Nossa Família
9 Capítulo Oito — Pokémon
Notas iniciais
— Capítulo Oito —
— Pokémon —
Edward Cullen
Eu me sentia sufocado enquanto seguíamos para longe do abrigo, aquela tinha sido uma das experiências mais conturbadas da minha vida. Senti de tudo naquele lugar, angustia, raiva, desprezo, pena e felicidade. Um misto de emoções que cobriam desde o atendimento ruim até o alívio de ver Matthew.
Ele obviamente não estava bem como diziam a Tanya ao telefone, continuava magro e parecia raivoso, até mesmo com Isabella e eu. Mas, isso era compreensível, depois de tudo que Bella me disse, meses morando na rua, com anemia, órfão de mãe, o pai preso, ficando naquele abrigo frio e acinzentado.
Despertei dos meus pensamentos quando Félix parou o carro no estacionamento frontal da escola de Renesmee, Bella fez menção de sair e ir buscá-la lá dentro, mas sabia que ver Matthew tinha sido ainda pior para ela do que para mim, ela estava abatida. Apenas fiz um gesto para que ela continuasse no carro, enquanto eu deixava o veículo levando comigo o guarda-chuva que Félix mantinha ali.
Excelente, tudo que precisávamos para deixar aquele dia melhor era chuva para aumentar o frio.
Com o fim do horário de aulas, o pátio coberto onde as crianças esperavam por seus pais, babás ou responsáveis, para que pudessem ir embora, estava cheio. Eu tive de me esforçar para localizar minha garotinha no meio de toda aquela gente, a encontrando sentada ao lado de um garoto de cabelos castanhos claros.
Okay, o que eu devia fazer quando minha filha de apenas dez anos está conversando animadamente com um garoto? Quer dizer, eu nunca tinha visto Renesmee sendo amiga de garotos antes, ela não estava na fase de sentir nojo deles?
Ah Deus, eu estava perdendo-a!
Perdendo-a para os garotos, eu não esperava isso acontecer até ela ter uns dezessete anos, no mínimo. Eu sabia como aquilo ia acabar.
Ela ia começar a falar sobre tatuagens, pirciengs. Iria trancar-se em seu quarto, não tocaria mais piano, pois aquilo seria coisa de velho, ou brincaria comigo. Passaria a me chamar de Edward, não de pai. E o pior de tudo, falaria que me odiava toda vez que eu tentasse mantê-la na linha.
Com uma careta dominando meu rosto, eu caminhei a passos largos até onde minha filha estava.
— Renesmee?!
Ela e o garoto pararam de rir abruptamente, virando-se para me olhar. Ele tinha uma franja nos cabelos quase loiros, os jogando para o lado para tirá-la de sua visão. Era um projeto de Justin Bieber, foda-se!
— Oi pai! — Ness pulou do banco onde estava, rodeando minha cintura com os braços finos.
— Oi. — Afaguei sua cabeça. — Quem é você? — indaguei o garoto.
— Ashton Harris — falou, com uma voz ainda extremamente fina e infantil. Jogou mais uma vez sua franja para o lado, por que a mãe daquele garoto não cortava aquilo logo?
— O que vocês estavam conversando? — perguntei a Renesmee, que continuava ao meu lado.
— Ash estava me contando quando o irmãozinho dele soltou um pum bem alto na hora da missa.
Ash? Ele era um desenho animado? Só consegui pensar em Pokémon.
— Claro, isso deve ter sido super divertido! — ironizei.
— Papai, eu posso ir brincar na casa de Ash qualquer dia desses?
Nem fodendo!
— Ela pode? — Ashton se levantou, olhando empolgado para mim.
— Eu posso, papai? — Renesmee me olhou de forma doce, como sempre me olhava quando queria algo. Mas, ela não ia ter nada de mim, não enquanto estava pedindo para ir brincar na casa de um garoto.
— Vou pensar nisso — falei, mesmo sabendo que não ia pensar coisa alguma. — Precisamos ir agora, Renesmee, sua mãe está nos esperando no carro. — Peguei a mochila dela. — Dê tchau a Ash...
Eu me calei quando vi Renesmee depositar um beijo na bochecha do garoto, que corou até a raiz dos cabelos. Enquanto isso, permaneci imóvel, o que tinha sido aquilo?
