Notas iniciais
Olá!
Gente, eu queria muito me desculpar pela demora, de verdade, até eu fiquei irritada com o tanto que eu demorei. Só que eu estou sem tempo e tudo mais, mas enfim, espero que gostem do capítulo. Eu gostei.
Boa leitura!

Sábado, 17 de Janeiro de 1990.

Ao longo da história, conseguimos ver vários artistas de peso com uma grande falta de sorte: John Lennon, Michael Jackson, Shakespeare, Hilda Hilst. Mas definitivamente, com grande certeza, Perseu Jackson entraria nesta lista com vantagem visível sobre os outros artistas.

Quando viu Calypso trocando selinhos com um homem a alguns metros deles sabia que isto só poderia acontecer com ele. Seu rompimento não fora lá dos melhores, e, além disto, agora que ela estava com outro ele tinha uma pequena desvantagem naquela relação “pós-relação”.

-Annabeth, me ajuda – sussurrou ele quando percebeu que Calypso notou sua presença. Annabeth deu uma risada sonora.

-Acho que não, Sr-não-sou-gigolô – ela riu ainda mais enquanto via que Calypso vinha a passos leves em sua direção. Percy parecia incomodado e coçou a testa sentindo suas mãos soarem.

Tachou-se de ridículo antes de passar seu corpo por cima de Annabeth, roubando-lhe um beijo devorador. Suas mãos puxaram sua coxa para mais perto de seu corpo, e seus lábios desceram da sua boca para o seu pescoço, fazendo-a estremecer e ao mesmo tempo arregalar os olhos de surpresa por aquele “ataque”.

Os dois ouviram alguém pigarrear ao seu lado, Percy deu alguns selinhos e virou o rosto na direção de Calypso, fazendo sua melhor feição de surpreso. Saiu de cima de Annabeth e se levantou num pulo.

A loira, deitada, continuava a respirar ofegante, sentia ferver os lugares em que os dedos de Perseu passaram e o rastro da sua boca a fazia querer mais e mais. Calypso sorriu para os dois, mesmo parecendo não gostar muito da cena que viu.

Percy sabia que aquilo não significava nada. Ele não sentia nada por Calypso, e Calypso não sentia nada por ele. Mesmo assim, Calypso tinha um orgulho irremediável, e sua vontade de estar sempre superior aos outros dava raiva em Perseu, sempre fora assim.

-Ei, Percy – ela lhe deu um abraço fraternal junto com um beijo na bochecha, ao seu lado, um homem com cabelos castanhos cacheados e um sorriso baderneiro fez Percy franzir as sobrancelhas.

Annabeth sorriu de lado, era um homem atraente. Com músculos definidos e um rosto que a lembrava dum elfo, mas de uma forma boa, como um homem malicioso.

-Calypso! Uau. Quanto tempo, hein? – ele sorriu de lado. Calypso assentiu.

-Bem... Este é o meu namorado, Leo Valdez – apresentou ela. O homem sorriu de lado enquanto trocava um aperto de mão com Percy.

-E você deve ser a namorada dele – disse Leo sorrindo para Annabeth – Ou os Nova-iorquinos tem o costume de escandalizar com seus amigos?

Annabeth riu. Era um homem engraçado. Percy também riu, divertido.

-Bem, sim, ela é – ele passou os cabelos negros que insistiam em lhe incomodar para trás – Annabeth Chase, esta é Calypso.

Annie sorriu, por mais que quisesse que eles saíssem dali naquele exato momento para Perseu continuar o que havia parado. Depois se assustou com o que havia pensado, aquilo tudo era por causa da mídia, apenas isto. Não podia sentir nada quanto aquilo, senão seria sua perdição.

Saiu dos seus devaneios quando viu que Percy se sentou ao seu lado novamente, e que Calypso e Leo já estavam longe. Ele suspirou fundo enquanto olhava para a loira.

-Quer nadar? – perguntou ele enquanto olhava em seus olhos cinza. Annabeth mordeu o lábio inferior, olhando para trás e vendo alguns fotógrafos a espreita.

-Você sabe que eu não sei nadar – respondeu ela. Percy fez um gesto desdém com a mão.

-E você sabe que eu sei nadar muito bem, eu te seguro – ele se levantou, estendendo a mão para ela. Annabeth sorriu de lado e lhe deu a mão. Porém assim que a água encostou-se aos seus pés ela deu meia volta para ir embora.

Percy a segurou pela cintura.

-Nada de medo, sua medrosa! – riu ele enquanto os dois iam mais para o fundo. Annabeth se debatia enquanto sentia a água chegar quase em seus seios.

-Eu vou morrer afogada! Me solta! – ela só conseguia ouvir o riso dele e quando Percy a afundou na água ela queria muito mata-lo. Cinco segundos depois ele a puxou para a superfície, rindo enquanto via que Annabeth estava tossindo.

