Nossa História De Amor.
20 O que eu mais gosto em você.
Notas iniciais
Bem, olha a demora! Né Dona Julia? Estou sentindo que vários leitores vão meio que me matar nos reviews, mas ok. Só para tentar se redimir eu falo que este capitulo tem quase 5.000 palavras, e como eu disse anteriormente, eu acho que vocês irão gostar.
Boa leitura!
Sexta-Feira, 10 de Outubro de 1989.
Annabeth abriu os olhos com certa dificuldade enquanto enxergava apenas alguns raios de luz que passavam por sua persiana. Sua mente estava exausta pela uma semana de revisão. Em qualquer momento ela sentia que poderia morrer de tanto pensar. Levantou o tronco e apoiou-se pelos cotovelos, enquanto tentava enxergar alguma coisa.
Ela viu as costas salpicadas de Percy que estava em pé na sua frente, procurava algo em sua mala que fez Annabeth ficar curiosa.
-Bom dia – ela sussurrou com a voz rouca, Percy se virou de uma só vez, sorrindo. Ele nunca ficava mal humorado, nem quando ficava com a mente tão exausta quanto a da loira.
-Bom dia – ele respondeu quase que do mesmo tom que o dela. Então se virou para a mesma. – Você está feliz? Hoje é a nossa folga.
Annabeth passou o cabelo para trás, olhando por alguns segundos para o chão. Quando juntava cansaço e sono para ela, o resultado era lerdeza. Percy engatinhou até sua direção, sentindo a cama gemer e os raios solares da manhã bater em seu rosto. Ele passou seu corpo por cima do dela.
-Eu não estou nada feliz – ela disse enquanto olhava para seu rosto – Tenho um inquilino no meu apartamento e estou moída por ter trabalhado esta semana.
-Ai, esses escritores são tão moles – Percy revirou os olhos, brincalhão – O que eu acho é que você está querendo ficar na cama o fim de semana inteiro.
Annabeth olhou-o, tinha o olhar brincalhão e o sorriso malicioso. Ela acabou sorrindo genuinamente. Era óbvio que Percy estava no mínimo tensionado (se ele não a tivesse traído por essas semanas, como ele mesmo disse, então haveria mais ou menos um mês que o mesmo não transava). O que acontecia era que ao decorrer da semana ela ficou tão cansada que acabou chegando a casa para dormir profundamente. Percy começou a beijar em seu pescoço, e ela só pode sorrir mais largamente ainda, estava extremamente divertido.
-Eu acho que não tem nada para tomarmos café – ela sussurrou, Percy ronronou alguma coisa qualquer e continuou a beijar e morder seu pescoço. Annabeth fechou os olhos rapidamente, mas logo após isto empurrou Percy para o lado. – Eu vou comprar alguma coisa na padaria da esquina.
Ela rolou para sair da cama enquanto Percy bufava frustrado. Pegou um jeans de cintura alta que batia em seu umbigo e uma mini blusa (as primeiras coisas que achou na sua gaveta) colocou um sapato qualquer e saiu de casa, pode ouvir Percy bufando quando bateu a porta para ir pro corredor. A sua primeira reação foi rir o mais alto que pode.
Não demorou muito para comprar todas as coisas necessárias, com certa dificuldade subia as escadas com suas duas sacolas de plástico cheias na mão, em dado momento ela cambaleava para trás e quase caía da escada, então forçava o tronco para frente e continuava a andar.
Empurrou a porta do apartamento com a cintura e depois a fechou com o pé. Na sua cozinha estava Percy apoiado com as costas no sofá, uma de suas pernas estava dobrada, fazendo-o encostar a cabeça no joelho e a outra estava esticada. Com a mão esquerda ele passava os canais de TV com certo tédio.
-Quando não tem matéria sobre Michael Jackson tem sobre Madonna – ele revirou os olhos – Ninguém merece.
-Eu quero saber o que aconteceu com o Michael – ela colocou as sacolas na cozinha rapidamente e voltou pulando no sofá e pegando o controle da mão de Percy. – Ele tá mais branco?
-Provavelmente – Percy se levantou com raiva, porém Annabeth o puxou de volta, fazendo-o cair em cima de seu corpo. Ela beijou seu nariz.
-Está frustradinho porque não consegue transar? — ela sorriu enquanto Percy revirava os olhos mais uma vez.
