Nossa Dança

7 Deu a louca em todo mundo!


Notas iniciais
Boa leitura.

A garota se levantou e me olhou. Ela deveria estar me estranhando, e vice-versa.

Ela parece com alguém que eu conheço mas eu não sei quem. Forcei a memória a tempos atrás.

- Leah? Leah Clearwater? Pipoquinha? — Não pode ser.

Um sorriso se abriu no rosto da garota. Tinha que ser ela senão é um clone.

- Bella? Bella Canela? — Ela falou.

Sim, é ela. Leah Clearwater. A minha grande melhor amiga. A garota que estudou comigo desde a 1ª até a 7ªsérie.

A garota me olhou como se estivesse tentando acreditar no que via. Estávamos nos olhando como todo mundo na sala. Com certeza ninguém estava entendendo nada.

Ela sorriu e tampou a boca. Hahaha, eu nem estou tão mudada. Corri na direção dela e ela na minha.

- Bells. Como você mudou, menina? Eu nem acredito direito. Quanto tempo. — Leah falou.

- Nem eu. Como senti saudades, amiga. — Nos abraçamos.

Dei um leve tapa nela.

- Mas também por que você me abandonou com aquele povo ridículo do colegial e da faculdade? — Falei e ela riu.

- Deixa de bobeira. Você sabia que eu me mudei por causa da minha mãe e do meu pai. — Ela repetia como na época.

- Eu sei, só estou brincando. Mas o que você? Como? — Não entendia como ela veio parar sob a mesma casa que eu.

- O mundo é bem pequeno, não? — Rimos com isso e nos abraçamos de novo.

Olhamos para todos na sala. A Rose, Edward e Jasper estavam nos olhando.

- O que? — Perguntamos.

- Vocês se conhecem? — Um Edward chocado perguntou.

- Claro que eu a conheço. — Falei.

- Desde pequena. — A Pipoquinha completou.

- Grandes amigas. — Falamos juntinhas.

Nos olhamos e começamos a rir deixando os outros sem entender nada. Mais do que já não estavam entendendo.

Rose chegou perto da gente com um sorriso e deu um abraço na Leah.

- Como a mal-educada da Bella não fez isso, eu faço. Prazer, sou Rosalie. Amiga da Bells. — Rosalie a cumprimentou.

- Prazer, sou Leah. Também sou amiga da Bells e prima desses lerdinhos que estão parados aí nos olhando. — Leah falou enquanto ria dos garotos.

Rose nos puxou para o sofá, onde sentamos e ficamos conversando.

Edward narrando

Fiquei olhando as meninas conversarem muito animadas no sofá e fiquei sem entender nada. Como assim? A Bella conhece a Leah? A Leah rabujenta e estressada? Que ataque de menininha foi esse dela? Ela finalmente virou gente?

Com certeza vocês não devem estar entendendo nada. A nossa priminha querida nunca teve esse jeitinho amiga, meiga e fofinha. Ela sempre foi irritante, estressada e rabujenta. Ah, sem esquecer do mimada.

Vou lhes contar um pouco dos tempos que ela passava lá em casa.

Flashblack on

Estávamos eu, Emett e o Jasper sentados no sofá esperando a Leah sair do quarto. Parecia que a sua discussão não tinha fim. Eu não sei o que era mas a minha mãe e os meus tios estavam tentando falar com ela.

- Não. Eu não vou! Não adianta continuar falando. — A mimada gritou.

- Mas Leah você precisa ir. — Minha mãe como sempre, a pessoa mais meiga do mundo.

- Eu não vou, tia. — A Leah continuava negando.

- Você vai sim, Leah. — A tia Sue gritando? Incrível.

- Filha, você tem que ir. Todos nós vamos nos mudar. Se você não quer ir então vai ficar com quem? — E o tio Billy parecia tão tranquilo.

- Eu vou morar sozinha. Durmo na rua. Em qualquer lugar mas não vou! — A criatura continuava teimando. Ela não vê mesmo o lado dos pais, né?

- Mas menina, você tem que entender. Nós todos temos que ir. Seu pai e seu tio conseguiram um emprego muito bom lá na Califórnia. Depois de uns dois ou três anos você volta. — Mamãe tentava convencê-la.

- Mas tia. Eu não posso ir. Não posso abandonar meu colégio, minhas amigas. Eu não posso me mudar. Eu não vou! — Ela tá decidida, hein?

Billy e Sue, como já repararam, são os pais da Leah.

- Mas, Leah. Menina, você tem que ir. — Às vezes dá raiva de deixar minha mãe se envolver nas discussão da família. É muita paciência que ela tem.

