Nossa História De Amor.

24 O fim de semana super divertido e maravilhoso.


Notas iniciais
Olá, olá, olá!
Como vão vocês?
Capítulos divertidos a vista! E ah, uma pequena cena homossexual, quem não gosta pula o flashback. Mas quem é liberal, lê que tá legal.
Boa leitura a todos!

Sexta- Feira, 25 de Outubro de 1989.

-Eu tenho uma notícia boa e uma notícia ruim, qual você quer ouvir primeiro? – Percy mordeu a ponta da caneta enquanto ajeitava seus óculos no rosto. Pensou uma, duas vezes, sabia que deveria ser algo realmente chato o que Annabeth iria falar porque ela não costumava ser o tipo de pessoa que enrola uma noticia.

-Bem, eu prefiro a notícia boa primeiro por mais que eu acho que a ruim irá encobrir tudo isto, mas conte logo que estou curioso – ele se ajeitou na cama, Annabeth sentou-se na beirada dele.

-A noticia boa é que todo mundo tá vindo para Nova York...

-Todo mundo quem? – perguntou Percy, atrasado em sua linha de raciocínio, como sempre. Annabeth sorriu de lado.

-Nico, Thalia, Clarisse, Chris, Charles, Silena... E Travis e Katie — Percy se levantou. Exaltado e animado.

-Fantástico! E qual seria a razão para todas estas visitas? – foi aí que a expressão de Annabeth fechou, ela não se sentia animada com aquilo que intitulou de “a notícia ruim”. Percy leu sua expressão mais que rapidamente – Fale rápido, como um band aid.

-Minha mãe ainda não desistiu dessa coisa de unir a família e discutir sobre nós. Chamou todos os amigos e os filhos deles para um “fim de semana extraordinário” no casarão de Zeus em Montauk.

Percy olhou para o lado, não acreditando no que ouvia. Até os seus 17 anos aquelas reuniões de amigos eram divertidas, depois disto passou a ser a coisa mais irritante que poderia acontecer em sua vida. Ele, e todos os outros adolescentes, tentavam de alguma forma suicidar antes de ir para Montauk. Ele pôs a mão na boca.

-Eu acho que vou chorar... Puta que o pariu – disse ele arregalando os olhos. Annabeth assentiu com a cabeça, sentia que sua vida estava prestes a ser extinguida – Tá, nós podemos dar uma desculpa, falamos que você sei lá, tá em coma...

Annabeth tentou rir.

-Percy, eu acabei de falar com a minha mãe, ela me pressionou e...

-Não acredito! – Percy acabou a cortando – Você, justo você... Você deixou sua mãe te deixar fraca. Como pode fazer algo como isto? Agora nós temos que ir para esta merda por sua causa.

-O que você quer que eu faça? Ela disse o quanto seria legal, que tinha anos que eles não faziam algo como aquilo. Eu não queria ser a estraga prazeres... – Percy abriu os braços, revoltados.

-Estraga prazeres? Ia ser muito prazeroso para mim não ter que ir para aquele chalé. Você é a minha estraga prazeres, Annabeth. Nós teremos que ir para lá... – ele saiu andando até o fim da porta, sentindo a madeira ranger sobre seus pés. Depois ele voltou e pegou o seu trabalho de revisão, voltou-se para Annabeth com os olhos semicerrados – Isso é uma puta... Uma falta... Uma puta falta... De sacanagem.

Annabeth quase riu se não estivesse tão mal humorada quanto Percy, não gostava da ideia de ter que passar um fim de semana inteiro com sua família, mesmo eles não sendo exatamente uma... Mas o espirito sempre fora este então o drama continuaria o mesmo.

Sexta- Feira, 02 de Novembro de 1989.

Percy acelerava seu conversível vermelho, mas não por ansiedade de chegar logo ao casarão, mas sim com a simples linha de raciocínio do band aid “quanto mais rápido puxar, mais rápido a dor passa”. Annabeth ao seu lado praticamente babava, era extremamente sexy a forma como Percy dirigia.

Ele nunca fora aqueles tipos de garotos que abaixam o assento e usavam um boné para trás, na realidade sempre fora o oposto, a única coisa que tinha em comum com aqueles garotos é que pegava o mesmo número de garotas que eles. Mesmo assim, Annabeth tinha que reconhecer que ele tinha charme em tudo que fazia.

Com uma mão ele manobrava despreocupadamente seu carro, e com a outra apoiava seu cotovelo na janela (ou no caso do conversível, a porta). Um cigarro brincava na sua boca enquanto seus óculos quadrados escuros caíam levemente pelos seus olhos verdes.

