Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Mais um capítulo!!! Boa leitura!!!

P.O.V Da Melanie

— Apenas 150 dólares? Só isso que você pode me dar? Você acha mesmo que vou aceitar essa mixaria? — Fiquei indignada.

— É só o que posso pagar como pensão, Melanie. Eu não ganho muito, além do mais, tenho contas para pagar. — Gibby tentou justificar.

Aquilo era mesmo um absurdo.

— É pouco. O que vou fazer com 150 dólares? Sabe quanto custa um pacote de fraldas? Ainda têm mais coisas para comprar, bebês precisam de cuidados especiais. Essa mixaria não paga nem uma consulta ao pediatra. Eu não aceito menos que 300 dólares, Gibby. Você disse que ia assumir sua responsabilidade, que iria arcar com os custos. Dá seu jeito, como vou me virar com apenas 150 dólares por mês? Você é louco por acaso? — O encarei irritada.

Era só o que faltava, ele me deixar na mão.

— Você não pode exigir muito de mim, Melanie. Sabe o quanto eu ganho por mês? Tenho aluguel para pagar, conta de luz, água, despesas, internet e TV por assinatura para bancar. Não posso te dar mais de 150 dólares. Esse dinheiro não é uma mixaria, você não trabalha e não faz nada da vida, até trancou a faculdade. É a sua mãe que anda te bancando! — Jogou na minha cara.

Quêm ele pensava que era?

— É problema meu. Mas esse bebê é problema nosso! Eu não fiz ele sozinha, você quer que eu vá exigir pensão lá na Justiça? Eles irão te obrigar a pagar muito mais! Mais do que eu estou pedindo. Quero 300 dólares. Se eu for na Justiça, e se você não pagar, sabe o que acontece, né? — Eu não estava brincando.

Era obrigação dele cumprir com a responsabilidade.

— Não acredito que está me ameaçando! — Disse descrente.

— Eu tô de boca fechada porque você implorou, o que a Carly acharia disso tudo? Que além de ser um traidor, você é um irresponsável e cretino que se recusa a pagar pensão para o filho? O que sua família vai achar disso, Gibson? — Indaguei.

— Você é uma vadia mesmo, se arrependimento matasse...

— Vadia? Olha bem como fala comigo, quem seduziu quêm? Me respeita seu, canalha! Foi você que deu em cima de mim, essa sua cara de bom moço é tudo fachada, vai dar uma de moralista agora? Você quer que eu ligue para a Carly e conte tudo? — Peguei meu celular.

— Você ficou louca? Além de querer me sugar, quer acabar com o meu relacionamento? Você é mesmo muito cínica, sua sonsa! Ficou jogando charminho para mim, pediu para que eu subisse. Eu vim trazer você aqui e olha no que deu! Foi o maior erro da minha vida e eu me arrependo profundamente! — Se lamentou.

O Gibby era mesmo muito patético.

— Meu filho e eu não precisamos de esmolas, já vi que você não têm nem onde cair morto. Não precisa se preocupar, continue vivendo a sua vidinha medíocre. Não vou exigir mais nada, a partir de agora eu me viro, finja que nunca se relacionou comigo, me esqueça. Agora faça o favor de sair do meu apartamento, eu não quero ter mais nenhum contato com você, Gibson! — Fui abrir a porta.

— Se você abortar essa criança, vai se arrepender. Eu juro que vai pagar muito caro, Melanie! — Ficou todo nervosinho.

— Quêm disse que vou abortar? Você é retardado? É meu filho, vou cuidar dele. Não seja tão idiota, não considere mais essa criança como sua, ela terá o pai que merece. Alguém que possa dar tudo do bom e do melhor para nós dois. Agora vai embora e não me procure mais! — O empurrei para fora do meu apartamento.

Gibby não podia me dar um futuro, mas o Edward sim.

[...]

P.O.V Do Edward

— Você me perdoa? — Melanie tinha ido atrás de mim.

Estava até chorando de arrependimento.

— Mas é claro, meu amor. — Eu a amava apesar de tudo.

— Espero que também possa me perdoar por... Oh, Deus! Não sei nem como te falar isso... — Começou a soluçar.

— O que foi, meu anjo? Diga para mim, não me assuste. — A conduzi para a sala.

