Nossa História De Amor.
3 Algumas drogas.
Notas iniciais
Começar dizendo que quem não gosta de droga, se sente ofendido demais e tals, tente ignorar ou relevar uma parte do capitulo aí.
Enfim, boa leitura!
Sexta-Feira, 21 de Julho de 1989.
Percy olhou por cima dos óculos com o máximo de raiva que podia, mesmo seus óculos tampando seus olhos, suas feições de ódio eram claras e Annabeth sabia que se não fizesse alguma coisa tudo iria acabar muito mal.
O homem olhou para ela e primeiro ficou atônito, logo após isto veio andando em sua direção lentamente, como se tentasse a seduzir de alguma maneira, Percy riu pelo nariz inconformado, até que ele parou na frente deles e começou com um simples:
–Oi Annabeth!- Percy tirou os óculos, então olhou para ele como se fosse o matar em qualquer momento, não era para menos, aquele era Luke Castellan, o garoto que ela quase se casou e que ele a traiu com uma das mulheres que Annabeth mais odiava-e ainda odeia, agora mais que antes – no mundo.
Porém Annabeth é uma pessoa com muito autocontrole, diferentemente de Percy, que quando tem raiva explode, e às vezes fala muito sem pensar no que fala. Mesmo assim ele controlou a vontade de dar um soco no meio do nariz do garoto.
–Oi Luke – Annabeth deu um sorriso de lado e Percy balançou e bufou de raiva. Luke olhou para o oceano e depois para os dois a sua frente.
–Meio estranho nós dois nos encontrarmos no Havai não é?
–Triste coincidência – Percy disse e Annabeth olhou para ele com raiva.
–É, muito estranho- Ela disse se levantando e apertando a sua mão, Luke sorriu para ela compadecido. Como se ela fosse uma coisa que precisasse de cuidados, um cachorro de rua.
–Você parece bem melhor agora do que antes, sério – Ele disse sorrindo, Annabeth sorriu forçadamente e Percy se levantou com raiva, ele nunca teve a oportunidade de falar o quanto odiava aquele homem já que na época estava na França, mas mesmo assim ele ainda o odiava por quase levar a sua melhor amiga para o altar e a trair meses antes de um enorme casamento totalmente calculado.
–Eu vou embora! – Ele gritou pegando suas coisas, e a toalha, deixando apenas a bolsa de Annabeth na areia, a loira ofegou de raiva e pegou sua bolsa.
–Eu tenho que ir- A mesma disse para Luke enquanto olhava Percy indo embora em passos pesados, Luke olhou para ela como se ela tivesse acabado de cometer um erro. Ele trocou o peso do pé e colocou as duas mãos sobre o peito, a fim de realçar seus músculos.
–Mas a gente pode se...
–Luke, pelo amor de Deus, se enxerga – Então a mesma foi embora, correndo para onde estava seu amigo, ele já estava com chaves em mãos para ir embora. O carro que eles ficariam ao Havai era uma Mercedes Benz 350 SL conversível, de modo que Annabeth teve a ideia de que poderia pular e entrar lá dentro.
–Percy! – Ela gritou, mas o amigo colocou suas coisas no banco de trás com raiva e abriu a porta, ela saiu correndo e parou outro lado, olhando para ele como se o repreendesse, mas Percy fez que não viu e se sentou no banco de motorista. Annabeth sentou-se no de passageiro e colocou suas coisas atrás, então olhou para ele cética ele bufou, olhando para ela de volta.
–Aquele cara acabou com você Annie, ele te traiu e te traiu com aquela editorazinha de meia tigela que recusou o meu trabalho, eu não entendo como você consegue tratar aquele cara como se vocês fossem amigos de longa data e coisas do tipo- Ele bufou e bateu à mão no volante – Eu não sei como você consegue sorrir pra ele.
Annabeth voltou com a cabeça para o banco e Percy sorriu, havia acabado de vencer aquela briga, girou a chave e os dois em silêncio foram para a casa de madeira, e era oficial, o ‘’idiota’’ do Luke Castellan conseguiu acabar com qualquer momento de paz que tinha entre os dois amigos.
Eles entraram na casa e foram diretamente para a cozinha, ela pegou apenas um copo de água, porém Percy começou a fazer uma bagunça total a fim de fazer uma pizza.