Porra, Bella tinha total razão, Renesmee era parecida demais comigo. Isso não era bom, eu tinha sido terrível em relacionamentos antes de Isabella, não queria esse tipo de comportamento para minha garotinha.
— Renesmee, nós temos de ir, agora! — falei entredentes, revoltado com ela, Ashton parecia chocado demais com o beijo, então iria dar um desconto ao Justin Bieber Pokémon.
— Tchau Ash, vejo você amanhã!
Veria, se eu não a mandasse para um colégio feminino antes disso.
— Vamos Renesmee, sua mãe está esperando! — Lembrei. — Você, cuidado! — alertei Ashton, que me olhou confuso, enquanto eu indicava que Renesmee devia começar a andar.
Eu a tomei no colo quando deixamos o pátio coberto, para que nós dois ficássemos protegidos debaixo do guarda chuva. Bella abriu a porta do banco de trás do carro por dentro, deixando com que eu colocasse Renesmee ali e entrasse também, passando a mão pelos cabelos querendo tirar um pouco da água de chuva que inevitavelmente se acumulou ali.
— Vocês demoraram lá dentro — Bella comentou, enquanto ajudava Renesmee a afivelar o cinto de segurança.
— Renesmee estava se despedindo de um amigo.
— Ah, qual das meninas, pequena? — perguntou a filha.
— Não, Isabella, amigo — especifiquei. — Um garoto.
Ela olhou curiosa de mim para Nessie, falando diretamente com a filha.
— Qual o nome dele, filha?
— Ashton, mas nós o chamamos de Ash. Ele é muito legal, mamãe, posso ir brincar na casa dele?
Aquilo de novo?
— Já lhe respondi sobre isso — falei irritado, ouvindo Bella abafar uma risada.
— Você disse que ia pensar — Nessie disse. — Já pensou?
— Não. — Revirei os olhos.
Será que Bella concordaria em colocá-la estudando em casa? Nós poderíamos pagar por tutores, eu mesmo podia ensiná-la se isso fosse necessário.
— Vamos conversar sobre isso melhor outra hora, filha — Bella disse em um tom firme para Renesmee, que apenas suspirou alto, enquanto assentia.
O resto do caminho até nosso apartamento foi extremamente silencioso, mas não dentro da minha cabeça. Eu estava surtando pensando em Renesmee começar a ficar próxima demais de garotos, ao mesmo tempo em que voltava a pensar sobre Matthew trancafiado naquele abrigo.
— Finalmente chegaram, pensei que a chuva os atrasaria mais! — Nelly nos recepcionou na porta do apartamento, ajudando Ness a se livrar do casaco. — Venha menina, você precisa de um banho quente antes do jantar. Vocês dois livrem-se dessas roupas sujas de rua antes de irem comer também! — exclamou para Bella e eu, minha esposa apenas assentiu, enquanto finalizava uma ligação com Ângela.
Eu segui até o mini bar na sala, me servindo de uma dose dupla de uísque.
— O que deu em você para beber assim? — Bella perguntou de olhos arregalados enquanto me via virar a bebida de uma vez.
— Nossa filha agora é amiga de garotos!
Bella revirou os olhos, arrancando a garrafa de uísque da minha mão antes que eu pudesse servir mais uma dose.
— E você pretende ficar bêbado em uma terça-feira por isso? É mais maduro do que isso, querido.
Suspirei.
— Ela beijou o Justin Bieber Pokémon, Bella!
— O quê? — Bella riu, repousando a garrafa no bar novamente, vindo até mim e me livrando do paletó do meu terno. — Venha, sente aqui e me conte direito o que viu. — Conduziu-me até o sofá, dando a volta no móvel e ficando atrás de mim, massageando meus ombros. — Deus, você está muito tenso, Edward, isso tudo é só por Ness?
— Não — admiti. — Ainda estou preocupado sobre Matt — falei.
As mãos de Bella saíram dos meus ombros, então ela contornou mais uma vez o sofá, sentando em meu colo.
— Ainda estou preocupada com ele também. — Começou a afagar minha nuca. — Você acha que essa tia é uma boa pessoa?
— Não mesmo, mas eu quero estar errado quanto a isso. — Enterrei meu rosto no pescoço de Bella, inspirando seu perfume floral.
— Okay, me conte sobre o Justin Bieber Pokémon — pediu.
