Nossa História De Amor.
17 E voltamos.
Notas iniciais
Bem, eu nem sei se demorei muito porque eu nem faço ideia que dia eu postei aqui, mas creio eu que não...
Enfim, boa leitura!
Parte 2
Segunda Feira, 15 de Setembro de 1989.
Annabeth Chase olhava para aquele grande vidro polido com curiosidade nunca antes apresentada, mas quando se volta de uma viagem, é praticamente impossível não notar o que tem de diferente entre o lugar para o que você viajou e o lugar em que você sempre morou.
Ela conhecia aquele relógio que tiquetaqueava irritantemente em seus ouvidos, conhecia aquela mesa de madeira pintada de verniz e aquela poltrona aconchegante como ninguém. Através do vidro, ela também conhecia todos aqueles arranha céus e até mesmo os escritórios dentro deles.
Conseguia ouvir a buzina dos carros, o barulho de várias pessoas conversando, e ao mesmo tempo um silêncio mortal dentro daquela sala. Estar em Nova York era exatamente aquilo, um grande paradoxo de sons.
–Olá queridos escritores! — disse Phill Lenson, o homem que os fez ir para o outro lado do mundo para escrever o livro que Annabeth mais gostou de fazer. Porém, agora, ela não estava com o âmbito de parabenizar Phill Lenson por suas ótimas escolhas, e sim para repreendê-lo de forma mais dura que conseguisse.
Ela e Percy Jackson haviam chegado há apenas dois dias em NY, e mesmo assim, não foram poucos os boatos que ouviram sobre um livro de romance dramático meio que autobibliográfico que os dois estavam escrevendo, livro este também que seria o melhor livro do ano da Werstystone.
Era uma propaganda inadequada e adiantada que Phill estava fazendo por todo o mundo, Annabeth não tinha certeza de que aquele livro iria ser aceito, ou até mesmo publicado, e um livro quando divulgado e não publicado pode ser a coisa mais desastrosa para um escritor. Ela queria continuar sua carreira por muitos anos ainda.
–Phill – Percy Jackson disse sem ânimo, com a primeira edição do livro bem apertada em suas mãos. Outra coisa ruim entre os boatos ocorridos entre ele e Annabeth era que para todos que sabiam da informação parcialmente enganosa, Percy e ela estavam como namorados, ou ex-namorados, para alguns até noivos! O que também não era nenhum pouco saudável para a relação não tão segura entre os dois.
O editor-chefe se sentou na frente deles, olhando para o conjunto de folhas datilografadas de Percy com certo brilho no olhar. Ele pôs as duas mãos sob a mesa, entrelaçando os dedos das mãos daquele mesmo jeito ridículo que Annabeth havia repreendido em sua última reunião com ele.
–Que boatos são esses sobre nós e nossos livros?- Percy foi direto, suas sobrancelhas estavam franzidas e seus olhos frios como gelo – Como você faz uma propaganda adiantada sem nem ao menos ter lido o livro? Como você, como editor chefe da empresa pode simplesmente fazer algo tão equivocado como dar publicidade para um livro nem ao menos publicado? Isto foi imprudente! Muito imprudente!
–Se ao menos você me deixar explicar você verá que eu tenho uma explicação plausível para tudo isto, como por exemplo, que a editora não queria publicar mais livros pelo resto do ano, e que vocês, como sendo bancados para uma viagem seriam os primeiros escritores a serem cortados pela editora. Se eu não tivesse feito à propaganda que você tanto acha imprudente, Sr.Jackson, então você seria demitido. Como vários escritores por aqui.
Annabeth mordeu o lábio inferior, havia se esquecido totalmente de que cinco em cinco anos a Werstystone faz uma limpa de escritores, apenas aqueles com reais chances de fazer um livro de sucesso ganham, escritores sem um manuscrito a quatro ou cinco anos simplesmente eram despedidos, sem terem nem ao menos chance de fazer um outro livro.
Havia um ano e meio que Annabeth não publicava nada, e vários anos que Percy não fazia um livro, já que estava como cronista num jornal muito famoso de Londres. Ela não pensou estar na reta, nunca.
–Tudo bem, agora me deem o livro – Phill tentou pega-lo, Percy, porém, levantou o punhado de folhas para que Phill não pegasse.
–Também tem outra coisa, o que é isto de que eu e Annabeth estamos juntos? Isto é uma...
–Verdade – interrompeu Phill – Hayley me disse tudo que viu no Havaí...
–Aquela...
–E é uma forma de fazer o livro ficar mais popular também – Phill interrompeu Annabeth –Quer dizer... Você acha que Shakespeare não teve nenhum tipo de publicidade para suas peças? Nem que fossem coisas ruins, alguém sempre espalhava algo sobre ele, o que o fazia ser polémico e assim popular.
