Notas iniciais
Fic nova!!! Boa leitura! P.S.: Peguem os lencinhos ou não...

P.O.V Da Sam

Finalmente o meu expediente terminou, suspirei aliviada, estava muito cansada. Meu primeiro dia trabalhando no Pini's foi muito cansativo, retirei e guardei meu avental, me despedi do meu chefe e dos meus colegas de trabalho, e saí do restaurante. Ajeitei minha jaqueta no corpo, já se passava das 23:00 da noite, segui pelas ruas de Seattle andando tranquilamente. Era uma noite fria e quase não havia ninguém nas ruas, nunca tive medo de andar sozinha durante à noite e mesmo as ruas estando quase desertas eu não estava com medo, continuei meu caminho, o apartamento que eu dividia com minha melhor amiga não ficava tão longe do Pini's.

Um carro preto se aproximou e passou a me seguir, apressei os passos e ele continuou me seguindo, estávamos lado à lado. Senti um estranho calafrio que me fez estremecer por inteira, aquilo não podia ser coisa boa, o medo começou se apossar do meu corpo, minhas pernas começaram a ficar trêmulas.

E pela primeira vez na vida, estava realmente com muito medo e quando estava me preparando para correr, o carro parou e as portas foram abertas. Paralisei quando vi três rapazes saindo do carro, eles estavam fantasiados e pareciam ter acabado de sair de uma festa à fantasia.

Apenas um deles usava uma máscara preta, ele estava todo vestido de preto, sorriu se aproximando. Os outros rapazes estavam rindo, e percebi que estavam bêbados, o rapaz que usava a máscara preta igual a máscara do Zorro me agarrou e tapou minha boca.

Me debati desesperadamente, já estava entrando em pânico e ele soltou uma gargalhada, comecei a chorar, ele estava me apertando enquanto me arrastava para perto do carro, um de seus amigos abriu a porta da parte traseira e eu fui jogada dentro do carro com certa brutalidade.

O rapaz mascarado entrou no carro, deram partida e antes que eu começasse a gritar ele colocou a mão na minha boca, ele ficou em cima de mim e eu conseguia sentir o fedor de álcool, me debati chorando tentando empurrá-lo em vão.

Seus amigos estavam na frente, eles estavam rindo como se aquela situação fosse a coisa mais engraçada do mundo.

— Vamos fazer um rodízio com essa gracinha? — Um de seus amigos perguntou animado.

— Não! Essa é minha e eu não vou dividí-la com vocês! — Avisou o rapaz mascarado que ainda estava em cima de mim.

Ele tinha pele clara, cabelos castanhos escuros e sua voz era rouca, não parecia estar tão bêbado. Fechei os olhos, não havia como escapar, parei de me debater, gritar e relutar não adiantariam nada, eu estava perdida e sabia perfeitamente que seria vítima de uma grande barbaridade.

[...]

— Adeus vadia, foi um prazer me divertir com você! — Fui jogada assim que pararam o carro numa rua qualquer.

O carro disparou e eu continuei caída no chão chorando descontroladamente.

Tentei me levantar, mas o meu corpo inteiro estava dolorido, minha cabeça também doía por causa dos fortes puxões de cabelo que aquele maldito me deu enquanto me violentava e me ofendia com os piores nomes possíveis. Ele acabou com a minha vida, nunca pensei que passaria por uma crueldade dessas, eu não merecia, ninguém merece passar por isso e eu quero que ele sofra no inferno.

46 minutos depois...

— SAM! — Minha amiga Carly gritou assustada assim que abriu a porta do nosso apartamento.

Desabei ali mesmo, eu não conseguia parar de chorar, ela se abaixou e tentou me levantar, eu estava fraca, toda dolorida e me sentindo imunda.

— Ah, meu Deus! O que aconteceu, Sam? O que fizeram com você? — Ela estava desesperada, com esforço conseguiu me levantar e eu a abracei, meu corpo todo tremia.

