Notas iniciais
Olá mais uma vez! Mais uma história terminando, estou muito feliz por concluir mais uma história. Obrigada a todos os meus fieis leitores, adoro vocês. Boa leitura!

Sábado, 18 de Agosto de 1999.

Percy dormia… Não, roncava em sua cama de casal. Tão esparramado quanto podia e queria. O que era algo esquisito, bem esquisito.

Abriu os olhos, tateando o lugar ao seu lado. Não sabia onde Annabeth estava. Levantou-se rapidamente, sentindo uma vertigem. Sentado ali sozinho na cama, não estava se sentindo nada bem.

A porta foi aberta abruptamente, uma loira com um robe de seda apareceu sorrindo.

–Feliz aniversário!

–Ah não… — ele afundou a cabeça no travesseiro, tentado a nunca mais sair de lá. Annabeth foi andando até a cama de casal, pondo a bandeja cheia de coisas encima da cama.

–Percy… Vamos, eu quero te dar um presente antes que as crianças acordem — o moreno abanou a mão — Querido, você está fazendo quarenta anos! Isto não é sensacional? Vamos lá.

Percy se levantou, cruzando os braços.

–Eu cheguei na fase dos “enta”, agora eu nunca mais vou sair daqui.

–Você vai chegar a fase dos “em”, dos “cem”. Eu tenho certeza.

Ele bufou mais uma vez, olhando para a bandeja cheia de frutas e coisas e mais coisas.

–Eu te odeio.

–Quarenta, quarentão — Annabeth foi engatinhando até o seu lado na cama, subindo em seu colo. Olhou para o rosto do moreno, poucas rugas de expressão, cabelos brancos extremamente sexys.

–E você ainda tem trinta e nove, trintão.

Annabeth sorriu de lado, beijando o pescoço do seu marido.

–Eu acho tão sexy estes homens mais velhos, sabe? Cheios de cabelo branco na cabeça e experiência no corpo.

Percy sorriu de lado, começando a gostar do seu aniversário.

–Sério?

–Sério. Toda mulher gosta de um homem de quarenta anos, é tão sexy.

Ela não estava mentindo. De forma alguma.

Saiu de cima de Percy, arrumando seu robe e indo até o espelho. Ela sorriu mais ou menos para ele pelo espelho, rindo um pouco.

–Você notou algo de diferente em mim? — ela perguntou ansiosa. Percy franziu as sobrancelhas.

–Quem está fazendo aniversário sou eu, acho...

Annabeth abriu o robe, ficando apenas de sutiã e calcinha na sua frente. Percy não gostava de falar mas ela havia dado uma engordada de uns meses para cá.

–Percy…? Nada? — ela sorriu de lado, perguntando. Percy deu um meio sorriso, negando — Olha os meus seios! Meu Deus! Os meus peitos estão parecendo duas melancias e você ainda não percebeu?

Percy inclinou um pouco a cabeça, percebendo os seios fartos quase não cabendo na renda negra do sutiã.

–Oh… — ele riu — Você está grávida? É isso… Você está grávida?

Annabeth coçou os cabelos, rindo um pouco enquanto mordia o lábio inferior.

–Feliz aniversário?!

Percy riu, sentando-se na beirada da cama e puxando seu corpo para perto do dele.

–Sim, isto é ótimo! Sensacional! — ele beijou sua barriga, sorrindo — Foi o melhor presente de aniversário que eu já ganhei, sem dúvida.

Annabeth sorriu. Deixando-o repousar sua cabeça em sua barriga por um tempo.

–Vem, outras pessoas querem te dar um presente.

Depois de trocarem de roupa eles desceram as escadas da grande casa. Indo até a moderna cozinha que infelizmente havia ficado bem bagunçada.

–O- que- vocês- estão- fazendo? — Annabeth perguntou pausadamente, olhando a farinha de trigo espalhada pelo chão.

–Nós tentamos fazer doces azuis, não deu certo — a loirinha abaixou os olhos verdes, deixando a farinha de trigo no balcão. Percy riu, estava de tão bom humor que pegou sua filha no colo, mesmo estando cheia de farinha.

–Feliz aniversário, papai — a outra filha falou, esta que ficou sentada no chão fazendo uma pequena bagunça no chão da cozinha. Percy pegou a outra filha também. As duas gêmeas abrançando-o pelo pescoço.

Elas tinham a mesma fisionomia, a diferença eram os olhos e cabelos. Uma tinha os olhos cinza e cabelos negros alisados, e a outra olhos verdes e os cabelos loiros tão alisados quanto sua outra irmã.

