Nossa História De Amor.
27 Amigos.
Notas iniciais
Como vão vocês?
Eu estou ótima, obrigado.
Boa leitura!
Segunda Feira, 20 de Novembro de 1989.
As gotas de chuvas caíam sobre seu sobretudo pesado. Mas ela não ligava, pelo menos não depois de já ter ido a Londres umas 10 vezes em sua vida. Aquela cidade nunca mudava: Sempre fria. Sempre chuvosa.
Expirou fundo e saiu andando pelas ruas mais que conhecidas por ela. Virou a esquerda, e depois à direita. Então chegou a casa esperada. A grande Mansão dos Lenson.
Apertou a campainha, sentindo o ar frio em suas costas. Olhou para os lados, estava no centro da Grande capital da Inglaterra e pessoas passavam para lá e para cá. Ela via aquelas cabines telefônicas vermelhas tão conhecidas pelos Londrinos, mas muito irreais para os estrangeiros. Suspirou. Aquela cidade era maravilhosa.
-Annabeth? – chamou uma voz infantiloide. Annabeth se virou e sorriu de lado. Hayley quase não a reconheceu com o grande sobretudo preto e o chapéu pequeno sobre o cabelo que agora estava diferentemente liso.
-Srta. Lenson – Annabeth disse – Recebi sua última carta. Acho que você precisa da minha ajuda, não?
Hayley deu um sorriso animado, abrindo caminho para que Annabeth entrasse. A casa era ainda mais impressionante do que a mais velha pensou que fosse: Parecia uma mansão de época com alguns aspectos modernos.
Annabeth tirou seu sobretudo deixando-o no cabide e mostrando uma simples blusa de lã preta e vermelha. Seus jeans eram claros e por mais que parecesse mais bonita do que nunca, Hayley percebeu que suas expressões já tiveram fases melhores.
-Onde está seu irmão? – perguntou a loira animada para ver Noah. Hayley suspirou.
-Ele decidiu entrar para academia infantil de letras – Annabeth arregalou os olhos, animada. Ao contrário de Hayley que não parecia achar nada demais – É... ele é um nerd.
Não havia ninguém na casa. Por isto as duas foram para cima e Annabeth tratou de fazer um chocolate de panela, quando o assunto era garotos ela sempre se sentiu como uma adolescente de 15 anos, mesmo tendo já seus quase 30. Ela fez tranças em Hayley enquanto comiam chips e chocolates.
-E ele é tão bonito... – continuou a Lenson enquanto Annabeth sorria – Eu não sei o que fazer.
-Você nunca havia beijado alguém antes, querida? – perguntou Annie enquanto acabava de fazer as tranças dela. Hayley suspirou.
-Sim, mas nunca foi deste jeito sabe. Ele tem os olhos azuis mais bonitos que eu já vi e eu fico boba do lado dele. Sendo que ele é um tremendo babaca – Hayley bufou, fazendo com que parte de seus cachos ruivos caísse encima dos seus olhos. – Como você faz com o Percy?
Annabeth parou bruscamente. Ouvir a palavra “Percy” depois de alguns dias havia virado algo raro e meio amedrontador. Não que ele fosse como um fantasma, muito pelo contrário, ele ainda estava muito vivo em sua memória. Mas depois dele ter decidido voltar para Londres definitivamente, ela sentia que ele foi apenas um sonho bom que já acabou há muito tempo.
Esperava ansiosamente não vê-lo nos dias em que estava (obrigatoriamente) na Inglaterra.
-Bem, nós abrimos o nosso coração e falamos o que sentimos. Só assim você vai se sentir bem – Hayley bufou.
-Isto aí não é uma opção. Ele vai se sentir o vencedor – ela semicerrou os olhos verdes – Tem dois meses que eu venho escondendo que não tem nada acontecendo sendo que ele sabe que tem.
-Porque você esconde? – perguntou a loira serenamente. Hayley bufou novamente.
-Porque ele é um babaca. Idiota, egocêntrico, metido e um tanto de outras coisas – a ruivinha suspirou – Não sei se você entende. Percy é um cara legal, ao contrário do Dylan.
Annabeth mordeu o lábio inferior. O que queria gritar naquele exato momento era “Percy também é um babaca egocêntrico”, mas apenas suspirou e riu, finalizando as tranças ruivas.
Terça Feira, 21 de Novembro de 1989.
