Notas iniciais
Olá pessoal!
Demorei pra caralho não foi? Desculpem-me por isto, nas notas finais explico o que está acontecendo.
Quero agradecer imensamente a Gwenhwyfar e a Jess Di angelo pelas lindas recomendações! Sério pessoal, não tem nada melhor que recomendações, adoro. E Jess, eu sabia que você tinha errado na digitação, só estava te enchendo o saco! kkk Bem, se vocês são dramáticas melhor ainda já que o capítulo é dedicado as duas.
Boa leitura!

Terça-Feira, 10 de Janeiro de 1990.

Annabeth não sabia exatamente em que momento a multidão de pessoas atravessaram o que deveria ter sido uma simples bienal. Naquele momento, ela viu sua vida passar num clarão e sabia que ela iria acabar em qualquer segundo. Sua expressão era impagável.

–Espere até chegar a Londres- Percy riu enquanto falava em seu ouvido, ela mordeu o lábio inferior enraivecida e devolveu o sorriso para ele.

–Estou louca para conhecer seus críticos “odiadores” – respondeu Annabeth. Percy riu ainda mais, olhando para os milhares de livros a frente deles e a estante cheia do livro que eles haviam publicado.

–Você vai descobrir que ninguém me odeia lá. O que acho ser o contrário por aqui com você – ele sorriu de lado, como se estivesse falando em seu ouvido que a amava. Annabeth semicerrou os olhos de raiva.

A verdade era que não tinha pessoa que era mais criticada do que Annabeth. As dramáticas sempre eram as mais julgadas. Talvez tenha sido este o motivo de sua personalidade tão instável.

Para qualquer lugar que olhavam tinha uma câmera e um jornalista anotando algo, vários fãs iam até a estante pegar seus livros para serem assinados primeiro.

Assim que viu os jornalistas, Annabeth ajeitou a coluna e fez a expressão tão séria que parecia querer matar todos eles. Jornalistas eram pessoas inteligentes que usavam sua sagacidade e malícia para pegar o pior de cada artista e publica-lo de forma que dê mídia. Eram inteligentemente cruéis, ávidos sanguessugas de informação inútil.

Seus olhos cinza pararam nos verdes “folha seca” de Lena Redcoff, colunista da New York Times. Lena já fora citada anteriormente em nossa prezada história de amor, a jornalista que fez um tremendo sucesso ao caracterizar um antigo livro de Annabeth como “feminista e prepotente”, para o pesar de Annabeth, ela continuava fazendo um tremendo sucesso.

Lena sorriu de lado enquanto andava para frente camaradamente, seus cabelos castanhos e cacheados eram cheios e os óculos de grau quadrados a faziam parecer crítica demais e culta demais para o gosto de Annabeth.

–Nós duas de novo numa bienal, eu podia jurar que isto nunca, nunca iria acontecer novamente – Lena cumprimentou. Percy sorriu ao lado de Annabeth e isto a fez ficar com mais raiva ainda.

–Eu também estou muito surpresa. Podia jurar que te vi na esquina outro dia recitando poema por um dólar – Percy gargalhou ao lado de Annabeth e Lena chamuscou a boca.

–Cada vez mais ácida, e baixa. Veremos como será a sua entrevista hoje, desejo todo o sucesso para você, Jackson. Gosto de sua escrita, mas nenhum pouco da sua falsa namorada – os outros dois arregalaram os olhos enquanto Lena piscava e sorria, voltando para o setor dos jornalistas.

Annabeth parecia séria. Aquela garota era o diabo da Times. Percy pigarreou.

–Como ela sabe? – perguntou ele sorrindo para ninguém perceber o quanto aquilo era sério. Annabeth deu de ombros, sorrindo também.

–Ela é uma vaca, eu já te disse isto, não se deixe intimidar. Provavelmente ela irá fazer umas perguntas de duplo sentido, simplesmente responda como se fosse apaixonado por mim – Percy sorriu com escarnio “como se fosse...?”.

–Eu acho que consigo fazer isto.

–Ótimo.

Phill chegou do outro lado com seu típico terno risca giz, ajeitou sua gravata e sorriu para “os pombinhos”.

–Tudo irá começar! Enquanto vocês assinam livros, os jornalistas farão perguntas e vocês responderão com casualidade, naturalidade e tranquilidade. Lena Redcoff está aí, vocês sabem o que isto quer dizer – os dois assentiram — Sempre tentem focar para o livro, mas quando não tiver mais, mostrem-se apaixonados, olhem um para o outro do jeito que sempre fazem que tudo vai dar certo.

Annabeth arregalou os olhos enquanto Percy arqueava a sobrancelha, os dois céticos. Phill revirou os olhos e foi embora. A coletiva começou, um jornalista da Planet começou com perguntas fofas:

–Gosto de vocês juntos, e queria dizer que pesquisadores da Academia mundial estão de olho em vocês. Vocês têm o livro do ano e como se sentem com toda esta popularidade? – os dois se entreolharam, sorriram juntos e Percy a deixou começar.