Logo comecei a contar, Bella rindo em vários momentos da minha narração.
— Edward não seja absurdo, você não está perdendo Ness só por ela ter um amigo garoto. Escute, sei que é difícil vê-la interagindo com garotos para você, senhor Ciúmes...
— Não sou ciumento — discordei, Bella gargalhou, beijando meu rosto suavemente. — Querido, você tem ciúmes até de sua mãe, vamos seguir em frente. Então, como eu estava dizendo, sei é que complicado, mas vamos deixar Ness ter suas experienciais, okay? Ela só pediu para ir brincar na casa do Justin Bieber Pokémon, não para ir morar com o garoto. Eu vou descobrir sobre a família dele, se forem pessoas confiáveis nós a deixaremos ir brincar na casa dele no fim de semana, por umas duas horas.
— Vamos?
— Seria injusto não deixar, ela tem se comportado, além do mais, eles provavelmente passarão o tempo todo jogando vídeo-game.
— Não sei se estou contente com isso — resmunguei.
— Deixe de ser um bebê chorão, Cullen! — Bella saiu do meu colo, puxando-me para fora do sofá. — Eu lhe garanto, amor, você nunca irá perder Renesmee.
— Sim, eu ainda posso mandá-la para um internato enquanto há tempo.
Bella revirou os olhos.
— Você não saberia lidar com Ness em um internato.
Foda-se, ela tinha razão, eu preferia minha garotinha por perto para que pudesse ficar de olho nela.
***
Eu quase não jantei aquele dia, entre ver Renesmee se tornando amiga de garotos e contar a ela e Nelly como foi estar no abrigo com Matthew, comida era a última coisa que queria.
Depois do jantar, Bella e eu colocamos nossa pequena falante para dormir, após mais uma vez pedir para ir brincar na casa de Justin Bieber Pokémon. Minha esposa seguiu para o banheiro afirmando precisar de um longo banho de banheira, sozinha, me colocando de fora da diversão. Enquanto isso, fui para o escritório no apartamento querendo rever alguns contratos antes de ir dormir.
Meu celular tocou e distraidamente o atendi, sem me importar em checar quem estava ligando.
— Olá!
— Cullen?! — Eu gelei ao ouvir a voz, nunca iria poder ouvi-la sem me sentir ameaçado, ou me lembrar de cheiro de peixe.
— Se-Senhor Swan — gaguejei, limpando a garganta. — Como vai? — perguntei a Charlie.
O pai de Bella me odiava, por mais que ela dissesse que eu estava apenas fantasiando, eu sabia que Charlie Swan sempre me detestaria. Quando o conheci foi no mesmo dia que Bella e eu viajamos até a casa dele no norte, para dar a noticia que só com alguns meses de namoro iríamos ter um bebê.
Charlie não ficou nada contente em saber que a filha de apenas dezenove anos estava grávida, sem sequer terminar a faculdade, ou ser esposa do cara que a engravidou. Foi um fim de semana de total pânico em Forks para mim, Charlie tinha várias armas, além disso, teve minha total fracassada experiência em acompanhá-lo em uma viagem de pesca.
— Isabella ligou-me mais cedo e não pude atender, mas agora ela não atende o maldito celular — ele disse, ignorando minha pergunta.
Okay, eu já estava acostumado, Charlie não era um homem de muitas cortesias.
— Ela está no banho, posso pedir que ela retorne assim que sair — sugeri.
— Sim, faça isso! — Charlie ordenou, sua voz rígida me apavorando, eu ainda parecia o garoto de dezenove anos contando que tinha engravidado a única filha dele. Bella e o pai não tinham a relação mais próxima do mundo, mas porra, ainda eram pai e filha, eu sabia como ele se sentia com um cara roubando sua garotinha. — Como está minha neta?
Eu vi Charlie chorando uma vez, depois que viu Renesmee pela primeira vez. Mas, não me atrevi a contar aquilo nem mesmo para Isabella, pois ele ordenou que eu me mantivesse de bico calado sobre seu choro.
Obviamente eu fiquei, ele tinha armas e poderia as usar contra mim.
— Bem, ela está virando amiga de garotos agora — contei, pois no fundo sabia que Charlie me entenderia.
— O que? Isso é sério? Ela tem só sete anos.
Merda, que bom que foi eu a ouvir seu erro, Bella não ficaria muito contente com o pai errando a idade da única neta.