Annabeth não resistiu e pegou sua câmera, tirou uma foto instantânea e abaixou o braço para que o vento não estragasse a revelação. Olhou para a foto e sorriu, seu namorado era um galã de Hollywood.

-Você sabe qual a parte ruim nisto tudo? – perguntou Percy tirando o cigarro da boca e expirando rapidamente. Annabeth não lhe respondeu, já que sabia que se tratava de uma retórica – A pior parte é que eu vou ter que ficar três dias sem transar com você.

-Nós estamos no mesmo quarto, não se preocupe – Percy riu.

-Você acha que conseguiríamos não fazer barulho sem que todos ouvissem? – Annabeth não pode deixar de rir enquanto olhava para o lado, seus cabelos loiros esvoaçando-se para trás. – Ainda mais pelo fato que você geme muito alto.

-Idiota – ela deu um tapa em seu braço enquanto fazia um bico. Percy apertou suas bochechas enquanto dava uma risada.

-Não se preocupe, eu adoro os seus gemidos, são sexys – Annabeth revirou os olhos enquanto tamborilava seus dedos na porta do carro. Percy mordeu o lábio inferior, então gemeu triste batendo a mão no volante – Eu não quero ficar um fim de semana inteiro sem poder fazer nada!

-Deixa de ser pervertido — Annabeth deu uma mínima risada – Creio eu que já ficamos tempos mais longos que estes sem praticarmos atos sexuais, eu, por exemplo, estou muito conformada com isto e até não acho nada demais.

-Mesmo? Nas últimas semanas estamos transando no mínimo uma vez por dia, e o meu organismo estava se adaptando muito bem a isto. Aí chegaremos em casa no domingo a noite, e na segunda estaremos cansados, e na terça trabalhando.

-Percy Jackson, você está ficando ninfomaníaco demais para o meu gosto! – Annabeth olhou para o lado, já sentindo a brisa do mar em seu rosto. Percy bufou como uma criança.

-Você vicia – sussurrou ele com raiva. Annabeth tentou esconder o riso enquanto continuava a olhar para o lado. Percy acelerou ainda mais o carro enquanto desciam para praia, ao longe conseguiam ver a casa mais afastada da praia, e também a maior. Era novembro e estava com uma leve brisa gelada, mas o tempo estava em seus agradáveis 24 graus.

Eles estacionaram na parte de trás da casa, onde havia a entrada, aquele praticamente sítio era caracterizado por ser o casarão de Zeus Olympius. Ele, e seus amigos: Atena, Afrodite, Poseidon, Ares, Hefesto, Deméter e Hades se encontravam na adolescência dos anos 50 para 60. Onde a droga era ainda mais popular quanto na época em que agora se encontravam e a maioria deles era hippies.

Percy nunca conseguia imaginar a cena contando com o fato do que eles eram hoje: Pessoas antiquadas com seus 45 anos de idade. Sim, a maioria deles fora pais com no máximo 16 anos, anos 50 e seus sérios problemas.

Percy foi mais que rapidamente pegar as malas suas e de Annabeth (pensamento band aid). Annabeth abriu a porta da casa e quase caiu para trás quando viu todos reunidos na grande sala da casa.

-Annabeth – disseram todos em momentos e tons diferentes. Ela sorriu de lado o mais forçadamente possível enquanto abraçava a todos. Percy chegou com duas malas na mão e o sorriso mais falso que Annabeth já vira na vida.

Poseidon se levantou e o ajudou com as malas. Enquanto Thalia conversava animadamente algo com Katie, e Travis com Chris e todos conversavam com todos, mas além dos seus pais, ninguém parecia realmente animado com aquela reunião.

O único que faltava era Zeus e sua mulher e também madrasta de Thalia, Hera. Eles eram os donos e estavam no andar de cima arrumando o que faltava nos quartos. Percy fez como os outros e deixou as malas num canto.

Pulando para a parte realmente importante e definitivamente interessante, quando os mais velhos saíram para jogar vôlei (não queira saber sobre isto). Os outros com a idade variada de 28 a 30 anos continuaram ali.

A mais nova, Silena, teve a ideia mais surpreendentemente idiota que Annabeth poderia ter ouvido.

-Vamos jogar verdade e consequência? – Nico gargalhou enquanto Annabeth a olhava como se tentasse entender o que se passava na cabeça dela.