–Eu me sinto honrada, sabíamos que era um bom livro, mas nunca tivemos a certeza que faria sucesso, ele é diferente e acho que as pessoas estão percebendo isto.

O jornalista assentiu enquanto escrevia, um garoto de 12 anos mostrou o livro dele para os dois assinarem e eles assim fizeram, sorrindo. A jornalista da Daily Times pigarreou e sorriu.

–Qual a diferença entre escrever sozinho e escrever em equipe? – Percy riu.

–Provavelmente o fato de que você tem a obrigação de se aguentar e aguentar o outro é bem mais difícil – Annabeth fez uma careta para ele e todos riram – Na realidade é a diferença de opinião, Annabeth é uma garota que escreve e pensa de forma bem distinta da minha, não foi fácil fundir as duas escritas, mas acho que o resultado ficou bom.

Eles continuaram respondendo as pessoas e continuaram assinando como loucos. Algumas eram voltadas para a relação dos dois, mas eles fugiam ao máximo de tais perguntas. No final já estavam impacientes e até aquele momento Lena Redcoff não havia perguntado nem uma só vez.

Enquanto sorriam e sentiam fotos serem tiradas loucamente fora anunciado que a reverente jornalista da Times faria a próxima pergunta. Perseu a analisou friamente, uma mulher bonita, mas que se anulava por cima de óculos tão grandes e cabelos tão mal cuidados. A típica mulher que só cuidava do mental, e não do físico. Mas Percy tinha uma teoria sobre mulheres que era a seguinte: Só a mulher inteligente sabe que é tão importante cuidar do físico quanto do mental.

Ele não gostava daquele tipo de mulher, achavam-se superiores demais para o gosto dele. Lena deu um sorriso irônico.

–Bom dia, autores populares – Perseu respondeu. Annabeth não – Eu tenho algumas perguntas, então àqueles profissionais que estão atrás de mim, por favor, deixem suas perguntas medíocres para depois.

Annabeth revirou os olhos. Percy sorriu de lado.

–Minha primeira pergunta é para o Perseu: Qual a pior parte de escrever com Annabeth? – todos riram, e a loira respirou fundo enquanto olhava para o moreno, provavelmente ele iria continuar a piada e ela odiava isto.

–Deve ser o fato que ela escreve bem melhor que eu e eu não gosto muito de ser deixado para trás – Annabeth quase riu. Todos fizeram um “awn” enquanto a Redcoff fazia as piores de suas caretas. Era impressionante como Percy tirava vantagem em tudo.

–Para Annabeth Chase, como foi não escrever um drama desta vez? – Lena sorriu verdadeiramente, provavelmente achando muita graça na expressão não tão feliz da loira.

–O drama faz parte da minha vida como na vários grandes escritores. Mas você está sendo perigosamente equivocada e erroneamente irônica em falar que não tem drama neste livro. Penso até que deveria pré-julgar suas perguntas já que o meu livro com Percy tem traços dramáticos assim como livros de autores como Adams e Hilst que você também julgou como não dramáticos – Percy encostou as costas na cadeira, Annabeth com extinto de vingança era perigosa e extremamente divertida (quando você não era o alvo) – Sugiro até que você reavalie seu psicológico já que os que mais ignoram o drama são provavelmente os mais dramáticos no fundo de seu ser.

Percy colocou a mão no queixo, olhando para Redcoff com pena, alguns jornalistas riam abafado. Esta que escrevia tudo enquanto sorria ironicamente, mas tanto Perseu quanto Annabeth sentiam não ser mais um sorriso tão convicto assim. Na realidade, era um sorriso de quem foi humilhada. E isto já era um gosto frio e metálico, mas viciante nos lábios da loira.

–Por hoje, é só – respondeu ela enquanto se sentava novamente. As perguntas continuaram e Annabeth percebeu que Lena já estava indo embora, colocando a bolsa de ombro cruzando o corpo e os olhos marejados enquanto ia a passos rápidos para a rua.

Logo após isto, Annabeth percebeu que talvez havia tocado numa ferida profunda, mas foi uma troca triste de farpas já que anos atrás Lena havia feito o mesmo. Mais tarde, percebeu que toda bienal com as duas acabaria com choro de um lado ou de outro. Infelizmente, Annabeth não se sentia melhor por daquela vez não ser o lado dela.

Notas finais
Então pessoal, eles vão sair do Estados Unidos porque a vida é assim, eu não gosto de ficar muito tempo no mesmo lugar. Já perceberam né? Londres, Nova York, Havaí... Enfim.
Sobre a demora, o que acontece é que eu estou estudando muito para uma prova de exame de seleção que vou fazer no fim do ano, então eu não estou com tempo para escrever e espero que vocês entendam a minha demora nos próximos capítulos!
Muito obrigada pessoal! Deixem seus reviews, por favor!
Beijos e até o próximo!