Nos Dê Uma Chance - Concluída
50 Lágrimas de desespero - Fim de temporada
Notas iniciais
Dias depois...
P.O.V Do Freddie
Após pensar muito a respeito, decidi ir conversar com meu irmão. Melanie estava o enganando, iria empurrar o filho do Gibby para Ed o criar, ele precisava ficar sabendo a verdade. Dirigi para o endereço que consegui com um amigo em comum, meu irmão tinha um apartamento maior para eles.
Ed já não tinha mais contato com os nossos pais.
Como estava de folga naquele dia, resolvi tomar atitude. Pois mais canalha e mau caráter que ele fosse, meu irmão merecia saber que a namorada não passava de uma interesseira.
Aquilo era golpe.
Cheguei no endereço anotado, era um prédio residencial localizado num bairro de Classe Média.
Nem me apresentei à portaria, permitiram minha entrada achando que se tratava do Edward, as pessoas sempre viviam nos confundindo.
Peguei o elevador apressado.
Quando cheguei ao apartamento dele, toquei a campainha.
— Freddie? — Melanie atendeu a porta surpresa.
— Vim falar com o meu irmão, não irei sair daqui sem contar toda a verdade. Com licença! — Passei por ela.
— Que verdade? — Teve a cara-de-pau de perguntar.
Olhei para sua barriga, um pequeno volume já era evidente por baixo do vestido florido.
— O filho que espera é do Gibson, já sei de tudo. Meu irmão vai saber agora, você não vai mais levar essa farsa adiante! — Avisei.
— Pelo amor de Deus, Freddie, você não pode contar nada. Eu te suplico. — Que cínica.
— Você não tem vergonha na cara? Ed te ama, ele não...
— Ele vai ficar arrasado se descobrir que esse bebê não é dele, ele mudou. O seu irmão está se esforçando para ser alguém melhor. Ed parou de beber. Ele não sai mais para curtir a noite. Agora ele está se virando para montar o próprio negócio. Seu irmão saiu para arrumar investidores. Ele tem sido bom, muito bom. Seu irmão comprou esse apartamento para nós, não é alugado. Nós já montamos o quartinho do bebê, é a coisa mais linda, já estamos fazendo o enxoval. Ele está radiante com a ideia de ser pai, por favor, não tire isso dele, não tire isso de nós, Freddie... — Implorou chorando.
— Mas e o Gibby? Ele é o pai dessa criança, ele tem o direito...
— Ele vai casar com a Carly. Pensa bem, ela iria mesmo perdoar essa traição? O Gibby é muito idiota se pensa que sim. Vai jogar tudo por água abaixo. Ele não pode sustentar meu filho, ele não pode me dar o que preciso. Ele nem me ama. Seu irmão já ama essa criança que tenho no ventre, o Ed me ama e está cuidando de mim. — Disse ainda chorosa.
— Me dê um motivo para eu deixar essa história de lado e não contar a verdade. — Pedi.
— Sou louca por seu irmão. Posso ser egoísta e não tão boa quanto a Sam, mas eu o amo. Não sou perfeita, ninguém é. Você assumiu um bebê que não é seu, você seria capaz de tudo por minha irmã. Deixe o Edward ser feliz pelo menos uma vez na vida. Deixe ele ter essa felicidade, ele precisa de uma responsabilidade. Você sabe que ele é bom, ele só é complicado e orgulhoso, ele errou e se arrepende... Ed não é um monstro, ele só quer amar e ser amado. Essa criança pode ser a salvação dele. — Disse mais calma.
— Está bem... Farei isso por meu irmão. — Concordei com ela.
Que tipo de pessoa eu seria se arruinasse tudo?
Meu irmão precisava daquilo.
— Obrigada, Freddie. — Me agradeceu.
— Irmão, o que está fazendo aqui? — Ele chegou nos surpreendendo.
— Só vim trazer o presente que a Sam comprou para o bebê. — Tirei a mochila pendurada no ombro.
Abri a mesma pegando o pacote colorido.
— Que gentileza. — Pendurou as chaves no gancho e sorriu.
Eu tinha arrumado a desculpa perfeita.
[...]
P.O.V Da Sam
— SAM! SAM! SAM! — Ouvi gritos e batidas na porta.
Era a Carly, seu desespero era nítido. Corri para abrir. Aquele mau pressentimento que me perseguia desde cedo, apertou meu coração.
— O que aconteceu? — Me deparei com ela aos prantos.
O carrinho com a bebê não estava ao seu lado.