-Quê? Quantos anos nós temos, 15? – Silena abanou a mão e depois deu palminhas animadas. Annabeth olhou para a praia ao longe enquanto tentava entender o que exatamente estava acontecendo. Algum tipo de dejá vú, talvez? Ah, claro que era um dejá vú, ela se lembrava com exatidão a mesma cena só que 15 anos atrás.

Sábado, 02 de Setembro de 1974.

Todos estavam sentados num círculo fechado enquanto o sol não poderia estar mais forte, mesmo assim preferiam sentar e jogar enquanto os seus pais iam para a praia reviver os momentos de antigamente. Annabeth tinha seus meros 15 anos, como a maioria das pessoas por ali.

Enquanto isto Silena girava a garrafa de refrigerante. Annabeth olhou apaixonadamente para Percy que não poderia estar mais bonito. Havia acabado de fazer seus 16 anos e enfim seus ombros haviam se alargado, pela calça apertada Annabeth conseguia ver algum tipo de volume e os cabelos grandes a deixavam suspirando.

A loira sabia que seus pais estavam fumando alguma coisa longe dali, mas não se importava já que haviam deixado boa quantidade de maconha “muito bem escondida”. Provavelmente ela era a única sóbria naquele jogo e gostava muito de ver seus amigos loucos.

Percy ria do nada e passava a mão na virilha descaradamente, era os tempos em que garotas perdiam a virgindade com 13 anos e que os pais não ligavam para aquilo. Annabeth provavelmente era uma das únicas adolescentes que não aproveitava os tempos liberais e nunca passara dos maravilhosos beijos calientes. Mas tinha a total certeza que seu melhor amigo e amado não era mais virgem, ela já havia o visto transando com uma garota atrás da escola. Você deve estar pensando que é algo triste de se contar, mas Annabeth não mais se importava, com o passar do tempo sua paixonite pelo melhor amigo até começara a passar.

Porém, no meio do jogo, fez a pior coisa que poderia ter feito, convenceram-na a fumar nem que fosse um pouco e ela decidiu fazer isto, o que tinha a perder? Não demorou mais do que 10 minutos para perder os sentidos.

Não fazia ideia do que estava fazendo, só sabia que de uma hora para outra o calor começou a ficar cada vez mais insuportável e quando olhava para o lado via os garotos passearem para lá e para cá apenas de cueca. Percebeu que Thalia e Silena não ligavam de estar seminuas e que provavelmente aquilo era o decorrer das drogas.

Mordeu o lábio inferior enquanto via a garrafa girar até deixa-la tonta, haviam adaptado melhor o jogo a suas maneiras e deixa-los um tanto quanto mais interessante. Enquanto a garrafa girava Annabeth não conseguiu deixar de olhar para as feições de Percy, ele tinha pequenas sardas morenas e os cabelos negros eram grandes e sexys, sua expressão de garoto malvado era tão assustadoramente sensual que às vezes ele não parecia ter apenas 16 anos de idade. Annabeth engoliu em seco ao ser a única a perceber que ele continuava acariciando a virilha, um volume maior na sua cueca era perceptível. Ao seu lado, Nico ria descontroladamente, outro garoto que todas se derretiam rapidamente. Misterioso, bonito, sexy e melhor amigo de Percy. E o pior de tudo, todos seminus na frente de Annabeth, sem se importarem de mostrarem suas excitações ou corpo em formação.

-Wow – disse Thalia enquanto punha a mão na boca. Annabeth depois de algum tempo olhou para a garrafa e quase riu quando viu que uma ponta havia caído em Percy e outra em Nico. Todos, na realidade, começaram a rir.

Não que o homossexualismo não fosse liberado e até mesmo aceitado naquela boa época, mas quando se tratava de um grupo adolescente com no máximo dezesseis anos as coisas ficavam mais sérias.

-Alguém pegue uma câmera porque essa cena será excitante – exclamou Silena olhando para os dois. Ah, sobre a adaptação do jogo? Era simples, três minutos no puro paraíso. Sem regras, poderiam até começar a transar se quisessem (desde que terminassem tudo em três minutos).

Annabeth riu da careta que Percy fez enquanto Nico olhava para o chão envergonhado. Os dois tinham aspectos brincalhões e não pareciam ser os tipos de garotos que tentavam fazer de tudo para mostrar a masculinidade. Mesmo assim pareciam desconfortáveis em ter que dividir os três minutos um com o outro.