–Se eu fosse você cuidava mais da saúde, daqui a pouco vai ter um enfarto de tanto comer bobagem – Percy olhou para Annabeth como se quisesse a matar a qualquer momento, porém apenas pegou a pizza – que ele fez com todo o carinho na noite anterior e agora Annabeth tinha o feito perder totalmente o amor pela pizza- e então colocou dentro do forno pequeno que tinha no fogão de seis bocas – de última geração-.
–Se você fosse eu, pois bem, você não é, e pelo que vejo não temos a liberdade de se meter na vida dos outros, não é? -Percy riu com a alfinetada bem feita que ele havia dado a Annabeth. Ela colocou o copo de vidro com raiva na mesa e mordeu o lábio inferior, querendo realmente matar o homem a sua frente.
–Uma coisa é eu falar da pizza que você deveria não comer, outra coisa é você ficar com raiva de um relacionamento amoroso meu, são dois polos totalmente diferentes! Quer dizer, porque te importa esse tipo de coisa? – Percy arregalou os olhos e bateu as duas mãos no avental branco que tinha colocado.
–Meu Deus Annabeth! Que hipocrisia como assim porque eu me importo? Eu me importo porque somos melhores amigos, não é? – Annabeth abriu a boca, porém não disse nada, Percy olhou para a amiga com a pior cara de magoado que poderia existir e Annabeth começou a sentir muita vergonha de si mesmo.
–Desculpa é só que... Eu prefiro ficar com estas coisas no passado, você não estava aqui, mas naquela época eu era muito controladora...
–Você era controladora? – Percy arqueou as sombracelhas sorrindo, Annabeth bufou e revirou os olhos.
–Era controladora, e não tinha como qualquer homem me aguentar, eu sabia disto – Ela fechou os olhos e colocou a mão no queixo, apoiando-o sobre a mesa. Percy olhou por um momento para ela e então bufou com raiva, sentando-se a sua frente.
–Isto não é explicação para uma traição- Annabeth abriu os olhos e fitou seu amigo um pouco ressentida, era o tipo de assunto que ela não gostava de tocar, seus ex-namorados nunca terminaram a relação bem. Na realidade, a única relação duradoura com um homem que Annabeth tinha era com Percy, e este era apenas seu amigo.
A loira olhou para a pizza dentro do forno, e desesperada por trocar de assunto disse:
–Você tem ótimos dotes culinários – Percy revirou os olhos e olhou para o forno, olhando a massa perdendo o tom branco por cima do vidro transparente, depois olhou para Annabeth que tinha um olhar sedento sobre a pizza que ela mesma julgou e não pode deixar de dar um sorriso, logo depois descobriu o que ela queria fazer.
–Não mude de assunto! É sério, você não deveria perdoar estes caras que te fazem mal se eu... –Ele parou bruscamente e então olhou para a mesa, Annabeth arqueou a sombracelha e olhou aos olhos verdes fitando a mesa.
–Se eu...? – Percy suspirou e se levantou, começando a enrolar alguns panos de prato sem nexo algum, Annabeth fitava o amigo curiosa, esperando sua resposta. Percy se virou, apoiando seu corpo no balcão.
–Se eu tivesse a oportunidade que eles tiveram de ficar com você, eu nunca iria te magoar – Então ele virou –se novamente, passando as mãos nervosamente pelo avental.
E mais uma vez aquela tensão estava presente no ar, Annabeth olhou para a mesa e então se levantou rapidamente, a fim de sair dali.
–Bem, que tal você levar esta pizza lá pra varanda? Criatividade vem melhor com barriga cheia- Percy riu e assentiu, porém ela não viu seus olhos, girou os calcanhares e saiu dali, indo diretamente para a varanda e sabendo exatamente o que escrever dali por diante.
‘’Os sentimentos entre os dois não estava explicito, seus olhares pareciam querer dizer mais do que as palavras diziam, ela não queria admitir, talvez o timing deles estivesse errado, o que deveria ter sido feito a muito tempo atrás não foi feito, e agora ela se ressentia com o fato de que a relação que eles tinham nunca poderia ser mudada’’.
