Nos Dê Uma Chance - Concluída
10 Entre lampejos & Tempestade.
Notas iniciais
P.O.V Da Melanie
Eu devia estar em Milão cursando Moda, mas decidi trancar minha faculdade e me aventurar na badalada Manhattan. Passei a minha vida toda me dedicando completamente aos estudos, passei anos trancada num internato, eu nem sabia o que era o verdadeiro significado de diversão. Meus únicos amigos eram os livros, eu levava a vida sem graça de uma nerd antissocial. E foi então que eu decidi que iria tirar férias da minha vida de nerd, antissocial e virgem encalhada.
Peguei toda a minha enconomia, todo o mês a minha mãe arranjava um jeito de me mandar dinheiro. Arrumei minhas malas, saí de Milão deixando para trás a grande oportunidade de cursar numa das melhores faculdades.
Viajar para Manhattan foi a melhor ideia que eu tive, sem dúvidas, eu não me arrependo de ter trancado a minha faculdade. Se não fosse por essa loucura,beu não teria conhecido o Edward Benson, o homem maravilhoso que trouxe cores, alegria e as melhores e prazerosas sensações para a minha vida.
Estou perdidamente apaixonada, foi amor à primeira vista. O Ed é tão lindo, gentil e carinhoso, é realmente encantador. Rolou um clima entre nós quando nos esbarramos, eu não pude resistir. Foi inevitável, e eu acabei me entregando para ele. Fui sincera, ele não riu de mim, ao contrário, o Ed me tratou como uma princesa, sendo cuidadoso e muito carinhoso comigo.
Me sinto uma Queen B da vida real tendo um homem tão incrível quanto o Chuck Bass. Pode parecer uma grande bobagem, mas eu me sinto assim. Estou sendo mimada, ele faz tudo que eu quero e sem reclamar. Não sei quanto tempo ainda vamos ficar em Manhattan, mas sei que o Ed fará cada dia valer a pena.
[...]
— Muito obrigada! — Agradeci sentando em seu colo, passando as pernas ao redor de seu tronco e os braços por volta de seu pescoço.
— Por...? — Meu moreno esboçou um pequeno sorriso de lado, erguendo a sobrancelha esquerda.
— Por estar me fazendo tão feliz. — Sussurrei antes de juntar nossos lábios, depositei vários selinhos naqueles pequenos lábios rosados.
— Não precisa me agradecer... — Segurou meu rosto quando desgrudamos nossas bocas. — É você que está me dando alegria. — Disse olhando em meus olhos, sorri emocionada fechando os olhos. Tombei a cabeça para trás quando sua boca quente e macia foi de encontro ao meu pescoço, ele depositou um beijo demorado antes de roçar os dentes ali, logo em seguida deu um chupão me arrancando um gemido.
— Se arrume, eu vou te levar à um lugar especial daqui à vinte minutos. — Me informou, pegando-me de surpresa.
— Hum... Estou com preguiça, não quero sair hoje. Temos mesmo que sair? Fez reservas? — Perguntei manhosa, fazendo ele deitar na cama.
— Está fazendo corpo mole hoje, é? Não quer sair pra jantar? Nem passear comigo? Tudo bem, mas amanhã você não me escapa. — Avisou mudando nossas posições, ficando por cima, no comando. — Não está com fome, baby? — Tocou no meu queixo.
— Não! — Balancei a cabeça.
— Mas eu estou morrendo de fome, sabia? — Beijou meu queixo me fazendo sorrir. — Vou devorar você todinha... — Sussurrou e sorriu malicioso, levantando o meu vestido.
— Então, me devore, agora. — Comecei a mexer meus quadris, o provocando.
— Com o maior prazer, minha loirinha. — Disse com a voz rouca, xarregada de desejo.
Minutos depois...
— Você é muito malvado... Oh, pare com essa tortura... Por favor. — Choraminguei sentindo um de seus dedos dentro de mim, mexendo lentamente enquanto outro pressionava meu clitóris.
Apertei o travesseiro com força, mordendo o lábio inferior para não gritar ou xingá-lo. Meu ponto sensível pulsava, chegava a latejar e ele estava adorando me ver contorcendo-me toda, implorando por ele.
— Ed... — Gemi baixinho, chorosa. — Eu quero você, agora! — Quase gritei.
Foi tudo tão rápido, nossos corpos se encaixando com perfeição,npareciam feitos um para o outro. Gritei quando o meu moreno lindo me preencheu, me penetrando com força. Doeu, mas eu não me importei...
— Te machuquei, baby? — Apoiou os cotovelos na cama, tirando seu peso de cima de mim, seus olhos atentos aos meus, me encarando preocupado.
— Não... — Agarrei seus ombros, cravando minhas unhas ali sem dó, fazendo-o gemer de dor. — Agora estamos quites. — Sorri maliciosa.