Annabeth odiava o fato de que Phill era um homem muito inteligente, e que ele era o tipo de pessoa que ela considerava de “exemplo a ser seguido”, Phill fez um gesto de que queria o livro, então Percy suspirou e o entregou.
–Ótimo! – exclamou ele, antes de dar uma olhada nas 500 páginas mais rápidas porém mais otimistas que Annabeth havia feito na vida. – Eu o lerei em alguns dias, e então darei a resposta sobre a publicação.
–Obrigada- Annabeth respondeu seriamente, Percy rodava seu cigarro dentro do bolso, como fez alguns meses atrás. Na realidade, ele e Annabeth ficaram dois meses no Havaí, e foram os tempos em que ele menos fumou em toda a sua vida. Mas por algum motivo, quando botou os pés em solo americano, a primeira coisa que fez foi voltar com o cigarro para dentro da boca.
Phill esperava-os sair ainda com os olhos no prólogo do livro, então os dois assim fizeram, antes de irem embora, o editor os chamou novamente.
–Só por esta primeira página eu tenho que dizer- Ele tirou os óculos de leitura – Está bem melhor do que o primeiro livro seus juntos
Annabeth riu, pensando o quão ridículo ficou aquele livro em que ela e Percy fizeram numa tarde, bêbados, e então ficou extremamente feliz com o fato de que havia conseguido, de fato, deixar as diferenças de personalidade entre ela e Percy de lado, e escreverem um bom livro.
Terça-Feira, 23 de Setembro de 1989.
Silena mexia nos cabelos loiros com facilidade apenas reconhecida pelo dom materno, Annabeth engoliu mais uma colher de chocolate enquanto quase dormia pelo cafuné gostoso que a amiga lhe fazia.
Clarisse, que estava até então prestando atenção no filme, assim como Thalia, parou a fita VHS com o controle, olhando para Annabeth como se fosse a matar a qualquer momento.
–Pelo amor de Deus, me fala que você não está assim por causa do Percy.
Annabeth não queria reconhecer, mas era verdade, havia uma semana e um dia que Percy nem ao menos lhe deu um “oi”, era de certa forma decepcionante para a loira que ele não havia se dado mais ao trabalho de lhe dar satisfações.
Talvez porque ele achava que o que aconteceu entre os dois era algo apenas de férias, que seria esquecida assim que pegassem o avião, ou talvez pelo fato de que ele não queria mesmo ficar com Annabeth como namorada ou qualquer coisa do tipo. Era triste aquele aperto que dava no coração da loira sempre que alguém falava o nome de Percy, junto com isto uma grande interrogação que ela nunca havia sentido em relação a ele. Por um momento achou tudo uma grande bagunça, se continuassem sendo amigos, este tipo de tensão nunca iria existir, mas se continuassem sendo amigos, também, ela nunca iria ter as melhores férias de toda sua vida.
Enquanto via as garotas indo embora, Annabeth pensava como parecia que uma grande nuvem de fantasia havia se esvaído, como se o Havaí fosse um tempo mágico que não existia mais. Isto deixou Annabeth ainda mais triste.
Enquanto andava pela casa, com seu blusão cobrindo metade de suas coxas, e seu cabelo extremamente bagunçado com cada fio para uma direção diferente, pensava que estava sendo dramática demais, era sua especialidade, mas algo que deveria parar de fazer urgentemente: Drama.
Quer dizer, era apenas uma semana, eles ficaram dois meses com todos os dias juntos, talvez ele precisasse de espaço, de um tempo para ele e seus amigos.
Mas uma semana sem nem ao menos ligar? Aquilo era demais até mesmo para a mais pessimista das mulheres, como isto um dia iria acontecer? Apaixonado que se preze não fica nem um dia sem ao menos ouvir a voz da amada... Percy sabia disto como ninguém.
Ela se deitou no sofá novamente, ouvindo aquele mesmo barulho habitual de NY, com suas buzinas escandalosas, as sirenes da policia, as pessoas andando e conversando, Annabeth queria não morar no centro da cidade, talvez agora tudo que precisasse era um pouco de paz.
Mas sabia que não era isto também, a única coisa que precisava era de Percy, apenas ele.
Então a campainha tocou, Annabeth deu um sorriso mínimo, enquanto se levantava do sofá, e com grande urgência abriu a porta.
Porém, quando viu quem era, desejou nunca ter saído de seu estado depressivo no sofá.
Notas finais
Então eu espero que as coisas mudem por aqui, por que está e a fic que eu mais me dedico, e acho que escrevo melhor.
Beijos para vocês.
Até o próximo!
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