-Eu quero saber quando eu ficar incapacitado daqui a alguns anos e você tiver obrigatoriamente a não ter como transar mais comigo.
-Ah, Percy, mas isto vai ter muito tempo ainda... –ela olhou em seus olhos, então sorriu novamente. Ele estava fazendo planos para o futuro e ela gostava disto – Hey, vamos tomar café, ok?
Os dois comeram rapidamente as torradas com geleia e o suco de uva, Percy odiava, mas Annabeth tentava ser o mais saudável possível quando estava em casa. Então ela acabou se irritando com um Percy irritado e voltou a olhar para a TV.
Percy a olhou e depois para a televisão, então roubou o controle da mesma de sua mão, desligando-a.
-Não estou crendo no que vejo! – ele fez uma expressão de assustado – Você está vendo TV no primeiro dia em que conseguimos ficar juntos definitivamente?
-Talvez- Annabeth deu de ombros.
-Isto é um absurdo! – ele se levantou. Gesticulando e meditando de forma teatral – Eu, Percy Jackson, que havia preparado um lindo piquenique para ir com você no Central Park e tenho como resposta que talvez esteja vendo TV neste dia especial?
-Espera – Annabeth escondeu o sorriso – Quem é a mulher desta relação? – Percy acabou rindo, desprendendo-se de seu papel muito rapidamente, então ficou falsamente sério novamente. Sentou-se na cadeira e foi com o tronco para frente, olhando para a loira com os olhos semicerrados.
-Isto é tudo culpa sua que está eliminando minha condição de macho na relação.
-Ah! – Annabeth exclamou, mas então acabou rindo. – Boa, boa... Está foi uma boa desculpa.
-Claro que foi – Percy ajeitou-se na cadeira novamente, apoiando o cotovelo na própria cadeira – É a grande verdade.
-Então nós vamos ao Central Park?- ela sorriu- Que bonitinho.
-Obrigada – ele disse sarcasticamente enquanto mordia mais uma torrada, o barulho crocante ecoando por todo o apartamento. – Então se prepare e fique igual quando você tinha 16.
-E nós fomos ao Central Park juntos? – Annabeth riu – Eu estava horrorosa.
-Não estava não! Você além de estar me ajudando, já que eu tinha outro encontro, estava me dando algumas dicas, e estava também com um vestido branco muito bonitinho.
-Eu já gostava de você naquela época –ela olhou para a mesa – Quem ia toda arrumada daquele jeito para um encontro falso?
-Eu achei que você estava apenas sendo verdadeira- disse Percy sinceramente — Porque você nunca me falou? Eu nunca iria deixar de ser seu amigo por causa disto.
-Espera – ela cruzou os braços – Você não gostava de mim já naquela época? – nenhuma resposta, Annabeth arregalou o os olhos- Ah não, puta que o pariu! Eu vou lá trocar de roupa.
Percy acabou rindo.
-Espera aí! Volta aqui! – ele voltou a rir, enquanto ia em direção ao quarto também, não era necessário ser o mais inteligente dos homens para saber que Annabeth estava enraivecida.
Ele decidiu então esperar alguns minutos para entrar no quarto enquanto olhava as diferentes fases de Michael Jackson na televisão. Entrou no quarto praticamente meia hora depois, e quando entrou só conseguiu ver uma Annabeth com uma calça jeans mais bonita, e – se possível – pegando ainda mais alto em sua cintura. E com seu sutiã de renda branco.
Ele coçou os cabelos negros, a loira se virou para pegar sua blusa e olhou-o friamente, mesmo assim Percy sabia que por dentro ela não estava com mais raiva, a sua linha de expressão ficava intensa quando a mesma estava enraivecida, e agora ela parecia relaxada. Percy sabia até quando Annabeth estava com fome (isto dependia da forma que sua boca se mexia de certa em certa frequência).
-Você não me deixou terminar, ok? Eu sempre gostei de você, sabe? Sempre tive uma quedinha- ele deu de ombros – Mas depois dos seus 18, 19 anos, eu comecei a gostar mesmo de você.
-Porque isto aqui cresceu – ela pegou nos próprios seios. Percy negou.