Os sapatos dela pareciam de sapateado, suas meias brancas iam até a metade de sua panturrilha e a saia azul e branca até metade de suas coxas. Seus cabelos ruivos estavam com várias ondas e até sua cintura. Suas sardas estavam mais evidentes no sol daquela manhã e seus olhos verdes estavam mais revoltados do que nunca.
Odiava Percy Jackson. Como ele havia deixado Annabeth por um emprego? O que ele tinha na cabeça?
Hayley não gostou de ouvir serenamente e tristemente Annabeth contar a história dos últimos dias, mesmo assim agora que Percy estava de volta para cidade, iria atormenta-lo até o fim de seus dias. Iria fazer de tudo para transferi-lo para Nova York sem ele próprio querer.
Hayley estava, definitivamente, revoltada. Mal percebeu quando esbarrou em alguém e quase caiu no chão. Pegou seus cadernos revoltada e olhou para cima, tinha que ser aquele garoto.
-Vê para onde anda – disse ela enquanto dava meia volta no corredor. Viu o loiro pegar em seu ombro, enérgico.
-Você que deveria olhar para onde anda. Chegou trombando para cima de mim, pensando em algo? – o sorriso dele era maravilhosamente malicioso. Seus fios loiros caíam pela sua testa com leveza. Hayley suspirou fundo.
-Sim – disse ela rangendo os dentes. Estava com tanta raiva que nem percebeu a provocação de Dylan – Num tal moreno dos olhos verdes que vai se ver comigo – ela tinha os olhos semicerrados. O loiro arqueou a sobrancelha e afrouxou um pouco a gravata.
-Moreno dos olhos verdes? – perguntou ele. Como se tivesse comido uma espinha de peixe. A ruivinha ajeitou os cadernos contra o corpo.
-Sim – disse ela vagamente. Depois voltou ao normal e olhou para os olhos azuis revoltantes de Dylan – Algum problema?
-Não – disse ele amargamente – Nenhum. Eu só não sabia que você estava com tal moreno dos olhos verdes.
Hayley franziu as sobrancelhas, depois um leve sorriso de lado cresceu em seus lábios, ela passou o dedo indicador pela bochecha do garoto e depois no queixo, levantando-o.
-Você está morrendo de ciúmes – ela se virou sem esperar a resposta do loiro, mas sabia que ele estava a seguindo.
-Ciúmes? Eu? Faça-me o favor, Hayley. Você que está caidinha por mim desde daquele beijo na ponte – a ruiva virou bruscamente o corredor e parou em seu armário, guardando suas coisas com raiva.
-Sim, eu estou caidinha por você. Agora me dá licença que eu tenho que encontrar meu moreno dos olhos verdes – ela piscou e foi embora. Se tachou de burra várias vezes. Claro que ciúmes era a solução mais óbvia para tudo aquilo.
Sabia que Dylan continuava a seguindo.
-Quem é ele? Alguém do Lacross? – ele parecia incomodado, agora os dois não tinham cadernos na mão e o último sinal já havia tocado há algum tempo. Hayley parou bruscamente, seus olhos verdes agora faiscando de malicia.
-Porque você importa tanto, hã? Eu realmente não te entendo, já conseguiu me beijar. Não está bom o suficiente? – Dylan cruzou os braços. Eles que eram fortes demais para um garoto de 14 anos de idade.
Ele olhou para os lados e a empurrou pelo ombro até a parede.
-Você não percebeu que eu gosto de você? De verdade? – Hayley sentiu o ar sair de seus pulmões – E daí que seu pai é o dono da Werstystone e o meu pai da Company Letters. Eu não quero pegar aquela porcaria de empresa e nós dois não temos nada a ver com isto – ele pegou em sua cintura, depois lhe deu um selinho que não foi correspondido de começo, mas depois acabou virando um beijo mais e mais sério.
Acabou com uma Hayley ofegante e um Dylan nem tanto, até porque ele era mais acostumado com aqueles tipos de beijos do que ela. Ele sorriu enquanto sentia a respiração de Hayley em seu pescoço.
-Você sabe o que isto significa, não é? – ela perguntou sentindo os ombros largos dele – Meu pai não pode nem sonhar em me ver com você.
Dylan sorriu e pegou em seu queixo com o dedo indicador, como ela havia feito algum tempo atrás.
-Eu sei disto – ele a beijou de novo, agora apenas um selinho delicado – Mas eles não precisam saber.
-Vai ter a premiação em Paris, como eles...