— Levaram a Alice! — Ela entrou aos tropeços, soluçando.
Não, minha filha, não.
— O quê? Como assim? CADÊ MINHA FILHA, CARLY? — Ela tinha saído para passear com a neném.
— Eu não sei... Me derrubaram... Foi tudo tão rápido... Estavam de caminhonete... Fui atacada pelas costas... Quando estava caída, não vi os rostos deles... Parecia um casal... Bati a cabeça, Sam... Eu não lembro bem... Me perdoa, eu não pude fazer nada... — Estava muito abalada.
Ainda estava atordoada, em completo desespero.
— NÃO! NÃO! NÃO! A MINHA FILHA, NÃO! — Entrei em desespero.
Era só um bebezinho indefeso.
Caí de joelhos... Minha bebê tinha sido levada.
— Amiga... Sinto muito... — A culpa não era dela.
A dor que eu sentia não tinha tamanho. Começou a me destroçar por dentro.
Senti meu coração ser arrancado do meu peito.
Carly me abraçou forte, ficamos ali desamparadas, desoladas aos prantos.
Alice estava nas mãos de estranhos ou talvez...
— Edward... — Pensei no maldito.
Quem mais levaria minha filha?
— O que aconteceu? — Freddie chegou em casa.
— Seu irmão levou nossa filha. QUERO ELA DE VOLTA! TRAGA A NOSSA GAROTINHA! A CULPA É TODA SUA, VOCÊ NÃO MOVEU UM DEDO PARA ME AJUDAR A COLOCÁ-LO NA CADEIA! VOCÊ NÃO FEZ NADA, POR ISSO ELE ESTÁ LIVRE! AGORA ELE SEQUESTROU A ALICE! EU QUERO A MINHA FILHA! SÓ QUERO A MINHA BEBEZINHA! — O soquei por onde alcançava e comecei a empurrá-lo.
A raiva explodindo em meu peito, me dominou.
Carly gritava e chorava.
— Sam, pelo amor de Deus... — Me segurou.
Meu rosto estava banhado em lágrimas. A minha visão já estava turva.
— Carly foi atacada... Levaram a Alice... — Desabei sem forças, ele ficou de joelhos me segurando.
— O Ed não faria isso, ele está.... Ele está com a Melanie... Pode ligar para ela, confirme... — O que ele estava dizendo?
— Estava com eles? — Tentei engolir o choro.
— Vim de lá, fui fazer uma visita, levei a lembrancinha para o bebê...
— Era um casal, usavam máscaras, agora lembro... Tinha uma terceira pessoa na caminhonete, alguém no volante... — Carly contou.
— Como posso saber se não está envolvido nisso? — Me afastei do Benson.
Ele podia muito bem ser a terceira pessoa.
— Não posso acreditar nisso, Sam... — Me olhou descrente.
Seus olhos marejaram.
— A Melanie não seria capaz, amiga. — Shay me ajudou a levantar.
— VOCÊ NÃO SABE DO QUE ELA É CAPAZ! — Esbravejei. — Minha irmã é uma vadia interesseira. O irmão do homem que amo não presta... E eu nem sei se posso confiar em...
— EU JAMAIS SEQUESTRARIA A NOSSA FILHA! PORRA, SAMANTHA, EU MATARIA E MORRERIA POR VOCÊS DUAS! — Berrou me assustando.
Eu nunca tinha o visto tão bravo.
— Ele tem razão, Sam. — Carly concordou.
— Me perdoa, amor... Eu tô muito nervosa... Meu Deus... — Me arrependi.
Acusei ele sem pensar.
— Também estou nervoso. Quero ela de volta tanto quanto você. Eu não deveria ter gritado. — Me olhou triste.
Corri para os seus braços.
— Não foi o Ed. Ele não fez isso, eu posso garantir. — Afagou minhas costas.
— Quem mais iria querer nos atingir levando nossa filha? — Indaguei.
— Alexandra. — Carly respondeu.
— Talvez não, eles podem estar querendo o dinheiro da minha família, a gente precisa...
— Uma mulher rejeitada é capaz de tudo. Isso tem cheiro de vingança. — Nossa amiga opinou.
Freddie ficou calado e pensativo.
— Se for sua ex, eu juro que vou matá-la, Freddie! — Falei já sentindo ódio daquela mulher.
Minha bebê precisava de cuidados, era só um anjinho que mamava e precisava de mim.
A pessoa por trás do sequestro pagaria caro. Aquilo não ia ficar assim. Não mesmo.
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