Nos Dê Uma Chance - Concluída
35 Touch me - Part 2
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Freddie me fitou por alguns longos segundos, os belos e meigos olhos castanhos fixos nos meus. A testa um pouco franzida, o semblante sério e pensativo, cogitando a minha ideia. À medida que o silêncio entre nós prolongava, eu sentia meu rosto arder assim como meu corpo, que no momento ansiava por querer experimentar seus toques.
— Tem mesmo certeza? — Sua mão esquerda foi para o meu rosto, tocando minha bochecha com delicadeza.
— Tenho. — Meu coração batia acelerado, me encontrava ansiosa, o desejando cada vez mais.
Freddie permaneceu no mesmo lugar, sem desviar os olhos dos meus. Acariciei sua mão que tocava meu rosto e mordi o lábio inferior.
Ele não me queria ou estava com medo de me tocar?
— Você é tão linda. — Sorriu.
Beijei sua mão e retribuí seu sorriso.
— Você também é lindo... Lindo como um príncipe. — Meu príncipe nerd.
Ele riu corando com o meu elogio.
Me ajeitei na cama, ao seu lado. Estava sem pressa, mesmo ansiando muito por aquilo. Freddie deitou de lado, seus olhos percorreram meu corpo coberto pelo blusão.
Não era o "pijama" mais sexy do mundo e ainda tinha a minha barriga, um pequeno empecilho.
E com calma, se aproximou mais, levando a mão para a parte da minha coxa desnuda, tocando a direita. Seus dedos percorreram minha pele lentamente, levantando o tecido macio que cobria meu corpo.
Fechei os olhos e mordi o lábio, concentrada na sensação que seu toque me causava.
Quentura e arrepios.
— Peça-me para parar se por acaso se sentir desconfortável... — Estava sendo tão cuidadoso.
Apenas assenti, abri os olhos e encarei, ele estava mais relaxado, se entregando assim como eu, no entanto, ainda havia preocupação em seu olhar.
Seus dedos grandes e macios tocaram a parte interna da minha coxa, indo para a região da minha virilha.
Quando ele tocou ali, um som abafado escapou por entre meus lábios.
Deliciosos arrepios. Calor. Excitação.
Fui abrindo as pernas, me entregando, permitindo-me sentir, à cada carícia, meu coração disparava e o frio na barriga aumentava, meu corpo que estava tenso no começo, foi relaxando cada vez mais.
O moreno beijou meu ombro, depois meu pescoço, seus lábios subiram para o meu queixo. Ele plantou um beijo ali.
A quentura entre minhas coxas aumentava, meu pulso disparava, e parecia que meu corpo todo se desmanchava em puro deleite com suas carícias na minha intimidade por cima da calcinha.
Seus lábios finalmente encontraram os meus. Nos beijamos afoitos, ele se ajeitou da maneira que não pressionava minha barriga, me deixando confortável.
Freddie sabia o que estava fazendo, me deixei ser guiada por ele.
Minhas mãos escorregaram por suas costas, sentindo seus músculos por cima da camiseta. Cheguei na barra, ousando subir o tecido macio, para poder tocar sua pele.
Meus dedos deslizaram por suas costas, empurrando a camiseta para cima, apreciando o calor que emanava de seu corpo.
Estávamos entregues um ao outro.
O ar ficou escasso, o que nos fez encerrar o beijo, ambos ofegantes.
Nos encaramos, fitei seus olhos escuros e os pequenos lábios que ficaram avermelhados.
Sua mão desceu devagar, adentrando minha calcinha com meu total consentimento.
Ofeguei com seus dedos tocando-me de leve.
Nenhum sentimento ruim se apossou da minha mente.
Era apenas Freddie e eu.
Nada poderia atrapalhar o nosso momento de tamanha intimidade. Eu confiava nele. Freddie me amava e jamais me machucaria.
— O que está sentindo? — Os olhos escuros fixaram aos meus, atensiosos.
— Sinto prazer... Por favor, não pare... Estou gostando. — Meu corpo se contorceu com aquela sensação deliciosa.
Era uma novidade.
Estava sendo tocada por ele. E aquilo era tão bom.
Seus dedos se moviam, explorando minha parte mais íntima e sensível.
Freddie havia conseguido me deixar calma. As carícias. Todos os beijos.
