Nossa História De Amor.

28 Os comunicados para Annabeth Chase.


Notas iniciais
Olá pessoal! Como vão vocês?
Demorei? Acho que sim.
Mas enfim, este capítulo é uma preparação de território para o próximo. Que eu vou detalhar um pouco mais nas notas finais.
Boa leitura!

01 de Dezembro de 1989

“Annabeth Chase,

É com grande honra que idealizamos seu livro como o 1° em tiragens em todo o país. Nas indiscutíveis e exacerbadas Werstystones pelo mundo seu livro vem sendo de antemão (pois nenhuma outra pessoa além de mim sabe o que é discutido nas Werstystones de todo o mundo) o mais comentado e badalado do ano, mesmo sendo que sua publicação está prevista para o meio do mês que vem (em que já estaremos em 90, à década do século).

Então com a maior honra que posso oferecer a alguém, chamo-a com atraso para o meu programa no dia 07 de Janeiro, sábado. Dois dias depois do lançamento de seu glorioso livro.

Estarei lhe esperando para batermos uma conversa de comadres, claro, com milhões de americanos nos vendo também.

Com grande carinho,

Lilly Evans”

Annabeth quase riu ao ver a linda carta de uma de suas amigas de faculdade. Lara Evans era a apresentadora de TV mais badalada dos últimos meses, uma garota bonita e com personalidade que beira os seus 30 e poucos anos. Uma amiga de bebedeira e também dos melhores trabalhos.

Annabeth sentia-se feliz em enfim poder revê-la, mesmo que com milhões de americanos assistindo a este reencontro. Ela bebericou um pouco do seu café enquanto olhava para sua janela de vidro coberta pela neve. Naquele dia, definitivamente, ela não conseguiria sair de casa para trabalhar.

Bebeu mais um pouco do seu café fervente e ouviu o telefone soar estridente por seu apartamento. Jogou a carta de Lilly na mesinha de centro e apoiou o telefone no ombro enquanto segurava sua xicara com as duas mãos.

-Alô – ela disse se levantando, não conseguia ficar parada enquanto falava ao telefone. Uma mania estupida.

-Annabeth Chase! – gritou a voz tão conhecida por Annabeth. Ela suspirou.

-Oi Phill – respondeu ela sem vontade alguma de realmente responder. Phill bufava ao outro lado da linha.

-Espero que você saiba o que está acontecendo! Porque você não veio ao trabalho hoje? Está achando que isto aqui é o que? Disneylândia?

-Você já olhou para sua janela hoje? Ninguém passa por Nova York o resto dessa semana – Phill bufou de novo. Agora Annabeth não sabia se era porque ele estava fumando ou porque estava realmente irritado.

-1 mês e 4 dias, Chase. Você nem pense em ficar sem vir o resto deste fim de semana. Precisamos fechar acordos fotográficos para a campanha publicitária e a contracapa do livro, você sabe o que estou planejando e nem tente cair fora... – Annabeth passou o telefone para o outro ombro, a cabeça tombada olhando para o nevoeiro lá fora.

-Você não acha isto um pouco demais não? Isto é uma superestimação num livro básico.

-As crônicas de Nárnia são livros básicos, você vai me falar que não necessitavam de superestimações? – foi a vez de Annabeth bufar – Só falta a sua assinatura, o que é um ótimo sinal.

-Você não pode pensar na minha vida pessoal pelo menos um pouco?

-Querida, eu venho ganhando dinheiro encima de seus livros depressivos há anos, a última coisa que eu pensei que ouviria de você é isso – Annabeth estava pronta para retrucar, porém Phill continuou – Tire o dia de folga...

-Não tem como sair de casa!

-... Amanhã em compensação iremos trabalhar arduamente – Annabeth revirou os olhos – Boa folga.

-Não...

Ela ouviu o bip do telefone soar e bufou com raiva. Contou até dez e enfiou gancho novamente no aparelho telefônico. Cinco segundos depois o telefone tocou de novo, fazendo-a franzir as sobrancelhas.

-Alô?

-Filha? – mais uma vez ela revirou os olhos. O que diabos ela teria feito para receber ligações tão inoportunas num dia de paz?

- Que foi?

-Estou sentindo um tom de voz cansado, não é? Bem, este tom de voz vem com um pote cheio e fervente de “eu te avisei”. Quando falei “não fique com o Percy, ele não é o tipo de homem que você pensa que é” você me ouviu? Não! Sofreu e sofreu. E depois eu falei “não vá para Londres, você vai encontra-lo e sofrerá ainda mais...” – Annabeth tirou o telefone do ouvido, colocando-o encima da mesinha e indo até a cozinha, colocou um pouco mais de café na xicara e pegou também algumas rosquinhas. Colocou num pote cheio de chocolate alguns pedaços de morango calmamente e na frente da mesinha onde ficava apenas o telefone ela distribuiu tudo no chão. Sentou-se também ao chão e puxou o gancho do telefone mais uma vez para o ouvido:

-... O que tiramos de tudo isto? Sempre ouça sua mãe. Sempre – Annabeth jogou uma rosquinha de nata na boca.

-Claro, mãe – respondeu de boca cheia.

-E agora eu fico sabendo que você vai fazer uma publicidade mundial! Por todo o mundo! E com ele! Você enlouqueceu? – Quantas vezes Annabeth havia revirado os olhos naquele dia? Contando que estava assistindo a TV e viu programas e novelas ridículas já podemos colocar umas três vezes, com Phill? Infinitas vezes. E com sua mãe? Ainda mais infinitas vezes.

-Não tem nada fechado ainda – respondeu à loira. Mas contando com a última conversa que teve com Phill duvidava que ainda não houvesse fechado nada. Provavelmente assinaria o contrato amanhã, de olhos fechados, até.

-Ótimo. Seu pai está a favor deste seu descobrimento pelo mundo afora. Rebeldia na idade errada, em querida?

-Você está me chamando de velh... Espera, para quantas pessoas você já espalhou isto?

-Todas que vi desde anteontem – Annabeth tirou o gancho do ouvido. Fechando os olhos mais uma vez e contando até dez -... Para o natal estou preparando um banquete ótimo. A família de Zeus estará aqui e também a de...

-Eu vou passar o natal sozinha este ano – Annabeth respondeu antes que Atena continuasse – E eu não vou discutir este assunto mais. Tudo bem?

-Você e a Thalia estão brigadas, e daí?

-Poseidon e Sally estarão aí. Luke provavelmente também, este ano eu quero um pouco de paz e menos aborrecimentos. Não insista. Ah, mãe, eu tenho que ir. Estou muito ocupada fazendo... Anjinhos na neve. Tchau.

Ela jogou o telefone mais uma vez no resto do aparelho. Fechou os olhos e suspirou. Porque tinha quase a certeza que tudo iria piorar ainda mais em 1990?

Notas finais
Sobre o próximo capítulo? Bem, podemos dizer que tem entrevista, público, TV, americanos e Jogos Vorazes. kkkkkk
Deixem seus reviews! Sem fantasminhas nesta reta final!
Beijos e até o próximo!