Nos Dê Uma Chance - Concluída

3 Visita inesperada: Proposta de casamento?


Notas iniciais
Hey, guys!!! Boa leitura!

Dias depois...

P.O.V Da Sam

Mesmo eu não querendo aquele bebê, resolvi ficar com ele. Era uma vida que estava crescendo dentro de mim e eu não poderia simplesmente colocar um fim na vida daquele ser tão inocente.

O que aquele homem fez comigo foi tão cruel, eu deveria ter ido na delegacia e ter dado queixa, mas optei por não fazer tal coisa. Como iriam prendê-lo se nem ao menos vi seu rosto para poder descrevê-lo? Só lembro da sua voz, seria perda de tempo denunciá-lo, o que eu poderia fazer? Seria como denunciar alguém sem identidade e de fato esse era o meu caso, o exame de Corpo de Delito iria comprovar o abuso, mas eu não teria como provar quem foi que me violentou.

Passei dias trancada no meu quarto apenas sendo consumida pelo sofrimento. Eu só queria morrer, além de toda dor psicológica tive noites conturbadas tendo pesadelos, a dor física passou, mas a dor inexplicável causada pelo trauma ainda continua. Depois daquele dia nunca mais consegui sair de casa, parei de cursar minha faculdade e de trabalhar, perdi a alegria de viver.

Aquele maldito conseguiu me destruir, acabou com toda a minha felicidade e eu só não entrei em depressão porque minha amiga Carly não permitiu que eu me afundasse nesse mundo tão deprimente.

E se ela não estivesse me dando forças eu já teria cometido suicídio, não iria suportar toda a dor que sofri logo nos primeiros dias depois daquela noite, a Carly me impediu de fazer uma grande besteira.

Prefiri esconder isso da minha família, eles iriam ficar com pena de mim. Poderiam me julgar, me obrigar a interromper a gravidez ou até mesmo não acreditariam que eu fui a vítima, sempre fui forte e nunca precisei que ninguém me defendesse, pois sempre fui capaz de fazer isso sozinha e eles iriam me questionar porque não tentei me defender sendo que ele estava desarmado e bêbado.

Eu simplesmente entrei em pânico, me senti fraca e incapaz de me defender. Apenas desistir de lutar, fechei os olhos e esperei aquele pesadelo terminar. Ele não me beijou, apenas me despiu e me fez sentir uma das piores dor do mundo. Foi com tanta brutalidade que me fez gritar até o último segundo, e eu só tive coragem de abrir os olhos quando ele saiu de cima de mim, me mandou vestir a roupa e me jogou para fora do carro. Foi o pior dia da minha vida, foi a pior dor que eu já senti, foi puro pânico e sofrimento, e eu jamais esquecerei, levarei esse trauma para o resto da vida.

[...]

— Vou pedir demissão do Pini's e também vou trancar minha faculdade. — Falei decidida.

— Quer mesmo fazer isso? — Carly me encarou descrente.

— Sim, Carls, perdi a vontade de trabalhar e estudar. — Desviei o olhar e ouvi a morena soltar um pequeno suspiro.

— Sam, eu preciso te contar uma coisa... — Olhei para ela, Carly se levantou e começou a dar voltas pelo quarto parecendo nervosa. — Recuperei sua mochila! — Revelou me olhando um pouco aflita.

— Como? — Perguntei a encarando, ela mordeu o lábio inferior e começou a torcer os dedos.

— Um rapaz me ligou e disse que estava com a sua mochila. Fica calma, deixa eu te explicar tudinho. — Voltou a se sentar na cama e eu comecei a ouví-la atentamente.

Minutos depois...

— Hoje o Freddie me ligou e pediu nosso endereço, ele vem te visitar hoje, Sam e...

— NÃO. — Gritei sentindo uma vontade enorme de chorar. — Você não tinha o direito de fazer isso, Carly. Eu não quero que esse homem venha aqui, eu não quero nada que venha dele. Por quê você fez isso? Deu nosso endereço para um estranho e se ele for como o irmão? E se ele quiser me machucar? Eu nunca mais vou confiar em homem nenhum, eu quero esse tal de Freddie Benson bem longe de mim. Não quero ver ninguém da família daquele monstro e então trate de ligar para esse homem e dizer que não quero vê-lo! — Avisei e ela continuou me olhando nervosa.

— Me desculpa... — Disse com os olhos marejados. — Me desculpa, mas não vou fazer o que você está pedindo. Você tem que ouvir o que o Freddie tem para te falar, percebi que ele é um bom rapaz e suas intenções são as melhores. Então, Sam, você vai ouví-lo e se não te agradar, peça para ele ir embora e nunca mais eu insistirei nesse assunto, ok? — Falou com firmeza e eu fingi que ela não estava ali falando aquelas coisas.

[...]

— O Freddie já chegou, posso deixá-lo entrar? — Perguntou e eu neguei balançando a cabeça.

— Por favor, amiga, só dê uma chance para ele falar tudo o que pretende dizer para você. — Implorou e eu desviei o olhar.

— Mande ele ir embora. Me deixa em paz, não entende que eu quero ficar sozinha? — Perguntei com raiva.

— Okay. — Ela saiu do quarto e eu sentei na cama, meus olhos estavam ardendo e eu já estava sentindo vontade de chorar.

A porta do meu quarto foi aberta e a Carly entrou com um rapaz. Senti um aperto no peito, acho que devo ter petrificado encarando aquele estranho que entrou no meu quarto.