-Não, foi porque isto aqui amadureceu – ele apontou para o próprio cérebro, então Annabeth parecia pensativa, logo após isto fez uma expressão normal novamente, pegou sua blusa preta e a vestiu, soltou os cabelos e colocou um sapato de salto. Perseu viu todo aquele processo calado.
-Estou pronta – anunciou enquanto beijava seus lábios. Ela saiu da sala e Percy sorriu enquanto balançava a cabeça. Namorar Annabeth era uma confusão de sentimentos.
Quando os dois saíram pelo lindo outono, com as folhas caindo por todo o Central Park, se sentiram ainda mais como um casal. Claro que Percy havia falado tudo àquilo sobre o piquenique, mas a razão inicial de estarem no centro era apenas para ver a nova livraria que estava sendo inaugurada ali. Era de um amigo muito próximo tanto de Annabeth quanto de Percy e foi uma das únicas coisas de comum acordo que conseguiram chegar ao decorrer da semana.
Estava tão cheio que os dois ficaram apenas do lado de fora, ainda no Central Park, olhando, enquanto pessoas de todas as idades entravam na livraria refinada e cara do centro.
-Nosso livro vai ser caro?- Annabeth acabou perguntando, mais por curiosidade do que tudo.
-A Werstystone costuma ter preços acessíveis, não é? – respondeu Percy – Não se preocupe, qualquer pessoa vai poder ler seu livro.
-Nosso livro.
-Isto – ele sorriu de lado – Nosso.
Os dois andaram por todo o Central Park, e quando Percy colocou a toalha xadrez na grama Annabeth sentiu um forte déjà vu, o que não deixava de ser verdade, ela realmente já havia vivido tudo aquilo há muitos anos atrás.
Eles pegaram a garrafa de vinho e dividiram-na entre eles, nunca foram os do tipo que levavam taças para o parque. Annabeth sentia um vento gostoso bater em seus braços, e ao redor dela parecia que várias árvores perdiam as folhas e caíam ao chão. Ao longe, ela via os carros passarem pelas ruas, mas não era nada que impedia o aspecto romântico do parque. Ela era mais a do tipo que falava “eu vou morrer sozinha” do que a que fala “eu vou ter alguém para o resto da vida”. Mas enquanto passava aquele tempo, naquela tarde com Percy, ela sentia que poderia vir a mudar de lado.
-Eu te amo – ela acabou dizendo avulsamente enquanto Percy bebia vinho pelo gargalo, ele quase engasgou enquanto olhava para Annabeth, então sorriu largamente.
-Eu também te amo – ele revirou os olhos – Você sabe disto.
-Claro que sei – ela pegou o pedaço de torta de frango que agora era o almoço dos dois. Olhou para os olhos verdes esmeralda que a fitavam com certo brilho então acabou ficando com as bochechas vermelhas.
Percy apoiou as mãos atrás dos ombros e esticou os braços, enquanto sentia o sol bater em seu rosto de forma acolhedora, Annabeth quase automaticamente deitou em seu colo. Ela com dificuldade olhou para o rosto másculo de Percy, o queixo quadrado, as poucas sardas, os olhos refletidos pela luz do sol que dava um aspecto de um verde água muito bonito. Colocou a mão no rosto numa tentativa do sol não atingir seus olhos, então olhou para o sorriso confiante do moreno.
-Eu fui bem neste piquenique? – ela sorriu de lado.
-Claro que foi! Teve vinho, morango (que eu ainda vou comer), chocolate e torta de frango – Annabeth riu – É tudo que eu gosto.
-Eu sei disto.
-Eu sei que você sabe – Percy se deitou ao seu lado, os dois com farelos de torta na blusa e com os cantos da boca sujos de chocolate. Deixaram a cesta de lado e acabaram entrelaçando os dedos. O coração de Percy bateu mais rápido que o normal. Ele apoiou sua cabeça no colo de Annabeth, num gesto de quem pedia proteção.
O que era verdade, sua vida deu uma reviravolta muito grande e a culpa era toda de Phill, se ele não houvesse tido a brilhante ideia de juntá-los, os dois ainda seriam apenas amigos, e Percy não teria a dúvida entre ficar em Nova York com Annabeth ou voltar para Werstystone da Inglaterra, onde trabalharia no jornal da empresa como cronista (trabalho que sempre adorou e que sempre teve grande reconhecimento).
