Nossa Química

18 Esclarecendo


Notas iniciais
É acho que ficou um pouco curto, mas esta ai. Se tiver erro lembrem de me avisar.

Acordei, dessa vez sem despertador. Era apenas um domingo em que eu pudesse relaxar, olhei as horas no meu celular e vi que ainda era cedo. Droga. Sempre quando tem aula eu tenho vontade de dormir até tarde, e quando eu não tenho eu acordo cedo. Levantei e liguei meu computador, e chequei meus e-mail, nada de interessante. Depois de ficar fuçando algumas coisa no computador, resolvi deitar. Logo meu celular vibrou em cima da escrivaninha.

‘’ Preciso falar com você’’

Lucas

Comecei a responder.

‘’Sobre oque?’’

‘’ Acho melhor falar pessoalmente, tem como você passar aqui em casa?’’

‘’Claro. ’’

Achei tudo aquilo muito estranho, oque ele poderia me falar em plena manhã de domingo? Ansiedade é meu ponto fraco. Comecei a me arrumar e fui tomar café, A Mari estava passando o café quando me viu, eu falei que iria sair e que mais tarde eu voltava. Ela franziu a testa sem entender, mas ficou quieta. Eu não teria como explicar, até porque nem eu mesma sabia do que se tratava. Fui andando em direção à casa do Lucas, que ficava a quatro quarteirões depois da minha. Fui andando e lembrando do dia anterior, eu havia me divertido muito, ainda mais com ele por perto. Olhei para a casa que continha dois andar e dei um sorriso bobo, pronta para entrar. Toquei a companhia esperando um sorriso me aguardando, assim como ele sempre fazia quando me via, mas ele abriu e o sorriso não estava lá. Ele estava um pouco bagunçado, e com o olhar perdido e de cabeça baixa, ele pediu para que fossemos para a varanda. Chegamos e eu contemplei aquele imenso céu azul, e a praça que ficava logo na frente.

– Você deve estar achando estranho eu ter te chamado aqui, logo de manhã.

– Muito estranho. — Eu disse com um sorriso de lado.

– Você lembra do dia em que eu te levei para o lugar deserto?

– Lembro.

Eu acho que nunca vou esquecer aquele dia.

– Eu estava para baixo por causa do término com a Pâmela e disse que você que iria ocupar o lugar dela.

Eu que estava sentada na parte em que dava para a rua me levantei de pressa, eu queria saber aonde ele iria chegar.

– Você tentou me convencer que era só questão de tempo, e que talvez eu estivesse enganado. E você tinha razão May.

Senti um frio na barriga, que aos poucos foi congelando.

– May, você é uma menina tão especial, é muito difícil alguém não gostar de você, e você tem esse jeito de durona por fora, mas é mole por dentro. Eu que convivi esse tempo todo com você senti isso. Você tinha razão May, eu tinha duvidas dos meus sentimentos.

– Oque você quer dizer com tudo isso? – Eu falei meio sem voz, já sabendo oque ele iria dizer.

– May. – Ele falou segurando a minha mão. – Eu me sinto um canalha, por que eu te usei esse tempo todo, eu estava pra baixo, e para poder tirar essa dor que eu estava sentindo, eu pedi para você que preenchesse esse vazio.

Uma lagrima escorreu em meu rosto e não fiz algum esforço para limpa-la.

– Não chora, por favor! – Ele falou limpando a lagrima para mim.

– Lucas, você não é nenhum canalha, eu sabia que você estava para baixo, eu estava consciente disso. – Eu disse em meio a lagrimas e soluços.

Vi uma lagrima escorrer no rosto dele, era a primeira vez que eu o via chorar.

– Lucas, eu sabia desde o inicio que você ainda gostava da Pâmela, só não queria admitir isso. E eu acho que a gente tinha uma espécie de amor platônico. Eu acho que a gente sentia apenas uma atração e paixão pelo outro, como um afeto. – Eu limpei as lagrimas e engoli o choro.

– Eu não queria te ver desse jeito, te ver sofrer. – Ele disse de cabeça baixa.