-Você conhece a expressão que se chama “namorar escondido”?
(...)
Annabeth clicou na parte superior da caneta e assinou com sua linda letra o acordo de tiragens na Inglaterra. Sorriu para o representante do Reino Unido e se levantou rapidamente, não queria encontrar com pessoas que não queria de forma alguma ver.
Despediu-se rapidamente dele e já pensava em comprar suas passagens de volta para os Estados Unidos. Primeira classe. Com álcool e salmão. Queria agir como uma rica que perdeu o marido.
Ainda não conseguia acreditar que Percy decidiu ir embora. E muito menos que foi ela que deu aquela ideia. Ideia estupida. Ela praticamente o chutou do apartamento.
Mas era o melhor emprego do mundo, aquele que Percy queria já havia muito, muito tempo. Ela não podia se meter em seu caminho daquela forma, não era atitude de alguém apaixonado de verdade.
Saiu do elevador e andou em passos pesados até a avenida no centro da cidade, onde estava estranhamente um tempo levemente ensolarado. Abriu a porta para ir embora e viu que na porta contrária o moreno abria a porta de vidro para entrar, com seu típico café do Starbucks na mão. Eles se entreolharam por cerca de cinco segundos e foi o suficiente para ela andar mais rápido.
-Annabeth? – ela olhou para trás e viu o moreno a olhando. O jeans claro meio desarrumado e os sapatos sociais. Viu que ele a seguia e saiu correndo, literalmente. – Annabeth, volta aqui!
-Corre, corre, corre – ela dizia baixinho enquanto quase caía por virar a esquina, não fazia nem ideia para onde estava indo mais. Aquela avenida saía de seu trajeto “o que conheço de Londres” mesmo assim decidiu sair correndo mais e mais rápido. Viu mais um grito de Percy só que agora mais de perto.
Ele era bem mais rápido que ela.
Porém, um pouco mais a frente ela viu a placa “Public Library” e abriu a porta do prédio afobada. Estranhamente ali não estava um silêncio total, tinha murmúrios ali e acolá. Ela saiu correndo pelos enormes corredores de estantes de livros e viu que quando virou para um corredor mais escondido Percy também havia entrado ali.
Sentia-se uma grande idiota de 15 anos.
Coçou os cabelos loiros agora muito escorridos e lisos e arrumou sua jaqueta de couro preta. Mesmo assim decidiu se embaralhar toda naqueles corredores que pareciam mais um labirinto do que uma biblioteca. Quando viu o corredor do Douglas Adams, decidiu dar uma parada.
Ele era um cara de sucesso, um ótimo escritor que ela queria muito conhecer. Pegou uma edição nova de “Não entre em Pânico” e tampou o rosto com ele. Decidiu ir andando bem devagar até o fim da biblioteca e estava chegando lá, quando olhou para trás e viu que a poucos metros Percy estava a olhando, a respiração ofegante e o olhar repreendedor.
Saiu correndo e deixou o livro cair no chão, ouvindo algumas pessoas reclamarem, mas não ligou, saiu correndo de novo e tentou chamar um táxi, mas não havia nenhum por ali.
Fez o mais óbvio, saiu correndo pelas ruas até chegar às menos movimentadas, ruas com alguns pubs e cafés com nomes Italianos e Franceses. Quando olhou para trás viu que não via Percy em lugar algum, talvez houvesse a perdido em meio à multidão.
Olhou para frente e sorriu, mais um Starbucks. Então franziu o cenho e foi com a cabeça um pouco para o lado, lembrando-se de uma fala de Percy “Uma das melhores coisas do meu apartamento em Londres é que fica praticamente no centro e do lado de um Starbucks”.
Ela viu um prédio alto e vintage ao lado do café, e suspirou, fez a coisa mais estupida da sua vida.
-Você parece que sabe o caminho – sussurrou Percy em seu ouvido fazendo-a pular e quase ter um enfarte. Ele cruzou os braços encima do peito e tinha um sorriso sacana, seus cabelos negros estavam bagunçados e pelas roupas tão normais, um jeans claro e uma blusa do Fletwood Mac, ela quase o viu como se tivesse seus 16 anos novamente. – Quer entrar? – ele sorriu e fez um gesto com a cabeça para o apartamento.
Ela sorriu de lado.
-Eu estou bem... Estou... Hm... Bem, eu já estou de saída há algum tempo – ela franziu o cenho “de saída há algum tempo?” Saída de onde?