Pele clara, cabelos castanhos escuros e penetrantes olhos castanhos. Era um homem muito bonito, sem dúvidas, e quando ele se aproximou com a Carly senti o medo me dominar.

— Oi. — Ele me cumprimentou, estava tão perto da minha cama. Sua voz não me pareceu estranha. — Meu nome é Freddie Benson e...

— TIRA ELE DAQUI, CARLY. — Gritei assustada. — Eu conheço essa voz, foi ele que me violentou, Carly. Eu lembro perfeitamente dessa voz, naquela noite estava um pouco alterada, mas continua sendo a mesma voz... — Comecei a chorar, escondi meu rosto usando as mãos. Aquilo não poderia estar acontecendo...

— Por favor, nos dê licença Freddie, eu preciso falar com a minha amiga. — Carly falou para o tal de Freddie.

— Tudo bem, vou ficar esperando lá no corredor. — Disse calmo.

— NÃO! — Gritei tomando coragem para enfrentá-lo.

Saí da cama e mesmo ainda temerosa fui até ele.

— VAI EMBORA E NÃO VOLTE NUNCA MAIS...

— FOI O IRMÃO DELE QUE TE VIOLENTOU, SAM! — Minha amiga praticamente berrou, olhei para ela, aquilo só podia ser mentira. Por quê ela estava me enganando? — O Freddie tem um irmão gêmeo, por quê não quer acreditar? Agora vou deixá-los à sós, ok? Apenas ouça tudo que ele tem para dizer... — Carly pediu antes de sair do quarto e me deixar sozinha com aquele estranho.

— Eu imagino o quanto está sendo difícil para você. E olha, eu sinto muito por todo o sofrimento que o meu irmão lhe causou. Mas entenda, eu não sou como ele, jamais faria algum mal para uma mulher. Sei que não há remédio para curar toda a dor que você está sentindo, mas eu gostaria de poder amenizar... Eu não quero que fique desamparada, sei muito bem que está precisando de ajuda e eu...

— Vai embora, eu não preciso da sua pena! — Falei o encarando.

Meu corpo estava tremendo, eu estava com medo, sua voz me causava calafrios. Estava sentindo repulsa de estar perto dele, até não poderia ser a mesma pessoa, mas ainda sim sua voz era idêntica a voz do seu irmão, aquele que me machucou tanto.

— Não estou aqui porque sinto pena... Vim pelo meu sobrinho, quero assumir essa criança. Seria injusto ela crescer sem um pai, não é mesmo? Viver sem um pai é muito triste, você consegue imaginar isso? Quer mesmo privar seu filho ou filha de ter um pai? Sam, eu...

— Quem te deu a intimidade de me chamar assim? Me chame de Samantha, e não adianta continuar com esse papinho de bom moço. Se não é por pena, deve ser por obrigação, certo? Não, você não é obrigado a assumir uma responsabilidade que não é sua! — Afirmei segura.

E saber que ele tinha o mesmo rosto que aquele maldito me causava ainda mais medo. Um medo inexplicável, são irmãos gêmeos e é o que ele diz, mas não tenho certeza se ele está mesmo dizendo a verdade.

— Eu também estou disposto a casar com você. — Revelou me deixando chocada.

— Que tipo de brincadeira é essa? Por quê casaria comigo? Você nem me conhece... Vai embora e nunca mais volte aqui. — Mandei irritada.

— Me dê uma chance, Samantha. Apenas uma chance. E eu vou provar que posso te fazer feliz, quero cuidar de você, quero te fazer feliz e eu sei que consigo. E eu quero assumir o seu filho, posso dar todo o amor e carinho que ele precisa. — Disse se aproximando e parando na minha frente, recuei dando alguns passos para trás. — Estou diposto a trazer a felicidade para a sua vida novamente, acredite, eu quero mesmo que seja a minha mulher... Vou amá-la e respeitá-la devidamente, vou fazer cada dia que passar ao meu lado valer a pena. Irei me esforçar para ganhar sua confiança, tentarei ser o melhor marido para você e o melhor pai para o seu filho. Não estou pedindo para me amar, apenas estou te pedindo uma chance. Você pode me dá essa chance? — Perguntou me encarando com intesidade.

Por alguns segundos fiquei completamente perdida em seu olhar, mas logo desviei.

— Não. Eu não quero casar com você... Mas deixarei que você assuma o meu filho. Pode registrá-lo, não vou privar meu filho de ter um pai. Mas não posso te dá uma chance... Não quero me envolver com você, perdi a fé no amor e a confiança nos homens. — Falei o encarando.

— Tudo bem, Samantha... Você não vai se arrepender, serei o melhor pai para essa criança e irei amá-la como se fosse minha! — Afirmou convicto.

Ele sorriu, e juro que pensei ter visto aquele sorriso em algum lugar. Seu olhar não me era estranho, tenho certeza que já vi esse olhar em algum sonho, acredito que seja isso...

— Acredita em destino? Deus sempre sabe o que faz... Nossos caminhos se cruzaram e estaremos unidos por um laço que será eterno enquanto dure. — Ele disse olhando para a minha barriga, ainda não era perceptível, mas não ia demorar para começar a crescer, porém, nós dois sabíamos que aquela criança seria muito amada.

Notas finais
Ainda bem que ela aceitou que o Freddie assuma o bebê. Quem gostaria de casar com o Benson? Comentem! Bjs