O que mais pesava era sem duvida Annabeth, depois de tudo que passaram no Havaí era impossível esquecer o que aconteceu entre os dois, foi muito forte, e algo que parecia esperar a muito tempo. Era o tipo de coisa que não se esquece em um mês, um rompimento o faria definhar por dentro por muito, muito tempo.
-Não que isto seja necessário, mas eu acho que deveríamos nos beijar agora – sussurrou Annabeth, quase para si mesma do que para Percy. Ele sorriu, enquanto apoiava a cabeça na grama e olhava em direção a loira.
-Eu estava esperando você fazer isto –ele sussurrou – a mulher dos anos 80 é determinada e independente, pelo menos é o que você fala no seu livro.
-Você lê? De verdade? – ela riu, enquanto colocava a mão nos olhos sensíveis a luz do sol.
-Claro que sim! Você não me manda um exemplar? Chega a Londres um livro seu novo que eu devoro em dois dias toda vez que é publicado uma coisa nova sua.
-Eu achei que você fingia que lia – as bochechas de Annabeth estavam vermelhas, tanto talvez pela vergonha quanto pelo sol. Percy apoiou a mão na cabeça, ainda com o corpo na direção da loira.
-Por quê?
-Ah – ela parecia ainda mais envergonhada, então parou por um momento, escolhendo as palavras corretas – Eu achei que você não gostava do meu estilo de literatura, você sabe... Esta coisa feminista, dramática, e tristemente irônica.
-Que bom que você sabe se criticar – ele voltou a se deitar na grama, olhando para o céu- E Eu não gosto. Mas eu leio mais por sua causa do que pelo livro em si.
-Por minha causa? – Annabeth não sabia se era algo bom ou ruim.
-É, sempre quando eu leio um livro seu, sinto que vejo o que você está pensando ali, sabe? Como se você estivesse tentando transpassar aquilo que sente para mim e para qualquer leitor seu. Talvez eles por não te conhecer não entendam isto, mas eu sim. Quando você escreveu seu último livro, eu senti uma elevação aparente no seu bom humor, e na ironia. E quando eu leio estes tipos de livro seu, são os únicos que eu sinto merecer mesmo um Prêmio – Annabeth ganhava a maioria sobre dramas – Eu adoro seu humor negro, sua ironia, mas o mais importante, eu adoro quando você está feliz.
-Eu estou feliz agora – Percy sorriu.
-Isto é bom, ainda mais pelo fato que talvez eu seja a razão para isto.
-Você é a razão para isto. – Annabeth olhou nos verdes olhos de Percy.
-Pois bem – as bochechas dele ficaram mais vermelhas do que o mesmo queria – Eu fico feliz por isto.
-Você está com vergonha! Que bonitinho... – Percy acabou revirando os olhos, Annabeth riu e ele acabou rindo também.
-Não era a hora de nós nos beijarmos? – perguntou ele e Annabeth sorriu, chegando perto de seu rosto e lhe dando um selinho de forma doce e lenta. Quando se separaram, Percy acabou sorrindo.
-Que foi? – Annabeth acabou perguntando.
-Nada, é só que... Talvez todos achem que demoramos demais para ficarmos juntos, mas para mim, este é o momento perfeito. – os dois se beijaram novamente, enquanto as folhas ao redor deles caíam lentamente, seguindo o ritmo do vento.
*
O apartamento de Annabeth era o típico apartamento de uma mulher dos anos 80 de 29 anos, também de Nova York e solteira.
Quando se mora muito tempo em NY você acaba se acostumando com o espaço pequeno, mas Percy, morando por quase cinco anos em Londres acabou se desacostumando com toda aquela bagunça que era um condomínio em Nova York.
Então estamos no apartamento médio, estilizado e dócil de Annabeth Chase, quando se entrava pela porta de madeira à direita, entrava-se automaticamente na sala de televisão com um sofá de dois lugares verde surrado, e ao lado uma poltrona enquadrada preta e tão surrada quanto o sofá, pouco a frente tinha uma televisão de 22 polegadas também preta, ao lado dela um telefone de discar ficava com os fios embaralhados na mesinha redonda e pequena de madeira.
Atrás de tudo aquilo, separado apenas por um balcão e uma pilastra havia a cozinha, com a pequena geladeira bege e o fogão de quatro bocas ao lado, uma pia de pedra e uma mesa de quatro cadeiras redonda à frente.
