Nossa História
5 Capítulo 05 - Um dia de domingo
Notas iniciais
Nossos alimentos chegaram e começamos a comer em silencio, aquilo já estava ficando ridículo. Eu queria falar algo, mas não sabia o que falar, então falei a primeira coisa que veio em minha mente.
“Você pode não contar isso no colégio? Que eu sou gay?! Não é por nada, só não acho necessário as pessoas saberem disso”
“Claro” Tomei coragem e olhei para Rachel, ela comia sem desviar a atenção do prato, sua comida praticamente tinha acabado e não fazia nem 5 minutos que nossas refeições tinham chegado.
“Você estava realmente com fome” Ela me olhou e deu um sorriso tímido, sem mostrar os dentes.
“Eu acho que não como nada desde ontem, sabe, depois do encontro com minha mãe.”
“E por quê?” Eu perguntei preocupada, notei que Rachel não estava incomodada com o fato de que sou gay, provavelmente devido a ter crescido em um ambiente familiar gay.
“Acho que esqueci de comer, tinha coisas demais na minha mente”
Continuamos a comer em silencio, mas agora era um silencio confortável.
“Quer sobremesa?” Perguntei quando o garçom veio tirar nossos pratos.
“Não deve ter nada Vegan aqui” Ela disse e eu tive que concordar mentalmente, o restaurante era delicioso, porém simples e pequeno, com pratos básicos.
“Existe algum lugar Vegan que você poderia me levar para a sobremesa? Eu realmente gosto de comer algo doce após o almoço”
“Na verdade existe sim,porém tem certeza que deseja ir lá? Você pode pedir qualquer coisa do cardápio, não se preocupe comigo, eu estou satisfeita”
“Eu quero me aventurar em um doce Vegan” Eu sorri docemente "Nunca comi nada realmente Vegan, então, me leva?"
Levantamos e fiz questão de pagar a conta, Rachel disse que tinha uma pequena lanchonete com muito cardápio Vegan no outro quarteirão, fomos andando e entramos no pequeno lugar que tinha um ar chique e clean. Logo na porta fomos conduzidas pelo maitre que conhecia Rachel e ficou animado com a pequena, ela me disse que ia muito lá com os pais, embora ambos não tivessem a alimentação restringida. Rachel pediu uma taça de sorvete vegan e eu pedi um bolo de chocolate totalmente vegan.
Nossos pedidos chegaram em poucos minutos e olhando tanto o sorvete quanto o bolo, ambos pareciam normais e apetitosos. Rachel pareceu ler meu pensamento.
“Não se empolgue tanto, eles são gostosos, mas existe uma grande diferença de gosto entre esses e os feitos com ingredientes normais”
Olhei para ela sem dar muita ênfase no que ela disse, ela começo a comer o sorvete e eu cortei uma fatia do bolo e com expectativa coloquei na boca e provei, não era ruim, mas era diferente e estava longe daquele gosto doce e saboroso do tradicional, comi o pedaço e me senti decepcionada.
“Eu avisei” Rachel falou com um pequeno riso, aparentemente ela já sabia me ler muito bem “O sorvete é mais gostoso, é quase como o gosto tradicional, prove” Ela pegou e encheu a colher e a segurou perto de minha boca, olhei para ela, Rachel estava me dando sorvete na boca, naquele momento só consegui enxergar uma linda mulher e uma situação potencialmente sensual, sorri para ela e fazendo contado visual o tempo todo, me inclinei levemente sobre a mesa e abri a boca aos poucos e o mais sensual possível, coloquei a colher com o sorvete na boca e a fechei,comi o sorvete chupando a colher de forma sedutora, Rachel me olhava vidrada, seu olhos tinham um brilho diferente, eu sorri.
“Isso é realmente delicioso” Eu disse e Rachel tossiu, provavelmente voltando a si, coisa que eu também fiz, eu não podia acreditar que tinha acabado de provocar sexualmente minha aluna menor de idade, me senti constrangida pelo meu ato, mas então Rachel pegou a colher que eu tinha acabado de chupar, e tinha leve resido de sorvete misturado com a minha saliva e, levou até sua boca e lambeu, limpando totalmente o sorvete e minha baba da colher, aquele gesto me pegou desprevenida e sua língua vermelha e molhada passando pela colher me deixou com a calcinha molhada. Droga, eu tinha esquecido que dois poderiam jogar aquele jogo e definitivamente Rachel Berry sabia o jogar como ninguém.
