Nossa História De Amor.

22 Um jantar agradável.


Notas iniciais
Olá!
Como vão vocês?
Sei que demorei, mas prometo postar o próximo mais rápido. Sério, quer dizer... Estou de férias!! kk
Boa leitura!

Sexta Feira, 17 de Outubro de 1989.

Percy batucava incessantemente a bancada de madeira, fazia um batuque descompassado e sem ritmo. Olhou para o relógio, depois olhou para si, o terno era de gafe, e seu cabelo estava penteado para trás. Havia feito à barba e seus sapatos sociais lhe davam um ar de importante.

Mas o que era definitivamente importante era o que estava por vir, já fazia um bom tempo que Annabeth havia se trancado em seu quarto e pelo trânsito caótico de Nova York, Percy já sabia que estava atrasado para o jantar.

Sua mãe estaria lá, assim como seu pai, os dois separados. E loucos para fazê-lo se casar. Seu coração bateu mais forte, e sua vontade era de bater na porta de Annabeth e manda-la parar de se arrumar pois não iriam naquele covil de leões tão cedo.

Porém, quando Annabeth saiu da porta, com seu salto batucando no piso de madeira, toda a mente de Percy se enublou e os seus pensamentos de dissiparam, assim como sempre acontecia quando Annabeth aparecia tão... Linda.

Um vestido rodado azul caía de forma leve até a metade de suas coxas, um decote V lhe dava um ar um tanto erótico, mas quando a saia do vestido vinha rodada, ela parecia ter seus 15 anos novamente. Seus cachos caíam até quase seus seios e sua maquiagem leve fez Percy dar graças a Deus por vê-la tão simples. Adorava-a daquele jeito.

–Você está linda – disse ele sinceramente enquanto se levantava. Seus gestos, como sempre, eram charmosos, leves e únicos – Queria saber que tipo de homem não ficou com você nestes quase 30 anos.

–Realmente? – perguntou ela com um sorriso – Acho que você.

–Shh — ele sorriu enquanto passava um de seus braços em sua cintura, roubou-lhe um selinho. – Não era para você falar de mim — Ela sorriu enquanto passava os dois braços envolta do pescoço dele, seus dois caninos vampirescos lhe dando um ar brincalhão.

–Que tal nós tirarmos estas roupas, treparmos a noite inteira e não ir no jantar? – Percy riu perante a proposta de Annabeth. Então não demorou muito para pressiona-la contra a parede.

–Eu topo – disse ele brincalhão. A loira sorriu e beijou sua bochecha, empurrando-o levemente e abrindo a porta do apartamento. Percy a seguiu com um bico no rosto. Os dois juntos entraram no carro de Annabeth, esta que fez questão de que Percy dirigisse. Ele colocou seus óculos e sorriu de lado ao ouvir a música que passava na rádio. Tanto ele quanto Annabeth gostavam de Fletwood Mac. E pior ainda, eles eram a causa dos dois terem ido para o Havaí. Se “Rumors” não tivesse sido feito enquanto todos os componentes da banda estavam trancafiados numa casa, provavelmente não iriam estar ali, juntos, agora.

Quando pararam na frente do restaurante de alta estirpe, não sabiam exatamente o que fazer. Respiraram fundo e saíram do carro. O restaurante italiano era de um clima agradável, e Percy provavelmente estaria muito feliz em estar ali se não fosse pelo fato de que os seus pais estavam também lá, assim como os pais de Annabeth.

–Vamos fugir? – perguntou o moreno enquanto entrava no restaurante e via uma grande mesa, com Dona Sally e Poseidon, Atena e Frederick. Percy sabia o que estava por vir, uma pressão indireta para poder se casar. Claro, ele tinha trinta anos e até três meses atrás não tinha ninguém como candidata. Mesmo assim, sempre que Percy pensava em alguém para se casar, a primeira pessoa que lhe vinha a cabeça era Annabeth.

–Queridinho – Sally se levantou de uma só vez, dando um abraço apertado no filho. Arrumou suas sobrancelhas como se ele tivesse 10 anos de idade.

–Oi, mamãe — ele disse com um sorriso de lado, Annabeth poderia rir do “mamãe”, mas infelizmente já sabia há muito que Percy tinha um carinho imenso pela mãe. Muito mais do que tinha pelo pai.

–Não era necessário fazer este jantar, você não acha? -ela sussurrou para ele, alto o suficiente apenas para Annabeth ouvir, esta que sorriu genuinamente. Sally era a única com um pouco de discernimento naquela mesa.

Frederick se levantou lentamente, abraçando a filha da forma fria que sempre fez, era sempre assim. Mesmo assim, Annabeth beijou sua bochecha e o deixou corado. Percy segurou o riso, era bom saber que não era só ele que se sentia daquele jeito.

–E você – Frederick pronunciou da forma mais dificultada que podia. Nunca tinha ido com a cara de Percy, e provavelmente não era agora, que ele havia ido para a Europa e deixado sua filhinha sozinha, que ele iria agir de outra forma.

–Sr. Chase — Percy esticou a mão, esta que foi apertada com força demais. – É um prazer revê-lo.

–Pena que não posso dizer o mesmo – Annabeth arregalou os olhos enquanto olhava para a mãe. Atena sorria da forma mais pecaminosa que podia, também era outra que não gostava nenhum pouco de Percy, e para constar, muito menos do seu pai.

