Meu nome é Keren Cooper. Nasci em 1990, tenho 26 anos e moro em New York desde que nasci.

Meu sonho de infância era ser uma médica, mas com o tempo percebi que amava jornalismo... Aos 21 anos de idade me formei em jornalismo, na “Academia de Jornalismo de N.Y.”... no mesmo ano em que me formei, comecei a trabalhar no “Jornal da cidade”(Um dos mais populares da cidade, aliás!), onde trabalho e trabalhei durante 5 anos. Depois de um mês fiz minha primeira matéria para o jornal, na época fiquei muito conhecida na cidade, criei novas matérias e a minha popularidade foi aumentando, e hoje sou “chefe de matéria” da empresa...

Esses dias chegou uma aprendiz na empresa, que me pediu que a ajudasse na sua primeira matéria, pois tinha se espelhado em mim... fui com ela no hospital da quinta avenida (Fifth Avenue) entrevistar um doutor que recentemente tinha feito uma cirurgia de repartição de órgãos (Aqueles em que nascem gêmeos com alguma parte do corpo “colada”.), que foi um sucesso!! (Particularmente, nunca tinha ouvido falar nesse doutor, mas como o trabalho dele foi nas alturas com essa cirurgia, todos na empresa estavam comentando...) Quando cheguei no escritório do doutor, percebi que ele me olhou com outros olhos, fingi que não percebi, e não troquei olhares com ele! Depois de terminar a entrevista, fui com a aprendiz para uma lanchonete que tinha por perto, e o doutor foi junto, disse que estava no horário de almoço (que levava mais de duas horas!), sentamos e pedimos um sanduíche, perguntei qual era seu nome, pois seu nome não estava no jaleco, ele disse que era Jonathan Sparks, e ele me perguntou qual era meu nome, como sempre, me fiz de difícil e disse que com o tempo ele saberia, infelizmente, eu estava usando um crachá com meu nome... conversamos por um bom tempo, a aprendiz até tinha ido embora, e nós ficamos lá! Quando estava indo embora, o doutor me perguntou se tinha algo marcado para sábado a noite, eu perguntei o porque, e ele me disse que tinha um show de uma banda famosa na cidade, e queria me levar, me fiz de difícil (De novo.) e disse que talvez iria...

No outro dia, o Jonathan não parava de me ligar, e de me mandar mensagem perguntando se iria ao show, disse que sim só pra ele parar de me incomodar...

Quando chegou o dia do “encontro”, eu fiquei esperando por uma hora ele chegar, até pensei que ele fosse mais um daqueles caras “furões” (Aqueles que marcam um encontro, e não aparece.), fiquei mandando várias mensagens, e liguei várias vezes... mas ele nunca retornava. Depois que eu desisti de ligar e de mandar mensagem, ele me ligou, eu não atendi porque estava muito brava, então ele mandou mensagem, e na mensagem estava escrito:

“Oi, me desculpa tá? Não fui te buscar por que passei mal, e fui para o hospital, você nem deve se importar, mas agora eu estou bem. Podemos marcar outro dia?”

Eu visualizei mas não respondi, fiquei com peso na consciência, mas já tinha feito. No dia seguinte, fui para o trabalho, e na hora da saída, lá estava ele, com um buquê de flores me esperando, fiquei com muita vergonha e saí depressa, fingindo que não vi, mas ele foi atrás, parei e falei:

— O que você quer? Eu já entendi por que você não foi me buscar ontem.

— Então você viu, por que não me respondeu? – Perguntou.

— Porque eu acho que você deveria ter me ligado antes, ao invés de me ligar depois de uma hora e meia!

— Eu já pedi desculpas por te fazer esperar, por que você tem que ser tão grossa? – Disse meio triste.

— Tá… me desculpa também, se eu estivesse passando mal, a última coisa que eu iria lembrar seria você... Q-quer dizer, e-eu iria lembrar, m-mas é…

— Haha! Já entendi, não precisa ficar nervosa… Mas, e aí? Pode sair agora?

— Claro! – Respondi.

Depois, saímos para um restaurante chique da cidade, onde ficamos conversando por horas:

— Então… quando vou poder conhecer seus pais? – Perguntou.

— Hã… eles moram em uma cidade longe… quando vierem me visitar, te apresento a eles. – Respondi envergonhada.

— E seus pais?

— Eles morreram há dois anos em um acidente de carro… — Respondeu.

— Aí meu Deus… me desculpa, eu estou fazendo tudo errado… — Respondi envergonhada.

— Tudo bem, eu já superei…

— Bom… vamos mudar de assunto…

—Hm… já ouviu falar no parque de diversões que inaugurou hoje?

— Sim! E eu adoro parques! – Respondi animada

— Quer ir comigo no domingo? – Perguntou sem jeito.

— Não precisa ficar sem graça haha, claro que eu vou!

Depois, tomei a coragem de perguntar pra ele sobre os pais dele:

— Jonathan, bom… em que seus pais trabalhavam? – Perguntei.

— Minha mãe era advogada e meu pai um sargento aposentado! – Respondeu.

— E… como eles eram?

— Minha mãe era loira e meu pai moreno...

— Tem alguma história legal?

— História não! Mas outra coisa bem legal. Desde que eu era pequeno, todo mês, meus pais colocavam uma quantia no banco e nunca viram quanto de dinheiro tinha naquela conta. Depois que eles morreram, essa conta passou a pertencer a mim. Desde então eu coloco todo mês duzentos reais nessa conta.

— Nossa, deve ter um “dinherão”... você sabe quanto dinheiro tem nessa conta? – Perguntei curiosa.