-Eu sei que você tem mais três dias para ficar aqui, Annie – ele mordeu o lábio inferior – Tem quase um mês que não nos vemos. Não me diga que não está com saudades.
-Eu já fiquei sem te ver por três anos – ele entrou no prédio a puxando para dentro. Não parecia muito disposto a ouvi-la.
-É diferente.
-É a mesma coisa – rebateu ela. Se tivesse corrido mais um pouco...
Eles subiram até o último andar do prédio e Percy abriu a porta do seu apartamento. Um lugar vintage e bonito, com uma varanda com uma boa vista e moveis diferentes e bem colocados. Era um apartamento enorme, um pouco maior do que o de Annabeth.
-Eu sempre quis que você conhecesse aqui, então... – Annabeth passou a língua pelos lábios, assentindo. Porque ela tinha tanto azar? A última pessoa no mundo que queria ver era Percy – Eu achei que você iria querer me ver quando chegasse em Londres – murmurrou ele, virando a cabeça na direção dela e suspirando.
-Você achou errado.
-Você não sente saudades de mim? Quer dizer... Eu estou morrendo aqui, sabia? – ele coçou a bochecha perfeitamente barbeada. Annabeth bufou em frustração.
-Nós não podemos sentir mais estas coisas. Eu e você – ela apontou para os dois — Somos só amigos novamente. Lembra? – ela olhou alternadamente para os olhos verdes e os lábios vermelhos – Foi o que combinamos em Nova York.
-Você sabe que não é bem assim – ele disse apenas, chegando assustadoramente perto dela. Annabeth deu passos para trás, mas quando bateu as costas na porta de madeira sabia que não tinha para onde fugir mais.
Decidiu pensar em outras coisas. Como a varanda com a porta azul marinho era bonita e como a casa dele era bem espaçada. Tudo foi para os ares quando ele passou o nariz por sua bochecha, fazendo-a revirar os olhos.
-Oh, Percy...
-Porque tudo tem que se complicar para nós? – perguntou ele seu ouvido, mordendo o lóbulo levemente – Eu não aguento ficar longe de você, Annie. Eu sinto saudades da sua boca, da sua risada, dos seus olhos – ele mordeu sua bochecha levemente – De você corada.
-Eu odeio você. Porque você é um escritor? Porque me arrebata deste jeito? – Percy sorriu de lado. Beijando as bochechas vermelhas dela.
-Você me ama – disse ele apenas – Como eu te amo. Eu não quero saber do seu discurso realista, eu não quero que você diga que isto aqui será pior porque daqui a três dias você vai voltar para Nova York. Eu só quero você de novo.
Os olhos deles se encontraram, tudo ficava tão diferente quando a saudade estava no meio, eles pareciam dois adolescentes. Os olhos cinza faiscaram de malicia.
-Eu não te amo, eu te odeio – ela o empurrou forte para o tapete da sala alguns poucos metros deles – Te odeio, odeio, odeio – a camisa de Percy foi para os ares, Annabeth o pressionou contra o chão, ele parecia assustado com os olhos, mas animado com o sorriso de lado.
Ele inverteu as posições, seus músculos dos braços retesando de excitação. Eles estavam afobados e rolavam pelo chão enquanto os beijos ficavam cada vez mais avassaladores. Não demorou para Percy tirar a blusa dela e deixa-la apenas de sutiã.
Ela trocou as posições, empurrando os ombros dele contra o chão. Os lábios estavam borrados e a respiração acelerada.
-Eu tenho razão – disse ela enquanto ofegava – Isto só vai nos fazer sofrer mais.
Ele revirou os olhos, vendo-a sair de cima dele e procurar sua blusa em algum lugar. Ele se sentou e coçou a sobrancelha, olhando para o jeans e esperando calmamente que sua excitação não ficasse tão pretuberante. Annabeth parou de procurar e olhou para ele, suspirando.
Voltou em passos lentos até o mesmo e o puxou para cima, abraçando-o fortemente, segurou as lágrimas para não cair nos ombros bronzeados do moreno. Ele passou as mãos por suas costas e beijou a parte de cima da sua cabeça.
-Eu vou ficar – ela sussurrou enquanto sentia-se afagada por Percy – Eu quero aproveitar o que nos resta. Eu não sei o que acontece comigo, um sentimento tão, tão forte. Eu queria nos juntar em um só. Se é que isto faz sentido...
