Nossa História De Amor.

2 Chegamos em uma casa paradisíaca.


Notas iniciais
Olá!
Obrigada pelos reviews, fico feliz que tenham gostado do comecinho da fic.
Boa Leitura!

Quinta- Feira, 20 de Julho de 1989.

Annabeth tinha o maior bico que já foi feito por ela em toda a sua vida, aquilo fazia uma junção com o cabelo loiro esvoaçando para um lado e os braços cruzados que faziam Percy rir abafado sempre que a olhava.

Ele não entendia o mau humor da sua amiga. Os dois estavam num carro conversível, o som de uma boa música relaxante no rádio e o barulho das ondas do lado esquerdo, em que tinha uma das praias mais bonitas do Havaí. O sol estava crepitante, mas o vento que era proporcionado pelo carro sendo acelerado era satisfatório. Então porque tanto mau humor?

Annabeth olhou de soslaio para seu amigo, dirigindo o conversível, óculos escuros quadrados e o cigarro típico na boca. Ao fundo, era possível ver toda a vista do mar esplendido do Havaí.

–Você está perfeito para tirar uma foto – Percy riu com o comentário, retirando o cigarro da boca e colocando em sua mão esquerda, dirigindo apenas com o braço direito e apoiando o esquerdo na porta do carro.

Annabeth sentia que Percy poderia ser sempre perfeito em qualquer hora para tirar uma foto. Não que ele fizesse pose 24 horas por dia, mas todos os seus gestos sempre eram másculos demais, de uma forma automática, tudo que ele fazia era sempre uma marca única, seus gestos, o jeito de falar e sorrir. Sua amiga realmente pensava que ele poderia seguir como segunda carreira o de modelo, sem dúvida alguma.

Percy estacionou o carro, e Annabeth olhou para a casa que era obrigada a viver por tempo indeterminado. Ela era afastada da praia cheia de pessoas, o que Annabeth achava ótimo, nada de mulheres com seus maiôs indecentes jogando flertes para seu amigo. Ela negava qualquer tipo de ciúmes, aquilo era apenas a hora inapropriada para flerte.

Ela saiu do carro, e com certa dificuldade tentava pegar sua mala ao banco de couro de passageiro de trás. Enquanto ela tentava puxar a mala que parecia ter um elefante dentro, seu amigo já estava do seu lado, com apenas uma bolsa de couro de lado, que batia em sua cintura. O moreno retirou o cigarro da boca e pegou com a mão direita a mala da amiga.

–Porque uma mala tão pesada? – Ele perguntou retórico, enquanto subiam as escadas de madeira da casa em que ficariam.

Annabeth olhou para as costas largas de seu amigo, e depois desceu o olhar automaticamente, para não pensar coisas indevidas acabou reparando nas vestes do amigo.

Uma calça social amarronzada e uma blusa branca de um tecido leve e de botões. Um sapato social amarronzado também – Na realidade, Annabeth nunca viu seu amigo senão de sapatos sociais, até mesmo no colegial -.

Não que ela não gostasse, ela ficava feliz que Percy ainda tinha seu senso clássico de moda, até porque a moda agora era polainas, luvas que iam até os cotovelos e o colorido de doer os olhos quando encontra a pessoa na rua.

Annabeth tentava de todo o jeito fugir dessa moda estranha, e era prazeroso saber que seu amigo também. Ele sempre teve um ótimo senso de moda, até os 15 anos, Annabeth tinha a desconfiança que seu amigo era gay, mas logo retirou o pensamento da cabeça ao ver ele e Calypso transando no chão da sala do colégio abandonada.

Ele abriu a porta da casa e os dois entraram. O primeiro e único adjetivo pensado por Annabeth foi: Paradisíaca.

A casa toda de madeira por fora era aconchegante e grande por dentro, tinha várias janelas de vidro transparente, e no fundo, uma porta de correr enorme que se abria para uma varanda com o corrimão de madeira e duas cadeiras de descanso, ao fundo da varanda dava para se ver o litoral.

Ali onde eles se encontravam, tinha apenas uma sala, com um sofá branco e um tapete também branco no chão de madeira da casa, ao lado tinha uma televisão moderna, 29 polegadas, preta. Ao lado da porta de correr de vidro tinha uma escada de madeira que se dobrava indo até o segundo andar, em que ela não conseguia ver muitas coisas.

