Nossa História De Amor.

35 Convivência... Ou a falta dela.


Notas iniciais
Olá! Bem, desculpem-me pela longa demora. Eu sei que vocês devem ter achado que eu desisti da fic ou algo do tipo, mas eu estou SEM TEMPO. Ainda tenho que estudar para a prova do fim do ano. Quero agradecer pelas duas recomendações: A da Helena Keller, e a MilesMm. Adorei muito as recomendações, obrigada! Enfim, boa leitura!

Sábado, 17 de Janeiro de 1990.

Quando se colocava a mão na madeira, era como fogo. O fogo mais abrasador que você pode imaginar. Ela, definitivamente, odiava Los Angeles. O calor, a pele queimando. Ela queria sair dali e ir para Nova York, onde provavelmente estaria nevando ou fazendo um frio reconfortante.

Quando ela já havia cansado de bater na porta, ela finalmente se abriu. E Annabeth ficou extremamente assustada com o tamanho da barriga de Clarisse.

–Oi, gente! – exclamou ela abraçando os dois. Annabeth sorriu de lado enquanto a abraçava, mesmo estando com medo de espremer a barriga dela de uma forma nada confortável.

Percy parecia não ter esta preocupação, abraçou-a com tanta força que ela quase perdeu o ar. Depois deu um beijo na barriga tampada pelo vestido florido, fazendo Annabeth ficar boquiaberta com o intuito paternal de Perseu.

Eles foram convidados para entrar mais que rapidamente, aquela casa amadeirada e a beira mar era uma das mais bonitas que Annabeth já havia visto na vida. Lá no fundo da casa, havia uma porta de vidro que dava para um lindo quiosque com mesas redondas e amadeiradas, era onde estava Chris e o resto dos convidados.

Travis e Katie, Charles e Silena conversavam animadamente e riam como na adolescência. Com a chegada de Percy e Annabeth o grupo ficou praticamente completo. Faltando apenas Nico e Thalia, que obviamente não iriam por morarem em Londres.

–E então, é um menino ou uma menina? – perguntou Silena batendo palminhas. Clarisse deu um sorriso de lado enquanto acariciava a barriga.

–É um menino – todos riram e Travis fez sua piadinha básica. Percy suspirou, aliviado.

–Ainda bem que é um menino, ninguém aqui merece uma Clarisse 2 – todos riram novamente enquanto Clarisse fazia uma careta e dava um tapa no braço de Perseu. Annabeth apenas tomava sua cerveja silenciosamente, vendo a barriga saliente de Clarisse.

Sorriu de lado quando perguntaram sobre o livro e Percy respondeu tudo. Muito animado. Em certos dias, ele costumava ser mais resignado que Annabeth para responder as coisas envolvendo literatura. Mas a cada dia que passava ele ficava mais aberto quanto a estes assuntos, e Annabeth, quanto mais experiente, ficava mais misteriosa.

Seu silêncio terminou quando Chris pegou uma revista que Clarisse pediu e a mesma arqueou uma sobrancelha, mostrando a capa daquela maldita revista onde Percy e Annabeth estavam com uma foto enorme se beijando.

Todos fizeram aquele típico “Uhhh” e Annabeth respirou fundo.

–Phill nos obrigou a fazer isto... – começou ela, mas não conseguiu terminar graças às piadas e risadas dos amigos.

–Phill também me obrigou a fazer um filho — Chris cruzou os braços. Silena riu.

–Phill me obrigou a morar aqui.

–Phill me obrigou a ter o olho castanho – brincou Travis. Fazendo todos rirem ainda mais. Percy tinha um sorriso de lado e o queixo apoiado na mão – É sério, ninguém aqui acredita nesta desculpa mais. Porque não admitem logo que voltaram e deixem de babaquice?

As bochechas de Annabeth ficaram ainda mais vermelhas e ela decidiu pegar uma cerveja na geladeira enquanto Percy revirava os olhos.

–Vocês não estão entendendo, nós realmente não voltamos... – a boca de Silena fez um O. Chris cruzou os braços sem entender muito bem o que ele dizia. Percy pensou se ele havia falado algo em francês, porque todos estavam meio paralisados. (Quando ele falava sem pensar no que dizer isto acontecia muito).

–Espera. Você e ela... – Katie gesticulou. Percy assentiu. Todos ficaram ainda mais pasmos – Como você está convivendo com isto...? Como você está convivendo com ela?!

Percy suspirou enquanto cruzava os braços, a garrafa de Heineken numa das suas mãos.

–Bem, na base do “eu te ignoro” e “eu te odeio”. Basicamente assim que estamos – ele ajeitou o cabelo, olhando para trás – Ela acha que eu vendi meu nome por dinheiro, que eu estou fazendo isso tudo para irrita-la e tudo mais. Mas é bom saber que o namoro saiu convincente, tanto que vocês acreditaram...

Annabeth voltou. Fazendo com que Clarisse mudasse o assunto repentinamente para seu filho. Ela falou que ele se chamaria Nicolas, em homenagem a Nico, que havia pedido isto a ela com apenas 10 anos de idade.

Percy riu em saber que Nico quase chorou na outra linha do telefone quando Clarisse comentou com ele. Thalia e ele nunca quiseram um filho. Mas ele sentia que o espirito paternal estava se aderindo a Nico também.

Depois de muitas conversas e risos e bebidas, Annabeth achou melhor irem embora antes que ficassem totalmente moídos para a entrevista.

(...)

Phill chegou perto deles. Com aquele cigarro enorme e o típico terno perfeitamente posto. Annabeth estava tão cansada quanto Percy. Não queria mais nem saber de turnê, nem de livro, nem de responder tantas perguntas. Por isto, quando Phill anunciou a novidade, ela ficou num misto de preocupação e alívio:

–Bem, vocês agora estão indo para a Europa continuar a divulgação – ele mexia em vários papeis ao mesmo tempo – Agora vocês estão indo para Madrid, mas teve um furo de calendário então vocês ficarão uns dias definitivamente de folga.

Percy sorriu de lado, colocando as mãos nos bolsos da calça. Annabeth arregalou os olhos. Não conseguia pensar como seria estar no país do pecado presa com Perseu Jackson.

–Nós precisamos conversar – sussurrou Percy em seu ouvido, fazendo-a arrepiar e se virar rapidamente.

–Não temos nada a conversar.

–Temos muito a conversar.

–Você acha que temos algo a conversar, mas não temos.

–Isso não é uma condição, nós vamos conversar – ele segurou o braço dela com força – Eu sei o que você está pensando, que se isto acontecer tudo vai cair. Sua máscara e esta “casca” que você criou vai quebrar. Uma novidade: É isto mesmo que eu quero.

Annabeth tirou o braço da mão dele.

–A única coisa que vai quebrar vai ser o resto da nossa relação – Percy sorriu de lado, vendo todos fecharem o local em que deram à longa e tortuosa entrevista. Quando as luzes se apagaram ele chegou extremamente perto dela.

–Eu sei que você me ama, eu sinto isto – ela bufou, mas não deu tempo já que ele já havia pegado em seu peito, sentindo seu coração bater extremamente rápido. Ela averiguou o local, estava tão escuro que ela se sentia cega.

–Veremos.

Notas finais
Eu adoro escrever lugares da Europa. Principalmente Espanha... Deixem seus reviews! Nada de fantasminhas, ok? Beijos!