— Tocar você é como tocar numa pluma, a mais macia de todas... Você é linda e perfeita demais para ser verdade... Quero que esse nosso momento seja gravado em nossas mentes... Prometo que sempre vou ser cuidadoso com você, Sammy. — Sua boca foi de encontro a minha.
O beijei com a mesma intensidade.
O gosto do seu beijo. Seus toques. Seu cheiro.
Tudo nele me fazia querer um pouco mais dele.
Não consigo explicar com palavras exatas a verdadeira sensação que senti quando meu corpo se derreteu de prazer quando o Benson me levou aos céus.
Assim como ele, eu também queria que aquele momento tão único ficasse gravado em minha mente.
[...]
No dia seguinte...
P.O.V Do Freddie
— Que tal a gente sair hoje? — Perguntei a Sam durante o café-da-manhã.
— O que tem em mente? — Me olhou curiosa.
Ela estava radiante, havia acordado com ótimo humor. A noite havia sido perfeita para nós dois.
— Podemos ir jantar com os meus pais. Nunca mais fui visitá-los. — Falei tocando no assunto.
Sam mastigou um pedaço de bolo de laranja, pensativa.
— Não quero incomodar sua mãe. — Disse por fim. — Pode ir se quiser, são seus pais. Sei que é importante. — Sorriu de leve.
— Não quero ir sozinho, você é minha namorada. Quero que me acompanhe. — Pedi.
— Se é tão importante para você, eu vou. Só não tenho nada legal para vestir. — Aquilo era algo para arranjar como uma desculpa?
— Vista o que achar bom e confortável, é apenas um jantar na casa dos meus pais. Nada formal. — Eu ri para tentar descontrair.
— Está bem. — Consegui lhe arrancar um sorriso amplo.
— Devo levar sobremesa? — Perguntou.
— Se você preferir. Com licença, vou ligar para eles avisando que iremos. — Levantei indo pegar meu celular no quarto.
A loira ficou na cozinha terminando de tomar o café.
Foi minha mãe que atendeu o telefone fixo.
— Alô. Quêm fala? — Eu estava com número novo.
— Oi, mãe, sou eu, Freddie. — Me identifiquei.
— Oh, querido! Finalmente lembrou que tem pais? — Começou com os seus costumeiros dramas.
— Desculpe, eu devia ter ligado mais vezes, lamento por ter me afastado... Eu só precisava de um tempo. A senhora sabe, aquela noite o clima pesou entre nós... — Ela havia tratado a Sam com arrogância.
— Ainda continua com aquela moça? — Indagou.
— Sim. A mãe da minha filha. Eu a amo. Mas não liguei para deixar claro o que sinto pela Sam, liguei para avisá-los que iremos jantar aí hoje à noite, se quiserem nos receber, é claro. — Eu disse calmo.
— Essa ainda continua sendo a sua casa, sua e a do seu irmão. Ed nunca mais deu as caras, só liga de vez em quando... Pode vir meu filho, seu pai e eu estamos com saudades. — Estava chorosa.
— Minha namorada também vai ser bem recebida? — Eu precisava saber.
O silêncio se instalou, ouvir ela suspirar depois de alguns segundos.
— Sim... Pode trazer a moça. — Respondeu.
— Obrigado, mãe. Não mande fazer sobremesa, nós vamos levar. — Avisei e agradeci.
[...]
Horas depois...
— Como estou? — Apareceu já arrumada.
— Está linda. — Ela era completamente linda.
— Obrigada. — Seus olhos azulados brilharam. — Você está ótimo. — Olhou para a minha camisa cinza social.
Sam usava um vestido cor de creme, com a saia rodada, um pouco justo no busto com detalhes em renda. Maquiagem leve. E os cabelos caiam presos para frente do ombro direito, numa trança complicada, porém, muito bonita.
Parecia uma princesa.
Samantha Puckett era a minha princesa. A mais bela de todas.
— Vou só pegar o mousse de amoras na geladeira. Segure isso. — Me empurrou a bolsinha preta.
Ela havia caprichado na sobremesa.
Eu realmente torcia para que minha mãe a recebesse bem. Sam merecia ser aceita por meus pais.
Não precisava da aprovação deles, como filho só queria mesmo o apoio de ambos.
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