Atrás do sofá, na parede, tinha uma adega interessante com um balcão de madeira e quatro bancos também de madeira com um estofado preto. Um corredor ao lado direito dava para um lugar que ela não fazia ideia do que era.

–Essa casa é a casa mais bonita que já vi na vida- Disse Percy, tirando os óculos escuros.

Annabeth deu uma olhada no local e falou o que eles sempre falavam quando eram crianças:

–Vamos explorar.

Perseu riu e junto com ela deram uma olhada na varanda, que era realmente muito bonita, Annabeth deu a ideia de colocarem a máquina de escrever ali, talvez naquele lugar saíssem as melhores ideias. Depois eles foram ao corredor misterioso que tinha apenas uma lavanderia na porta da esquerda, e na da direita tinha um banheiro pequeno e bonito.

Os dois pegaram as malas e subiram o segundo andar, a maior surpresa que tiveram foram ao descobrir que ali havia apenas a cozinha – enorme, com uma mesa de madeira ao centro e redonda, e uma pia inox bonita com uma geladeira também grande e bonita. Um corredor a direita da cozinha, que eles andaram e tinha apenas uma porta ao fundo.

Eles abriram a porta e havia apenas um quarto. Um quarto lindo e amadeirado, com dois armários de madeira embutidos, um à parede esquerda e outro à parede direita, uma cama enorme ao centro, e na frente da cama outra varanda com a porta de correr de vidro, com mais duas cadeiras de descanso e a vista agora mais panorâmica para o mar.

Percy ficou tão maravilhado com tudo que tinha visto que se esqueceu do detalhe que sua amiga tinha acabado de ressaltar:

–Um quarto?

Percy mordeu o lábio inferior para não rir do desespero de sua amiga.

–UM QUARTO? – Ela começou a procurar alguma coisa dentro dos armários embutidos, e então Percy não pode deixar de segurar o riso, ela olhou para ele mortalmente.

–Você não vai achar um quarto dentro do armário! – Ele exclamou enquanto voltava a gargalhar. Annabeth continuou com seu desespero, como seus livros, ela era muito dramática.

Perseu sentou-se na cama de casal com as pernas cruzadas e a mão no queixo, enquanto olhava a amiga andando de um lado pelo outro pelo quarto. O mesmo colocou a bolsa no chão e seus olhos seguiam a amiga de um lado para o outro até que ela parou bruscamente.

–Olha aqui, nós vamos ter algumas regras de convivência, tudo bem? – Percy pelo nariz, assentindo levemente com a cabeça enquanto continuava com a mão no queixo.

Seu olhar estava na saia um tanto rodada da amiga e preta, ela tinha uma blusa leve e bege de um tecido parecido com algodão, usava saltos de cor de pele e os cabelos loiros presos em um alto rabo de cavalo.

Ela começou a mastigar insanamente o chiclete de canela, então se sentou ao lado de Perseu, pegando de sua bolsa um caderninho e lápis nº 2. Então começou a escrever:

Regras de convivência.

1-Nenhum tipo de nudismo.

2-Sem drogas

3-Sem álcool

4-Sem contato físico significante.

5-Nenhum tipo de provocação.



–Eu não vivo sem o meu cigarro – Percy contestou, enquanto olhava aquele papel insano. Annabeth olhou para ele rapidamente e mordeu o lábio inferior.

–Tá, o cigarro vai ser uma exceção – Ele sorriu enquanto olhava toda aquela lista.

–Nada de álcool? Nenhum pouquinho? E toda aquela adaga lá embaixo? — Annabeth suspirou, fingindo raciocinar, Percy piscou esperando ela falar alguma coisa, mas ela acabou gargalhando enquanto olhava para o amigo.

–Nada de álcool para você, acabou de entrar na lei seca- Ela riu ainda mais quando seu amigo fez uma careta.

–Nenhuma provocação? Como assim? Eu nunca te provoquei... – Ele sorriu de lado, malicioso, enquanto Annabeth arrumava a saia preta que subiu um pouco demais pelas pernas.

–Eu estou falando todos os tipos, tanto do lado malicioso – Ela puxou o queixo do amigo para cima – Tanto pelo lado malvado, nada de piadas imbecis.

