Notas iniciais
Olares ;)

Cora chega ao quarto da filha dando uma batida forte na porta, Regina acorda de um susto. Abre a porta e se depara com a prefeita arrumada com malas nas mãos.

— Vou viajar por três dias, tenho assuntos da prefeitura para tratar. Por favor, não seja irresponsável e ajude o Gold com a casa e faça a janta, nossa empregada sairá depois do almoço, o filho da imbecil adoeceu – continuou – quero ver essa casa brilhando quando eu chegar. – Regina assentiu e Cora saiu pelo corredor, descendo as escadas logo em seguida. Regina fechou a porta sentiu que seria um dia de cão, mas ela não imaginava o quanto estava certa.

Regina observou Cora saindo com o carro. Voltou seus olhos para seu quarto que estava uma zona, graças aos deuses sua mãe não prestou tanta atenção ao interior do cômodo. Vestiu um short jeans que ia ate o meio da coxa e uma camiseta preta, ambas as peças de roupas marcava bem sua silhueta. Amarrou seus longos cabelos em um rabo de cavalo – Pronto! – exclamou. Agora já estava preparada pra uma tarde de “diarista”.

A manhã passou rápido, Rosa havia feito o almoço, mas precisava ir embora conforme minha mãe contara, seu filho estava no hospital tomando soro na veia por causa de uma virose que pegou.

A casa era gigantesca, então Regina limparia apenas os cômodos mais importantes da casa, ou seja, os que ela tinha certeza de que sua mãe passaria e observaria detalhadamente o seu trabalho. Gold ainda não tinha dado as caras, então começou a limpar sem nenhum aviso.

Limpou primeiro a sala, ali era o primeiro lugar em que sua mãe olharia, varreu, espanou os móveis, passou pano, fez o mesmo nos quartos e no escritório da mãe, limpou rapidamente a biblioteca, se não enxergasse bem podia jurar que viu a casa brilhando. Foi para ultimo cômodo, a cozinha, deixou por ultimo porque ainda precisava fazer a janta e já estava quase na hora, limparia quando terminasse tudo.

Regina já havia posto o arroz e o macarrão no fogo, agora estava preparando a carne. Ela sentiu que alguém a olhava no canto da porta da cozinha enquanto cozinhava, olhou rapidamente e viu seu padrasto meio escondido.

— Oi, Regina – falou com uma voz mansa, meio sensual, abrindo um sorriso de canto de boca.

— Oi, Gold – falou seriamente pro homem.

— Minha impressão ou você ta mais bonita do que nunca hoje? – falou se aproximando da menina.

— Impressão sua – continuou falando seriamente e deu meia volta na mesa do centro, fazendo com que se afastasse do padrasto.

— Calma Gina, não fique com medo, só estou tentando ver você melhor – falou comendo o corpo da garota com os olhos.

Regina naquele momento já estava bastante assustada com as palavras e olhares de Gold.

— Pra você é Regina! – continuou falando seriamente — Por que você não vai tomar um banho? O jantar já está quase pronto.

— Eu não preciso tomar banho pra comer – falou tentando se aproximar novamente da garota.

— Mas eu vou, to sem fome, então pode comer o quanto quiser – saiu em disparada para a porta da cozinha, mas Gold foi mais rápido e ficou bem na saída sem dar espaço para a garota passar. Ela tentou se afastar bem rápido do homem, mas ele a jogou contra a parede e imprensou o seu corpo magro contra o corpo bem desenhado da menina, por um milésimo de segundo parecia vulnerável para um empurrão, mas ela estava tão assustada que ficou sem reação.

Regina finalmente o empurrou, mas nada aconteceu, ele era mais forte do que pensava. Nesse momento ele passava a mão pelo corpo da garota que estava se contorcendo, Regina lutou contra ele, mas era como se nada acontecesse, parecia que ele estava com tanto desejo que criou forças de onde não tinha. Gold virou-a de costa, segurou as mãos da menina para trás, deixando-a mais vulnerável, Regina não conseguia se mexer.

Ele começou a baixar o short da garota que derramava lágrimas de pavor, baixou ate os pés descalços, admirou aquele corpo por longos segundos, passou a mão por dentro da blusa de Regina, apalpou seus seios e deslizou a mão pela barriga da garota ate chegar em sua calcinha. A menina chorava, estava desesperada.

— Gold, por favor, não faz isso, por favor... – Regina implorava por tudo que era mais sagrado – o que eu te fiz? – perguntou.

