Nossa Química

32 Tendo Certeza.


Notas iniciais
Uffa, voltei com mais um capitulo. Acho que estou sendo mais rápida para postar, mas as vezes é meio difícil, Sacoméné fim de ano chegando e muita luta.... Esse capitulo ficou meio tristinho no final :( Mas dias melhores virão! Haha". Espero o comentário de vocês, e uma frase que eu acho que eu nunca esqueço: Erros? Me avisem ( Desculpa ser chata e dizer isso sempre, mas não posso deixar coisas erradas, se não espanto leitores). O Capitulo ficou curtíssimo, mas alguém aceita desculpas? Boa Leitura.

Voltei para casa com aquela cena da Nayara e do menino na cabeça. Eles estavam realmente se beijando. Agora eu tinha toda a certeza que Nayara não passava de uma oferecida. De manhã ela falou que não demoraria muito para o abusado estar junto com ela, e agora ela beijava esse menino em um lugar completamente deserto. Mais oque vai adiantar? Ninguém vai saber, por que eu não tenho a mínima vontade de contar. E quem iria acreditar em mim? Todos sempre estão em sua volta, por isso seria mais provável acreditar nela do que em mim.

Cheguei em casa e almocei oque a Mari havia preparado, depois disso eu fui dormir, com os meus pensamentos ligados nele.

**

O dia da festa de aniversario da Nayara, seria hoje. Todos falavam animadamente da festa, que eu achava estranho. Com certeza não era a primeira festa que ela dava, muito menos que bombava.

Acho que eu era a única que não estava muito animada, Nayara havia deixado claro que ela convidaria o abusado para a sua amiga oferecida. Eu não tinha certeza se queria o ver, pois eu não tenho certeza do que eu penso sobre ele ainda.

Recebi uma mensagem da Lucy perguntando se eu já estava pronta, e depois da Pâmela perguntando que hora era para passar em casa.

“Eu não vou” – Respondi em uma mensagem, para as duas.

Agora eu me faço essa pergunta: oque adianta mandar isso? Elas logo me mandaram varias mensagens praticamente me obrigando a ir. Seria bem capaz elas virem me arrastar. Por isso depois falei que estava só brincando e que eu iria.

Entrei no chuveiro e tomei um banho demorado, e fiquei pensando nele. Será que ele iria? Que pergunta com certeza ele vai. Depois de sair coloquei a minha roupa que havia comprado com as meninas, o salto e passei maquiagem. Pensei em fazer algo no cabelo e decidi cachear as pontas.

As meninas passaram horas depois em casa, e com certeza passaram horas se arrumando, tirei essa conclusão só de vê-las. Fomos no carro da mãe da Pâmela, que eu já havia conhecido antes e que é uma ótima pessoa, mas é muito rígida com a filha. Diferente dos pais da Lucy que a mimam.

Chegamos à casa da Nayara e contemplei o enorme espaço. Sua casa era enorme e branca, admito que muito bonita. Era rodeada de um enorme gramado bem cuidado e uma piscina de chão iluminada.

Avistei algumas pessoas já se agarrando ao lado da casa, e alguns até se atirando na piscina sem ligar com quem que estivesse em volta. Entramos e Lucy correu ao ver o Gui que estava com o Lucas, e Pâmela fez o mesmo. O abusado estava do lado deles com os braços cruzados. Ele vestia uma calça jeans e uma blusa polo preta que marcava bem os seus músculos. O seu cabelo estava de acordo com o seu estilo: um pouco bagunçado.

Ele me encarou por uns segundos e me olhou dos pés a cabeça, e quando chegou aos meus olhos os fitou. Depois deu um sorriso fraco, mas debochado como sempre. Senti um calafrio.

Aproximei-me deles e cumprimentei a todos. Vi a Nayara conversando com algumas meninas, ela estava vestindo um vestido muito lindo e pelo jeito muito caro. Ela nos viu e falou algumas coisinhas para as meninas na qual ela estava conversando e se direcionou a nós.

