Nos Dê Uma Chance - Concluída
34 Touch me - Part 1
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
— Familiares de Melanie Joy Puckett? — Uma médica apareceu, o semblante sério e com uma prancheta em mãos.
— Sou a Pamella Puckett, a mãe dela doutora, e essa é minha filha, Samantha. — Nos apresentou.
A doutora por volta dos 50 anos nos cumprimentou e se apresentou, educada.
— Como está a minha filha, doutora? — Minha mãe estava desesperada.
Dra. Miller olhou para as anotações na prancheta, e depois nos olhou, o mesmo semblante.
— A paciente fraturou uma das costelas e quebrou o braço direito, ela terá alta daqui há 5 dias. Essa noite ficará em observação. Ela teve muita sorte, Sra. Puckett, o impacto não foi tão forte, e ela ficará bem em breve. — Nos explicou.
— Graças a Deus! — Minha mãe chorou aliviada.
Carly e Freddie estavam sentados, ambos em silêncio. E o Edward se encontrava de pé, parado ao lado do bebedouro.
— Podemos vê-la, doutora? — Perguntei, ansiosa.
Ela olhou para a minha barriga e sorriu.
— Claro, apenas vocês duas. Me acompanhem, por favor. — Nos deu permissão.
Minutos depois...
— Como isso aconteceu, filha? — Mamãe sentou na cadeira de plástico, ao lado da cama hospitalar.
Melanie estava pálida, tomando soro. Havia pequenas escoriações em ambos os braços, e dois hematomas no rosto, com certeza ficariam roxos no dia seguinte.
— Eu me distraí ao atravessar a rua, mãe... — Respondeu devagar.
Ela com certeza saiu apressada para ir se encontrar com ele... Só podia ter sido.
— Para onde estava indo, querida? — Como se ela não soubesse.
— Ai, estou com dor... — Mel fez careta. — Quero descansar. — Ela só queria fugir do assunto.
— Está bem, Mel. Amanhã eu venho te visitar. Vamos, Sam? — Nossa mãe me chamou.
Ela se despediu da Mel com um beijo na testa.
— Pode ir indo na frente, mãe. Só vou me despedir rapidinho. — Eu disse e ela assentiu, se retirando do leito.
Levantei e me aproximei, parei bem perto da minha irmã.
— Isso é culpa dele, não é mesmo? — Cuspi as palavras. — Você ia se encontrar com ele. — Acusei enojada.
Ela fechou os olhos, o rosto retorcido.
Lhei dei as costas e caminhei até à porta, apressada.
— Me perdoa, mana... — Chorou.
Não olhei para trás, apenas fui embora dali.
Tudo de mau que acontecia era culpa daquele maldito homem.
[...]
— Como ela está? Ficou com muitos hematomas? — Perguntou, Carly.
— Ela vai ficar bem, Shay. — Devo ter soado seca demais.
— O que você tem, amiga? — Indagou.
Freddie e Edward estavam conversando. Minha mãe já tinha ido embora.
— Ela ia se encontrar com aquele desgraçado! Como ela pôde fazer isso comigo, Carly? — Eu estava muito idignada.
— Meu Deus, Sam... Sinto muito. — Me abraçou.
— O pior de tudo é que ela sabe o que ele fez comigo... E mesmo assim continua gostando dele. — Como eu poderia entender e aceitar aquilo?
— Vocês deviam ter uma conversa séria, mas não agora... Quando ela tiver alta. — Falou.
— E isso é o que mais dói, Carls... Eu jamais faria isso com ela. — Desabafei.
— Eu sei, amiga, eu sei... — Afagou minhas costas.
Carly era uma boa amiga, era a melhor de todas. A morena era como uma irmã e diferente da Melanie, a Shay não me apunhalava pelas costas...
— Agora vamos falar de outra coisa? Não vale a pena ficar remoendo isto... Como anda a nossa menininha? E como está indo a sua relação com o seu moreno, hein? — Sorriu para mim.
— A Lili tá ótima, bem agitada. — A Alice ainda nem havia nascido e já tinha apelidos. — Freddie e eu estamos bem, muito bem. — Eu não conseguia deixar de sorrir quando falava dele.
— Que maravilha, amiga. Fico mega feliz por vocês. — Seu sorriso ampliou.
— Obrigada, Carls. E o você e o Gibby? Quando vão noivar? — A cutuquei na barriga.
Ela deu uma risadinha e logo ficou corada.
— Não sei, amiga. Tenho medo de que ele acabe me enrolando. — Nós duas rimos.
— Sabemos o quanto o Gibson é lerdo, se ele não pedir. Peça você mesma. — Eu disse divertida.
— Ainda vamos fazer 19 anos, loira. Tá cedo ainda. Estou me dedicando à minha faculdade primeiro. — Contou.
— Ah, esqueci de te contar ontem, estou pretendendo me inscrever num curso online. Quero cursar Confeitaria. — Falei, animada.
— Que ótimo, Sammy... Aposto que um certo moreno têm dedo nisso. — Me cutucou de leve.