Ed sorriu se permitindo cair sobre mim depositando todo o seu peso, abri as pernas deixando ele se acomodar entre elas. Fechei os olhos quando aquele homem maravilhoso meu beijou, fazendo sua língua travessa acariciar a minha. Me concentrei em apreciar cada movimento feito por nossos corpos, buscando pelo prazer...
[...]
2 semanas depois...
P.O.V Do Freddie
Hoje faz exatamente 1 mês, 3 semanas e 2 dias que a Sam está de gestação. Como os dias passam rápido, hein? Fazem 2 semanas e 6 dias que estamos morando juntos. Quando conheci a Sam, ela ainda ia completar 1 mês de gestação, e daqui alguns dias vou levá-la para sua segunda consulta já que seu Pré-natal foi iniciado.
Estou muito ansioso, quero muito saber se está tudo bem com ela e com o bebê. Sei que ela anda se alimentando bem e está tomando todas as vitaminas direitinho, depois que foi comprovado que ela tinha anemia, eu tive que pegar bastante no pé dela para que ela tivesse uma alimentação saudável e parasse de comer besteiras.
— Estou me sentindo gorda, não ria, Carls, é sério... — A loira se queixava para a amiga, andando de um lado para o outro, na sala. — Vou ficar enorme, ando sentindo tanta fome. Eu não quero parecer uma balofa, pode ir parando, isso não é engraçado. — Bufou e eu continuei parado perto da bancada, ouvindo ela reclamar para a amiga, nem sequer me notou ali. — Estou comendo por dois e isso é tão estranho, Carls. Me sinto inchada, meus quadris estão ficando largos e meus seios estão crescendo... — Choramingou. E eu devo ter corado ao ouvir aquilo, é feio ficar ouvindo conversas dos outros, resolvi sair dali. — Não estou exagerando, acredite em mim. Você não está no meu corpo, ok? E agora estou desejando devorar uma deliciosa torta de framboesa com cerejas por cima e calda de chocolate! — Confessou de olhos fechados.
E rapidamente rumei para o meu quarto, saindo dali despercebido, indo pegar minha carteira e as chaves do meu carro.
[...]
Cheguei em frente ao meu apartamento, tive que segurar a sacola aonde estava a caixa, com a mão direita. Comprei uma torta de framboesa, mas tive que pagar para colocarem a cobertura do jeito que a Sam queria. Cerejas e calda de chocolate, comprei uma torta inteira. Abri a porta com a mão esquerda pois sou canhoto, assim que entrei vi que a loira não estava mais na sala falando ao telefone.
Me encaminhei para a bancada de mármore que dividia a pequena cozinha da sala, coloquei a caixa ali em cima. Após lavar as mãos,beu fui procurar a loira...
— Sam? — Chamei batendo na porta do quarto.
Ela demorou para abrir, e eu não pude deixar de sorrir ao ver sua carinha de sonolenta e seu cabelo levemente desgrenhado.
— Estava quase cochilando. O que você quer? — Me olhou entediada depois de soltar um pequeno bocejo forçado.
— Me acompanhe, tenho algo para lhe dar. — Falei.
— Sério? Quantas vezes tenho que te dizer que não quero nada que...
— Por favor,nvenha comigo, você vai gostar. — A interrompi mesmo sabendo que ela odeia que eu faça isso.
— Tá legal! — Bufou derrotada e eu sorri, vitorioso.
Chegamos na sala/cozinha, puxei a banqueta para ela sentar em frente à bancada.
— Isso é para mim? — Apontou para a caixa branca redonda.
— Sim, abra. — Me apoiei na bancada,ao lado dela, olhando-a atentamente.
E a loira foi ligeira, tirou a tampa da caixa e abriu a boca surpresa ao se deparar com a torta que ela estava desejando.
— Mas o quê? Como você sabia que eu estava desejando? — Me olhou com aqueles belos olhos azuis, brilhando.
— Ainda está querendo? — Fugi da sua pergunta, não podia dizer à ela que eu ouvi sua conversa, certo?
— Claro que estou. Tem suco? — Perguntou pegando uma cereja, jogou na boca e mastigou devagar.
— Fique aí, vou pegar para você.
Me encaminhei para a geladeira, peguei uma jarra com suco de laranja. Coloquei em cima da mesa e fui pegar os copos, os pratos, garfos e uma faca no armário que ela fez questão de organizar dias atrás, dizendo que eu não sabia organizar minhas louças.
E Sam trouxe a torta para a mesa,.ela estava animada. Pegou a faca e cortou um grande pedaço, fiquei parado perto da mesa admirando seu lindo sorriso.
— Obrigada. Nosso bebê não vai nascer com cara de torta. — Ainda risonha ela encheu dois copos, servindo o suco.
Nosso bebê... Ela falou mesmo aquilo ou foi coisa da minha cabeça? Sentei sem conseguir parar de encará-la, devia estar sorrindo abobalhado. Continuei calado, ela nem sequer prestou atenção em suas próprias palavras.