— Dez anos, na verdade, ela fez em novembro, lembra? Nós te mandamos fotos.
— Não use esse tom de correção comigo, Cullen! — Charlie ordenou. — Lembre-se de mandar minha filha ligar quando ela estiver desocupada.
— Claro, eu...
Ele já tinha desligado.
Eu fiz uma careta, se aquilo não era me odiar eu não sabia o que era.
Tinha acabado de repousar meu celular sobre a mesa, quando voltou a tocar novamente, mas daquela vez fui esperto e chequei quem era ligando.
— Oi, pai! — exclamei animado, finalmente falando com alguém que não iria querer arrancar minha cabeça.
— Edward — ele começou com uma voz culpada, já me alertando que algo estava errado. — Preciso que faça um favor para mim.
— Diga — murmurei, temendo a bomba.
— Você pode ir a New York amanhã no meu lugar?
— Pai...
— É sério, você irá amanhã de manhã e voltará na sexta-feira de tarde, primeira classe. — Tentou soar positivo. — Filho, por favor, é meu casamento em risco aqui.
— O que quer dizer com isso?
— Sua mãe tem um evento na quinta-feira de noite, eu tenho de acompanhá-la, é importante. Você pode me substituir nas reuniões que acontecerão lá.
— Não, Carlisle, não — implorei, eu odiava viagens de trabalho, principalmente as de última hora. — Vá para New York, eu vou com a minha mãe ao evento. Ou, mande Caius no seu lugar.
— Caius viajou hoje para o Japão, ele não poderá ir a New York. Filho, por favor.
— Chamar-me me de filho não é ético, chefe! — Bufei, mandando um e-mail para Jessica modificar minha agenda para agregar aquela viagem. — Se Isabella quiser me matar por essa viagem fora de hora eu mandarei ela se resolver com você.
— Tudo bem, faça isso — Carlisle disse aliviado. — Você está me salvando de um grande problema aqui, sua mãe me contou sobre o evento dela há um mês e eu esqueci completamente e marquei a viagem para a mesma época.
— Acho bom que você me dê um carro no meu aniversário.
Ele riu.
— Vá sonhando.
— Pai, escute — pedi. — Como você lidou quando Rosalie começou a ser amiga de garotos?
— Oh. — Ele parou de rir. — Estamos nessa fase?
— Estamos.
— Bom, filho, Renesmee é uma Cullen. E para completar, sua filha, boa sorte.
— É só isso que tem para me dizer?
— Sim, você está ferrado.
— Obrigado, pai — resmunguei. — Você é de muita ajuda enquanto estou aqui salvando sua pele de ouvir a ira de Esme.
— Eu reconsiderarei a ideia do carro — ele falou, ouvi ao fundo mamãe o chamar. — Tenho de desligar agora, vou lhe enviar alguns documentos necessários para New York depois.
— Tá, tchau.
Deixei meu escritório, indo enfrentar minha esposa.
Bella estava terminando de se vestir quando entrei no quarto, algo em meu rosto me entregou antes que eu pudesse dizer uma palavra.
— Cuspa — ela ordenou.
— Primeiro, seu pai ligou, é para você retornar assim que possível — comuniquei, ela assentiu, sentando na beira da cama para passar creme em suas pernas. — Segundo, eu terei de ir a New York. — As mãos dela pararam, enquanto Bella levantava o olhar para mim, nada contente.
— Quando?
— Amanhã, voltarei na sexta — sussurrei.
— Nossa, Edward, muito obrigada por comunicar isso com antecedência — sarcasmo escorria livremente por sua voz.
— Eu também fui avisado disso em cima da hora — me defendi, sem querer entregar o descuido de papai também.
— Que seja. — Ela voltou a suas pernas. — Melhor ir arrumar suas malas.
Segui até ela na cama, erguendo seu rosto na direção do meu.
— Desculpe — pedi, olhando seus olhos marejados.
— Sabe que odeio quando você tem de viajar, eu me sinto só. — Fungou. — Vai que horas?
— Pela manhã.
— Bom, então é melhor mesmo que vá arrumar suas malas. — Ela tentou se livrar de mim para pegar seu celular, mas a detetive. — Edward, eu tenho de ligar para Charlie e você arrumar suas malas para New York.