Os dois se sentaram, Percy afrouxou a gravata. Tinha a total certeza que o pior ainda estava por vir. Quando o garçom chegou, ele deu graças a Deus por poder conversar com alguém que não fosse aqueles que estavam na mesa.

–Um vinho branco – Percy pediu, Poseidon sorriu, havia criado bem o filho – Argentino?

–Perfeito – Annabeth disse com um sorriso. O moreno tentou entender se era algo mais ou ela realmente só falava do vinho. Desistiu quando viu que ela havia tampado o rosto no cardápio.

–E o prato principal? – perguntou o garçom enquanto anotava as bebidas.

–Lasanha, eu adoro lasanha – logo Annabeth se exclamou, Atena parou de olhar para o cardápio e olhou para a filha repreendedora.

–Você tem certeza? – perguntou ela. A loira fez sua pior expressão ao olhar para a mãe, bateu o cardápio na mesa de forma leve, mas dramática.

–Sim, algum problema? – Atena deu de ombros.

–Não acho que você pode se dar ao luxo de comer estas coisas – o olhar da mãe foi para o corpo de Annabeth, ela arregalou os olhos e abriu a boca para falar alguma coisa.

–Lasanha para todos está ótimo, não é? – Sally interviu enquanto sorria de forma doce, mas afetada. Todos concordaram e enfim o garçom saiu da mesa. Percy relaxou na cadeira, estava quase preparado para uma briga teatral entre Annabeth e Atena.

–Será que tem como você ser um pouco menos enjoada? – sussurrou Annabeth para a mãe, Atena tirou os óculos e chispou a boca.

–Eu estou tentando fazer você entrar em forma.

–Mãe, você tem como parar de me chamar de gorda?! – Annabeth se levantou de uma só vez, Percy colocou a mão na testa, porque ele não estava esperando por isto? Puxou a mão da loira fazendo-a sentar-se novamente.

–Você está ótima – Percy sussurrou com um sorriso afetado, era como se falasse para a loira “Desde quando você dá ouvidos para sua mãe? Fica quieta”. Poseidon riu pelo nariz, fazendo todos olharem para ele.

–Claro que ela está ótima, quando se transa com a garota todo o dia, até uma baleia está ótima.

–O que? – Frederick arregalou os olhos – Como assim? Tran-transar? – Atena revirou os olhos.

–Como se você não soubesse o que é. Não seja ingênuo em achar que sua filha é virgem. –Foi à vez de Annabeth colocar a mão nos olhos. Não estava acreditando que estavam discutindo sobre sua virgindade.

–Não. Mas ele? – Frederick se virou para a filha – Não é um pouco cedo não? – Percy, com sua extrema cara de pau, olhava tudo normalmente. Annabeth não podia estar com as bochechas mais vermelhas.

–Ah, vá ao apartamento dela. Porque tinha um pote todo lambuzado encima da TV? -Poseidon perguntou – Ah, graças a Deus eu perguntei isto.

Annabeth quase bateu a cabeça na mesa, enquanto seu coração batia o mais rápido e forte que ela já viu. Sua vergonha estava à mil. Percy apertou novamente a gravata.

–Eu não quero ser chato... – começou ele com o pai – Mas você não sabe exatamente do que estava lambuzado o pote, então... – Annabeth pôs a mão nos olhos novamente.

–Percy, você não está ajudando em nada. – Frederick bateu com as duas mãos na mesa, tendo toda sua atenção para ele.

–Já que vocês estão... Já nesta fase... – ele respirou fundo – Quero saber a data do casamento — Percy engasgou com ar, pela primeira vez no jantar ficou com as bochechas vermelhas. Olhou envolta para ver se tinha alguém o olhando.

–Você não está sendo um tanto precipitado? – perguntou o moreno num tom com a voz nervoso. Foi à vez de Atena fazer seu drama.

–Eu sabia. Ele não quer se casar! Nossa filha vai morrer encalhada – Annabeth fechou os dois olhos.

–Mãe...

–Pois é, que triste- Poseidon sorriu – Parabéns filhão, vamos embora.

–Poseidon! – advertiu Sally pondo a mão em seu pulso, este que estava quase se levantando sentou-se novamente. Sally se recompôs – Nós gostamos muito da Annabeth, e ficamos felizes com o pedido de casamento.

–Não vai ter casamento! – Percy exclamou gesticulando para a mãe. Annabeth parecia ter levado uma pancada na barriga. Então ele fechou os olhos e voltou com o olhar para a loira- Annie... Não foi...

O garçom os fez parar de falar, um grande tabuleiro de lasanha fez todos se calarem. Annabeth pegou a faca pronta para cortar. Sua mãe a parou com o olhar.

–Você tem certeza? Eu pedi uma salada – Annabeth olhou para a mãe, e depois para todos na mesa. Então jogou o guardanapo encima do prato.

–Quer saber? Cansei. Espero que vocês todos vão se fuder. Mãe, você é dez quilos mais gorda que eu. E pai, eu não sou virgem desde meus 16 anos. Poseidon, aquele pote estava lambuzado com o meu gozo. E Sally, obrigada pela doçura. Tchau.

Percy pôs a mão no queixo enquanto olhava Annabeth sair do restaurante em passos pesados. Aquilo de fato tinha sido pior do que ele havia suposto.



Notas finais
Eu já tinha deixado claro que o jantar não iria dar certo, então acho que não foi muita ''surpresa" pra vocês.
Enfim, deixem seus reviews!! Apareçam fantasmas!!
Beijos e até o próximo!