“Me de seu prato” Rachel pediu, porém não esperou eu entregar, simplesmente puxou da minha frente e levou até ela, com a minha faca ela cortou o bolo na metade e depois com sua colher tirou metade de seu sorvete e colocou no meu prato, em seguida pegou a outra metade da fatia do bolo e colocou ao lado do sorvete em sua taça “Coma os dois juntos, fica delicioso” Eu fiz o que ela mandou e realmente ficou delicioso.
Rachel fez questão de pagar a conta, ela disse que por ser um restaurante vegan ela deveria pagar e era para eu encarar como minha estreia pelo universo da comida sem o uso da exploração de animais. Já tinha passado das 16 horas e fomos andando até o colégio, aonde eu tinha deixado meu carro estacionado. Novamente conversávamos sobre tudo, no meio do caminho tinha uma praça.
“Eu adorava brincar ai quando eu era criança” Apontei para a praça.
“Então você é daqui?” Rachel perguntou.
“Sim, sai quando fui para a faculdade”
“Vamos até lá” Rachel segurou meu pulso e foi me puxando até a praça, acabamos sentadas embaixo de uma arvore. O sol já estava fraco e uma leve brisa espalhava as folhas e flores caídas no chão.
“Você sentiu falta daqui? Como é a faculdade? Você fez amigos lá? Para qual faculdade você foi?“ Rachel despejou uma infinidade de perguntas em cima de mim, provavelmente todas as duvidas que ela tinha acumulado no ensino médio e nunca teve alguém próximo para responde-las.
“Eu senti falta de Lima, fui estudar em Yale e a faculdade é realmente bom, eu fiz amigos lá e é totalmente diferente da escola, são muito mais alunos, então você não precisa conviver com quem você não gosta, é um número grande de pessoas, você escolhe seu grupo de amizade e fica tudo mais fácil”
“Yale é uma ótima faculdade" Percebi sua voz levemente orgulhosa "NYADA tem um número restrito de alunos, não é como Yale”
“E se você não for aprovada para entrar em NYADA?” Perguntei sério, Rachel realmente não poderia lidar como entrar em NYADA ser um fato, aquela era uma faculdade para poucos, ela era incrível, mas talvez não tanto para NYADA.
“Essa opção não existe” Ela me olhou e respondeu em um tom tão sério quanto o meu, respirei fundo e fiz uma pequena prece para ela passar, caso contrário, seu mundo iria desmoronar.
Estamos conversando quando um pequeno uivo começou em uma caixa a poucos metros da gente.
“Você ouviu isso?” Rachel me perguntou e eu afirmei, nos levantamos e fomos até a caixa de papelão, ela estava fechada e Rachel já foi logo colocando a mão para abrir.
“Não faz isso” Segurei o braço dela e a impedi de abrir “Nos não sabemos o que tem ai”
“Eu sei, porém seja lá o que for, faz barulho, ou seja, é um ser vivo e não deveria estar ai”
“Mas Rachel” Eu tentei protestar, mas ela tinha razão “Ok, você está certa, vamos abrir” Soltei seu braço e ela rapidamente abriu a caixa, um filhote de cachorro olhou para gente, com seus olhos brilhantes e deu uma leve abanada no rabo.
“Como você é lindo” Rachel pegou o cachorro em seu colo e o abraçou “Olha que lindo Quinn” Ela virou o cachorro me mostrando “Quem foi o energúmeno que fez isso com você hein? Te colocar em uma caixa, se eu soubesse quem é, colocava ele dentro de uma caixa e jogava no mar” Rachel falava com o cachorro e o pobre animal apenas abanava o rabo “Segure ele aqui” Ela colocou o cachorro na minha mão e instantaneamente ele começo a lamber meu rosto, sua língua tinha um cheiro forte.
“Eca” Afastei ele do meu rosto e Rachel sorriu.