–Eu não faço isto com você desde o colegial...

–Mas eu ainda choro por dentro – Ela disse dramática e brincalhona, Percy riu junto com ela e continuou a analisar a lista.

–Como assim nudismo? Eu não vou poder tomar banho nem...

–Deixa de sarcasmo! – Ela exclamou pegando a lista- Você sabe o que eu estou falando, não quero ir pra cozinha para tomar café e ver você completamente... –Percy riu.

Os dois se deitaram na cama enquanto analisavam a lista.

–Como assim contato físico significante? – Percy deu uma gargalha e as bochechas de Annabeth se enrubesceram, ela revirou os olhos e pegou mais uma vez a lista da mão de Percy.

–Você sabe do que eu estou falando... – Ela se enrubesceu ainda mais. Percy riu de lado.

–Não, não sei.

–Você sabe sim, não podemos arriscar nossa amizade.

–Isso tem tanto tempo! – Percy revirou os olhos e Annabeth mordeu o lábio inferior, tentando de todos os jeitos não dar uma resposta em seu amigo, até porque a regra de nada de provocações valia para ela também.

–Que seja – Ela revirou os olhos mais uma vez, então se levantou e andou sonolenta até a cozinha, onde colocou o papel bem no meio da geladeira.

Olhou dentro dela, vazia, completamente vazia. Depois olhou nos armários, completamente nada. Praguejou e desceu as escadas, pegando o telefone e discando o número que tanto conhecia.

–Phill!- Ela exclamou.

–Fale querida. Está tudo ótimo?!

–Não, não está tudo ÓTIMO. Não tem nada de comida aqui, e só tem um quarto!

–Ah sim! Sobre a comida, o dinheiro está com Percy, e esta casa foi a melhor que eu achei, e eu acho que vocês são adultos o suficientes para arranjar uma maneira de solucionar o problema do quarto único,certo?

Annabeth colocou o telefone no colo enquanto praguejava mais um pouco, acabou se enrolando com o fio, mas voltou a ouvir o editor.

–Tudo bem, nós vamos dar um jeito.

–Ótimo! Boas férias.

–Vai se danar- Ela disse enquanto colocava o gancho do telefone novamente no lugar.

Subiu as escadas ainda com sono, tinha tido uma longa viagem até aqui e ainda teria que comprar comida.

Ela ouvia o relógio tiquetaqueando da sala enquanto subia as escadas, coçou os olhos e chegou ao quarto, sorriu de lado ao ver Percy esparramado na cama, e não pode deixar de se lembrar daquele dia.

Quarta Feira, 21 de Maio de 1977

O ar estava quente, os amigos andavam cambaleando pelas ruas de Nova York. Acabaram de se formar no colegial, estavam felizes e bêbados. Entre uma rua ou outra, Percy pressionava Annabeth contra alguma parede e lhe roubava um beijo.

–Você sabe que eu sempre te amei certo? –Perguntou o garoto, seu tom de voz mostrando o quão embriagado estava. Annabeth riu.

–Para de falar besteira, Percy- Seu senso era melhor do que o do garoto.

Os dois cambaleavam ainda mais enquanto chegavam ao apartamento na Upper East Side, porque eles saíram mais cedo da festa de formatura? Eles não sabiam. Porque deixaram todos até mesmo seus pais lá e foram andar sozinhos? Também não sabiam. Porque compraram uma garrafa de vinho e começaram a beber e fazer juras de amor? Obviamente, não sabiam.

Annabeth abriu a porta do apartamento com as mãos trêmulas, o álcool correndo por suas veias, mesmo assim, colocou a garrafa de vinho no chão e respirou fundo.

–Eu vou te dar um banho, Percy – O garoto tirou seu blazer cinza, e depois os sapatos sociais pretos.

Ele riu, enquanto chegava mais perto de Annabeth, ela deu alguns passos para trás, mas chegou num momento em que não tinha mais onde andar, prensada na parede.

–Deixa... –Ele parou por um momento – Deixa eu só tentar uma coisa...

Ela fechou os olhos e sentiu os lábios quentes e carnudos do seu melhor amigo, sua língua pediu passagem e ela deixou, abrindo a boca. Os lábios do garoto chuparam os seus e depois o beijo foi ficando mais e mais urgente.

