Nos Dê Uma Chance - Concluída
8 O temido jantar...
Notas iniciais
Dias depois...
P.O.V Do Freddie
Minha mãe está louca para conhecer a Sam, e meu pai faz questão de conhecer a garota que eu supostamente engravidei. Para ele, a Sam deve ser uma qualquer, uma golpista que está se aproveitando de mim. Leonard Benson vai deixar a empresa para eu comandar, segundo ele, se ele entregasse nas mãos de Edward a empresa irá à falência. Mas não quero virar um CEO ou algo do tipo, não quero governar o Império do meu pai, não quero herdar nada que venha dele...
Ele sempre colocou pressão em mim, exigiu que eu fosse o melhor em tudo. Me deu uma educação rígida, me tratando com diferença. Mas o Edward foi sempre paparicado por nossa mãe, o mimado, o preferido de Marissa. Meu pai queria que eu cursasse Advocacia, então me obrigou a fazer algo que eu não queria. Teve um dia que eu cansei de seguir ordens, cansei de toda a pressão inserida em mim. Cansei de ser a marionete do meu pai, decidi ser independente.
Tranquei minha faculdade, sai de casa e arrumei um emprego como fotógrafo. Meu pai ficou indignado, com muita raiva e passou meses sem falar comigo. No começo eu não me importei, tudo que eu queria era me ver livre daquela casa, daquela pressão e daquela vida de marionete que meu pai me obrigava a ter.
Minha mãe estava ocupada demais dando atenção ao Edward, o paparicando como sempre e deixando ele fazer o que bem entendesse. Ele conseguiu entrar na faculdade, mas com muito custo e começou a cursar Advocacia para tentar agradar nosso pai, sempre se achando o máximo, querendo subir na vida e principalmente com objetivo de comandar a empresa...
Edward entrou na faculdade mais tarde, foi até um milagre ele terminar o colegial. Nunca foi estudioso, só queria saber em dar festinhas, pensava apenas em diversão, bebidas e mulheres.
Não me surpreendi quando o encontrei na cama com minha namorada. Alexandra era virgem, estava se guardando e pretendia casar comigo. E eu a amava, sempre a respeitei e estava disposto a casar com ela mas ela me traiu com meu próprio irmão. Entrei no quarto de Edward e os flagrei, ele estava a possuindo de quatro e ela gemia enlouquecida, aquilo foi demais para mim...
Nunca mais quis saber de ter um relacionamento sério. E foi então que eu vi a Sam pela primeira vez, foi amor à primeira vista. Nos esbarramos por acaso e ela acabou derrubando o celular, nos abaixamos para pegar o aparelho e eu me perdi naquele mar azul quando nossos olhares se encontraram.
[...]
— Eles vão me odiar. Não saberei como agir na presença dos seus pais, estou muito nervosa. E se eu cometer um deslize? Não sei se eles acreditarão em nós, entende? — Sam me olhou nervosa, mordendo o lábio inferior com força enquanto andavámos pelo Shooping.
— Tente relaxar, você não pode ficar nervosa. Só seja você mesma, odeio mentir para os meus pais, mas dessa vez será preciso. Temos que parecer um casal apaixonado. — Falei com calma.
Entramos numa loja para procurar vestido para ela. Sam está nervosa demais, vamos jantar na casa dos meus pais, irei apresentá-la como minha namorada.
— Eu não vou beijar você. — Ela quase gritou sendo rude.
— Calma. Não precisa, nada de beijos, ok? Eu respeito você.
Ela suspirou e começou a procurar o tal de vestido ideal para jantar na casa dos "sogros". Pegou alguns e foi para o provador, fiquei esperando pacientemente com alguns olhares focados em mim, algumas mulheres sorriam para mim e eu ficava com vergonha de estar ali cercado de mulheres...
A Sam foi rápida, saiu do provador com o vestido escolhido e saimos do Shooping, eu queria pagar mas ela não deixou. Alegou que tinha economizado uma graninha e que não aceitaria que eu gastasse nada com ela.