“Ele gostou de você Quinn. Fique ai que eu já volto, não saia” Vi Rachel se afastar e nem perguntei aonde ela iria, o cachorro no meu colo agora mordia meu dedo, resolvi sentar embaixo da arvore novamente e esperar aquela baixinha voltar, demorou alguns minutos e ela voltou com um copo de água.
“Água para mim?” Perguntei confusa.
“Claro que não, é para ele” Ela disse como se fosse obvio “Alias, conferiu se é ele ou ela?”
“Como?” Perguntei atônita, Rachel se sentou na minha frente e colocou o copo no chão, pegou o cachorro do meu colo e sem cerimonia alguma abriu as pernas do animal e conferiu seu sexo “É ele” Ela disse empolgada, sem nem perceber que eu a olhava com minhas sobrancelhas levantada, Rachel pegou o copo de água e inclinou para o pequeno filhote beber, ele tinha cede, bebeu metade do copo e a outra metade ele deixou cair no chão molhando Rachel que parecia não ligar “Você tem cachorro Quinn?”
“Não.”
“Então você vai ficar com ele, né?” Ela me olhou e eu demorei para assimilar o que ela queria, ela queria que eu ficasse com aquele cachorro, ele era lindo e fofo, eu sei, mais iria crescer e eu nem sequer morava sozinha, Santana não parecia o tipo de pessoa que queria ter um cachorro “Eu não posso ficar com ele, meus pais não deixariam” Rachel me olhou com um olhar mais triste do que o do cachorro quando abrimos a caixa, como dizer não a ela? Perguntei mentalmente a Deus.
“Ele vai crescer” Eu disse tentando justificar não ficar com ele.
“Ele vai ser bonzinho, eu juro” Ela disse de forma tão fofa que eu sorri.
“Rachel, você não pode prometer que ele vai ser bonzinho” Eu disse sorrindo.
“Ele tem meus olhos” Ela colocou o pequeno cachorro ao lado do seu rosto, para que eu pudesse comparar, naquele momento eu sabia que tinha perdido a batalha, realmente o cachorro tinha olhos que lembravam os de Rachel.
“Eu posso ficar com ele” Rachel aproveitou que estava em uma posição frente a minha e literalmente se jogou em meus braços, eu ri e abracei ela.
“Obrigada Quinn, eu juro que ele vai ser bom e eu posso te ajudar a tomar conta dele” Rachel me olhou sorrindo e me beijou na bochecha, os lábios dela em contato com minha pele deu uma sensação tão gostosa e diferente, senti o ar ser cortado dos meus pulmões e parei de respirar, Rachel se afastou de mim e começo a falar novamente com o cachorro “Viu, agora você tem uma dona”
“Temos que levar ele no veterinário e ir em alguma loja comprar comida e é domingo quase de noite, eu nem sei se essas coisas ficam abertas.”
“Tem um veterinário no shopping, ele fica aberto até a hora do shopping fechar, podemos ir lá.”
“É verdade, sei qual é, vamos lá”
Andamos até a escola e fomos de carro para o shopping.
“Qual nome vai dar para ele Quinn?”
“Eu não sei, qual você sugere” Desviei por um momento meus olhos da estrada e olhei para Rachel.
“Vamos ver, você que um nome fofinho de idiota ou um nome maduro e bonito?” Eu sorrir, tudo com Rachel era tão complexo, até a escolha do nome.
“Uma opção para cada” Eu falei novamente desviando a atenção da estrada e olhando para ela que sorria enquanto brincava com o cão.
“Ok” Ela fez uma pausa, certamente pensando em nomes “Se você quer um nome fofinho e idiota, pode ser Caramelo, que reflete a cor dele” Eu gostei de Caramelo, ela fez outra pausa “Mas se você quer um nome realmente digno, você deveria o chamar de Zechariah, é um nome judeu, existem dois Zechariah na Torah, um é o profeta e o outro foi um rei de Israel, o nome também significa, Lembrando D’us, e podemos o chamar carinhosamente de Zak”
“Zak?” Eu falei alto mais para ver como o nome soava, olhei para o cão e repeti “Zak”
“Zechariah” Rachel disse “Mas sim, Zak”
“É esse o nome que você quer, certo?” Perguntei a Rachel.
