Nos Dê Uma Chance - Concluída
12 Um dia especial para recordar...
Notas iniciais
2 semanas depois...
P.O.V Da Melanie
Chegamos em Seattle, e pegamos um táxi rumo ao apartamento do meu namorado. Ed estava feliz e satisfeito, eu havia aceitado seu pedido que havia sido muito especial. Não conseguia esconder tamanha minha alegria, o colar de ouro em meu pescoço com um belo pingente em forma de uma delicada rosa vermelha entornada por pequeninos Cristais, me fazia sorrir e suspirar toda vez que tocava nele, que sentia aquela jóia efeitando meu pescoço, um presente lindo e único.
Já estava anoitecendo quando chegamos no prédio, seu apartamento ficava no sexto andar. E no elevador, trocamos carícias e beijos, o Ed era o meu príncipe, tudo que sempre desejei antes de dormir, lá no dormitório do colégio interno, aonde passei a maior parte de minha vida, longe da minha família.
— Chegamos! — Avisou após abrir a porta e acender a luz. — Lar doce lar. — Suspirou jogando as malas para dentro. — Entre, querida! — Me conduziu.
— Que lindo! — Comentei encantada, deixando minhas duas malas perto das dele.
As paredes vermelhas contrastavam com o piso cor de creme, e nelas havia quadros, verdadeiras obras de Arte. O tapete cor de vinho aveludado, em frente a um grande sofá preto que combinava com a mesinha de centro marrom. Um rack com TV de tela plana e aparelhos de DVD e som, o lustre com lâmpadas cintilantes azuladas, a decoração em si, tudo era lindo.
Era uma enorme sala/cozinha, divididas por uma longa bancada de mármore enegrecida, com banquetas pretas. Geladeira branca e pia média, fogão estilo grill, uma mesinha redonda no centro com dois lugares, os armários acoplados nas paredes brancas, o piso lajotado, preto e branco.
Chegamos no quarto, me deparei com o imenso guarda-roupa cinza escuro e cama King size, aquilo era uma suíte. O piso estava coberto por um tapete vermelho combinando com a colcha e as fronhas. Olhei para cima, dando de cara com o teto espelhado, o espelho na direção da cama. Havia também uma cômoda marrom, um criado-mudo e um divã cor de vinho.
E o banheiro era perfeito, azulejos brancos, uma pia com torneiras duplas, armário com três compartimentos, vaso sanitário porcelanado. Abri o box e me encantei pela banheira oval, o chuveiro era pequeno, mas eu amei a banheira.
— Gostou do meu humilde apartamento, amor? — Me abraçou por trás, agarrando minha cintura.
— Amei. Tudo muito lindo! — Sorri descendo dos saltos.
— Agora é seu também, vou dar tudo que minha namorada maravilhosa merece. Vou te encher de jóias, roupas, sapatos... Vou te encher de luxo e conforto. — Beijou meu pescoço, apertando meu seio direito. — Nada vai te faltar, minha linda. Você me têm, tem o meu amor, o meu carinho e o meu corpo só para você. — Sussurrou sensualmente, abaixando as alças do meu vestido.
— Ahhn, amor... — Gemi, fechando os olhos.
— Vou preparar a nossa banheira. — Me soltou.
Enquanto eu me despia, ele despejava sais de banho, a banheira estava enchendo e começando a espumar. E quando a espuma chegou a borda, entrei e sentei, sentindo a água numa temperatura perfeita me cobrir, meu cabelo estava preso num coque. Ed entrou se juntando à mim, com uma esponja de banho e com seu belo sorriso de lado.
— Vem aqui, quero sentir seu corpo. — Me chamou.
Deslizei na água espumosa, me acomodei sentando entre suas pernas. Suas mãos molhadas tocaram os meus ombros, escorregaram para frente do meu corpo, pressionou a esponja macia no meu seio direito, massageando-o e eu gemi baixinho.
Agarrei suas coxas e tombei a cabeça. Ed lambeu minha nuca, pescoço e sugou meu lóbulo esquerdo, desceu a esponja por minha barriga, abdômen e a abandonou. Sua mão agarrou minha "intimidade", fechando em forma de concha...
— Ah, Edward. — Arfei.
Seus dedos começaram a se mover lá, circulando e massageando-me, soltei suas coxas e agarrei as bordas lisas da banheira, erguendo os quadris, sua mão livre segurou meu cabelo, e naquele momento sua outra mão estava em outra parte do meu corpo, explorando outro pontinho bastante íntimo, me excitando.
[...]
P.O.V Da Sam
Acordei de madrugada ouvindo os gritos do Benson, assim que me livrei das cobertas, pulei da cama e saí do quarto em disparada. Descalça, ignorei o piso gelado enquanto me apressava pelo corredor, seguindo para o quarto dele. A porta não estava trancada, com o nervosismo me dominando e com o coração querendo saltar do meu peito, adentrei o quarto.