– Você ainda sente alguma coisa pela Pâmela não sente?

– Desde que eu comecei a namorar você, eu vi que eu estava sendo orgulhoso e egoísta. Eu via ela pela escola e sentia uma facada por dentro. Só que eu não queria te magoar, você é uma menina incrível May. Eu e a Pâmela tinha sérios problemas por sermos diferentes. E com o tempo, eu percebi que você e o Alex são a mesma coisa. Por isso eu acho que você deveria tentar dar uma chance para ele. Às vezes o amor e o ódio andam lado a lado. E as vezes é odiando que aprendemos a amar.

Eu fiquei completamente indignada com as suas ultimas palavras.

– Espera, primeiro você vira o meu ex namorado e agora quer que eu de um chance para o seu melhor amigo? Que ainda por cima é um abusado?

– Eu não vejo nenhum problema, até por que eu sempre achei que no fundo vocês sentem uma atração pelo outro.

Ele estava maluco.

– Eu acho que já deu por hoje, eu vou embora.

– Espera para onde você vai? – Ele disse segurando a minha mão.

Eu fiquei calada.

– Sabe Lucas, eu estava mesmo gostando de você, e agora você mal termina comigo e já fala para mim ‘’dar uma chance’’ para o seu melhor amigo. Você fala como se não tivesse importância, como se oque houve entre a gente não foi nada. Eu acho até que o Alex deve valer mais do que você.

Achei estranho eu não ter falado abusado e até ter chamado ele pelo apelido.

– Desculpa May, eu não queria que as coisas terminassem assim, eu só não queria que você ficasse sofrendo.

Ele me olhou com aqueles olhos do gato de botas, que eu me arrependi no mesmo instante do que havia falado.

– Tudo bem, eu preciso ir.

– Você está triste comigo?

– Não Lucas, eu acho que você fez o certo, até por que se você continuasse me iludindo eu iria te dar um soco daqueles. – Eu disse forçando um sorriso.

Ele deu um sorriso sem graça e me soltou.

– Amigos? – Ele disse.

– Com certeza. – Eu respondi.

Virei-me e fui em direção a saída. Quando finalmente sai de lá, eu comecei com aquela minha mania de me debruçar em lagrimas. Eu sempre fui assim, evito chorar na hora, para chorar tudo depois. Sai desnorteada, não queria chegar em casa daquele jeito. Olhei para o céu e me esforcei para pensar em um lugar em que eu pudesse ficar a sós. Em poucos minutos eu já sabia para onde ir, um lugar deserto, na qual eu já havia ido um dia. Eu havia decorado o caminho, quando o Lucas me levou lá. Sentei e toda a cena com o Lucas rodou em minha mente. Droga, eu sou tão fracassada que não consegui fazer ele sentir algo por mim. Eu dizia isso enquanto olhava para o nada. Eu tenho um pai que me odeio, uma mãe que eu nunca conheci e que esta morta, um ex namorado que terminou comigo por que ainda é a fim de outra, e um abusado que me persegue. A minha vida está de cabeça para baixa, e eu não consigo colocar meus pés no chão. A chuva começou a escorrer pelo meu cabelo, e eu deitei na grama.

– E para piorar a chuva completa tudo. – Eu falei para mim mesma.

**

Acordei encharcada pela chuva que aos poucos diminuía.

– Eu e minha mania de acordar em lugares indevidos. — Eu disse enquanto me levantava.

Eu queria poder entender, como consegui dormir em meio à chuva caindo em mim. Acho que acordei cedo demais e acabei cedendo o sono para a tarde. Já estava escurecendo então segui a estrada para casa. Lembrei-me do Lucas e senti uma dor profunda por dentro. Eu acho que estava realmente gostando dele, mas o destino não queria que nós dos juntos, pois nunca conseguimos nos beijar uma só vez. Depois de não estar mais aguentando andar, cheguei em casa, com certeza ao abrir a porta de casa iria vim um questionário de perguntas para mim. E foi isso oque aconteceu.

Notas finais
Erros? deixem nos comentários.