Notas iniciais
Olá pessoal!
Como vão vocês? Bem, começou a "turnê" deles, então tem que ter cidade nova. Eu sei que várias pessoas aqui gostam da merda da California, então:
Boa leitura!

Sábado, 17 de Janeiro de 1990.

A vivacidade do oeste era algo que irritava os dois profundamente. O “oeste” do país, a linda Califórnia, a estúpida Holywood. Eles sentiam a futilidade no ar, a cada biquíni minúsculo, a cada homem mais musculoso do que deveria. Califórnia os irritava profundamente.

Porém, como tudo tem um lado bom, vários de seus amigos moravam naquela ridícula cidade. Ao olhar para esquerda, eles olhavam as ondas batendo contra a areia e as centenas de pessoas tomando um bronzeado. À direita, viam os enormes prédios e arranhas céus que davam um ótimo contraste a cidade. Bem ao longe, quase como um ponto, eles viam a placa de “Hollywood”.

–Por Deus, esta cidade é perfeita – reclamou Annabeth apoiando a cabeça no estofado. Percy riu enquanto batucava os dedos na janela.

–Isto porque estamos dentro de um carro, sem andar pela calçada, sem sentir o maravilhoso cheiro de bronzeador fator 50 – a loira acabou rindo, o que só podia ser algo bom para Percy. Já que nos últimos dias ela simplesmente não olhava em seu rosto.

Annabeth olhou para os olhos verdes que iam a diferentes posições, capitando tudo da cidade. Ele estava tão diferente, tão frio, como se fosse obrigado a não conversar com ela por uma força maior. Eles estavam tão distantes, pelo menos comparado ao resto de suas vidas, e ela sentia que não podia fazer nada a respeito.

Quando o carro parou, e o motorista abriu a porta para eles, os dois ficaram esgotados daquela ceninha melo-romântica que eram obrigados a fazer. Mas já percebiam os vários fotógrafos preparados para capitar uma boa foto. Então sorriram, deram as mãos, e saíram o mais rápido possível para dentro do hotel.

Los Angeles era tudo que Percy e Annabeth não queriam naquele momento.

Abriram a porta da suíte da cobertura e suspiraram de raiva, aquele lugar era perfeitamente lindo, esplendorosamente hollywoodiano. Annabeth afundou o corpo no sofá branco perto da varanda que dava para imensa praia de L.A.

Percy andou vagarosamente até a ponta da cama e colocou os pertences dos dois ali. Ouvia-se o barulho dos carros e do mar, mas era impossível não sentir o silêncio que se instalava entre eles.

–Você vai se encontrar com Silena?- perguntou Percy enquanto olhava para as próprias unhas. Annabeth suspirou.

–Eu ia ligar para falar com ela, mas estou tão cansada que ficarei por aqui mesmo.

Os dois se entreolharam mais uma vez, era óbvio que eles tinham várias coisas que queriam fazer, mas na lista de nenhum dos dois constava “olhar para cara um do outro”. Percy, inteligentemente, ligou a TV procurando por algo interessante pelos canais. O que era basicamente impossível. Então acabou deixando num programa de fofocas por preguiça de trocar o canal. E isto demonstra o quanto o destino é forte.

Cinco segundos depois, começou uma matéria sobre justamente Percy Jackson e Annabeth Chase. Onde a loira com muitos seios e pouco cérebro e um sotaque angustiante falavam sobre as fofocas mais “barbaras” sobre os escritores mais “bombásticos” da atualidade.

–Então, dizem que Annabeth Chase e Percy Jackson estão fazendo cena quanto seu relacionamento. O que você acha disto, Barbie? – a amiga mais loira que ela riu, escrevendo algumas coisas no papel. Como se precisasse anotar as fofocas dos outros.

–Eu acho que eles realmente gostam um do outro. Na real, Barbie, vocês só não estão acostumados com um casal novo e parado como eles — a outra “Barbie” riu – Nem todos os casais transam, mas não deixam de ser casal por causa disto.

Houve uma risada geral por parte da plateia. Percy pôs a mão no queixo enquanto arqueava uma sobrancelha. Sim, eles eram um casal parado, mas isto era simplesmente porque não eram um casal de verdade.

Annabeth parecia querer estrangular as “Barbies” da TV. Desde quando as pessoas tem que falar da sua vida daquele modo? Ela nunca deu este direito à repórter nenhum, muito menos a duas bonecas sem cérebro.

–Nós não somos um casal parado! – exclamou a loira enquanto se levantava. Percy riu pelo nariz enquanto deitava-se na cama, mas poucos segundos depois Annabeth bateu em seu pé – Levanta! Nós vamos para a praia!

Percy levantou de súbito.

–A fator 50 de Los Angeles? Vai nessa, gigolô de Holywood.