— Vamos admitir que seu pai me odeia, querida, ele pode incluir em sua lista de ódio você ter sido atrapalhada por mim para ligar para ele. Quanto a minhas malas, nada que eu não resolva em cinco minutos amanhã antes de ir para o aeroporto, tem algo muito mais importante que tenho de fazer antes de entrar naquele avião.
— É, o que? — ela perguntou me desafiando.
Tirei minha mão de seu rosto, unindo a outra na barra de uma das minhas camisetas que Bella usava para dormir. Ela mordia o lábio quando tirei a peça de seu corpo, inclinando-me sobre ela para beijá-la.
— Foda-se, vou sentir sua falta, Edward — ela choramingou, puxando-me para a cama com ela.
Eu também iria.
***
Com Renesmee na escola e Bella no trabalho, eu fui sozinho ao aeroporto, ficando um pouco deprimido vendo os abraços de despedida enquanto embarcava sozinho. Aquilo não era legal e, o voo até New York foi com direito a turbulência por quase todo tempo e mal pisei na cidade já estava sendo levado pelo motorista contratado para a primeira reunião.
Bella: Você está vivo?
Abri a mensagem de Bella quando deixei a primeira reunião, seguindo para o restaurante do hotel Cullen em New York, para almoçar com o gerente de lá e alguns administradores.
Edward: Meio morto.
Bella: Eu estou na minha sala.
Li a mensagem confuso, o que ela queria dizer com aquilo?
Edward: Okay?
Bella: A porta está trancada.
— Você não acha, Edward? — o gerente perguntou, apenas assenti, sem me importar com o que ele falava, não com as mensagens confusas de Isabella chegando.
Bella: E estou tirando minha calcinha.
Porra!
Edward: Querida, não faça isso comigo, eu estou em público!
Bella: E eu estou colocando minha mão dentro da minha saia.
Edward: Porra Bella, eu amo você, não me maltrate!
— Edward, o que vai pedir? — o gerente indagou.
— Uma viagem para Chicago — sussurrei, ganhando olhares confusos. — Água gelada — falei para o garçom.
Naquela noite eu tive uma vídeo chamada com Bella e Renesmee enquanto eu jantava sozinho no quarto, a pequena falante me contou sobre seu dia na aula, com direito a muito de Justin Bieber Pokémon. Depois, ela foi terminar algum dever de casa, deixando-me apenas com Bella que estava alojada em meu escritório.
— Por que você parece triste? — perguntei, movendo meu notebook na mesa para mais perto.
— Além do fato do meu marido ter me deixado para trás? — dramatizou.
— Aparentemente você teve muita diversão sozinha hoje — a lembrei de suas mensagens, Bella sorriu um pouco.
— Eu estava em uma reunião, entediada, mandei as mensagens apenas para te provocar. Não é a mesma coisa sem você, querido.
— Okay, eu fico lisonjeado — falei de boca cheia, ganhando uma careta de Bella. — Qual o problema? — insisti.
— Nada de novo, eu recebi informações sobre Matthew pouco antes de vir falar com você, apenas estou pensando nele.
— Como ele está? — Coloquei o prato vazio sobre a mesa.
— Do mesmo jeito, segundo Tia. Ela acha que logo a irmã do pai dele irá buscá-lo no abrigo. — Bella se abraçou, parecendo vulnerável, eu odiei não estar junto dela para reconfortá-la.
— Você realmente se importa com Matt — sussurrei, observando ela me encarar pela câmera do meu computador no escritório.
— Você também se importa, Edward — ela sussurrou de volta, eu assenti, ela estava certa.
— Mãe? — Ouvi Renesmee chamá-la, então Bella olhou além do computador. — Eu preciso de ajuda com álgebra.
— Claro que precisa — Bella disse, então voltou a me olhar. — Você não é um gênio com números como eu — ela falou para Renesmee, mas claramente me provocando. — Estarei com você em um segundo, filha.
— Okay! — Renesmee exclamou fora do alcance da câmera, então ouvi a porta se fechando.
— Falo com você amanhã, senhor Cullen. — Bella me lançou um sorriso desanimado. — Eu te odeio por me fazer ir dormir sozinha por duas noites, venha para casa logo.
— O tão breve possível, querida — prometi. — Ligue-me caso tenha alguma noticia nova sobre Matthew, certo?
— Eu ligarei — prometeu de volta. — Amo você.