— Tô grávida... O filho é seu. Escondi porque estava com medo... — Abraçou o próprio corpo.

— Meu Deus... — A notícia me pegou de cheio.

— Sinto muito, eu não devia, eu só...

— Amor, isso é... Que notícia maravilhosa, eu sempre imaginei nós dois no futuro com uma misturinha nossa... — Comecei a me emocionar.

O amor da minha vida estava esperando um filho meu.

— Oh, Ed! Que alívio! Pensei que ficaria chateado. Vamos ter um filho, amor. — Sorriu em meio as lágrimas.

— Está de quantos meses? — Me aproximei para vê-la de perto.

— Fiz 3 meses semana passada. — Contou feliz da vida.

— Ainda é cedo para ver o sexo, não é? — Toquei sua barriga.

A região estava mais firme, o abdômen durinho.

— Sinto que é um menino, intuição de mãe. Sonhei com um garotinho lindo. — Contou emocionada.

Eu estava tão feliz.

— Um menininho e uma menininha, um casalzinho... — Seu sorriso se desfez.

— Já sabe que minha irmã deu a luz? — Perguntou cautelosa.

— Fiquei sabendo. — Confirmei. — Você a viu? Como é a minha filha? — Perguntei curioso.

— Minha mãe enviou uma foto. — Abriu a bolsa e pegou o celular. — Olha. — Virou a tela do aparelho com a foto aberta.

Vi minha filha... Uma linda bebezinha toda vestida de rosa dormindo. Parecia um anjinho.

— Ela é linda demais... — Senti meus olhos arderem.

— Você se arrepende por...

— Todo dia. O que fiz foi... Deus, foi meu pior pecado. Sua irmã não merecia... — As lágrimas quentes rolaram por minhas bochechas.

— A Sam te odeia! Você não pode chegar perto da Alice. Me prometa, Ed. Prometa que nunca vai fazer nada contra elas. — Implorou.

— Mas é minha filha, Mel, eu só quero...

— Se tentar algo, se pegar minha sobrinha, eu juro que sumo no mundo e você munca mais vai me ver e nem conhecer o nosso filho! — Avisou.

— Não fale isso, pelo amor de Deus... — Me apavorei.

— Minha irmã merece ser feliz, ela têm uma criança inocente e um homem que a ama. Os deixem em paz! Eu sou sua, Edward! Você me têm. Eu te amo, eu te perdoei. Vamos ter um filho, vamos esquecer o passado? Recomeçar do zero? Você não precisa da Alice, o seu irmão será um pai maravilhoso para ela. Assim como você será um pai incrível para o nosso filho. — Acariciou meu rosto.

— Está bem... Não vou fazer nada. Eu prometo. Quero o seu bem, me perdoe por tudo. Eu nunca mais vou machucar você. Eu não sou o monstro que todos imaginam. Quero te dar uma vida de rainha, você merece. Eu até arranjei um emprego, esse apartamento é pequeno, vou alugar um maior para que possamos morar juntos. — Falei com calma.

— Eu aceito! — Me abraçou alegre.

Havíamos reatado. Seríamos uma família.

Eu realmente amava aquela mulher.

Estava disposto a ser alguém melhor. Só queria poder me redimir.

[...]

2 semanas depois...

P.O.V Da Sam

— De novo? Desse jeito a Alice vai virar modelo. — Achei graça.

Freddie sempre estava batendo fotos da bebê.

— Ela já é minha modelo, não é bonequinha? — Mudou a pequena de posição.

— Freddie, ela parece uma massinha de modelar. — O que era engraçado.

Cada pose, era uma foto tirada.

Nós dois rimos porque ela nem se mexia muito, ele colocou ela de barriga para cima e bateu outra foto.

— Olha que bonequinha fofa. — Mostrou as fotos que havia tirado mais cedo, ele aproveitava as trocas de roupinhas.

— Que gracinha. — Sorri admirando a minha filha.

Ela era muito linda.

— Quando volta ao trabalho? — Perguntei.

Eu podia dar conta das coisas em casa, ele não deveria ter largado tudo para me ajudar.

— Não está gostando da minha companhia? — Guardou a câmera.

— Não é isso, amor, é que eu sei me virar. A Alice é calminha, dorme o tempo todo. — Falei com calma.