Em todo o apartamento havia quadros de séries, artistas e escritores que Annabeth gostava. Um corredor a direita tinha duas portas de frente para outra, uma com o banheiro: Com um chuveiro e uma banheira vintage branca. E ao outro lado tinha o quarto de Annabeth, com uma cama de casal e um armário embutido de madeira. Ali era o lugar com mais quadros de toda a casa, havia uma enorme estante lotada de livros embutida ao lado contrário do armário, e atrás da cama tinha uma janela coberta por persiana.
Quando Annabeth pôs os pés no piso amadeirado de seu apartamento a primeira coisa que Percy fez foi empurra-la para a parede, beijando seu pescoço de forma cálida. A loira, porém empurrou-o de volta de forma fria, mesmo que por dentro estivesse dando gargalhadas.
-Vamos arrumar isto aqui, hã? – ela pegou a cesta de palha da sua mão, enquanto ia para a cozinha e via Percy bufar novamente, colocou cada coisa em seu lugar e quando olhou para trás riu ao perceber que o moreno já havia ido para o quarto.
Passou em passos lentos até o banheiro, onde trocou de roupa e colocou apenas um vestido simples e branco, os pés ficaram descalços e os cabelos mais desgrenhados que o normal.
Abriu a porta do quarto e encostou-se ao batente dela enquanto via Percy trocar de roupa distraidamente, suas costas estavam desnudas e apenas uma cueca azul era o que ele usava.
-Hey – ela chamou, fazendo um Percy com um bico olha-la – O filme que você gosta está começando.
-Eu já estou indo – resmungou ele com raiva, enquanto coçava as costas e ia em direção à mala. Annabeth sorriu ainda mais largamente enquanto olhava para o seu corpo chamativo.
-Está fazendo calor, sabe? Se você quiser pode ficar assim, eu não me importo – Percy sorriu sem que Annabeth percebesse.
-Mesmo? Você tem certeza, celibatária? – Annabeth revirou os olhos, enquanto ia a sua direção e passava a mão por toda a extensão do seu abdômen, terminando perto de sua intimidade.
-Quem disse para você que eu não quero ficar mais?
-Pelo que me parece foi você mesmo, sempre me evitando. Eu comecei a achar que você ainda estava com raiva de mim pelo tempo que eu fiquei fora.
-Bem que eu queria poder ficar com raiva de você. – Annabeth deu de ombros – Mas eu consigo? Não, eu não consigo.
Percy acabou sorrindo de forma charmosa, enquanto olhava para o lado e Annabeth olhava para baixo, acariciando seu membro o mais lento que conseguia. Ele acabou revirando os olhos e balançando a cabeça em negação, seu sorriso era mais malicioso impossível.
O moreno a empurrou para a cama rapidamente, sem dar nem tempo para Annabeth se recompor. Percy já foi tirando seu vestido branco, deixando-a apenas com as roupas íntimas de mesma cor, e depois tirou rapidamente o sutiã da loira, deixando seus seios duros expostos.
-Você não faz nem ideia do quanto eu senti falta disto – ele sussurrou enquanto passava as duas mãos nas coxas da dela, seus beijos foram ao seu pescoço, fazendo-a se arrepiar, até o seu colo, onde distribuiu vários selinhos.
Sua boca acabou indo para a auréola rugosa e marrom do bico de seu seio, ele ronronou enquanto o mordia e puxava, aparentemente gostando daquilo. Annabeth cravou suas unhas nos ombros dele, fazendo-o gemer de dor enquanto chupava os seios dela com mais força.
Com a mão direita ele percorreu a cintura, quadril e virilha dela, no fim seu dedo indicador passou por sua intimidade por cima da calcinha, fazendo-a arquear o corpo e se contorcer de forma mais forte que o normal.
-Fala sério – ela sussurrou enquanto rolava os olhos – Que demora é essa?
Percy que estava com a cabeça abaixada por estar mordendo seus seios levantou-se, os seus olhos verdes brilhavam de luxuria e um sorriso de menino levado cresceu em seu rosto.
Suas duas mãos rasgaram a calcinha de renda com brutalidade, enquanto sua boca ainda brincava com o bico inchado de seu seio, até porque ele sempre gostou dos seios de Annabeth.
