Notas iniciais
Heey, e aí pessoal? Tudo bem?
Comigo tudo ótimo, kkk.
Espero que gostem deste capitulo, até porque tem uma personagem que é nova na fic, mas vocês já conhecem a muito tempo! ;)
Boa leitura!
E ah, Tris Jackson, você tá me devendo 10 reais porque com certeza errou o personagem. ;)

Terça-Feira, 23 de Setembro de 1989.

Annabeth quase sufocou um grito de terror, aquilo era pior que qualquer critico jornalista, ou todos os livros ruins da face da terra. Aquela era nada mais nada menos que Atena Olympius, sua tão querida mãe.

–Porque você não me ligou quando voltou para Nova York? – sem “ois”, sem “como vai você?”.

–Eu estou descansando, não liguei para ninguém – respondeu Annabeth sem qualquer tipo de animação, sua mãe lhe deu uma bela olhada, aquela que ela sempre dava quando a filha aparecia em casa nos tempos de faculdade aparentemente drogada.

Annabeth suspirou novamente, enquanto estudava sua mãe que olhava cada canto do seu rosto e corpo: loira, rugas de expressão, 50 anos, uma maravilhosa mãe inteirona que tinha prazer de se demonstrar como sua irmã.

–Graças a Deus você está sem nenhum machucado – Atena entrou sem pedir, enquanto olhava para a casa bagunçada com certo terror, Annabeth contou até três, fechou a porta, e deu meia volta forçando um sorriso, não deu certo.

–Porque eu estaria machucada, mãe? – Atena tirou os óculos de grau, olhando para a filha como se fosse a deixar de castigo, depois colocou as duas mãos na cintura, numa pose ícone de mãe que vai dar uma dura na filha. Seu vestido cinza balançou quando ela gesticulou de raiva.

–De todas as pessoas da face da terra, de todos os homens bonitos de 30 anos querendo casar, de todos os bens sucedidos que existem, você escolhe bem o filho de Poseidon!

–Mãe! – Annabeth sentou no sofá de couro, com raiva de Phill por ter espalhado a estória entre ela e Percy (mesmo que com bons precedentes). A mãe balançou a cabeça, deixando a bolsa de couro preta na poltrona ao lado e sentando-se ao lado da filha.

–Eu sei que parece bobagem, mas é de família, eles magoam aqui com muita facilidade- ela pôs a mão no coração de Annabeth – e eu sinto que ele acabou de fazer isto – os olhos da filha se encharcaram.

–Ele parou de falar comigo de uma hora para outra – ela disse, com a voz embriagada- as meninas vieram aqui me consolar por um tempo, a Thalia saiu de Londres, as meninas saíram de Los Angeles e tudo por causa dele...

–Oh queridinha- Atena embalou-a em seu colo, apoiando o queixo na sua cabeça – Não quero que crie sonhos fantasiosos com Percy porque eu sei como ele é. – a mais velha separou-se de Annabeth rapidamente – ele parece um príncipe, mas não é.

–Eu sei disto.

–Eu sei que você sabe – Atena colocou o dedo na testa da filha, pressionando-o- Mas parece que esqueceu.

Annabeth travou o maxilar, com uma raiva súbita de si mesmo, Atena a olhou como se ela fosse uma felina, e esperasse seu próximo passo. Porém, a mais nova acabou suspirando, desistindo da batalha mental com si mesmo.

–Eu sei que esqueci também – Annabeth sentou no colo da mãe, ignorando que ela parecia ter feito outra plástica, porém, como todas as outras que ela fazia, não parecia ter mudado muita coisa. – E o que eu devo fazer? Separar dele? Cortar os pulsos? Jogar do prédio?

–Porque duas das três opções suas são de denegrir a si próprio? – Atena suspirou – Eu prefiro que você o denegrisse, você não sabe porque ele simplesmente não se comunica mais com você, então faça o mesmo, não comunique mais com ele.

–Mas eu já estou fazendo isto!

–Não está não! Você deve pensar nele toda hora que eu sei, e deve ficar se remoendo pensando o que está acontecendo também que eu sei! Olha filha, nós, mulheres, temos que ser fortes. Não só porque nosso sexo tende a ser o mais frágil, mas também porque não existe mais homens como os de antigamente. Se ele não quer saber de você, não queira saber dele também.

–Você está falando para eu ignora-lo em pensamento, e também para não falar com ele quando tiver a oportunidade?

–Resumindo, é isso mesmo – Atena passou as mãos por seus cabelos, depois fez um semblante de que tinha se lembrado de algo. – Ah, minha vizinha está vendendo umas polainas lindas, estilo Madonna sabe?