- Eu já disse que eu não vou. Não adianta vocês ficarem aqui implorando, me pertubando para que eu mude de idéia. Não adianta. Nem se vocês trouxerem o Brad Pitty e o Chad Michael Murray. — Leah falou.

Ouvi os passos da minha mãe descendo a escada. Aliás, não só ouvi isso como consegui ouvir toda a discussão deles.

Levantei do sofá e olhei para a porta do quarto da Leah. A Tia Sue e o Billy sairam do quarto e logo em seguida a bateu a porta na cara deles. Muitos gritos foram ouvidos vindo do quarto da enjoada.

- Não adianta. Como a Leah é teimosa. — Só agora que a minhã mãe foi notar?

- Temos que dar um jeito nela, Sue. — Tio Billy falou.

- Ela é mimada, isso sim. — Me manifestei.

- Cala a boca, Edward. — O que? Eu só disse a verdade e acabo levando bronca? Ok, então.

- Tudo bem, Esme. Ela é mesmo. Tudo foi culpa do Billy. — Tia Sue estava tão envergonhada da situação na casa dela e da filha. Nota-se de longe.

- Minha culpa? Foi minha culpa? Eu trabalhava a semana fora e quando voltava com dinheiro não era minha culpa. — O tio gritou totalmente alterado.

- Foi tudo sua culpa. E por que está gritando? Sabe que têm culpa nisso tudo. Como não passava tempo com ela, mimava a garota para que ela não sentisse falta do pai. Você acha que isso adiantou em alguma coisa? Não, só piorou tudo. — Tia Sue falou.

- Então foi minha culpa. Tá bem então. — Billy subiu a escada e foi direto para o quarto da Leah.

Eu não tinha idéia do que ele poderia fazer com a mimada mas só sei que ele não faria. Do jeito que ele estava descontrolado só podia bater nela. Eu subi junto com a Tia Sue. Minha mãe e os meus irmãos também subiram.

- Abra essa porta, Leah. Agora! Senão você verá o que vai acontecer contigo. Abre essa porcaria agora! — Ele gritava como um louco.

- Eu não vou abrir a porta. Pra que? Ouvir vocês reclamando no meu ouvido? Nem pensar! — A Leah só enfurecia mais e mais o bicho que seu pai estava virando.

- Abra essa porta agora ou... — O tio Billy foi interrompido pelo barulho da porta do quarto da Leah batendo de encontro com a parede.

- Ou o que? Hein, pai? O senhor vai me bater e ir trabalhar amanhã como se nada tivesse acontecido? — A Leah encarou seu pai.

Por mais que a Leah fosse mimada, enjoada e tal, eu a admiro bastante. Ela é decidida e enfrenta de cara, o que for, para conseguir o que ela quer.

Billy deu meia volta e foi até o quarto dele, e da tia Sue. Voltou com vários cartões de crédito que deveriam ser da Leah.

- O que você vai fazer? Billy, pare já com isso. — Tia Sue perguntou já ficando desconfiada.

- Isso é pra você nos obedecer e respeitar mais. Se não obedecer por vontade própria, vai ser por obrigação. — Ele quebrou todos os cartões e jogou no chão na frente da Leah que começou a chorar.

- Por que você fez isso? Eu não vou! Agora mesmo que eu não vou. — E a Leah continuava com a mesma decisão.

- Não vai ir? Não? Você quer perder mais algo de grande valor? — Billy entrou no quarto da Leah, pegou o celular dela e o notebook. Saiu e ficou na frente dela que estava jogada no chão, chorando pela perda dos cartões.

- Não faça isso. Pai, não faça isso. — Ela implorava.

- Pare com isso, Billy. Não adianta. Só vai piorar tudo. — Tia Sue tentava, agora, interferir mas o tio não parecia escutar nada.

- Então, você vai ir ou não? Responde! Ou... — Tio Billy foi interrompido por uma Leah revoltada que ficou de pé, na frente do seu pai.

- Ou o que? O que você vai fazer? — Ela o encarava com tanta raiva quando, de repente, o Billy quebrou o celular dela. Acho que aquilo a convenceria a ir.

Leah caiu outra vez no chão, chorando mais do que já tinha chorado na vida. Aquilo já era maldade.

- Responde. Você vai? — O tio estava muito alterado. Nem parecia o cara tranquilo que eu sempre conversava tinha encontro de família.

- Tá, eu vou mas não pense que eu vou te obedecer. Idiota, ridículo! — Leah gritou, entrando no quarto e quase sendo puxada pelos cabelos. Com certeza se ela não tivesse trancado a porta do quarto, ela apanharia... E muito.