***
Um grande sorriso tomou conta do meu rosto quando cruzei o portão de desembarque na sexta-feira, vendo-as ali. Ambas segurando plaquinhas em formato de coração.
A de Renesmee dizia:
Senti sua falta, papai!
A de Bella:
Seja bem-vindo de volta, amor!
Contornei as pessoas que andavam lentamente a minha frente, chegando até as duas rapidamente.
— Papai, você está aqui! — Renesmee gritou, pulando em meus braços, ainda em seu uniforme da escola.
— Oi Princesa, eu senti sua falta também! — Beijei sua cabeça, enquanto sentia Bella se aproximando. — Hey, foi terrível ficar sem você. — Me virei para minha esposa, beijando seus lábios.
— Finalmente está aqui! — ela exclamou empolgada, afagando meu rosto, tomando o carrinho com minhas bagagens para conduzi-lo. — Eu tirei o resto do dia de folga e peguei Ness mais cedo na escola, o que acha de irmos para casa, fazer uma montanha de pipoca e ficarmos todos juntos assistindo filmes?
— Isso parece perfeito — concordei, seguindo com elas para fora do aeroporto.
Eu adorava New York, mas era ótimo estar de volta a Chicago junto as pessoas que amava e minha casa.
Como prometido, nós três ficamos o resto do dia assistindo filmes, nos entupindo de pipoca. Então, colocamos Ness para dormir, que estava entusiasmada sobre ir brincar com Ashton na manhã seguinte, eu não estava feliz com isso, mas Bella prometeu que estava tudo bem, que tinha checado a família dele e que se sentia segura sobre os Harris e o garoto.
— Deus, eu acho que vou viajar mais vezes, isso te deixa muito prestativa — falei quando Bella começou a tirar minha roupa no momento que fomos para nosso quarto.
— Não, nem pense em mais viagens, eu ainda estou me recuperando de dois dias, quase três, sem você. — Ela me empurrou para nossa cama, comigo já completamente nu. — Senti sua falta também, querido. — Ela me beijou, enquanto eu puxava seu vestido para cima com uma mão, enquanto a outra abaixava sua calcinha.
— Senti a sua também. — Nos rolei na cama, ficando por cima, terminando de tirar suas roupas. — Eu posso pegar nossas algemas?
Bella mordeu o lábio inferior, assentindo.
No instante seguinte eu estava fora da cama, pegando as algemas no closet, então certificando-me que a porta estava trancada.
— Eu pensei que você seria o algemado da noite — Bella disse com a voz rouca enquanto a prendia ao espelho da cama.
— Você foi uma garota má mandando-me aquelas mensagens, Isabella — falei, sorrindo para a imagem dela nua debaixo de mim. — Uma garota muito, muito má. — Segurei seus seios, curvando-me para beijar cada um deles.
— E qual será minha punição, senhor Cullen? — perguntou com a voz vacilante.
— Oh, você verá, Isabella. — Mordisquei o bico de seu seio, sentindo-a estremecer sobre minhas mãos.
— Edward, por favor — implorou, tentando contornar meu corpo com suas pernas, mas a impedi.
— Acalme-se, temos a noite toda, querida. — Lancei um sorriso safado a ela, enquanto levantava-me de seus seios, indo beijar seu pescoço. — Você sentiu minha falta? — perguntei, enquanto passeava minhas mãos despreocupadamente por seu corpo.
— Sim — murmurou, tentando me beijar, mas sendo impedida também. — Edward!
Era incrível provocar Isabella, tirar o controle de suas mãos a enlouquecia.
— Conte-me sobre você sentindo minha falta — pedi, enquanto abaixava meus beijos para seu colo, voltando aos seus seios.
— Eu senti sua falta enquanto ia dormir — gemeu a última palavra, quando voltei a mordiscar seu mamilo. — Era muito ruim não ter seu corpo ao meu lado.
— Conte-me mais. — Desci os beijos para sua barriga, deixando minhas mãos em seus seios.
— E, era muito ruim saber que você não estava aqui quando acordava pela manhã, com o seu lado na cama frio. Porra, Edward! — gritou, excitada, quando cheguei a sua virilha.
— Querida, você não pode gritar. — Afastei-me de sua boceta, mesmo querendo aquilo tanto quanto ela, indo beijar suas coxas. — Então, você sentia a minha falta apenas quando estava em casa?