Suas duas mãos foram para sua nuca, beijando ainda mais profundamente o garoto. As duas mãos do garoto foram para a sua cintura, e mesmo bêbados, sabiam o que aquilo significava.

Se beijaram até chegar no quarto do garoto, ele chutou a porta com o pé enquanto abria o zíper nas costas de Annabeth, o vestindo caindo ao chão. Ela tirou sua gravata e logo depois a blusa preta.

Se deitaram na cama seminus, beijando-se ainda mais. E Annabeth ficou nervosa, era aquilo? Finalmente os dois estavam juntos? Percy beijou seu pescoço e ela abriu os olhos, enerva.

–Percy!- Ela exclamou e o empurrou para o lado. Ele estava bêbado demais para saber o que estava acontecendo ali.

Annabeth pegou o seu vestido e o vestiu, se sentia uma estupida, finalmente os dois ficariam juntos, finalmente ela iria ter seus lábios, mas ela não queria daquela maneira, não com os dois bêbados.

Percy a olhava sem entender, piscando várias vezes.

–Eu achei que você queria que... –Ele parou bruscamente – Finalmente nós dois estaríamos juntos, sabe, finalmente Percy e Annabeth!

A loira engoliu o choro, e chegou perto do rosto do garoto.

–Não dessa vez- Então beijou sua testa — Te vejo amanhã para pegar os diplomas.

Sexta-Feira, 21 de Julho de 1989.

E a segunda e última regra foi quebrada no mercadinho no centro da cidade, Annabeth estava com mais mau humor que o normal, odiava ser contrariada. Mas mesmo assim, Percy não comprou o livro de receitas da amiga da Loira Elizabeth Johnson.

Os dois chegaram a casa com as sacolas de compras e respirou fundo, a harmonia que queriam encontrar estava bem complicada de se achar, os dois são amigos, e com um grande afeto um pelo outro, sem duvidas. Mas sempre foram amigos que brigavam muito.

Eles já haviam feito uma estreia da adega no primeiro piso, e hoje no mercado Percy tinha feito o favor de provoca-la falando para ela comprar o remédio contra dor de cabeça e mau humor.

Guardaram as coisas e decidiram ir para a varanda, escreverem um pouco, quanto mais rápido acabassem o livro, mais rápido sairiam dali.

–Tudo bem, tem algum ritual ou algo do tipo que você faz antes de escrever? – Annabeth riu, ela não tinha rituais, aquilo não era uma arte milenar.

–Só vamos escrever tudo bem? Eu estou com uma ideia brotando na minha cabeça e acho que pode sair algo de bom nisto, mas eu preciso da sua ajuda.

Percy arrastou a cadeira na varanda, a mesinha de madeira e pequena que cabia apenas a máquina de escrever estava por ali, ele fumou um pouco e se sentou ao lado de Annabeth, que estava num banco de madeira para dois lugares.

Cruzou as pernas e colocou a mão no queixo, visualizando sua amiga escrevendo concentrada. Ela tinha umas poucas rugas de expressão no rosto, o que Percy achava no mínimo, charmoso. Seus cabelos loiros estavam caídos pelos ombros bronzeados e o vestido branco de renda caia muito bem em seu corpo. Um tanto decotado e com um bojo pequeno, um laço no meio, ela usava chinelos de dedo também brancos.

–E então, o que acha? –Ela perguntou, olhando para o papel. Percy piscou, saindo de seus devaneios e pegando seus óculos de grau, eles eram quadrados e largos e Percy os odiava mais que tudo, mesmo assim olhou os três parágrafos que ela escreveu e pareciam ótimos.

–Aqui eu achei que seria interessante ter um dialogo divertido entre os dois, e quem melhor que você para fazer piadas? – Ela sorriu largamente para o amigo, que novamente ficou bobo olhando para o seu rosto.

Ele praguejou, tinha quase 30 anos, era um homem formado, não podia ficar bobo e babando por ela como fazia na adolescência. Ele assentiu com a cabeça e começou a escrever. Os dois começaram a trabalhar, e quando menos esperaram já tinham feito 10 páginas.

Eles se olharam, estavam num momento estranho do livro, o personagem havia perguntado ‘’Qual o amor perfeito para você, então?’’.

Percy e Annabeth se olharam, piscando. E Percy tirou os óculos.