-Vamos, não é nada demais! Estamos numa festa, e isto aqui é para curtir. Vocês não irão ser julgados amanhã de manhã – Katie riu de seu próprio discurso – Se é que alguém se lembrará amanhã de manhã, não é mesmo?

Nico se sentou ao lado de Percy. Thalia olhou para eles e o relógio enquanto esperava os dois começarem. Acabou que Percy bufou e tomou a iniciativa (se dependesse de Nico os dois ficariam ali o resto de suas vidas e nunca dariam nem um selinho) puxou-o para um beijo voraz pela nuca. O que fez Annabeth ficar com a boca num perceptível O.

Não era para ser diferente, ela via ali, em sua frente, dois garotos trocando um beijo de cinema. Ela conseguia ver as línguas se enroscando, e as bochechas coradas dos dois morenos. Foi provavelmente à única que conseguiu ver e ouvir um pequeno gemido de Nico abafado pelo beijo de Percy.

Thalia olhava alternadamente mais uma vez para o relógio e os dois garotos, queria que aqueles três minutos passassem o mais devagar possível. Annabeth continuava estática enquanto olhava aquela cena com os próprios olhos.

Percy passou a mão pelas costas salpicadas de pintinhas negras de Nico e ela mais uma vez deveria ter sido a única que viu Nico acariciar o membro de Percy encima da cueca, e provavelmente a única que vira Percy gemendo baixinho aquele mínimo toque.

No final, sentia suas pernas bambas e a calcinha molhada, como se estivesse recebendo o beijo e não apenas o vendo. Queria saber se era isto o que os filmes pornográficos queriam que você sentisse. Se sim, era um propósito muito bom.

Charles, Chris e Travis olhavam para aquilo sem expressão, enquanto as garotas simplesmente ficavam ali, atônitas e boquiabertas. Provavelmente querendo aumentar o tempo daqueles minutos no paraíso.

Annabeth quis rir quando viu os dois se separarem com as bochechas mais coradas impossível. Foi ali, bem naquele dia, que percebeu que não tinha chance: Seu coração seria sempre voltado àquela maravilhosa raça que eram os homens.

Sexta- Feira, 25 de Outubro de 1989.

-Agora que este jogo estupido acabou eu quero falar uma coisa, na realidade, avisar – Thalia se levantou, passando entre os garotos enquanto fazia um coque desarrumado nos cabelos negros – Na realidade não é algo interessante de ficar se falando em grupo, mas eu acho, não... Eu tenho certeza que é o certo a se fazer.

-Discurso! – gritou Travis fazendo todos rirem. Thalia tamborilou os dedos em sua garrafa de cerveja e suspirou fundo.

-Tá. Todos nós sabemos que estamos aqui por causa de Percy e Annabeth e por eles serem muito pouco discretos e deixarem Atena e Poseidon saberem sobre o namoro – Percy e Annabeth reviravam os olhos enquanto todos concordavam – Devemos ressaltar que neste fim de semana “super legal” teremos que aguentar as reclamações de vários velhos de praticamente 50 anos de idade dizendo o quão triste é envelhecer.

-Você está chegando lá, querida – Percy disse risonho enquanto recebia um sinal inapropriado como resposta.

-Como vemos que finalmente Percy tomou vergonha na cara e decidiu começar este relacionamento com Annabeth, eu, Thalia, abro aqui neste exato momento uma coisa que era só entre garotas, mas sinto que vocês, homens, deveriam entrar nesta também.

-O que? O que? – Silena parecia animadíssima. Charles, como sempre prestativo, a aquietou. Thalia não deu um sorriso muito simpático, era maquiavélico, até.

-Está começando aqui, Senhoras e Senhores, o teste de confiabilidade! – Annabeth arregalou os olhos enquanto negava com a cabeça. Percy iria fazer o mesmo se soubesse do que se tratava.

Annabeth levantou-se num pulo, não podia de jeito algum deixar aquilo acontecer. Era na realidade uma das coisas mais insanas que sua melhor amiga já havia proposto. Quis parar a morena com um chute, mas a mesma se escondeu atrás de Nico, seu sorriso ficou ainda maior.

-Vocês aguentam a pressão?

Notas finais
Juro para vocês que este teste é sacanagem tá, a Thalia é fodasticamente malvada. Mas está aí, para quem gosta dela, e do Nico, e de todos os outros. E a Clarisse não falou nenhuma vez, perceberam? Já, já vão saber porque.
Deixem seus reviews, eu tenho mais fantasma do que filme de terror nesta fic.
Beijos e até o próximo!