Annabeth parou de escrever quando viu que parecia estar escrevendo uma carta de amor, colocar seus próprios sentimentos num livro não era realmente o que ela queria fazer, mas agora parecia uma ideia genial, não que ela quisesse em algum momento tentar mostrar para Percy que era aquilo que ela sentia, talvez ele soubesse sobre as entrelinhas, ele a conhecia bem demais para ela ter que trocar qualquer palavra a mais com ele, eles eram aquele tipo raro de amizade que se conversa pelos olhares.
Ela respirou fundo e continuou a escrever, sobre seus dois personagens, John e Bianca, aqueles eram duas pessoas completamente diferentes, que num momento cruzam seus caminhos ao ver que tem a mesma doença terminal, e mesmo sendo completamente diferentes, o que eles sentiam ao se ver na beira da morte era igual, e mesmo sendo pessoas completamente diferentes, se entendiam como ninguém mais poderia se entender.
Percy olhou para Annabeth escrevendo concentrada e respirou fundo, ele não poderia agora acabar com a amizade de anos apenas por um sentimento bobo, não reciproco e que deveria estar muito bem guardado, esquecido junto com as memórias de uma época boa e que já se foi há muito tempo. Respirou fundo e abriu a varanda com um sorriso brincalhão.
–Olha a pizza! –Ele disse segurando uma travessa com vários pedaços de pizza e uma garrafa de refrigerante na outra mão, Annabeth riu e virou-se então ele colocou a travessa e o refrigerante no chão de madeira polida, pegou os copos de vidro e sentou-se na beira da varanda, Annabeth sentou-se ao seu lado e os dois começaram a comer. Annabeth elogiou o chapéu amarronzado de Percy e ele riu.
–Eu não te vi com polainas estilo Madonna até agora, em que lugar da sua mala ela se encontra? –Annabeth arregalou os olhos.
–Deus, eu não uso aquilo de jeito maneira.
–É a moda.
–É horrível – Percy riu junto com ela enquanto se sentava estilo índio, Annabeth estava com os joelhos dobrados e a cabeça apoiada neles. – E eu sou velha demais para isto.
Percy riu e jogou um pedaço de pizza na travessa.
–Você fez 29 anos em Junho, deixa de pensar besteira- Annabeth riu e deu de ombros, olhando para o sol forte e o mar quebrando suas ondas em sua frente, a areia branca e a vontade súbita de voltar a ter 16 anos.
–Eu me olho no espelho Percy, eu sei que estou envelhecendo a cada dia, e envelhecendo sozinha. – Percy limpou as mãos de farelo de massa de pizza.
–Você ainda está linda
–Eu tenho rugas- Ela disse rindo, e então olhando para as próprias pernas, que não tinha o que reclamar, torneadas e firmes.
–São rugas de expressão, e é um charme- Annabeth riu na tentativa de seu amigo de deixa-la melhor, mesmo assim pegou um pedaço de pizza e comeu, sem falar qualquer coisa, Percy olhou para ela que tinha um sorriso cativante e balançou a cabeça, querendo mata-la.
–Nem parece que sou eu que vou fazer 30 anos mês que vem.
–Você parece que não envelhece desde o 25 anos! –Annabeth falou revoltada e Percy riu, pegando mais um pedaço de pizza.
Os dois olharam o sol se pôr, o céu num tom rosado e o sol refletido no mar, Percy se levantou rápido e começou a escrever na máquina, com, um pedaço de pizza preso na boca e olhando para o pôr do sol. Annabeth riu e olhou para trás, ele parou de digitar depois de uns 5 minutos sem parar e então comeu o resto da sua pizza, e se sentou ao lado de Annabeth novamente. Ela riu e os dois comeram o que restou da pizza, e com o anoitecer, voltaram para dentro da casa. Então por algum momento eles estavam vendo o jornal e ali passava sobre a Apartheid.
–Eu estou cansado da Apartheid- Percy disse, jogando uma bola de papel para cima enquanto estava sentado ao lado de Annabeth,a mesma sorriu de lado.
–De uma forma revoltada tipo os estudantes? Voltou a ter 21?
–Não, não, eu estou cansado de todos falando de uma coisa agora que acontece desde 1948, pelo amor de Deus, tem 40 anos que eles tem este tipo de regime agora todos falam disto toda hora, toda hora, só falam disto nos livros, só fala disto no noticiário.
–É uma coisa épica que precisa ser falado.
–Eu só estou falando que eu estou cansado disto tudo, no nosso livro não podemos falar sobre o Apertheid.
