Nos Dê Uma Chance - Concluída
4 Grosserias, broncas e ligações.
Notas iniciais
5 Dias depois...
P.O.V Da Sam
Freddie fez questão de me acompanhar na minha primeira consulta Pré-natal. Fomos o caminho inteiro calados, ele até tentou conversar comigo assim que entrei em seu carro, mas eu evitei qualquer diálogo com ele. Já me sentia desconfortável estando perto dele, mas ele disse que queria ser meu amigo. Eu não queria a sua amizade, não queria a sua compaixão e muito menos a sua ajuda para qualquer coisa.
Eu não queria depender daquele homem, pra mim ele só era um estranho com pena de mim. Talvez ele estive fingindo ser uma boa pessoa, eu não tinha certeza. Simplesmente não poderia confiar nele, eu só queria ele bem longe de mim, mas não podia afastá-lo, pois já havia permitido que ele assumisse o meu filho.
— Não permita que ela coma besteiras, ela deve mantêr uma alimentação saudável e praticar exercícios regulares. A obstetra receitou algumas vitaminas e ela tem que tomar direitinho, ok? — Freddie estava conversando com a Carly.
— Irei cuidar dela, não se preocupe. — Ela garantiu.
— Não falem de mim como se eu fosse uma criança. — Falei chamando a atenção deles. — Eu sei me cuidar e não farei nada que prejudique a saúde do meu bebê. — Me defendi segura.
— Vai ficar para o almoço ,Freddie? — Minha amiga perguntou sendo educada e gentil, típico da Shay.
— Ele já está de saída. — Falei com firmeza.
Freddie me olhou e assentiu vagamente. Ele com certeza iria ficar se eu não tivesse falado aquilo, ele apenas se despediu e foi embora.
— Sam, que grosseria foi aquela? — Carly me olhou indignada.
— O quê? Eu não quero que aquele cara se acostume a ficar aqui em casa. Já basta ele ter me acompanhado na minha primeira consulta Pré-natal. — Eu disse irritada.
— Ele é um bom rapaz e vai assumir o seu filho. Você deveria agradecer por ele ter entrado na sua vida, não maltrate ele, Sammy. — Disse com calma.
— O que eu fiz para merecer isso? Maldito seja o tal de Edward, se ele não tivesse cruzado o meu caminho naquela noite. Eu não teria que aturar o Fredward, e eu não teria esse serzinho dentro de mim. Eu não queria nada disso... — Comecei a chorar.
— Ah, minha amiga, tudo nessa vida acontece por alguma razão. Não fique assim, tudo vai dar certo e você vai ser muito feliz. — Ela falou como se prêvesse o meu futuro, Carly sempre foi otimista.
[...]
— Fracamente, não estou nem um pingo surpresa. — Minha mãe sorriu irônica. — Eu sabia que isso ia acabar acontecendo, o que eu poderia esperar de uma filha que só me dá desgosto? Tem noção que cometeu uma grande burrada e que estragou sua vida? Grávida aos 18 anos? Aposto que é de marginal, não? Ou não sabe quem é o pai? Isso que dá ficar abrindo as pernas para qualquer um... Existem tantos métados para evitar uma gravidez, sabia? Devia ter aprendido isso no colégio sua irresponsável. Só a Melanie me dá orgulho, devia ser como sua irmã...
— Cale a boca, senhora Puckett! — Carly se intrometeu. — A senhora não sabe de nada e deveria lavar essa boca suja antes de falar da sua filha. — Minha amiga me defendeu.
— Por acaso estou mentindo, Xereta? — Minha mãe indagou irritada. — Foi um milagre essa garota ter conseguido entrar na faculdade e olhe para ela agora. Eu deveria ter orgulho disto? — Apontou para mim me olhando com raiva.
— Por favor, se retire, senhora Puckett. — Carly abriu a porta para a minha mãe.
— É muito lamentável uma coisa dessas. — Pam meu olhou decepcionada.
Em seguida, minha mãe foi embora, ela estava decepcionada e principalmente com raiva de mim, eu não tive coragem de contar a verdade, ela só sabia sobre a minha gravidez.
— Eu não tive culpa, Carls. — Me encolhi no sofá em prantos. — Eu não tive culpa... — Solucei.
— Eu sei, Sammy. E se ela falasse mais uma coisa, eu não responderia por mim. — Falou sentando ao meu lado e me abraçou.
Carly sempre foi a minha melhor amiga, era como uma irmã protetora. Ela era a única que me entendia, sempre esteve ao meu lado. Sempre me ajudou nos piores momentos da minha vida e eu sabia que poderia contar com ela para tudo...
— Você não vai ao cinema com o Gibby? — Perguntei baixinho tentando parar de chorar.
— Vou cancelar meu encontro, não posso te deixar assim. — Disse com tranquilidade.
— Não. Nem pensar, você precisa sair. Vai lá e divirta-se. — Enxuguei minhas lágrimas, me sentei no sofá.
— Não...
— Vai sim. — A cortei rapidamente. — Ficarei bem, não se preocupe! — Garanti.
— Tem certeza, Sam? — Me olhou desconfiada.
— Absoluta! — Afirmei.
Ela sorriu com carinho, acariciou minha mão direita e se levantou.
[...]
Me tranquei no meu quarto e me enfiei debaixo do edredom, meu iPhone começou a tocar quando eu estava quase cochilando. O peguei e desbloqueei a tela, era a minha irmã, atendi sem hesitar.
— Oi, Mel. — Falei me acomodando na cama.
" — Sam, é mesmo verdade? Mamãe me ligou dizendo que você está grávida. — Perguntou eufórica."
— Sim. — Foi tudo que consegui pronunciar.
" — Oh, meu Deus! Parabéns, maninha! — Ela disse parecendo estar feliz."
— Valeu. — Minha voz saiu embargada. — Preciso desligar, tchau. — Me despedi rapidamente e encerrei a ligação.
Meu celular começou a tocar novamente, decidi ignorar pensando que era a Melanie. Depois de várias ligações que recusei atender, por fim peguei o meu iPhone e atendi irritada.
— O que você quer, Melanie? — Perguntei.
" — Sam, sou eu, a Carly!" — Ouvi a voz da morena.
— Ah, oi, algum problema?
" — Só te liguei para avisar que não vou voltar para a casa hoje."
— Ah, tudo bem, Carls, mais alguma coisa? — Perguntei.
— Bem, er... Promete que não vai ficar com raiva? — Ela parecia estar nervosa.
— Depende. — Falei. — O que você fez? — Indaguei.
Ouvi a campainha tocar, não ousei me levantar para ir atender a porta.
"- Ah, Sammy..."
— Droga! A campainha está tocando. — Resmunguei.
"- Vai lá entender, tchau." — Ela desligou depressa.
[...]
— O que você quer? — Quase esbravejei para o moreno que estava com uma mochila.
— Vim te fazer companhia a pedido da Carly. — Freddie respondeu com seu costumeiro tom de calma.
— Não acredito! — Exclamei exasperada. — A Shay está passando dos limites, já saquei. Ela tá dando uma de cupido, não é? Isso não vai funcionar, vai embora! — Mandei irritada.
Bati a porta na cara dele, respirei fundo tentando me acalmar. Aquilo já estava ficando ridículo, quanto mais eu o queria longe, mas ele era teimoso e continuava tentando se aproximar...
— Por favor, abra a porta! — Ele pediu com educação e com uma pontada de súplica.
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