“O cachorro é seu Quinn, você que deve escolher”
“Rachel, é esse o nome que você colocaria?”
“Sim” Ela disse timidamente.
“Então será Zak”
O veterinário informou que o cachorro estava saudável, tinha aproximadamente três meses e era da raça Golden Retriever, Zak tomou vacina, remédio de verme e saiu da loja com ração, pote para comida, pote para água e até mesmo vestindo uma blusa preta com listas brancas.
Estacionei na porta da casa de Rachel, já estava completamente escuro, Zak dormia no banco de trás do carro.
“Até amanhã.” Rachel falou com um sorriso fraco, me lembrei de quando a encontrei no inicio da manhã e ela dizendo que iria ficar bem naquele momento, mas não sabia como ficaria a noite ou no outro dia.
“Seus pais voltam hoje?” Perguntei preocupada, a casa estava apagada.
“Provavelmente sim, mas tenho que conferir os recados na secretaria, se eles tiveram que aumentar o plantão, eles deixariam um recado avisando, por quê?”
“Por nada, você vai ficar bem, certo?” Ela fez que sim com a cabeça “Você pode me dar seu telefone, gostaria de te ligar mais tarde e ter certeza que estará bem” O clima no carro estava pesado e tenso, peguei meu celular e anotei o número de Rachel “Eu te ligo mais tarde” Rachel tirou o sinto e eu destravei as portas.
“Obrigada por ter ficado comigo e me distraído” Rachel me deu um outro beijo no rosto “E obrigada também por cuidar do Zak” Sorrimos uma para a outra, Rachel abriu a porta e saiu do carro, fiquei esperando e só dei partida quando ela entrou e fechou a porta.
Estacionei meu carro na garagem, virei para o banco de trás e vi Zak ainda dormindo, eu devo ser a única pessoa do mundo que sai de casa de manhã para treinar piano e volta de noite com um cachorro vestindo roupas. Fui pegar ele e logo o pequeno cão acordou, segurei Zak com uma mão e com certa dificuldade peguei suas coisas no porta mala, travei o carro e entrei dentro de casa já sabendo que Santana iria surta.
“Mi Dios, usted llegado, pensé que estaba muerta” Santana falou exagerada e parou assim que viu o pequeño cachorro “Esse pulguento não vai ficar aquí” Toda a preocupação e o español tinham ido embora.
“Ele não tem aonde ficar, estava abandonado em uma caixa na praça e eu não tive outra saida a não ser pega-lo”
“E pretende que ele more com a gente? Cachorros fazem xixi e dão trabalho”
“Zak é bonzinho” Coloquei ele no chão, o filhote de cachorro que tinha o olhar abandonado e doce com Rachel, simplesmente nos encarou travesso, olhou em nossos olhos e se abaixou fazendo xixi no tapete.
“Ah não Quinn, ele fez xixi no tapete” Santana revirou os olhos “Você vai limpar isso loira” Tirei o tapete e coloquei na maquina para lavar, Zak mostrou que seria um cão difícil.
Santana começou a arrumar a mesa para o jantar e a campainha tocou, abri a porta sem nem olhar quem era, obviamente é perigoso fazer isso, porém aquilo lá era Lima, a cidade aonde nada acontecia.
“Trouxe o jantar” Puck entrou com total liberdade e foi direto para a cozinha aonde Santana arrumava a mesa “Sua namorada é gostosa Quinn, ela está aqui?” Puck perguntou e eu lembrei da vergonha que ele me fez passar com Rachel.
“Eu vou te matar Puck” Gritei da sala enquanto fechava a porta.
“Que história é essa de namorada?” Santana se meteu na conversa.
“Nossa amiga foi almoçar hoje lá no restaurante com uma princesa judia” A voz de Puck soava animada.
“É por isso que passou o dia sumida? Por que não me disse que estava namorando?” Meus amigos me olharam esperando uma resposta, era incrível como a intimidade era uma merda, as pessoas simplesmente acham que podem se meter na sua vida e deduzir coisas.