— Oh, não mesmo — negou, suspirando quando mordi sua coxa. — Eu estava a todo tempo pensando em você no trabalho, em você me fodendo por trás sobre sua mesa.
Foda-se, ela sabia como me provocar mesmo quando não estava no comando.
— E, qual parte do seu corpo sentiu mais minha falta?
— Meu coração, ele não bate direito sem você por perto. — Levantei meu rosto de sua coxa, a vendo com um olhar apaixonado direcionado a mim. — Mas. — O sorriso em seu rosto tornou-se malicioso. — Minha boceta também sentiu muito sua falta, querido, então faça o que tem de fazer, antes que eu quebre essas malditas algemas e faça sozinha — ordenou.
— Não grite — ordenei de volta.
— Eu não posso prometer nada, querido. — Piscou para mim.
Eu pude sentir seu corpo inteiro arrepiar quando finalmente cheguei a sua boceta, unindo meus dedos durante o processo. Bella já estava molhada com toda a provocação anterior, pronta para mim.
As algemas fizeram barulho quando chupei seu clitóris, prova de que Isabella estava profundamente excitada com tudo aquilo. Coloquei um dedo em sua entrada, a fodendo lentamente, segurando em seus quadris quando ela tentou aumentar o ritmo.
— Eu disse que você devia se acalmar — afirmei, ouvindo-a soltar um lamento, mas coloquei mais um dedo dentro dela para alivia-la um pouco que fosse.
Voltei a chupá-la, enquanto meus dedos trabalhavam em sua boceta quente e molhada. Bella se remexia na cama o quanto eu permitia, gemendo e soltando suspiros altos, quase gritando uma porção de vezes, mas contendo-se quando eu fazia menção de me afastar.
— Isabella? — Levantei meu rosto para ela, que já estava inebriada pelo prazer, suas bochechas extremamente vermelhas. — Eu precisarei das minhas duas mãos agora, mas quero que fique quieta, ou eu posso machucá-la — avisei, ela apenas assentiu, provavelmente sabendo o que eu ia fazer.
Tirei meus dedos de dentro de sua boceta, levando-os até seu outro buraco, os colocando ali.
— Tudo bem?
— Sim — ela respondeu, respirando fundo. — Vá em frente.
Nós fazíamos sexo anal de vez em quando, Bella odiou na primeira vez, mas quando ambos aprendemos a fazer aquilo certo, se tornou um verdadeiro paraíso para nós dois.
Eu tirei minha outra mão de seu quadril, colocando de novo dois dedos em sua boceta, os movimentando junto com os outros em sua outra entrada.
— Caralho — ela falou, jogando seu quadril pra frente, engolindo meus dedos. Eu ri, aumentando o ritmo, sabendo que ela não poderia aguentar por muito mais tempo depois daquilo.
Mantive meus olhos sobre ela, querendo ver as reações em seu corpo. As mordidas constantes em seu lábio inferior, seu peito subindo e descendo rapidamente junto a sua respiração, os olhos revirando, a pele corada e suada, os dedos de seus pés enrolando, enquanto suas mãos forçavam-se contra as algemas, enquanto ela me movia junto de mim.
Eu mergulhei de volta ao meio de suas pernas, finalizando para Bella ao chupar mais uma vez seu clitóris inchado. Ela não pode se conter e gritar ali, as algemas batendo com força contra a cama, enquanto tentava erguer seu corpo.
Tirei meus dedos completamente dela, mas continuei a chupando e lambendo por um tempo, prolongando seu prazer. Bella estava de olhos fechados, sorrindo bobamente quando voltei a olhá-la, limpando minhas mãos com um dos lencinhos da caixa ao lado da cama, então pegando as chaves para abrir as algemas.
— Desculpe, você ficou toda marcada — falei ao ver os pulsos dela vermelhos, os puxando para mim com delicadeza para massageá-los. Nós devíamos ter algemas acolchoadas para prevenir aquilo, mas a achávamos ridículas com toda aquela penugem, então tínhamos umas que realmente pareciam reais.
— Como se eu me importasse — Bella falou, abrindo os olhos, tirando suas mãos da minha e capturando as algemas. — Deite-se, Edward — disse em tom imperativo, um sorriso travesso no rosto. — Vamos reviver um pouco do Halloween de 2005.
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