Percy recebeu outro tapa no pé. Annabeth gesticulava loucamente para ele se trocar. Percy afundou a cabeça no colchão, só podia ser uma grande brincadeira de mau gosto ter deixado justamente naquele canal. Deu um grito abafado contra o travesseiro e rolou pela cama até cair no chão.

Foi até sua mala e suspirou algumas vezes enquanto trocava de roupa, Annabeth apareceu quando ele já estava de bermuda e chinelos, os óculos ray ban pretos no rosto.

–Vamos ser um casal movimentado, já que eles estão nos chamando de parados.

–Você poderia, por favor, não ligar para um programa de fofocas? Elas nem sabem o que estão falando, são marionetes controladas por caras que só querem ibope e dinheiro.

–Seu discurso alternativo e anticapitalista foi ótimo, mas não, eu não quero ser intitulada de “casal paradão”, ou seja, se é para fazermos isto, vamos fazer direito.

Percy não sabia exatamente o que significava “fazer direito”, mas sabia que não poderia ser algo bom. Desceu o elevador daquele hotel acima da média e parou um pouco antes de saírem do prédio, os fotógrafos já pareciam preparados.

–Você sabe que quando começar isto não vai poder parar, certo? – Annabeth com seus óculos escuros olhou para Percy com um sorrisinho.

–É por isto que eu estou começando – o beijo que ela lhe deu em seguida fora extraordinariamente forte, prazerosamente insano. As mãos de Percy foram para sua cintura descendo por sua bunda, as mãos de Annabeth puxaram o pescoço dele contra si. Eles sentiam os flashes sobre eles, mesmo através da porta do hotel.

Separaram ofegantes e os olhares se encontraram. Os dois tinham a total certeza que aquilo não foi um beijo falso, muito pelo contrário, fora extraordinariamente real. Deram as mãos e passaram voando pelos fotógrafos, andando rapidamente até a areia da praia, onde algumas pessoas já olhavam com um sorriso de lado para eles.

Percy estendeu a canga preta enquanto tentava não olhar para a loira ao seu lado tirando seu vestido de renda e ficando apenas com seu recatado, porém sexy maiô. Deitou-se ao lado dela que havia deitado de bruços, as pernas torneadas juntamente com a bunda totalmente ao alcance de visão de Perseu.

Ele manejou a cabeça negativamente enquanto pegava seu pesado livro do Tolstói, já Annabeth estava com o fino e Young adult livro de Douglas Adams. Ela havia ficado curiosa em ler O Guia do Mochileiro desde aquela cena na biblioteca de Londres.

A vários metros de distância, ela já via fotógrafos por todos os lados, “escondidos” e tentando flagrar algum momento particular dos dois. Annabeth sorriu de lado, quando tinha uma meta na cabeça, ninguém mais tirava. Mexeu em sua bolsa rapidamente e ficou feliz em pegar o pote que tanto procurava. Cutucou Percy.

–Que tal você passar um fator 50 em mim?

O moreno riu enquanto passava os cabelos para trás. Annabeth estava certa em fazê-lo se sentir incomodado até o fim daquela turnê. Era aquela maldita guerra que travaram e que se alguém não desse um break eles nunca iriam voltar a serem amigos.

Percy pegou o pote de protetor solar e jogou em sua pesada mão, o líquido branco era gelado e gostoso contrastando com o sol quente e escaldante de Los Angeles. Não importava se era inverno ou qualquer outro fator, ali sempre fazia muito calor.

Annabeth quase deu um gritinho quando sentiu a mão pesada de Percy apertar sua bunda com força desnecessária, ela olhou para trás rapidamente e viu que Perseu tinha um sorriso baderneiro acusador. Ela balançou a cabeça e encostou-a novamente na areia enquanto sorria de lado.

Percy continuou passando o protetor solar, um dejavú de alguns meses atrás passou em seu cérebro. Havaí. Ele queria estar lá novamente, fora uma boa viagem. Ela se virou para ele, um sorriso de lado bem diferente do dele, muito menos malicioso e misterioso.

–Você vai adorar saber quem está a alguns metros de nós.

Notas finais
Bem pessoas lindas, eu sei o que vocês estão pensando: Sua autora vaca que me deixa no suspense. Mas pensem assim, o Rick Riordan deixa a gente um ano no suspense! Eu só uma semana, talvez duas. Olha que legal.
Outra coisa: Estou lendo A Casa de Hades! Ótimo livro! E não, eu não quero que ninguém me conte nada sobre ele já que eu falei numa outra fic "nada de spoiler" e choveu comentário de risco no meu capítulo. O que eu acho disto?Sacanagem. E eu não cheguei também em parte alguma de Nico gay e estou revoltada por terem colocado ele gay, de boa. (caso seja realmente verdade)
Enfim, deixem seus reviews! Por favor, hã?
Beijos e até o próximo!