— Fui... Fui... Estuprada. — Falei gaguejando.

Ela me abraçou com força, não falou nada, apenas chorou comigo.

[...]

P.O.V Da Carly

Levei a Sam para o banheiro, eu precisava ser forte por ela, mas eu não conseguia parar de chorar. Eu também estava destruída, o que fizeram com a minha amiga foi uma monstruosidade que não tem perdão. Minha revolta era tão grande que eu teria coragem de matar o maldito que a violentou, minha raiva mal cabia em meu corpo.

— Foi horrível! — Ela repetia sem parar enquanto estava em prantos.

Ela estava muito assustada, não parava de tremer e eu tive que despí-la. Quando tirei sua calcinha vi uma mancha de sangue, joguei no lixo, seu corpo estava todo marcado. Haviam muitas marcas vermelhas nas suas coxas, no pescoço e principalmente em seus seios, também havia vestígios de sangue e sêmen perto de sua intimidade. Vê-la naquele estado estava me matando por dentro e pelos vestígios de sêmen, o maldito gozou dentro dela, meu desespero só aumentou, ela poderia contrair alguma doença ou ficar grávida.

— Meu corpo está imundo, essas impurezas nunca vão sair... Eu quero morrer, Carly. Estou com tanto nojo... QUERO MORRER, CARLY. POR FAVOR, ACABA COM ISSO, QUERO MORRER! — Ela estava desesperada na hora do banho, caí em prantos quando estava ajudando-a.

Passamos um bom tempo naquele banheiro, ela estava com tanto nojo que nem tinha coragem de se tocar, dei banho nela e tentei acalmá-la

[...]

Algumas semanas depois...

— NÃO! NÃO! NÃO! EU NÃO QUERO ESSA COISA QUE ESTÁ DENTRO DE MIM. EU NÃO POSSO CARREGAR ESSA COISA! VOU DÁ UM FIM NISSO, EU SÓ TENHO 18 ANOS E NÃO POSSO CARREGAR UM FRUTO DE UM ESTUPRO PARA O RESTO DA VIDA! — Gritava enlouquecida.

— É um bebê, ele não tem culpa, Sam. Você não pode abortá-lo, não vou permitir! — A abracei com força enquanto ela se desmanchava em lágrimas.

— Eu não quero. Não vou conseguir amar essa criança, Carls! — Sam estava cada vez mais desesperada.

— Quer mesmo abortar? — Perguntei me afastando.

Ela abaixou a cabeça e passou a mão pelo ventre, estava com poucas semanas e ainda não estava perceptível, mas havia um serzinho ali crescendo dentro dela.

— Não! — Murmurou ainda de cabeça baixa.

Levantei seu rosto puxando seu queixo e encarei seus olhos azuis.

— Você vai amá-lo muito e essa criança só vai trazer alegria para a sua vida, acredite Sammy. Pode contar comigo para tudo, ok? — Falei acariciando sua barriga e ela assentiu.

— Se um dia aquele homem cruzar o meu caminho, juro que farei ele se arrepender por tudo que me fez. Posso não ter visto seu rosto direito, mas a sua voz eu nunca esquecerei! — Disse com um tremendo rancor.

— Você viu a cor dos olhos dele? — Indaguei.

— Ele não tirou a máscara. Eu fechei os olhos e só tive coragem de abrir quando ele saiu de cima de mim! — Respondeu. — Só deu tempo de vestir minhas roupas e ele me jogou para fora do carro! — Falou baixinho. — Ele tinha pele clara e cabelos castanhos escuros! — Sussurrou fechando os olhos, abriu os olhos e me encarou. — Só quero que ele nunca cruze o caminho! — Falou com raiva.

Notas finais
Tadinha da Sammy! #Choremos. Alguém aí que matar o maldito que fez isso com ela? Escolham o sexo do bebê, please. Votem: A) Menino B) Menina Comentem! Bjs