— Você quer? Ah, é claro quer. Já pegou até os pratos, não é mesmo? Foi você quêm comprou, mesmo que tenha sido para mim, eu não posso te negar uma fatia... — Disse me servindo um pedaço de torta, toda sorridente.
Ela sentou puxando seu prato com a generosa fatia de torta, continuei calado observando-a. Assim que provou, seus olhos se fecharam automaticamente.
— Isso está delicioso... — Falou de boca cheia, sorri vendo-a saborear a torta lentamente.
Seus olhos abriram e ela me fitou, e imediatamente ficou sem jeito. Olhei para a sua boca, nos cantinhos de seus lábios havia vestígios da calda de chocolate.
Me debrucei sobre a pequena mesa redonda de madeira, estendendo o braço. Meu polegar alcançou a sua boca, limpei os vestígios de chocolate, dla estava com a boca entreaberta, os olhos fixos em mim.
— Freddie... — Sussurrou estremecendo aos meus toques.
Meu celular tocou, nos assustando. Me afastei e levantei rapidamente e tirei o aparelho do bolso, pedi licença indo atender.
— Oi, mãe... — Atendi com má vontade, saindo dali e indo para o meu quarto.
[...]
Horas depois, às 20:08 da noite...
A tempestade lá fora só aumentava, sobressaltei do sofá com um belo pulo pelo susto que levei com uma forte trovoada. Então, tudo escureceu. A sala se tornou um breu, só faltava aquilo, ficarmos sem energia.
O meu coração quase saiu pela boca quando eu ouvi o grito da Sam. Me levantei apressado, sacando o meu celular para iluminar o caminho e fui socorrer a loira. Por sorte a porta estava aberta, entrei no quarto feito um louco.
— Sam? — A chamei, preocupado ao ver que o quarto estava vazio.
— ESTOU AQUI NO BANHEIRO ESQUECI MEU ROUPÃO EM CIMA DA CAMA! — Gritou parecendo desesperada.
"Caramba, ela estava no banho..."
Foquei o celular na direção da cama, peguei o roupão que estava ali e rumei para o banheiro.
— Abra a porta, estou com o seu roupão! — Avisei com a voz alta.
Fechei os olhos, ouvi ela abrindo a porta e eu entrei no banheiro às cegas. Estava trovejando muito, o roupão foi arrancado da minha mão e o meu celular caiu. Abri os olhos, não conseguia ver nada por causa da escuridão, mas sabia que ela estava ali na minha frente...
Houve mais uma daquelas trovoadas monstruosas e eu me assustei quando a Sam agarrou o meu braço direito com a mão levemente molhada.
— Calma. Meu celular caiu, eu preciso... Espera! Está conseguindo me ver? — Perguntei feito um idiota.
— Não. Não enxergo nada com essa escuridão, como conseguiria? — Retrucou nervosa, apertando meu braço. — Nem me pergunte como eu consegui segurar seu braço... — Me soltou, ela estava ficando ofegante.
— Tudo bem, vamos sair daqui... — Ergui as mãos tateando cegamente, consegui tocá-la, achando o seu rosto.
— Ai. — Gemi sentindo um forte tapa na minha mão esquerda.
Sam agarrou minha mão e eu pude conduzí-la para fora do banheiro, em segurança. Sua mão estava gelada e um pouco trêmula, o meu celular ficou lá, largado no chão.
Os fortes lampejos iluminaram o quarto, as janelas de vidro não estavam escondidas pelas cortinas. Sam me soltou e correu para a cama, os lampejos continuaram assim como os trovões. Fui até as janelas abrindo as cortinas, e consegui chegar até a cama aonde ela estava toda encolhida.
— Está com medo? — Perguntei me sentando na beirada.
— Eu? Com medo de uma tempestade? Claro que não! — Negou forçando uma risada debochada.
— Então, tenha uma boa noite. Vou me deitar, mas antes eu preciso pegar o meu celular. — Falei me levantando.
— Não! Não me deixe sozinha aqui. Por favor, fica comigo... — Pediu assustada, com a voz trêmula.
— Tudo bem, não tenha mais medo. Estou aqui, vou proteger você... — Voltei a sentar, fiquei descalço e engatinhei pela cama, deitei ao seu lado, ainda estava relampiando, a luz dos raios entrando pelo quarto através das finas cortinas brancas.
E Sam não perdeu tempo, foi logo se acomodando ao meu lado. Prendi a respiração ao sentir seu pequeno e delicado corpo encostar no meu, levei a mão até o seu cabelo, desfazendo seu coque.
Seu corpo estremeceu, e eu soltei a respiração. Suspirei quando ela agarrou a minha mão direita, eu estava quase abraçando a sua cintura. Ficamos calados, deitados ali, seus dedos brincando com os meus.
Fechei os olhos relaxando, eu não trocaria aquele momento por nada no mundo. Sam estava ali comigo, deitada ao meu lado, aceitando a minha companhia, me querendo por perto, para protegê-la da tempestade...
Fale com o autor