— Quero ficar mais tempo em casa, ao lado de vocês duas. — Que fofo.

— Se é o que realmente quer, tudo bem. Gosto de ter você aqui. — Admiti.

Freddie sorriu e me deu um selinho.

Ele era um namorado incrível e estava se saindo um pai maravilhoso.

— Eu ainda não acredito que você furou as orelhinhas dela em casa. — Tocou o minúsculo brinquinho de bolinha.

— É fácil, usei uma agulha novinha e esterilizei. Foi minha mãe quem furou as minhas e as da Melanie. — Contei.

— Está faltando alguma coisa para a bebê? Vou dar uma saída, preciso comprar umas coisas. Você precisa de algo? — Pegou um casaco no gancho.

Já era inverno em Seattle.

— Compra um pacote de lenços umedecidos para higiene feminina e mais contonetes. — Pedi.

— Está bem. Prometo não demorar. — Me deu mais um selinho e saiu de casa.

Eram por volta das 13h quando a campainha tocou, pensei que fosse a Carly ou a minha mãe.

Não esperava abrir a porta e me deparar com a Melanie segurando uma sacola cor de rosa com um laço branco de enfeite.

— Vim visitar vocês, quero conhecer minha sobrinha. — Sorriu.

Ela nem tinha ido dar as caras quando eu estava na maternidade.

— Entre, a Alice está dormindo. — Dei espaço para minha gêmea entrar.

— Sam, sobre aquilo, eu...

— Você não me deve explicações. A vida é sua, não cabe a mim me intrometer... — Fui franca.

Ela me olhou toda sem jeito.

— Vou lavar as mãos. Comprei com carinho. — Me entregou o presente.

— Obrigada. — Agradeci.

[...]

— Como é linda a princesa da tia, ela se parece com você. — Mel tirou a Alice do berço.

— Alguns traços. — Falei.

— E esses olhinhos azuis? Que tom lindo, parece com o da mamãe. — Comentou.

— Foi o que o Freddie disse. — Ri.

Os olhos da minha filha era num tom azul diferente do meu.

— Como anda as coisas entre vocês? — Ajeitou a bebê no colo.

— Bem, na verdade, ótimas. — Confirmei.

— Quando vão registrar ela? — Sorriu para a sobrinha.

— Logo, logo. — Respondi.

— Está chateada comigo, mana? — Suspirou.

— Você sabe o motivo... Foi uma cachorrada o que fizeram. — Falei.

Eu jamais passaria pano por ela ser minha irmã.

— As pessoas cometem erros, Sam... Você sabe muito bem. Eu não sou perfeita. — Começou a embalar a Alice que já estava se agitando.

— Por quê justo o Gibby? Com tanto cara solteiro por aí, você nunca nem ligou para ele antes e...

— Foi um momento de atração. Qual é? Eu estava carente, me deixei levar. — Alice soltou um choramingo.

— Me dá ela aqui. — Pedi.

Melanie suspirou e me entregou a pequenina.

— Pensei que ela não me estranharia... — Murmurou.

Minha filha se acalmou assim que a peguei.

— Podemos ser idênticas, mas não temos o mesmo cheiro e nem o mesmo tom de voz. — Retruquei.

— Meu Deus do céu, Samantha! Assim não dá, eu vim aqui numa boa. Não precisa ser tão fria comigo. — Pegou a bolsa sobre a poltrona.

— Olha o Freddie está quase para chegar, vou colocar a neném para dormir e vou descansar um pouco. — Avisei.

— Já estou de saída mesmo. — Disse indo até a porta do quarto da bebê.

— Me avisa quando souber o sexo do bebê, quero poder comprar uma lembrancinha. — Eu disse mais calma.

— Tá bom. Tchau. — Sorriu triste e foi embora.

Era minha irmã, eu a amava, porém, Melanie só tinha pisado na bola nos últimos tempos.

Notas finais
Chocados com a Melanie ou já esperavam isso dela??? Tadinho do Gibby... Mel empurrando o filho pro Ed, pior que ele caiu nessa... Melanie é uma mentirosa interesseira haha A bebê Alice não é a coisinha mais fofa??? O que acharam da conversa entre as gêmeas??? Até o próximo. Bjs