Erwin abria seus olhos. Era só mais uma segunda de uma semana simples, na opinião dele. Afinal, nunca se deu bem com segundas, ou com qualquer dia da semana.

–Erwin, a Luana esta aqui! — diz a mãe do jovem. Newton olha no relógio e percebe que já eram oito horas da manhã. Ele, rapidamente, coloca uma calça e um par de tênis, e desce as escadas ate a cozinha, aonde sua mãe, Mary, trazia panquecas para Luana, que estava sentada na mesa.

–Sir Isaac Newton estava certo na sua primeira lei. — diz Luana. — Você dormiu por muito tempo.

–Tão certo que Einstein nos mostrou que a Gravidade não passa da curvatura do espaço-tempo, coisa que Newton não viu...- diz Erwin, pegando um suco de laranja.

–Também é bom te ver. — diz Luana, com um sorriso. A jovem tinha olhos azuis que fascinavam Erwin, um cabelo castanho escuro liso, apenas com leve ondulações, e lábios tão belos quanto a Lua, de acordo com Newton.

–Erwin, não vai comer? — pergunta Mary.

–Já temos que ir. — diz Erwin, pegando sua mochila e puxando Luana (que estava comendo uma das panquecas) pelo pulso.

Os dois saem da casa e vão ate a escola.

–Erwin, você esta animado para a excursão a usina nuclear?

–Você sabe que física nuclear atrai meu interesse tanto quanto biologia. — diz ele. — Einstein estava errado quando disse que o tempo se dilata próximo a velocidade da luz. O tempo se dilata quando estamos numa excursão da escola, aonde metade dos alunos comemoram, pois ficam sem aula.

–Gostei da piada sobre a dilatação do tempo. — diz Luana, sorrindo. — E é estranho ver alguém que gosta tanto da física quântica insultar a física nuclear.

–Não estou insultando, só não tenho interesse em estudar sobre. Ainda...- diz Erwin. — Sem contar que a física quântica soa como uma poesia e você sabe disso.

Os dois jovens conversam ate chegar na escola de Law city. O sinal ainda não tinha tocado e vários jovens estavam fora da escola, separados em grupos, como de costume. Erwin e Luana chegam na escola e uma bola de futebol americano acerta a cabeça de Erwin, seus cabelos ruivos e bagunçados ficam mais bagunçados depois disso. Erwin possuía olhos castanhos e cabelo ruivo escuro, e uma pele branca com tonalidades vermelhas nas bochechas e no nariz.

Logo, Alex, o zagueiro do time de futebol da escola, chega perto e pega a bola do chão, com um sorriso no rosto.

–Eae, Senhor dos Anéis? — diz ele,zombando do garoto.

–Vem, Newton. — diz Luana, puxando seu amigo pelo braço.

–Que foi, Newton? Vai passar a vida sendo protegido por essa putinha? — diz Alex, os alunos observam a cena. Newton caminha ate o jogador.

–Newton, não...- diz Luana. Com um "puxão", Newton soltou a mão de Luana de seu braço e caminhou ate o Alex.

–Vai fazer o que? Achei que a sua vadia que te protegia. — Alex começa a rir, e Newton da um soco no rosto do jogador. O jogador olha para Newton e soca a sua barriga, derrubando o garoto no chão. Logo em seguida, ele começa a chutar o jovem. Os alunos cercam a briga, enquanto Erwin é pisoteado pelo zagueiro.

Luana logo entra dentro do local cercado pelos alunos e fica entre o jovem caído no chão e o zagueiro.

–Vai embora!- diz Luana. Alex sai, pois não iria bater em uma garota. A jovem vê seu amigo no chão, sangrando. Os alunos que cercavam a briga começam a se retirar.

–Não devia ter feito isso. — diz Newton.

–Você ficou doido, Newton? Por que fez isso?

–Conhece a fórmula da energia cinética de Einstein? — diz Newton, com a mão no nariz.

–Você tentou dar um soco veloz? Newton, não foi um bom plano.

–Sim, eu sei. — diz o jovem sorrindo. — Me desculpe, eu não queria deixar ele falar aquilo de você.

–Tudo bem, meu herói. — diz ela, sorrindo simpaticamente. — Da próxima vez que você fizer isso, eu vou te bater. — diz Luana, ajudando o jovem a se levantar.

(...)

Apos algum tempo, os jovens estão dentro dos ônibus escolares, que estão indo para a usina nuclear.

–Obviamente, os créditos da lei da inercia deveriam ir para Galileu. — diz Erwin.

–Galileu só foi o ombro que Newton usou para se apoiar e ver mais longe. E a mesma coisa que eu ter uma ideia e você resolver ela. Quem vai merecer os créditos? Quem resolveu. — diz Luana. Logo, a discussão é interrompida pela parada brusca do ônibus. Eles já tinham chegado.

Newton corre para dentro da usina como uma criança querendo se divertir, mas logo, uma explosão surpreende a todos, e desmaia cada pessoa que estava em um raio de mais ou menos vinte quilômetros.

A ultima coisa que o jovem viu foi um clarão...

Notas finais
Não revisei. Qualquer erro de português, me avisem.