Percy sorriu de lado e os dois foram andando em passos cegos até uma porta de madeira que foi aberta pelo moreno calmamente. Ele a empurrou para cama com calma insinuante e abriu o zíper do jeans dela vagarosamente. Deu pequenos beijos carinhosos na parte do ventre de Annabeth fazendo-a contrair o abdômen e massageou a parte da virilha exposta. Seus beijos molhados foram da sua cintura para parte de seus seios e por fim aos seus lábios, os dois balançaram o nariz um no outro como duas crianças e sorriram.
-Sabe o que eu quero fazer agora? – perguntou retoricamente Percy. Abaixando a própria calça enquanto sentia o olhar da loira sobre ele.
-Não, o que?- sussurrou Annie num fio de voz. Ele sorriu e chegou extremamente perto do seu ouvido, fazendo-a arrepiar.
-Eu quero fazer amor com você – ele disse apenas. Annabeth sentiu um trêmulo forte em todo o seu corpo. Aquilo era mais do que ela imaginava ouvir de Percy um dia – Eu quero nos unir num só e ter um filho com você.
Ela fechou os olhos e expirou entrecortada. Talvez fosse o que queria ouvir de Percy há muito tempo. Os dois se entreolharam, calmos. E não tiveram preliminares, apenas beijos dóceis e delicados.
Devagar Percy foi completando-a, sentindo seu corpo quente no dela novamente. Viu Annabeth morder o lábio inferior e arquear as costas, sentindo aquele novo corpo dentro dela.
Os movimentos foram lentos e precisos, tão angustiantes que formavam um nó no abdômen de Percy. Ele afundou a cabeça na curva do pescoço dela, movimentando seu corpo num vai e vem gostoso. Sentia sua cabeça rodar e todo o seu corpo chamar pelo orgasmo, o prazer que sentia naqueles movimentos era lancinantes.
Ele encostou sua testa na dela, entreolhando-se com um misto de amor e prazer, os olhos cinza estavam semicerrados e a boca levemente aberta. Todo o corpo de Annabeth estava suado e quando Percy fez um movimento diferente e chegou num ponto em especial na loira, ela revirou os olhos e arqueou ainda mais as costas.
- Você é meu – disse ela num sussurro. Ele a beijou lentamente enquanto aumentava o ritmo das estocadas, os dois corpos movimentando-se por completo. As mãos de Annabeth abaixaram-se para suas costas até a sua bunda, apertando-a mais contra ela. Percy soltou um sorriso de lado.
- Comigo, sempre. – sussurrou ele em seu ouvido, junto com várias outras palavras amorosas que a loira sorria de lado ao ouvir.
Chegou num ponto em que os movimentos estavam fortes e lentos, de uma forma prazerosa que eles se encaminhavam no ápice sem pressa. O corpo de Percy estava banhado de suor assim como o do dela, eles se sentiam bem e completos e o prazer do sexo era fenomenal.
Entrelaçaram os dedos e apertaram a mão um do outro, numa forma de descontar toda aquela excitação, Percy afundou o rosto novamente na curvatura do pescoço da loira e quando chegaram ao ápice, juntos e sincronizados, ele viu apenas com os olhos semicerrados as mãos dos dois juntas e entrelaçadas, arrastando-se pela cama por enfim aliviar toda aquela tensão, e viu a mão da loira aliviar o aperto contra a sua, com um gemido alto e muito sonoro: seu nome.
Ele se jogou ao seu lado na cama. Apenas um lençol branco cobrindo-os. Percy não sabia exatamente o que era “fazer amor”, mas sabia que a definição estava próxima daquilo que haviam acabado de fazer.
Os dois olhavam para o teto, com certa timidez de olharem nos olhos um do outro, pelo menos depois de dividirem um momento tão especial e apaixonante quanto aquele.
-Isto foi tão...
-Sobrenatural – a loira terminou para Percy, virando o rosto para o lado dele, vendo aquela feição linda do filho de Poseidon – Meu bem, eu tenho que lhe dizer que somos ligados, extremamente ligados. A gente faz amor por telepatia.
Ele riu. Por baixo do lençol sua mão entrelaçada na dela. E se entristeceu em lembrar que dali a pouco tempo Annabeth não estaria mais com ele. De certa forma, os dois sempre seriam amigos, para o que der e vier.
Notas finais
Deixem seus reviews, fantasminhas que não comentaram até agora, estão chegando as últimas chances de comentar.
Beijos e até o próximo!
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