Paralisei à poucos centímetros da porta após acender a luz, o Freddie estava tendo um pesadelo. O edredom colorido e o lençol azul bebê jaziam no chão, e ele estava agitado, mas seus gritos haviam cessado.
Forcei os meus pés se moverem, trêmula e com passos lentos, me aproximei com cautela. Seus punhos estavam fechados, batendo contra a cama com força, sua expressão facial era apavorante, e ele não parava de agitar as pernas.
Um soluço escapou por sua boca entreaberta, seguido de pequenos gemidos. Suor escorria por sua testa, por seu pescoço e quando parei perto da cama, ouvi ele falar baixinho com a voz chorosa.
— Por favor... Pare... Não faça isso... De novo, não. — Implorou se contorcendo.
— ACORDE! — Gritei agoniada,.subi na cama e sem pensar duas vezes, comecei a sacudí-lo pelos ombros. — Freddie! ACORDE! — Gritei mais alto, agitando-o até conseguir despertá-lo.
Ele acordou, sentou-se na cama olhando para todos os lados, amedrontado. Sua camiseta branca estava grudada em seu corpo por causa do suor, me afastei, sentando na beira da cama sem conseguir tirar os olhos dele que tremia e estava cabisbaixo, apertando um travesseiro em seu colo.
— Você me assustou... Estava tendo um pesadelo muito terrível, não? O que era? — Perguntei, ainda nervosa.
— N-não le-lembro. — Gaguejou, balançando a cabeça.
— Vou pegar um copo d'água para você. — Me levantei.
Minutos depois...
— Volte a dormir, foi só um pesadelo. — Falei mais tranquila, ajeitei os travesseiros, entreguei o edredom e o lençol para ele.
— Estou sem sono. — Disse encarando o copo vazio em suas mãos trêmulas.
— Quer me contar o que estava sonhando? Não acredito que tenha esquecido. Talvez não tenha sido apenas um pesadelo... Foi uma lembrança em forma de sonho? Algum trauma? — Perguntei ficando preocupada.
— Já disse que não lembro. — Murmurou voltando a deitar, puxou o edredom para se cobrir até o pescoço e passou a fitar o teto. — Volte para o seu quarto, Sam. E me desculpe pelo susto. — Se desculpou constrangido.
— Não precisa se desculpar. — Caminhei para a porta,nestava aberta.
— Não me deixe aqui sozinho... — Sua voz soou fragilizada, ecoando pelo silêncio.
Me virei e olhei para ele, surpresa com seu pedido. Assenti lentamente, fechei a porta e fui para cama, subindo e me enfiando debaixo do edredom sem hesitar. Me aninhei ao seu lado, capturando o calor do seu corpo com o meu, encostei a minha cabeça em seu ombro.
— Pode dormir tranquilo, estou aqui. — Sussurrei.
— Obrigado. — Sussurrou,no senti relaxar e suspirar.
" — Por favor... Pare... Não faça isso... De novo, não."
Suas palavras suplicadas ainda rondavam em minha cabeça, me perturbando. Sua expressão amedrontada, seus punhos cerrados e seu corpo agitado, se contorcendo como se a dor estive o martirizando.
O sono o dominou, e eu continuei acordada, perturbada com aquilo. Me levantei para a apagar a luz, voltei para a cama deixando o abajur ligado, e deitei ao seu lado. Velei seu sono sem mais pesadelos, ele parecia tão sereno, passei tocar em seus cabelos levemente úmidos.
Aquilo não fora um pesadelo qualquer, havia sido uma lembrança cruel e dolorosa em forma de sonho, como um fantasma assombrando-o.
[...]
Alguns dias depois...
Sexta-feira, às 15:26 da tarde...
P.O.V Da Sam
Carly me ligava todos os dias, sempre atenciosa e preocupada comigo. Passávamos horas conversando, ela estava sem tempo para me visitar e eu sem um pingo de vontade para sair de casa, pegar um táxi e ir para o meu antigo apartamento. Melanie não havia mais entrado em contato comigo, e minha mãe estava pouco se importando, aquilo me deixou muito triste, não tive coragem de lhe contar a verdade.
Pam achava que eu era uma vagabunda inconsequente, que engravidou de um marginal ou algo do tipo.
Freddie e Carly eram os únicos que sabiam da verdade e estavam ao meu lado, me apoiando em tudo. E eu ficava a maior parte do tempo trancada no quarto, principalmente quando estava sozinha. O Benson estava tendo uma semana corrida, dedicando-se ao máximo em seu trabalho como fotógrafo, trabalhando em eventos e como fotógrafo substituto sempre quando o chamavam, seja para uma campanha ou Cast, às vezes até em casamentos ou aniversários.
E hoje, só o vi pela manhã. Ele saiu bem cedo, quase não nos falamos. Estava prestes a preparar um lanche quando o meu celular tocou, era o Freddie.