O peito da loira arfava, enquanto ela sentia seu corpo ficar pegajoso por conta do suor, a dificuldade para respirar era perceptível enquanto ela sentia um prazer imenso pelos dedos de Percy brincarem com seu clitóris.
Quando ele penetrou os dois dedos dentro dela a mesma revirou os olhos e puxou os lençóis, era tão bom ter um homem que tinha confiança e não se intimidava com uma Annabeth ironicamente fria como os outros, Percy na realidade fazia toda a pose “sou maioral” dela se desvanecer, ele conseguia ser o centro da relação (coisa que Annabeth era em todas as outras) na realidade era difícil de admitir, mas a loira comia na mão de Percy, e faria e faz tudo por ele a muito tempo.
Era estressante e ao mesmo tempo prazerosa a forma como o moreno a domava, era estranhamente gostoso ser submissa em uma relação, e ser a que não controlava o sexo era novidade para Annabeth. Mas ela estava gostando daquilo, para ela estava tudo muito bom.
O quadril de Percy pressionava-se contra o dela, o mesmo ritmo que estava seus dedos estava o seu quadril, ele sorriu ainda mais quando Annabeth gozou em sua mão, fechando os olhos e respirando de forma ainda mais forte, ela ronronou de prazer e cansaço ao mesmo tempo, sentindo o quanto era bom ser preenchida de forma tão maestra.
-Caralho – ela acabou falando enquanto sentia todo o seu corpo se arrepiar, o sorriso de Percy (se possível) ficou ainda mais malicioso, enquanto ele passava seu corpo para o lado dela, feliz e lambendo os dedos sujos com certo prazer. Ela olhou para a cena e turvou os olhos – Ca-ra-lho.
Ele sorri e olhou para ela, se sentindo enfim bem, claro que ainda estava frustrado e seu membro estava tão duro quanto antes (o que para Annabeth era perceptível já há muito tempo). Ela estava suada e seu cabelo loiro colou levemente em sua testa, os olhos cinza faiscavam como raios dentro de uma imensidão de céu nebuloso.
Como foi dito em muitos capítulos, Percy era um homem classicamente sexy, suas pernas musculosas, assim como o abdômen e braços o faziam ter o corpo mais perfeito que Annabeth já viu na vida, os ombros largos, assim como as costas, eram deliciosamente másculas, e seu rosto era tão doce e tão másculo ao mesmo tempo que fazia a loira ficar hipnotizada. Ele era bonito, muito bonito, tinha uma masculinidade rara como o do pai, e seu sorriso era tão de menino pelas covinhas que fazia Annabeth querer subir as paredes.
-Me diga, Annabeth – ele disse distraidamente – O que te faz ficar fisicamente atraída por mim? Porque às vezes parece que você não me acha nenhum pouco atraente, pelo menos pela sua frieza perceptível para cima de mim.
-O que? — ela queria rir.
-Eu estou falando sério, eu sempre deixo bem claro o quanto você me atrai, porque é uma coisa muito forte para mim, eu gosto do seu jeito, mas também gosto muito do seu corpo. Principalmente dos seus seios, meu Deus, eu adoro eles! Nunca coloque qualquer plástica neles.
Annabeth acabou tampando os seios automaticamente, enquanto sorria de forma contrariada, Percy tirou as mãos dela dos seios.
-Não faça isto – ele repreendeu – Mas então, o que você gosta de mim?
-Poxa, Percy – ela coçou a nuca, como se pensasse. – Você sabe que eu gosto de você assim, em vários fatores, quer dizer... Meu Deus, você sempre conseguiu todas as mulheres que queria, eu acho que você sabe o quanto é bonito.
-Ah, eu tenho uma confiança de ferro – Annabeth passou seu corpo por cima do dele, seus seios pressionando-se contra o peitoral dele que começou a balançar para cima e para baixo, ele respirava fundo. – Mas às vezes eu me sinto um tanto inseguro perto de você.
-Não parece – ela disse enquanto sorria – Por isso que eu quase nunca digo o quanto você é sexy para mim, ou o quanto eu gosto do seu sorriso, das suas covinhas, eu adoro o quanto você é musculoso, eu sei que tem mulheres que não gostam, mas eu adoro. E adoro também os seus olhos, acho que é a minha coisa favorita em você, eles são tão lindos, chamativos, e Deus, agora você está sorrindo desta forma presunçosa que eu realmente odeio.