–É um romance e não um livro sobre revolução, ok? – Annabeth riu e Percy bufou, a loira subiu as escadas olhando para a geladeira com as regras de convivência, duas riscadas por Percy- o que a fazia ter uma súbita vontade de matar seu amigo-.
Bebeu um copo de água e voltou para a sala, e por franziu as sombracelhas ao ver Percy com os olhos fixos na tela e um sorriso malicioso, olhou para a TV e revirou os olhos, jogando a garrafa de água no colo do amigo.
–Tudo menos 9, 1/2 Semanas de Amor, eu não quero ver este filme pervertido, Percy! – Percy riu e abriu a garrafa de água, as pernas tipicamente cruzadas enquanto via o filme. Ela olhou para a TV novamente e bufou mais alto, porque tinha que ser justo naquela cena?
O filme estreiou em 1988, e tinha um ano desde que ele tinha estreiado que só falavam da dita cuja cena de sexo no meio do filme, em que o mocinho passa frutas por todo o corpo da garota, junto com mel e gelo. O filme foi proibido em vários lugares, mas os escritores entraram em colapso, voltaram a escrever o velho e bom conto erótico e Percy ria enquanto olhava para a expressão de nojo de sua amiga, ela era muito puritana.
–Essa cena vai ficar na história do cinema – Ele tentou argumentar a favor do filme, que querendo ou não era excitante, ela bufou e afundou a cabeça no sofá, olhando para o cara dando mel na boca da atriz Kim Basinger, que era um sucesso naquela época, mas tinha uma boca enorme que fazia Annabeth sentir inveja da beleza da atriz.
–Não sei por que – Annabeth disse com os braços cruzados, Percy riu e coçou a cabeça, era difícil argumentar com sua amiga.
–O filme é excitante – Ele disse enquanto olhava o filme, tamborilando os dedos no controle da TV, Annabeth arqueou a sombracelha e deu um mínimo sorriso.
–Então você está excitado?
–Não – Percy arregalou os olhos e depois viu a expressão de vencedora de Annabeth – Quer dizer, sim.Annabeth mais uma vez revirou os olhos, então Percy pegou a uva na mesinha na frente do sofá. Rodou-a nos dedos e então olhou para Annabeth inquisitivo.
Ela revirou os olhos e abriu à boca, Percy apoiou uma das mãos no sofá enquanto seu corpo ia para a direção de Annabeth, ele colocou a uva em sua boca e Annabeth mastigou, os seus olhares se encontraram por um momento e Percy subitamente deu um sorriso de lado.
–Você tem que admitir que a ideia talvez seja boa- Ela mordeu o lábio inferior, o suco da uva escorrendo pelo canto de seus lábios.
Os dois se olharam mais uma vez e Annabeth teve uma súbita vontade de fazer qualquer outra coisa, e sem se importar com as ‘’Regras de Convivência’’ fez uma pergunta inusitada:
–Você tem maconha aí? – Percy riu e jogou o corpo para o outro lado do sofá.
–Não, eu não sou um drogado.
–Você fuma cigarro.
–Só cigarro e muito pouco, não maconha – Entretanto ele riu de lado- Mas eu sei onde compra, porque você quer fumar?
–Não, eu sei fazer um bolo bem legal – Percy riu e então pegou as chaves do carro.
–Volto já.
Annabeth olhou para frente, ela estava tão louca que queria fumar? Talvez nos anos 70 aquilo era normal, mas agora ela achou uma loucura, mesmo assim ela se lembrou do episodio do cookie com maconha que teve com Percy e riu, os dois ficaram loucos e droga era uma coisa que ela odiava ,mas sentia que precisava naquele momento, de uma coisa que tirasse sua razão do lugar, porque naquele momento em que Percy lhe deu a uva ela desejou o que não desejava fazer tinha quase dez anos.
Ela o queria, na cama e nu junto com ela.
Percy abriu a porta de madeira depois de 20 minutos fora e rodou um saco na mão, Annabeth riu e pegou o saco da mão dele, então os dois foram para a cozinha, sem nem ter ideia da doideira que fariam a seguir.
Notas finais
E é impressionante como eu já tenho alguns leitores fantasmas, mas tudo bem porque eu gostei muito das criticas dos que comentaram, sério. Obrigada.
Beijos e até o próximo! =)
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