— Não! Eu nunca vi, mas eu também acho que deve ter um “dinherão”. – Respondeu me deixando curiosa.

— E como são os seus pais? – Perguntou.

— O meu pai é moreno, e a minha mãe também... só.

— E você tem uma história deles pra contar?

— Sim! Teve uma vez que a gente foi pra uma pista de gelo, e eu cai e fiquei com o corpo dolorido por uma semana. Essa história parecia legal antes...

— Você ficou dolorida por uma semana? Hahaha! Vocês meninas são muito frágeis!

— Vocês também não ficam atrás, algumas partes suas também são frágeis... – Respondi ironicamente.

— Hahahaha! Mudando de assunto, que dia é o seu aniversário? E qual é a coisa que você mais gosta?

— Meu aniversário é dia 24 de abril. E eu A-M-O Unicórnios. – Respondi alegre.

— E você? Quando é o seu aniversário? E qual é a coisa que você mais gosta?

— Seu aniversário é daqui a dois meses, bem perto! Meu aniversário é dia 14 de dezembro. E eu gosto de super-heróis. – Respondeu.

— Que fofo. – Respondi.

Depois, ele pediu a conta e me levou pra casa, me deu um beijo na bochecha e disse que no dia seguinte ligaria. Fiquei com medo de estar gostando dele, por que não estava pronta para um relacionamento... o meu primeiro relacionamento.

No dia seguinte ele não me ligou como o prometido, fiquei triste de novo, por que realmente estava gostando dele... no trabalho todos estavam rindo de mim, depois do chilique que eu dei, merecia mesmo. Minhas amigas Denise e Selly tentaram me defender, mas não adiantou... fiquei quieta na minha sala e não falei com ninguém. Quando cheguei em casa, recebi uma mensagem do Jonathan:

“Me desculpa por não ligar de novo! Hoje o trabalho foi puxado, e não deu pra te ligar...”

Vi e respondi:

“Tudo bem! Hoje também não foi um dos melhores dias!”

Quando viu a mensagem logo me ligou:

— Oi! O que aconteceu pra não ser um ótimo dia? – Perguntou preocupado.

— Oi! Não é nada de mais, só foi aquele barraco de ontem! Todo mundo viu...

— Sério? Meu Deus, que mico...

Depois, ele disse que ia para o hospital, disse que chamaram ele...

No domingo, ele foi me buscar como o prometido, passamos a tarde juntos. Fomos em quase todos os brinquedos, ganhei vários ursos e tiramos várias fotos... mas no fim do dia ele começou a passar mal, peguei o carro e corri com ele até o hospital, na hora do exame ele não me deixou entrar junto com ele na sala... mas ainda sim pude escutar a conversa deles dois:

— Doutor o seu caso já está ficando grave. Não podemos fazer muita coisa agora! – Disse o Dr. Antony.

— Eu sei, mas eu não quero preocupar ninguém com isso... só quero aproveitar o resto da minha vida...

— Só não conta pra Keren pro favor, não quero fazê – la sofrer... – Disse Jonathan.

Quando saíram da sala, o doutor Antony me disse que era só uma pressão baixa, e que já estava tudo bem. Mas agora eu sabia que o Jonathan estava me escondendo alguma coisa. No caminho pra casa perguntei ao Jonathan o que tinha acontecido de verdade, e ele me disse que era só uma “pressão baixa” mesmo. Depois eu disse pra ele que não queria que ele me escondesse nada e que ele podia contar comigo pra tudo.

No outro dia, ele foi ao hospital de novo, e me pediu para ir buscar ele, e novamente me disse que era “pressão baixa”... depois de deixar o Jonathan em casa, voltei ao hospital e conversei com o doutor Antony:

— Doutor, por favor, me fale a verdade... o que o Jonathan tem? – Perguntei aflita.

— Não tem nada que se preocupar senhorita, é só uma pressão baixa, ele está ótimo. – “Afirmou” o doutor.

No dia seguinte, novamente Jonathan, foi ao hospital e novamente disse que era só uma “pressão baixa”, comecei a perguntar várias vezes para ele a mesma coisa, se não era nada mais que uma “pressão baixa”, e em todas as vezes que eu perguntei ele disse que não tinha nada mais que isso.

No dia seguinte, liguei pra ele, pra saber se ele estava bem. Ele disse que não estava, e que precisava de mim lá no hospital. Não pensei duas vezes, peguei o carro e corri para o hospital. Chegando lá, o doutor Antony me chamou e me contou toda a verdade: Jonathan estava com câncer em um nível avançado. Fiquei completamente desesperada. O doutor Antony ainda me disse que o Jonathan estava internado, em um tempo indeterminado. Pedi pra ver ele e o doutor autorizou. Cheguei lá e o Jonathan estava dormindo, o doutor disse que ele estava passando muito mal, e que deram remédio e injeção pra ele dormir. Quando acordou, Jonathan já estava se sentindo melhor. Sentei e conversei com ele:

— Por que não me disse a verdade desde o começo? – Perguntei.

— Por que tinha medo de você não querer mais sair comigo se soubesse que eu tinha câncer. – Respondeu.

— Como eu não iria querer sair com você? Você é um cara incrível, e eu disse que você pode sempre contar comigo!

— Me desculpa. Eu só estava com medo. – Disse triste.

— Jonathan, eu te amo de verdade e eu não quero que você esconda mais nada de mim, ok?

— Ok! E… sério que você me ama?- Perguntou sorridente.

— Sim... bom, eu não sei... você tem sido muito fofo pra mim, eu só preciso de um tempo pra entender o que eu estou sentindo...

— Claro, claro!

Depois de uma semana, o doutor deu alta para o Jonathan, disse que ele estava um pouco melhor...