Flashblack off

Acho que deu para vocês verem como ela era mimada. Não preciso lhes contar como ela é chata, irritante e estressada por que senão ficaria um tempão só voltando no tempo.

Como eu estava pensando. Eu não tinha entendido nada. Como a Leah e a Bella se conheciam assim tão bem?

Não parecia que eu fui o único a não ter entendido nada. Jasper que estava do meu lado e Emett que tinha voltado da cozinha estavam olhando para as meninas e dava para ver o ponto de interrogação na cabeça deles.

- Dá pra alguém me explicar direito o que aconteceu? — Jasper perguntou.

- Nem eu entendi direito. — Completei.

- Se vocês não entenderam nada, imagine eu. — E o Emett também não ficou pra trás.

- Emett, essa não é a primeira vez que você fica sem entender alguma coisa. — Ri muito com isso que o Jasper tinha falado e da expressão do Emett.

- Emett, o Jacob tinha falado que viria, não é? Que horas ele disse? — Falei pra mudar de assunto.

- Ele não deu um horário certo. Só disse que ia trazer pizza e filmes bons. — Emett respondeu enquanto encarava as meninas conversando e coçava a cabeça.

O Jake trazendo pizza? Só podia ser por causa da chegada da minha prima. Safado! A porta abriu me tirando dos meus pensamentos.

- Alguém falou em pizza? — Por falar no diabo.

- Estávamos falando sobre você agora. — E da pizza, dos filmes.

- Me diz quando vocês não estão falando de mim? — Jake nem um pouco convencido mandou uma de suas pérolas.

- Sempre? Hahaha. — Jasper respondeu rindo.

- Você sempre convencido, hein? — Não, Edward. Nem um pouco.

- Eu? Que nada. — Ele falou entregando as pizzas para o Emett.

Ôh, convencido. Jacob foi na direção das garotas.

- Jake, Jake. Quando é que ele vai aprender? — Jasper ria que nem uma hiena.

- Acho que nunca. — Definitivamente, nunca!

- Também acho mas pessoal, e a pizza? Deve estar ótima, vamos comer logo ou vamos esperar ela esfriar? — Oh, Emett. Tinha que falar de comida.

Olhei na direção do sofá e a Leah estava segurado o Jacob pelo colarinho da camisa. O que está acontecendo? Eles estão brigando? De repente, ela jogou o Jake no sofá e veio na nossa direção. Cutuquei o Jasper quando as meninas começaram a subir a escada.

- Você viu aquilo? — Perguntei não acreditando no que tinha visto.

- Tinha que ter visto aquilo? Se tinha, eu vi e não entendi nada. Sem falar que me deu medo da Leah, mais. O que deu nela? Eles estavam brigando? Assim, do nada? — Jasper falou mais confuso que eu.

- Sei lá. Eu hein. Essas garotas estão tão estranhas hoje. — Falei olhando para a Leah que estava acompanhada das meninas no corredor de cima.

- Ed, Em e Jazz. Falo melhor com vocês depois e podem deixar minha mala aí que depois eu pego mas ai de vocês se mexerem nela. Ai de vocês. — A mimadinha nos ameaçou.

- Tá bom mas... — Jasper foi interrompido pela batida de uma porta.

Elas entraram no quarto.

Jacob chegou perto da gente com uma cara tipo "eu vi um fantasma e estou com medo".

Na minha opinião, ele viu e conheceu o fantasma, e esse fantasma se chama Leah.

Ouvimos um barulho seguido por muitas, muitas risadas no andar de cima.

- Mas e a pizza? — Hahaha. Tinha que ser o Emett.

Demos risadas altíssimas e quando menos esperávamos. A porta do quarto que as meninas entraram, abriu. Rosalie saiu do quarto e desceu em direção a cozinha. Paramos de rir e ficamos só observando.

Ela foi na cozinha, pegou uma pizza inteira, refrigerante e copos, e passou por nós.

- Meninos, não se desesperem. Ainda tem pizza e parece que vocês vão cair na gargalhada a qualquer momento. Já podem rir, não vou bater em vocês. — Ela subiu a escada e entrou no quarto.

Ficamos olhando por um bom tempo para a porta que a Rose tinha entrado, agora fechada. Não é a toa que dizem que as mulheres são complicadas.

Emett foi para a cozinha. Eu e o Jacob fomos para a sala. O Jasper ia nos acompanhar mas na hora, a campainha tocou. Ele foi até a porta atender enquanto eu estava vendo os DVDs que o Jake tinha alugado para agente ver.

Notas finais
Volte sempre.