“Primeiro Puck, você foi um idiota hoje, eu não estou namorado, Rachel é minha a-l-u-n-a, aluna” Puck arregalou os olhos entendendo a besteira que tinha feito, já Santana me olhava com um olhar interrogativo.
“Você foi almoçar com Rachel?” Santana perguntou.
“Eu fui, mas desde quando você conhece Rachel?” A encarei em confusão.
“Rachel, sua aluna baixinha? Judia? Que canta e tem uma namorado de dois metros de altura? Você não para de falar dela Quinn, todo dia você tem algo para falar dela” Essa foi minha vez de olhar com olhos arregalados, desde quando eu falo de Rachel?
“Eu falo dela?” Perguntei assustada com a voz ligeiramente mais alta.
“E muito” Santana disse e eu gemi inconsciente, ótimo, eu falo de Rachel sem nem perceber, aquilo não deveria ser um bom sinal.
Coloquei comida para o Zak que logo depois de comer foi logo fazer suas necessidades no meio da sala, limpei e praticamente perdi o apetite, ter um cachorro era trabalhoso. Jantamos e meus amigos me encheram de pergunta sobre Rachel e depois sobre o cachorro, ambos os assuntos eram embaraçosos para eu responder e logo Santana percebeu que o cão estava ligado a Rachel.
“Amiga, você está apaixonada pela sua aluna” Santana disse e eu cuspi a água que estava tomando em seu rosto “Sua nojenta” Santana correu para pia e começou a lavar o rosto.
“É claro que não estou apaixonada por ela, ela é só minha aluna” Falei na defensiva.
“Olha Quinn, você pode até negar, mas o fato é que você a três meses dia após dia fala sobre como Rachel é incrível quando canta, como ela é incrível quando anda e como é uma idiota por ter uma namorado troglodita como o dela. Agora simplesmente você volta para casa com um cachorro só porquê a menina te pediu para ficar com ele, fala sério Quinn, se você não está apaixonada não sei o que é. Fora que desde que chegou na cidade e começo as aulas você não fala de nenhuma mulher, simplesmente parece que virou frigida” Comei a pensar e vi que Santana tinha razão, tudo que Rachel faz eu sempre acho incrível, o Finn era um babaca que não fazia sentindo ela namora-lo, já Zak é um fofo, mas se não fosse por Rachel eu definitivamente não tinha o pego, talvez eu tivesse realmente apaixonada por Rachel. Mas como? Tirando o dia de hoje, nos nunca nem nos falamos, não algo que seja fora do assunto escolar. Não tinha sentindo aquilo.
“Eu não estou apaixonada por ela, isso é ridículo” Falei irritada e subi para meu quarto. Quase 30 minutos depois Santana bateu na porta.
“Isso é da sua namoradinha, então deve ficar no seu quarto” Santana colocou o cachorro para dentro e fechou a porta. Zak não conseguiu subir na cama então peguei e coloquei ele ao meu lado, o pequeno cão me olhou e eu sorrir, ele realmente tinha os olhos de Rachel.
O relógio já marcava quase 21 horas, peguei meu celular e liguei para Rachel que atendeu com uma voz meio confusa.
“Quem fala?” Ela perguntou assim que atendeu.
“Sou eu, Quinn” Falei timidamente.
“Boa noite Quinn, como está o Zak?” Ela perguntou com a voz mais atenta e firme.
“Ele está bem, está do meu lado agora”
“Ele realmente teve sorte de ter encontrado você”
“Não, ele realmente teve sorte de ter encontrado você” Eu repeti sua frase e tenho certeza que ela sorriu do outro lado “Como você está?”
“Eu estava dormindo” Ela disse e eu me senti constrangida de ter ligado.
“Me desculpa Rachel, eu não queria ter te acordado, eu vou desligar agora. Me desculpa”
“Relaxa Quinn” Ouvi ela rindo do outro lado “Está tudo bem, não se preocupe, eu me sinto cansada, vou dormir a noite toda e amanhã, bom, amanhã é amanhã”
“Boa noite Rachel” Falei suavemente.
“Boa noite Quinn” Eu fiquei do outro lado escutando até ela desligar a ligação.
Aquele domingo tinha sido exaustivo, mas ainda assim, tinha sido um ótimo dia.
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