Nossa Música

6 Estou aqui com você, por você


Notas iniciais
Queria pedir desculpas pelo capitulo 5, eu escrevi no Word, mas quando fui passar pra fic foram retirados os travessões fazendo com que ficasse sem sentido, percebi isso hoje de madrugada. Eu já concertei, mas pra me redimir com as pessoas que leram resolvi fazer esse "capitulo extra". (Quando a música acabar dê replay de novo :P http://www.youtube.com/watch?v=pY9b6jgbNyc)

"EMMA"

Depois de tanto tempo pensando no que havia acontecido ontem, me levantei da cama sem saber direito o que fazer, me troquei e sai em direção a rua, não sabia para onde ir, se eu saia a procura das meninas ou a procura de Regina. Quando eu percebi estava em frente a pensão de Granny, fiz uma aposta comigo mesma, se Ruby aparecesse eu contaria a ela o que houve, caso o contrário eu tentaria falar com Regina. Chamei pela avó e pela neta, nenhuma das duas apareceu, subi em direção aos quartos com vista para a rua.

Respirei fundo antes de qualquer movimento.

Bati na primeira porta, esperei um pouco, mas ninguém saíra, não insisti. Andei mais um pouco na direção da segunda, bati, meu coração batia a mil, eu não sabia se estava fazendo o certo, se aquilo iria ajudá-la de alguma forma, ou se só iria denegrir mais ainda o seu interior, a sua alma. Esperei um pouco, quando fui bater novamente alguém abrira a porta, era ela, a garota, a mulher, a pessoa mais linda que já vi em toda minha vida, não sabia o que ela tinha de tão especial, aqueles olhos, aquela boca, o cabelo curto, o corpo bem desenhado, tudo, tudo parecia especial.

Sua expressão era como se estivesse surpresa, porém, Regina é Regina, foi arrogante a cada sílaba que saiu de sua boca. Pedi para entrar, ela abriu caminho, perguntou friamente o que eu queria ali, falei que gostaria de conversar. Regina não sabia o quanto eu estava preocupada de dizer aquilo, não sabia o medo que eu sentia de que por um descuido eu a maltratasse ainda mais.

Comecei a falar o que ouvira, na verdade, falei ate mais do que devia. Fiquei olhando para aquele rosto que me transmitia tantas dúvidas, tanta tristeza, me aproximei tentando consolá-la, mas ela se desviou do contato, começou a dizer coisas que eu não esperava ouvir, mas eu estava preparada e aguentaria ouvir o que precisasse, eu apenas queria ajudá-la.

Eu não me importei de ter levado nome de invejosa, o que mais me doeu foi ela ter insinuado que eu quero roubar tudo dela, eu fiquei pasma com o que disse, quase não voltei a si para retrucar as suas palavras. Senti que não era Regina ali, estava muito alterada, falando que ninguém havia procurado por ela, tentei convencê-la que era mentira, ela me mandou sair inúmeras vezes, mas eu fui ali com um propósito, o propósito de fazer com que ela abrisse os olhos sobre as pessoas que a rodeavam, especialmente sobre Killian e não era daquele jeito que eu a deixaria, não naquela situação, não enfurecida daquele jeito, eu queria acalmá-la, queria colocá-la nos meus braços e dizer que tudo se resolveria.

Mas do que eu estou falando? Esse pensamento parece mais com o de uma lésbica apaixonada. Apaixonada? Eu? Por uma garota? Não, acho que não. Já havia namorado com dois garotos ate então, um durou três meses, peguei aquele idiota do Jeferson aos beijos com a Karine peituda, tudo bem, ela tinha dois planetas no lugar dos seios, eu entendo o ponto de vista de um garoto, mas poxa! Eles deveriam ao menos ter procurado um lugar mais reservado e não um beco do lado do colégio. Harry foi o ultimo que namorei, ele era um amor, me tratava como uma verdadeira mulher, nós nos gostávamos muito, ele já chegou a dizer que me amava, mas fingi não escutar, pois eu não sentia o mesmo, durou cerca de seis meses, terminamos porque me mudei para Storybrooke, não queria deixá-lo preso a mim.

Voltei a si com um puxão no braço, Regina estava tentando me colocar pra fora do quarto, mas não tinha mais força do que eu. Então eu fiz com que a força que ela colocara sobre mim voltasse para ela mesma. Encostei seu corpo contra a porta do quarto e coloquei minhas mãos sobre seu rosto, fazendo com que nossos olhares se encontrassem.

Era o primeiro momento que pude avaliá-la, o primeiro momento que eu pude ter a noção do que se passava por trás daquele castelo forjado de bronze celestial. Seus olhos estavam brilhantes por causa das lágrimas, mas fosco ao mesmo tempo pela tristeza, pela verdade que queria acreditar ser mentira, pelas agressões físicas e emocionais que naquele momento voltaram à tona, eu me sentia culpada, culpada por ter lhe dito algo que a entristecesse, que a machucasse mais.

Fiquei alguns segundos encarando aquele rosto desesperado, tentando escolher as palavras certas pra dizer, não me importava mais se eu realmente estava ou não apaixonada por Regina, meu único objetivo naquele momento era parar seus gritos e amenizar sua dor, sua solidão.

Tudo o que eu falei depois disso, foi exatamente o que ela precisava ouvir e era o que eu realmente iria fazer. De hoje em diante eu seria sua esperança, eu seria o anjo que revestiria as asas ao redor de seu corpo, que lhe protegeria de tudo e de todos que ousassem manchar ainda mais seu coração.

Então eu a beijei, beijei forte e ao mesmo tempo cuidadosamente, meus lábios não conseguiam se distanciar dos dela, parecia que havia um imã que me atraia. Sentir seu cheiro, seu cabelo macio, sua pele, seu corpo quentinho contra o meu, foi uma das melhores sensações que já senti na vida.

Depois daquele gesto, do beijo que fui correspondida, eu tive certeza que estava apaixonada. Nunca havia sentido isso por ninguém, nem mesmo por Harry. Sequei suas lágrimas e a envolvi em um abraço demorado, acolhedor, que não precisava ser dito se quer uma palavra.

Segurei sua mão e fui conduzindo-a ate a cama, tirei minhas botas e deitei calmamente com ela em meus braços. Em nenhum momento eu tive segundas intenções, bastava estar ali com a presença dela, era tudo o que ela precisava, era tudo o que eu queria.

Ela havia colocado o rosto por cima do meu peito, estava agarrada em minha cintura, finalmente tinha se acalmado, sua respiração desacelerou. Depositou um beijo suave sobre meus lábios, como se estivesse agradecendo por eu estar ali. Alguns minutos depois senti que seus braços tinham se soltado do meu corpo, olhei pro seu rosto e vi que pegara no sono. Deslizei do contato de seu corpo para fora da cama, coloquei o edredom sobre ela, dei um beijo carinhoso em sua testa e saí do quarto com um sorriso em meu rosto.

Agora eu não só iria ajudá-la a quebrar as barreiras, como também mostraria um mundo que existe lá fora, um mundo que era possível conquistar, que se dependesse de mim, conquistaríamos juntas.

Notas finais
Me desculpem mesmo ):