Ele sorriu ainda mais, enquanto tamborilava seus dedos na cintura da Annabeth, agora que ela havia começado não ia parar tão cedo.
-E eu gosto do quanto você é charmoso, por mais que você já saiba bem até demais o quanto que você tem estilo. Eu falo que odeio você fumando porque quero que seus pulmões fiquem bem, mas você é tão sexy fumando, acho que você nem sabe o quanto — Percy mordeu o lábio inferior, agora vermelho porque Annabeth estava falando muito sobre ele, mais do que ele próprio poderia listar sobre si — E a última coisa, que não é bem a última coisa porque tem várias outras, mas eu adoro o seu pau.
Percy arregalou os olhos e riu por estar tão surpreendido, ele nunca pensou em ouvir aquilo saindo da boca de Annabeth, mesmo assim gostou do quanto que ela foi direta.
-Eu estou falando sério – ela disse enquanto ria também, mas seus olhos estavam escuros, ela passou a mão por cima da cueca, apertando seu membro. – Ele é grande – as bochechas de Percy ficaram muito vermelhas, tão quentes que ele sentia todo o seu sangue indo para lá. – E grosso... – ela passou seus lábios pelo peito dele, mordiscando seu mamilo, então foi para o seu abdômen definido, parando perto da cueca e mordendo-a, então a retirou rapidamente. – Eu nunca gostei tanto de fazer sexo oral em alguém como em você...
-Annabeth... – Percy repreendeu ainda sentindo as bochechas vermelhas, mas seu membro estava mais duro do que antes – Você está me deixando envergonhado.
-Bem... – ela riu – Foi você que me perguntou, não foi?
Ela passou a língua pela sua glande, fazendo-o revirar os olhos e ficar com as pupilas pesadas de prazer, fechou os olhos enquanto sentia seu dedo indicador massagear sua fenda. Annabeth acabou passando a língua por toda sua extensão, enquanto brincava com os testículos dele, Percy acabou rasgando o lençol sem querer, estava tão frustrado que o mais mínimo toque para ele era como se fosse muito mais forte do que realmente era. Annabeth o chupou de uma só vez, tentando engolir o máximo que podia de seu membro, ele passou a mão por seus cabelos, ritmando o movimento enquanto seus quadris involuntariamente faziam o mesmo movimento de vai-e-vem que iriam fazer se estivessem dentro de Annabeth.
Ela quase sorriu enquanto mordiscava levemente a glande dele, era como se ele estivesse literalmente fudendo sua boca, ela se sentia tão atiçada quanto Percy, o suor na testa dele já estava sendo perceptível. Seus gemidos ficaram de resmungos para leves exclamações, todo o seu corpo estava se tencionando para um orgasmo.
-Quase... – ele sussurrou enquanto Annabeth o chupava com mais avidez, seus olhos cinza estavam banhados de luxuria e era decerto que a mesma estava se divertindo muito com tudo aquilo.
Ela massageou seus testículos com mais força, apressando seu orgasmo, e quando ele veio seu liquido branco foi jorrado direto para o fundo de sua garganta, porém toda a boca de Annabeth se encharcou, e ela acabou engolindo o máximo que pode. Mesmo certa parte escorrendo por sua boca e indo até seus seios.
Quando ela sorriu se recuperando daquilo viu que a mão de Percy estava nos próprios olhos, seus músculos estavam banhados de suor enquanto ele respirava fundo. Mesmo assim, Annabeth viu que ele ainda estava levemente excitado.
Percy a olhou com certa fome, enquanto via seu próprio gozo lambuzar-se pelos seios protuberantes, ela estava sexy com os cabelos loiros quase tampando os seus seios e sua boca com os lados ainda sujos de gozo.
-Caralho – ele disse. O que fez Annabeth sorrir. Mas a loira estranhamente saiu de cima dele e foi andando para fora do quarto, às sobrancelhas dele franziram, um tanto confuso e lerdo ao mesmo tempo, Percy ficou irritado e com as pernas bambas a seguiu. – Espera aí, Annabeth. Nós ainda não acabamos!
Notas finais
Enfim, deixem seus reviews que eu prometo (agora é sério) que eu irei postar rápido.
Beijos!
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