Fomos para casa em silêncio, ela não queria conversar comigo, a respeitei como sempre, mesmo com uma imensa vontade de conversar com ela.
Horas depois, às 19:03 da noite...
Eu estava na sala, pronto. Vesti uma camisa social azul escura, calça jeans preta e sapato social combinando com a camisa. Só estava esperando a Sam para irmos à casa dos meus pais, ela ainda estava se arrumando.
Meu coração disparou quando ela surgiu simplesmente linda. O vestido preto simples, sm decote ficou perfeito em seu corpo. Seus sapatos combinavam com o vestido, seu cabelo estava solto caindo pelos ombros com cachos perfeitos, tão delicada e tão linda, sem muita maquiagem.
Eu não mudaria nada nela, para mim a Samantha Puckett era perfeita. E como um bom cavalheiro, eu lhe ofereci o braço, mas ela recusou indo com passos firmes até a porta...
— Eu sei abrir a porta! — Ela me olhou impaciente.
— Mas eu faço questão... — Abri a porta do carro, ela entrou emburrada apertando uma bolsinha de mão, de cor bege.
Sorri olhando para ela que me lançou um olhar interrogador. Fechei a porta, dei a volta e entrei no carro, seu perfume era adorável, aroma floral.
— Com o todo respeito, você está linda. — Lembrei de elogiá-la, havia esquecido de fazer isto na sala.
Devo ter ficado "abobado" demais, só sabia sorrir e admirá-la...
— Obrigada. — Ela murmurou baixinho, tímida e abaixou a cabeça quase se encolhendo ao meu lado.
— Por quê não gosta de conversar comigo? — Perguntei não conseguindo me segurar.
— Seu tom de voz, ele me lembra... — Ela se calou de repente, mas eu entendi o que ela queria dizer.
— Droga! — Resmunguei baixinho.
— Não é culpa sua. Sou eu que não que consigo esquecer daquela noite, da voz dele embriagada... — Disse rapidamente.
— Entendo. — Foi tudo que consegui falar.
Me concentrei na direção, ficamos num silêncio perturbador. Enfim, chegamos na mansão, ela me olhou assustada quando estacionei o carro...
— Você morava aí? — Perguntou nervosa, assenti e tirei o cinto.
Saí do carro, dei a volta e ofereci o braço para ela quando saiu do automóvel, insegura. Ela me olhou hesitante, ponderou antes de agarrar meu braço.
— Relaxa... — Sussurrei enquanto caminhávamos com passos lentos.
A noite estava bonita, tranquila. Mas eu estou ciente de que este jantar pode se transformar num inferno. Se meus pais não gostarem da Sam, irão fazer de tudo para afastá-la de mim. Mas eu não deixarei isto acontecer, lutarei por ela. E ela nem imagina que eu estou gostando dela.
Seria precipitado demais dizer que a amo? Ainda nem senti o sabor do seu beijo, mas estou louco para beijá-la. Louco para conhecê-la ainda mais, louco para conquistá-la...
— Chegou a hora de você conhecer meus pais.
Paramos em frente à porta, nos preparando para entrarmos.
Apertei a campainha duas vezes. Quêm atendeu a porta foi uma moça que eu não conhecia, devia ser a nova contratada para trabalhar com a limpeza ou algo do tipo. Eu a cumprimentei entrando com a Sam, meus pais estavam na sala de estar. Ambos elegantes e sustentando um enorme sorriso falso.
O sorriso da minha mãe foi sumindo na medida que seus olhos atentos analisavam a Sam. E o sorriso do meu pai sumiu num piscar de olho, ele a analisou com frieza. Minha mãe torceu o nariz após analisar a Sam e veio caminhando até nós com passos apressados.
— Você que é a tal vagabunda, cretina que deu o golpe da barriga no meu filhinho? — Minha mãe perguntou olhando para Sam com uma mistura de raiva e desprezo.
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