-Deixa de drama, eu vi que você prendeu a respiração – ele a abraçou com força – Você sabe que eu não vou te soltar, e é impossível você ficar afogada já que a água está vindo na sua cintura.

-E a onda, quando ela me pegar você vai ver! – quando ela acabou de dizer isto uma onda veio, apenas batendo em sua cintura e mal a tirando do lugar. Percy riu alto ao ver a feição de insatisfação de Annabeth.

Ela passou os cabelos molhados para trás enquanto sentia os braços fortes de Perseu a segurar com ainda mais força. Dentro da água, as mãos do moreno desceram de suas costas para sua bunda.

Ela quase sorriu ao perceber aquilo, não havia câmeras para fotografar aquilo. Ele não tinha a desculpa de paparazzi, e sabia disto. Annabeth enrolou seu cabelo negro molhado entre os dedos, agora todo passado para trás por causa da água.

Uma guerra estava chegando ao fim.

Os dois se entreolharam e sorriram, Annabeth passou seu nariz pela bochecha dele, em seu pescoço, mordiscando-o logo em seguida. Sentiu as mãos de Percy apertarem sua bunda com mais força.

O sol agora estava se pondo, seria a foto perfeita. Mesmo assim, decidiram não falar nada sobre aquilo, apenas ficaram ali, sentindo as ondas os levarem um pouco para a esquerda, e um pouco pela direita. Sentiram o sol ficar agora menos fervente em suas costas. Sentiram que o corpo um do outro estava quente como nunca.

E que só ficava daquele jeito quando estavam um com o outro.

Domingo, 18 de Janeiro de 1990.

-Agora vocês aprenderam como é que se joga! – gritou Phill. Annabeth deu um pulo em sua cama e Percy se espreguiçou lentamente no sofá.

-O que?

-Vocês ainda estão dormindo? O que? Já são praticamente onze horas da manhã!

-De um domingo... – sussurrou Percy, sentia que estava claro demais para ser apenas onze da manhã, um ar rarefeito e pesado da Califórnia não o deixava respirar direito.

-E daí? Vocês não estão aqui de férias, e sim a trabalho. Olha aqui! Olha bem aqui – ele bateu no que parecia uma revista, satisfeitíssimo – Isto aqui ficou muito bom. Parabéns, Annabeth. Parabéns, Perseu.

A loira se levantou da cama de casal, roubando a revista da mão do editor chefe. Sua boca quase fez um O ao saber que ela própria estava na capa. Juntamente com Percy, claro. Os dois estavam na praia, basicamente se atracando um no outro.

Na capa, dizia justamente “O novo casal está pegando fogo! Quem diria que a Academia de Letras está mais movimentada que Holywood!”. E depois “Veja mais fotos S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-I-S do casal sensual na praia e veja 20 dicas para ser assim com seu namorado”.

Annabeth fez uma careta, ela odiava o jornalismo na moda, basicamente o que todos os profissionais sérios de comunicação chamavam do “jornalismo da baderna”. Mesmo assim, foi até e página 19 e viu que ela e Perseu tinham pelo menos umas cinco fotos juntos do dia anterior, primeiro eles dando aquele beijo no hotel, depois se atracando na areia, depois na água, depois andando de mãos dadas na areia e voltando para o hotel.

Annabeth queria se sentir bem com aquilo, estavam fazendo aquilo tudo por mídia mesmo. Ainda sim não gostou nenhum pouco de ver seu rosto estampado numa revista de fofocas, não se sentia uma profissional séria, e sim uma garota de circo.

Percy roubou a revista da sua mão e ficou apenas cinco segundos com ela, jogando-a no chão em seguida como se estivesse com uma epidemia.

-Uau. Somos os novos Demi Moore e Bruce Willis – repudiou ele com raiva, enfiando a cabeça nos travesseiros da cama de casal. Phill revirou os olhos.

-Vocês são tão moralistas! Com mídia vendemos livros, vendendo os livros às pessoas perceberão que vocês são bons autores, e então tudo vai ser do jeito que querem. Reconhecimento pelo trabalho e tudo mais – ele pegou a revista e foi embora batendo a porta atrás de si.

Annabeth e Perseu se entreolharam, fizeram aquele tipo de conversa telepática que só pessoas que se conhecem há muito tempo fazem. Então se mexeram ao mesmo tempo, tinham uma visita e tanto a fazer naquele dia.

Notas finais
Quando eu contei o número de capítulos que faltava para acabar fiquei pasma. Faltam uns seis ou sete. Então, definitivamente, estamos na reta final.
Espero que deixem seus reviews! Eu ficaria feliz se sim. :) Nada de fantasminhas.
E, ah, eu já li A Casa de Hades (para aqueles que tem o prazer de dar spoiler).
Beijos e até o próximo!