Nos Dê Uma Chance - Concluída
45 Alice
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Como o tempo passa rápido, bastou eu completar oito meses de gestação para o tempo passar voando. Com a chegada dos meus nove meses, tudo se tornou uma loucura em casa, Freddie ia trabalhar e retornava sempre cedo, Carly começou a me ligar até 10 vezes por dia, para saber sobre minha bolsa, como eu já estava com 9 meses e 3 dias, segundo a médica, não demoraria para o rompimento.
Carly era como uma irmã para mim, eu sabia que ela e Freddie se preocupavam.
Muitas coisas aconteceram nas últimas semanas.
Uma delas foi chocante demais.
Tamanho foi o susto que tomei quando topei com minha irmã na clínica saindo do consultório onde eu fazia meu pré-natal. O susto foi maior ainda porque ela estava acompanhada do Gibson.
Ambos se assustaram quando me viram.
Pelo tamanho de sua barriga, eu poderia chutar uns 3 meses pelo contorno visível.
O desespero no olhar deles só fez confirmar minhas suspeitas. Desejei lá no fundo estar errada...
Mas não era o caso.
Melanie estava mesmo grávida. Não era do Edward...
Por isso todo o seu sumiço repentino, antes mesmo com o comportamento estranho e as roupas largas.
Ela e o Gibby agiam de forma estranha quando estavam no mesmo ambiente.
Antes que eles pudessem me explicar qualquer coisa, eu me afastei me recusando a ouvir.
Não queria nenhuma explicação.
Aquilo tudo me enojava.
Senti meu estômago embrulhar quando saí da clínica às pressas.
O quebra-cabeça se formou em minha mente. Quando cheguei em casa naquele dia, contei tudo ao Freddie.
Tudo fez sentido. Ele também ficou chocado.
Minha irmã era tão baixa à ponto de engravidar do namorado da minha melhor amiga.
Ela só me decepcionava. A Melanie não tinha a menor noção das coisas?
Como puderam fazer aquilo com a Carly? Ela não merecia. Não mesmo.
Eram dois traidores.
[...]
Edward estava fora do radar, nenhum de nós teve notícias dele nos últimos tempos. O que era um grande alívio. O maldito não fazia a menor falta.
Com o quarto pronto e o enxoval da bebê completo, a gente não precisava se preocupar com mais nada.
Nossa ansiedade apenas aumentava.
Nossa Alice chegaria ao mundo recebendo todo o amor e carinho que tínhamos para dar.
Minha barriga estava imensa, eu não conseguia mais ver meus pés direito. Só sentia o inchaço incômodo neles. E meus seios ficaram ainda mais sensíveis e doloridos.
Freddie me elogiava o tempo todo mesmo eu estando uma balofa fofa.
As noites se tornaram tão agitadas, a bebê mexia cada vez mais atrapalhando meu sono.
Freddie ficava acordado comigo até eu conseguir adormecer. Ele era o melhor namorado de todos.
Era uma manhã de quarta, por volta das 09h. Senti uma pontada no baixo ventre, depois algo se agitando dentro de mim, quando fluídos mornos escorreram por minhas pernas, eu soube que era o rompimento da minha bolsa.
Apenas respirei fundo, precisava manter a calma.
Não me desesperei, apenas liguei para o Freddie e depois para a minha mãe.
Meu moreno pirou quando contei que a bolsa tinha rompido.
Em questão de uns 15 minutos, 3 carros já estavam em frente à nossa casa, um deles sendo um táxi com minha mãe dentro.
Tive até tempo de tomar uma ducha e colocar um vestido mais soltinho.
Mamãe, Carly e o Freddie correram para me acudir. Um deles havia avisado a minha amiga.
Carly foi pegar as duas bolsas que estavam prontas e todos nós partirmos para a maternidade.
O Benson estava uma pilha de nervos. O que chegava a ser engraçado.
[...]
P.O.V Do Freddie
Após quase 12 horas de pura agonia e contrações, Sam trouxe ao mundo com a ajuda da equipe médica a coisinha mais linda que já vi na vida. Acompanhei todo o parto de perto, lhe dando forças. Choramos emocionados quando ouvimos o chorinho agudo que fez meu coração disparar.
Finalmente havia nascido.
Alice nasceu medindo 50 centímetros e pesando 3.202 gramas.
Uma garotinha linda.
Meus pais estavam aguardando com sua mãe e Carly na sala de espera.
Graças a Deus ocorreu tudo bem, o parto foi normal, mamãe e bebê estavam ótimas.
Limparam a pequena, quando a enfermeira a colocou no colo da Sam, o amor que eu já tinha dentro do meu peito apenas triplicou de tamanho.
Eu só podia agradecer a Deus por tudo.
Nada no mundo poderia descrever a minha felicidade naquele momento.
Ver as duas juntas era a coisa mais maravilhosa.
Sam olhou para a filha enquanto era auxiliada por uma das enfermeiras. Alice estava com fome.
— Ela é... Ela é perfeita. — Sorriu em meio as lágrimas.
Estava bela mesmo estando vermelha por todo o esforço e com os cachos bagunçados.
Ela foi tão forte.
Alice se encontrava toda arrumadinha, usando uma touquinha combinando com as roupinhas cor de rosa.
Presente da tia Carly.
— Perfeita igual a você. — Beijei seus cachos.
Sam era uma guerreira.
A loira não parava de olhar para a filha com tanto amor e ternura, a pequena movia a boquinha minúscula enquanto sugava o seio da mãe.
Era um momento emocionante.
— Amo vocês duas. Sempre vou amar e cuidar de vocês. — Prometi.
— Eu sei, Freddie. Também amo você. Obrigada por tudo. — Olhou para mim sorrindo.
Beijei seus lábios com carinho.
Melanie sequer havia ligado para saber da irmã e da sobrinha.
Fiquei chateado com a minha cunhada.
Alice era um anjinho. A coisa mais preciosa do mundo.
Estávamos aliviados e felizes por tê-la.
Porque ela era nossa... Minha filha, carregava meu sangue mesmo não tendo sido concebida por mim.
Nada mais importava.
Alice era a minha filha e sempre seria.
— Já posso receber visitas? — Sam perguntou.
— Claro. — A enfermeira chamada Jane respondeu.
Nossas mães estavam loucas para ver a netinha.
Carly entrou no quarto hospitalar carregando um urso de pelúcia enorme. Meu pai trazia um grande buquê de rosas vermelhas. Minha mãe e a minha sogra vestiam camisas iguais com a frase:
"Vovó coruja"
O que nos fez rir. Foi ideia de sua mãe.
Logo a nossa pequena estava rodeada por pessoas que se importavam com ela.
Eu estava me sentindo o homem mais feliz. Sam estava radiante apesar de estar cansada. E Alice era o centro das atenções.
Como uma coisinha tão pequena e frágil podia nos trazer tanta paz e amor?
O bebê mais fofo do mundo.
Toquei a minúscula mãozinha enluvada dela.
Sam sorriu para mim. Devolvi o sorriso.
Logo ela teria alta, levaríamos nossa filha pra casa.
As coisas eram como deveriam ser. Tudo certo.
Nos tornamos uma família naquele dia. Deus havia nos abençoado.
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