–Você sabe que eu odeio polainas – Annabeth revirou os olhos.

–Está na moda, querida. E você deveria fazer um corte novo, estilo Madonna também, já que o dela também é cacheado ela corta e faz uns coques lindos. Mas o seu cabelo é ondulado, não é? Aí não é bom o suficiente não. Mas o meu, olha o meu. Ficaria perfeito, não é? – Annabeth fechou os olhos, agora havia começado a parte da mãe que ela não queria ouvir.

Aquilo era a última coisa que Annabeth queria saber, seus pensamentos estavam longe, mais precisamente em Percy Jackson, e o que se passava na cabeça dele naquele momento.

*

Sexta Feira, 3 de Outubro de 1989.

Annabeth sentia suas mãos soarem, seu coração bater mais rápido, e suas pernas bambearem. O que deveria ser relativamente estranho contando com o fato de que estava atravessando o meio de uma avenida movimentada de Nova York.

Sentia que de uma hora para outra iria começar a cair e cair até que ela iria ajoelhar no chão antes de chegar do outro lado da rua, era definitivo, aquele era o livro em que ela mais estava nervosa sobre a publicação.

Pois bem, lá estava Annabeth, indo em direção ao prédio da Werstystone, com sua típica saia pragueada preta, e um casaco de lã por cima de sua blusa de botões branca. O frio estava começando a chegar à América Anglo Saxônica e Annabeth estava particularmente feliz.

Seus pensamentos estavam voltados para si, e não para Percy, ou pelo menos ela tentava fazer isto. Não era a hora de se desvanecer a pó e esperar que a pessoa que ela conheceu por toda a vida viesse chegar num cavalo branco. Não Percy.

Subiu as escadas do prédio com certo pesar, parecia que tudo isso não iria valer de nada: Eles ficarem juntos, eles estarem sem se falar. Agora era a hora de descobrir se o livro fora aceito, e a única coisa que eles necessitavam era de que ele fosse bom.

Respirou fundo tanto para recuperar o fôlego tanto pelo nervosismo, havia chegado ao último andar do prédio, e mais precisamente onde ficavam as fases finais de uma publicação, como o design, tipo de página, e etc. Mas havia uma sala em particular que falava do começo de uma fase de publicação, se ele fosse realmente publicado.

Annabeth achava a ideia mais maléfica de todos os tempos, colocar a sala de recusa no mesmo andar que a fase final de um livro, era como se o escritor que fosse recusado, andasse pelo andar e visse o que havia acabado de perder.

Ela respirou fundo novamente, agora não por causa da recuperação de fôlego, ouviu algumas vozes dentro da sala, suspirou e bateu a porta.

–Entre – disse a voz de Phill abafada por outras vocês, Annabeth girou a maçaneta bem devagar, como se estivesse com certo cuidado para ela não virar pó em sua mão, então a abriu, ouvindo aquele ranger displicente da porta de madeira velha quando aberta.

Viu naquela sala Phill, e outros três revisores que ajudavam na escolha de livros. Ela andou bem devagar e se sentou na cadeira, parecia que sua vida estava dependendo daquilo.

–Bom dia, Annabeth – Phill disse com certo receio, ainda olhando para as folhas, então deu uma olhada na loira por cima dos óculos- Você parece nervosa.

–É, eu estou.

–Entendo – ele colocou os óculos encima da mesa, olhando para Annabeth seriamente – eu também estaria no seu lugar – a loira assentiu, não parecia o melhor dos discursos para alguém que havia conseguido publicar um livro – é difícil publicarmos um livro quando saímos da nossa zona de conforto, quer dizer... Você sabe no que tem facilidade e o que não tem, e eu sei que nem você nem Percy tem facilidade com romances.

Annabeth assentiu, estranhando o fato de que outra pessoa falava o nome de Percy, era como se ele parecesse real, e não um sonho como ela havia sentido nos últimos dias.

–O que eu quero que você saiba é que apostei todas as minhas fichas neste livro – Annabeth assentiu novamente- de forma que até mesmo eu estava me arriscando por tudo isto, não só vocês.

Phill suspirou. Como se desejasse ter voltado no tempo.

–Por isso, eu tenho que lhe informar que...


Notas finais
E aí pessoal? O próximo capitulo irá ter muitas coisas: Se o livro foi publicado ou não, algumas explicações. E um personagem está voltando depois de quase dois capitulos fora, é o Percy deu uma sumida mais no próximo ele já está chegando e... Ah, bem vocês vão ter que ler para saber.
Deixem seus reviews! Se tiver poucos leitores fantasmas eu vou postar rápido!
Beijos e até o próximo! =)