–Qual o amor perfeito para você?- Ele perguntou, olhando diretamente nos olhos cinza tempestuosos que sempre foram sua perdição.

–Eu não sei – Ela disse apenas- Seria o tipo de amor que eu não conseguiria descrever.

Percy sorriu e apoiou o cotovelo na mesa.

–E como é a nossa amizade para você? – Ele pressionou os dois lábios, nervoso. Annabeth piscou, sem entender o porquê daquela pergunta, mas sorriu ao saber a resposta. Olhou para o horizonte e depois para os olhos verdes esmeralda.

–Indescritível.

Os dois se olharam nos olhos novamente, se conheciam muito bem para perguntar o que estavam sentido uma hora daquelas, Percy sentia uma súbita vontade de beija-la e se levantou rápido.

–Que tal irmos para a praia? Trabalhamos muito por hoje – Annabeth assentiu, piscando. O clima estava tenso demais e ela não queria atrapalhar a amizade mais especial que tinha na vida.

Os dois andavam pela areia da praia, várias pessoas de um lado para o outro, as mulheres com seus maiôs indecentes, os homens com suas sungas pequenas – e para Annabeth, gays- demais.

Eles andavam normalmente, enquanto faziam piadas bobas sobre a moda do litoral. Percy, como sempre estava dentro de moda. Annabeth sentia uma súbita vergonha em saber que ele entendia mais de moda que ela.

Percy usava uma bermuda preta, que parecia um tecido parecido com jeans, chinelos de dedo também pretos e uma blusa branca e cinza xadrez de botões, e um chapéu amarronzado de praia.

–Onde está o seu maio? – Ele perguntou brincalhão, enquanto olhava para uma garota que tinha mostrava provavelmente toda sua bunda naquele maiô. Annabeth deu um tapa em seu ombro.

–Eu estou com o meio maiô, só que eu prefiro ser uma garota descente e tira-lo quando eu for nadar, apenas- Percy riu, então Annabeth com raiva jogou sua bolsa de praia nos braços do garoto.

Ele riu ainda mais e pegou o protetor solar, depois colocou a bolsa na toalha que Annabeth estendeu ao chão. Ela olhou para o mar e retirou seus óculos escuros. O sol estava forte e o céu azul, o mar parecia uma piscina de tão calmo e a loira sorriu.

–O tempo parece ótimo, não é? – Ela disse, Percy tirou seus óculos e se deitou. Colocando um pouco do creme branco na mão.

–Sim, ótimo. Porque você vai para... –Ele não terminou o vestido da loira já estava no chão, o maiô preto mostrava a suas omoplatas, a peça de lycra delineava completamente o corpo da loira, seios médios, sua cintura se estreitando e suas pernas grossas delineando aquilo que Percy caracterizava de corpo violão.

Ele engoliu em seco e Annabeth sorriu para ele, seus cabelos loiros caindo pelos ombros à mostra.

–Passa o protetor solar, então?- Ela disse sentando-se na sua frente, ele assentiu e balançou a cabeça mais uma vez. Voltando com seu pensamento que não era para babar, estava muito velho para isto.

Ele passou o creme nas omoplatas dele e a loira jogou seu cabelo para o lado, ele passou em seus ombros, fazendo uma leve massagem.

–Obrigada- Ela se levantou feliz, e saiu correndo para o mar ,fez uma estrela horrível e escorregou, Percy riu e negou com a cabeça. Pegou o livro de um amigo chegado e começou a ler.

Alguns minutos depois, Annabeth deitou-se ao seu lado, Percy a olhou de soslaio, o corpo molhado, então voltou com a atenção para o livro. Annabeth riu de lado quando viu duas crianças correndo a sua frente, e então seu queixo caiu.

A pessoa que não deveria estar ali estava, a pessoa que de todas as pessoas do mundo incorretas para estar ali, estava. Percy olhou para ela e depois na direção de quem ela olhava.

E Annabeth soube que o pior estava por vir agora.


Notas finais
Bem, essa pessoa está aí para realmente acabar com a relação de paz entre Percy e Annabeth. U-U
Espero que tenham gostado do capitulo, por favor deixem seus reviews, falem o que estão achando, isso iria me deixar muito feliz.
Beijos e até o próximo! =D