Aderbal depois de perder sua candidatura pelas denúncias feitas pela sua própria filha, arruinar seu casamento com um flagrante que sua esposa deu nele junto com Inês e brigar com sua filha, por não permitir seu casamento, dormia no sofá de sua antiga casa em Jatobá, enquanto sua filha e sua esposa estavam com Teresa e Estela, e sua mãe dormia em seu confortável quarto, que ela decorou com os móveis do apartamento da Barra, e entulhou o quarto dele com os outros móveis.

Ele estava até confortável em um sofá cama de casal, mas algo estava perturbando o sono dele, pois não parava de se contorcer na cama. Esse era o problema, seu sonho, ou melhor, um pesadelo.

Em sua mente, via uma porta de ferro, com duas carrancas na porta, trajava seu pijama de seda mesmo. Ao tocar a porta, queimou sua mão e depois de pegar um cano de ferro, conseguiu abrir, se apavorando na hora. Via um lugar sem fim, coberto de fogo, o chão parecia ser de lava, e via sua filha em pé no meio deste cenário apocalíptico.

- Oi pai! Gostou da minha nova casa?

- Filha — respondeu Aderbal abrindo os braços mostrando o espaço — Aqui é o inferno, como assim é a sua nova casa?

- Eu e o Rafael vamos morar aqui! Não é meu amor?

Das sombras sai Rafael, mas ele está diferente, tem dois chifres nascendo de sua cabeça, uma asa imensa e negras, vestindo um sobretudo preto de veludo, que arrastava no chão junto com suas asas, carregando um tridente do seu tamanho, ele abraça e beija Laís, que retribui.

- Não se preocupe seu Aderbal, vou cuidar bem dela, por toda a eternidade!

Nesse momento seus olhos ficam vermelhos, junto com os de Laís. Ele fecha suas asas em Laís. Aderbal consegue ver Teresa e Estela vindo na direção do casal, Rafael cai de costas e abre as asas, e para o desespero do pai da jovem, ambos estão nus, Lais agora parece com seu amado, com chifres e uma asa que se estende atrás dela. Cavalgando seu amado enquanto este segura seus seios.

Aderbal grita vendo a cena e acorda suando, como se o calor do sonho ainda estivesse presente.

- Ele não vai desvirtuar minha filha — Ele diz caçando alguma coisa na gaveta da escrivaninha, achando uma pistola 22 milímetros cromada — Tenho certeza disso!

Ele confere se as balas estão no tambor da pistola.

- Você não perde por esperar, ateuzinho de merda.

Notas finais
Espero que vocês tenham apreciado minha mais nova loucura consentida! Comentem o que vocês acham, Aderbal só vai dar o pontapé inicial, quantos vilões ainda irão aparecer, é um mistério!

Abraço galera!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.