"- Sam, preciso que faça um favor para mim." — Pediu apressado, antes que eu falasse qualquer coisa.
— "Oi" para você também. — Ironizei. — O que você quer? — Perguntei entediada.
"- Quero que passe numa confeitaria e pegue duas encomendas, já está tudo pago. Anote o endereço e traga para mim." — Falou com tranquilidade.
— Okay. Vou pegar uma caneta e um papel. — Murmurei.
"- Sério? Nem vai me questionar nada?" — Indagou.
— Não. — Respondi com descaso.
"- Vai precisar de dinheiro para o táxi?"
— Não. — Achei uma caneta num potinho cerâmico e peguei um guardanapo de papel. — Me fale o endereço do lugar que você está e o nome da confeitaria. — Pedi.
Às 16:18 da tarde...
Saí do táxi equilibrando duas caixas, uma cheia de Cupcakes e outra com um grande bolo. O que diabos o Benson estaria fazendo num hospital?
Adentrei o Harborview Medical Center, e fui abordada na recepção por um palhaço com peruca roxa.
— Fico tão irreconhecível assim? — O palhaço que usava jaleco perguntou se aproximando com os braços abertos e um grande sorriso.
— Freddie? — Olhei para ele um pouco incrédula e surpresa. — Mas o quê? — Ele pegou as caixas com suas encomendas.
— Me acompanhe, senhorita. — Deu uma risadinha e eu o segui ainda confusa.
[...]
— Trouxe uma amiga muito especial, crianças. — Anunciou assim que chegamos num leito cheio de criancinhas, elas estavam em suas camas hospitalares abrindo presentes.
Fiquei sem palavras e emocionada. Havia mais dois voluntários, um mímico e um mágico alegrando aqueles seres inocentes que estavam internados.
Freddie colocou o bolo e os Cupcakes em cima de um carrinho de comida, aonde tinha alguns salgadinhos e brigadeiros, feitos de ingredientes saudáveis, acho.
— Ela é uma princesa? — Uma garotinha de pele negra perguntou apontando para mim.
— Sim, ela é a minha princesa. — O Benson me abraçou de lado, beijando o meu rosto, orgulhoso de mim.
— Você vai ler histórias para a gente, princesa? — Outra garotinha de cabelos bem curtos perguntou, seus olhos brilhavam.
— Sim. — Eu mal reconheci minha voz embargada. — Quero um cachorrinho. — Pedi para o Benson, indicando os bichinhos coloridos em cima de uma mesa.
Ele assentiu indo fazer bichinhos de balões e eu fui cumprimentar cada criança, perguntando seus nomes e beijando o rostinho de cada uma. Eram sete crianças ao total, quatro meninos e três meninas.
O mágico e o mímico continuaram fazendo os seus shows. Enquanto o palhaço fazia bichinhos de balões, o leito estava todo enfeitado e colorido.
Era o aniversário de um menino que estava completando 6 anos.
Duas enfermeiras estavam ali, nos supervisionando.
Vasculhei uma caixa atrás de um livro, e escolhi um livrinho, um conto emocionante. Sentei numa cadeira e comecei a contar a história de uma garotinha que vendia caixas de fósforos para ajudar seu pai, ambos estavam passando necessidades numa noite de véspera de Natal mas ela conseguia realizar seus desejos no final.
Após contar várias historinhas curtas, nós dois brincamos com as crianças. Cantamos parabéns para o pequeno Rixon, as crianças amavam o Freddie, ele estava sendo um palhaço muito fofo, até eu achei... Distribuímos revistinhas para colorir, cadernos de desenhos, caixinhas de giz de cera e lápis de cores, e principalmente carinho.
Ver aqueles sorrisos puros e contagiantes me fizeram tão bem, eu estava satisfeita e me divertindo tanto.
Peguei um Cupcake vermelho, comi lentamente sendo observada por olhos castanhos achocolatados de um certo palhaço de peruca espetada roxa.
— O que foi? O que está olhando? — Perguntei para o Freddie.
— Sua boca está suja de cobertura... — Se aproximou olhando para os meus lábios, passou o polegar devagar pelos cantinhos.
Apertei seu nariz vermelho de borracha e ele riu.
— Que atitude linda essa sua... Ser voluntário. Essas crianças te adoram! — Falei pegando um docinho em forma de estrela.
— Obrigado. — Sorriu de lado, seu sorriso era simplesmente perfeito. — Elas são especiais, tão puras e inocentes. — Disse com carinho. — Ser voluntário daqui está sendo maravilhoso. Essas crianças tornam minha vida de uma maneira única e inexplicável, me sinto tão bem... Cada sorriso e cada brilho no olhar aquece meu coração. — Falou com ternura.
— Imagino... — Senti meus olhos marejarem. — Obrigada por compartilhar tudo isso comigo! — O abracei, ele imediatamente retribuiu o abraço e depositou um beijo em minha cabeça.
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