— A ideia foi minha, e ele apenas me incentivou. — Aquilo era verdade.
[...]
P.O.V Do Freddie
— Lamento pelo o que houve com a sua irmã. — Eu disse a Sam.
— O que Edward disse? O que tanto conversavam? — Indagou.
Meu irmão tinha assumido toda a culpa pelo acidente, e ele estava arrasado.
— Ele está péssimo, se sente culpado... — Respondi.
— Mas é claro que a culpa é dele! — Disse com raiva.
Apenas fiquei calado, não sabia o que dizer.
— Desculpa, Freddie, eu não...
— Está tudo bem... — Abri a porta de casa.
Entramos em silêncio. Ela respirou fundo e suspirou.
— Sei que é seu irmão... Mas ele me fez muito mal. — Disse magoada.
— Sinto muito, Sam... Sinto mesmo. — Se eu pudesse de alguma forma fazer o tempo voltar...
— Okay, não vamos mais falar disso. — Se aproximou me abraçando.
Meu irmão havia a machucado de forma irreversível... E de certa maneira, eu o odiava por aquilo... E me odiava também, talvez tudo seria diferente se eu tivesse contado para os nossos pais sobre os abusos.
Ele teria se tratado há tempo... Estaria fazendo terapia... Não teria se tornado um estuprador.
E eu me sentia culpado pelo que aconteceu com a Sam.
A abracei como se estivesse envolvendo o meu Mundo nos braços... E com certeza era, Sam e aquela criança eram o meu Mundo.
"Te amo... Amo mais que tudo."
[...]
3 Semanas depois...
— Amor, você viu a minha... Ops! Desculpa, eu devia ter batido na porta. — Sam estava apenas de roupão, segurando um frasco de loção corporal.
Ela apertou os cordões do roupão e me olhou, um pouco vermelha.
— O que está procurando? — Perguntou.
— A minha calça jeans preta. — Cocei a nuca.
Eu quase a tinha visto nua. Ela devia estar passando a loção hidratante nos seios...
— Está no cesto de roupas limpas. — Respondeu.
— Obrigado... Vou pegar. — Desviei o olhar de seu corpo.
Ela soltou uma risadinha. A olhei sentindo meu rosto pegar fogo.
— O que foi? — Tentei parecer normal.
— É só que... Você... Eu... Droga! Deixa pra lá. — Abanou as mãos.
Assenti lentamente, ainda desconcertado.
E saí do quarto indo pegar a minha calça na área de serviço.
[...]
P.O.V Da Sam
— Qual foi a aula de hoje? — Perguntou quando estávamos na sala, sentados juntinhos no sofá.
— Sonhos. Agora sei como fazer aquele creme delicioso para o recheio. — Sorri. — Vou fazer de sobremesa, qualquer dia desses. — Falei.
— Que delícia. — Beijou minha cabeça.
Eu estava deitada quase por cima dele, apoiada com a cabeça em seu peito.
O beijei por cima da camiseta, Freddie fez carinho em minhas costas.
— Freddie? — O chamei baixinho.
— Diga, princesa. — Repousou a mão sobre a curva do meu corpo.
— Vamos para o quarto? Não quero mais assistir. — Estava passando Celebridades em Apuros.
— Claro. — Desligou a TV.
Saiu do sofá assim que levantei, estiquei os braços, me espreguiçando. Fomos para o quarto.
Era tão bom dormir ao lado dele, eu me sentia tão segura.
— Com muito sono, linda? — Perguntou.
Ele dormia de camiseta e calça de moletom. Um blusão folgado era o mais confortável para mim.
Nos acomodamos na cama de casal. O colchão era tão macio.
— Não estou com sono. — Ainda era cedo, não era nem 22h.
Me ajeitei ficando de frente para ele e lhe roubei um selinho.
Freddie me roubou outro e começamos a nos beijar.
Em algum momento, acabei ficando por cima, com suas mãos segurando minhas coxas. O moreno estava sentado, as costas apoiadas na cabeceira da cama.
Encerramos o beijo, ambos ofegantes.
Comecei a subir sua camiseta, o encarando. Freddie me deteve, segurando as minhas mãos.
— Não precisamos ter pressa, amor, você sabe disso... — Falou com calma.
— Eu quero... Você também... Tenho notado seus olhares. — Eu disse sem quebrar o contato visual.
— Ainda é cedo, Sam, você pode se arrepender... Eu espero.... O tempo que for preciso, eu espero. — Fez carinho em meu rosto.
— É por quê estou grávida? Você tem medo de me machucar? — Eu precisava saber.
— Não é isso, eu só preciso ter certeza... É isto mesmo que você quer? — Seu olhar era terno e um pouco inseguro.
— Você pode me tocar... Quero que me toque... Não precisamos ir além... Apenas me toque... — Eu fui sincera.
Desejo... Eu estava sentindo desejo.
Era natural querer muito mais que seus beijos, não é mesmo?
Freddie era meu namorado e eu estava ansiando por aquilo... Meu coração, minha mente e o meu corpo o desejavam.
Fale com o autor