– Obrigada por virem a minha festa queridas – Falou nos cumprimentando com míseros abraços falsos.

As meninas falaram um “De nada” sem graça e ela respondeu para que ficássemos a vontade. Eles estavam servindo varias coisas, e não deixei de experimentar nenhum deles.

Ficamos conversando por um tempo e depois cada um se separou bom nem todos se separaram. A Lucy e o Gui ficaram juntos igual à Pâmela e o Lucas.

Ser a única solteira é a coisa mais constrangedora, enquanto todos estão com suas companhias garantidas eu preciso procurar a companhia. Mas quem iria me fazer companhia nessas horas? Todos estão se agarrando no momento.

Sai da casa, e rodei pelo gramado, flagrei alguns casais se agarrando pelos cantos e alguns saindo da piscina. Resolvi ficar na beirada da piscina, tirei meu salto e coloquei meus pés na água enquanto olhava o meu reflexo. Lembrei-me do olhar do abusado, que me deu até calafrios. Finalmente ele me olhou, há dias ele não me dava atenção, e agora eu tinha certeza que eu sentia falta das suas perturbações. Acho que nunca percebemos o quanto a pessoa faz falta, só quando ela se afasta. Por alguns segundos senti que eu queria que ele estivesse ali, mesmo me perturbando. Mas mantê-lo por perto me faria ficar sem graça, ainda mais agora que o olho de outra forma. Eu ainda não tenho uma certeza clara do que eu esteja sentindo, às vezes pode ser uma coisa passageira.

Digo isso, por que não é a primeira vez que tenho uma “Paixão” por alguém, isso mesmo uma “Paixão”, falo assim por que para mim paixão é uma coisa passageira, é como se eu sentisse alguma coisa pela pessoa por pouco tempo. O Lucas foi um exemplo disso, eu não derramei rios de lagrimas por séculos, ou me enfiei em um quarto e fiquei meses sem sair, ou cometi uma loucura por ele ter terminado comigo. Foi tudo pelo contrario, eu vomitei arco- íris por descobrir que ele havia reatado com a Pâmela. Por isso o considero e muitos outros meninos que já passaram na minha vida como uma simples paixão, que podem até durar por segundos.

Talvez o abusado seja só uma paixão. Sorri ao chama-lo de abusado, e dei outro sorriso ao lembrar que ele me chama de invocadinha. Acho que devo parar de chama-lo assim, apesar dele ser um. Mas algo dentro de mim me faz o achar assim por que gosto.

A festa estava ainda bombando dentro da casa, e muitos casais haviam entrado para dançar. Depois de algum tempo eles foram para o famoso parabéns e eu resolvi entrar sem a mínima vontade. Esperei acabar o circo da falsidade e comi alguns doces e um pedaço de bolo.

Voltei para a piscina com um pedaço de bolo na mão, ainda muitos estavam lá dentro comendo, por isso consegui ficar mais a vontade. Terminei de comer o bolo, e fiquei mexendo meus pés na água.

Senti uma movimentação por trás da casa, então meu lado curioso fez com que eu fosse bisbilhotar. Levantei e coloquei o salto, indo para o final da casa. Fiquei encostada em uma das paredes e coloquei minha cabeça para ver quem era.

Vi o abusado sorridente e puxando alguém pelo braço. Logo depois vi que se tratava da Nayara que também estava muito sorridente.

– Agora você pode me dar o meu presente – Ela falou se aproximando.

Ele passou a mão em volta da sua cintura e a beijou. Meus olhos marejaram e logo rios de lagrimas começaram a escorrer. Agora eu tinha certeza do que eu sentia pelo abusado e eu garanto que não é uma simples “Paixão”.

Notas finais
Ih, acho que esse presente custou muitas lagrimas da May... mas finalmente ela tomou vergonha na cara e teve certeza do que sente