Elas eram igualmente lindas.

–Onde está o Charlie? — perguntou Annabeth limpando a cozinha, sua vontade era de xingar suas filhas até a outra era. Mas tinha que se lembrar que sua raiva de gravidez não podia ser descontada em outras pessoas além de Percy.

–Ele disse que ia pegar o presente do papai — a morena disse, sorrindo um pouco — Você quer assistir Anastacia com a gente enquanto a mamãe pega os doces azuis?

Percy fingiu pensar.

–Eu acho que vai ser sensacional.

Ele se sentou no sofá com as suas filhas, vendo o desenho da Disney extremamente feliz. O telefone tocou e ele se levantou para atender, enrolando o fio propositalmente em seu braço.

–Olá.

–Percy?

–Phill? — ele deu um sorriso de lado, um pouco confuso. Da cozinha, Annabeth olhou curiosa para Percy.

–Como vai?

–Estou bem, obrigada.

–Feliz aniversário, aliás.

Percy mordeu o lábio inferior, Phill nem se lembrava do próprio aniversário.

–Obrigada.

A linha ficou em silêncio por um tempo, Percy ia perguntar se alguém estava por ali quando o próprio Phill falou:

–Olha, eu sei que você e Annabeth falaram que não iam mais escrever e tudo o mais. Que tinham uma família para criar e os nenéns continuavam pequenos.

–Isto foi uns seis anos atrás, Phill. Eles não são mais nenéns.

–Eu sei, sei. Mas eu preciso de um romance. De novo. O último romance de vocês está no meu hall da fama dos livros mais bem escritos da minha editora. Quem sabe agora vocês podem repetir o feito… Mais maduros, e casados. Acho que tudo isto só contribuiria para um ótimo romance.

Percy sorriu de lado.

–O nosso último livro falava de coisas confusas e sentimentos escondidos. Refletia o que nós sentíamos, sabe?

–Hm, acho que sim.

Percy pensou o quanto sua vida havia mudado e ficado confusa ao fazer um livro com Annabeth, se repetisse a dose… Talvez…

Mas pensou num casal de quarenta anos: Tentando ser responsáveis e tentando criar os seus filhos dignamente. Pensou nas confusões que ele próprio já havia passado ao virar “ um pai de família”.

Charlie chegou correndo com um cartão de aniversário, estendendo ao pai com um sorriso desdentado.

Percy sorriu enquanto via o desenho do próprio filho. Pelo que parecia, Percy era o super homem, já que usava o uniforme do Clark Kent.

Não tinha como nada mudar naquela realidade, nada ficar confuso. Nem um livro, nem nada iria separar aquela família. Ele tinha certeza.

–Phill, você terá que se preparar para um livro bem diferente. Cheio de fraldas e histórias vergonhosamente engraçadas.

Phill riu.

–Eu aceito estas condições. Mas… Você e Annabeth estão assim? Não sei se quero um rascunho com manchas de mamadeiras.

Percy riu.

–Sim, nós meio que estamos assim — Ele olhou para Annabeth, que tinha uma mão na barriga e fazia os doces azuis com um sorriso apaixonante — Mas eu nunca estive tão feliz na minha vida, eu e ela… Nós temos o timing perfeito.

–Oh, você está dizendo que seus livros são inspirados na sua própria relação com Annabeth? — Percy pensou um pouco.

–Sim, exatamente isto — ele riu — Então prepare-se para o livro mais feliz e apaixonado que você já leu.

Ele desligou o telefone, dando um beijo e um abraço no filho. Depois foi até a cozinha e abraçou Annabeth. Ela virou-se e sorriu de lado.

–O que foi?

–Você quer escrever um livro comigo, de novo? — Annabeth deixou a colher na panela e o olhou desconfiada.

–Sobre o quê, exatamente?

Percy lhe roubou um selinho.

–Sobre o que nós sempre escrevemos — sua mão passou uma mecha do cabelo loiro para trás — Nossa história de amor.

Notas finais
Gente, vocês não sabem a importância desta história para mim. Foi a única até agora que eu gostei da minha escrita do início ao fim. Eu tive realmente bons e fiéis leitores por aqui e muito obrigada por isto. Gosto muito de acabar minhas histórias para poder agradecer a todos que continuaram comigo por um ano nesta história. Fico feliz por escrever e ter pessoas gostando tanto das minhas histórias, muito agradecida de verdade. Até uma próxima. Tchau.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!