa ultima parte vi que seus olhos não brilhavam mais e eu não conseguia definir sua expressão, mas eu não sabia que era boa.
– E você não aceitou, não é mesmo? – Perguntou serio.
– Aceitei – Falei e foi como se eu visse que tivesse o partido em meio – Eu descobri que esse também era o sonho da minha mãe e meu pai aceitou que eu fosse.
– Então você quer realizar um sonho que não é seu? – Perguntou franzindo o cenho – E ainda por cima vai querer seguir o conselho do seu pai que te ignorou desde que nasceu?
– Ele já pediu desculpas.
– Por quanto tempo? – Falou e vi que estava nervoso.
– Não sei – Falei e as lagrimas começaram a rolar demais – É um tempo indeterminado.
– Então você prefere ir em vez de ficar comigo? – Perguntou e percebi que sua garganta estava seca – Deixar tudo que passamos juntos como se nada tivesse um significado? Você deve achar que eu sou o seu bonequinho que não tem sentimentos e depois deixa de lado. Você sabe quantos dias eu passei pensando em nós dois juntos enquanto nós só brigávamos? Em quem você acha que eu PENSAVA enquanto beijava a Nayara? Oque você acha que eu SENTIA enquanto via você com o Lucas? Acho que já deve imaginar não é mesmo?
Percebi que ele estava praticamente chorando por dentro.
– Alex, você esta sendo egoísta- Falei chorando – Você tem ideia de como isso é importante?
– Não interessa, se você me amasse como diz nada mais seria importante – Falou e percebi que seu tom de voz havia aumentado e ele já estava gritando e a única coisa que eu conseguia fazer era chorar.
– Você esta entendendo tudo errado – Falei e vi que ele estava querendo ir embora mas segurei seu braço – Eu te amo, mas a gente pode esperar, tudo passa rápido.
– Namorar a distancia? – Falou arqueando uma sobrancelha – Você acha que nós estamos em que século? Na primeira oportunidade você achar um otario no outro país e vai ficar com ele.
– Eu não sou desse tipo – Falei soltando o seu braço e me sentindo ofendida.
– Pode não ser, mas é bem pior do que eu pensava.
P.O.V Alex
Vê-la com os olhos repletos de lagrimas e suplicando para que eu voltasse fez me sentir muito mal. Queria poder voltar e abraça-la para pedir desculpas. Mas aquilo não era possível. Se ela queria seguir um sonho que não era dela, eu irei contribuir pra isso. Saindo definitivamente da sua vida.
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