— Nada, minha querida. Exatamente isso, nada – falou esfregando o seu sexo contra o bumbum da menina – desde que eu e sua mãe começamos um relacionamento meus olhos em nenhum momento foi para ela e sim pra você. Que bom que nunca percebeu. Fazia anos que eu esperava por uma chance dessas, eu e você a sós – sussurrou no ouvido de Regina.

O homem baixou sua calça comprida e sua cueca, em seguida a calcinha da garota, então a penetrou. Regina gritou o mais alto que podia, gritou de tanta dor, quem quer que passasse por ali teria ouvido o grito da adolescente, Gold imediatamente puxou seus cabelos negros com força para que ela se calasse, Regina sentiu seus fios de cabelo caindo no chão. Ele pegou uma faca que estava próxima, era a faca que ela usara para preparar a carne, desvirou a menina, fazendo com que ela ficasse de frente.

— Se você não calar essa maldita boca, eu mato você aqui e agora! – passou a faca na vertical em seu lábio superior, fazendo com que começasse a sangrar. Tinha sido um corte no qual precisaria alguns pontos para a cicatrização, mas ele não estava preocupado com isso, ele queria satisfazer seu prazer.

Ele deixou a faca em cima do balcão, e se focou naquela linda garota quase mulher na sua frente. Pegou os punhos do braço de Regina com sua mão e levou a cima da cabeça junto a parede para lhe dar espaço. Começou a morder furiosamente seu pescoço, deixando ali futuramente marcas roxas de violência. Manteve os braços da garota juntos a parede, mas dessa vez segurava apenas com uma mão e com a outra colocou seu sexo dentro da menina.

— Você deve está gostando não é Gina? Afinal nunca havia ficado desse jeito com ninguém, eu reconheço uma virgem assim quando ponho os olhos em uma – falou ofegante aumentando o ritmo entre seus corpos – eu sei que ta doendo agora, mas logo vai melhorar. Você não foi minha primeira virgenzinha – sorriu com prazer.

Regina estava de olhos fechados, não acreditava no que estava acontecendo, sentia o sangue escorrendo pela boca, sentia dor, não uma dor física, uma dor na qual sabia que nunca passaria, ali bem no meio do seu coração havia nascido uma ferida, uma ferida não, um câncer, um câncer que era capaz de corroer todo o seu coração, todo o seu peito, todo o seu corpo. Abriu seu olhos, o homem agora estava no ápice do seu prazer, ele se contorceu com o gemido mais macabro que já ouvira antes. Rapidamente ela se soltou das mãos do homem e correu para o balcão, pegou a faca, não sabia bem o que estava fazendo e apontou para ele desesperada.

— Tenho certeza que você não fará nada, queridinha – deu um sorriso de canto de boca para a menina – eu conheço seu tipo, finge que chora, finge estar transtornada, mas na verdade quer fuder ainda mais – se aproximou da menina.

— FIQUE LONGE! – gritou

— Vem aqui Gina – falou o homem pegando em seu pênis.

Regina se afastou mais, ate que sentiu o balcão atrás de si "Estou encurralada", pensou. O homem tentou tirar a faca de sua mão, a agarrou para que não tentasse fugir, fazendo com que seus braços ficassem eretos e sem reação, mas não foi bem isso que aconteceu.

Quando ele olhou para baixo sua barriga estava sangrando, a faca certamente havia cortado a aorta abdominal pela quantidade de sangue saindo da laceração, em questões de segundos ele caiu. Ela percebeu que ele ainda respirava com o pouco de ar que restava em seus pulmões.

— Você vai se lembrar de mim, queridinha, todos os momentos em que se relacionar com alguém, eu vou estar ali, nos seus pensamentos – falou ofegante, então continuou — talvez apenas seu amor verdadeiro faça com que esqueça temporariamente – respirou com mais força procurando ar onde não existia – mas nunca esquecerá o que eu fiz a você. Nunca – foram suas ultimas palavras.

Regina ouviu a sirene do carro do Xerife se aproximando. Ela não conseguia se mexer, apenas deixou o corpo cair lentamente no canto da cozinha, e ficou ali encolhida abraçando suas pernas nuas com suas mãos cheias de sangue, pensando no que viria a seguir, pensou no que Gold falara, aquelas palavras nunca mais sairiam da sua mente, suas lágrimas caiam misturada com o suor do rosto, caiam sem nenhuma permissão, caiam sem pudor.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem suas opiniões e críticas, beijão, amanhã tem mais.