Nos Dê Uma Chance - Concluída

5 Como um livro fechado: Sem escolhas...


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura! Ps: Eu devia estar postando Doce Pecado, mas fiquei sem inspiração...

"Ela era como um livro fechado, aquele que eu queria ler e desvendar tudo que continha nele. Só gostaria de conhecê-la melhor, fazer parte de sua vida..."

P.O.V Sam

Me encostei na porta, fechei os olhos e respirei fundo diversas vezes. Eu sabia que ele ainda estava ali e provavelmente não iria embora tão cedo, continuei parada no mesmo lugar, o silêncio começou a se prolongar. Eu não iria abrir a porta, e por mais que eu quisesse que ele ficasse bem longe de mim, eu sabia que ele faria parte da minha vida. O bebê seria a nossa única ligação, apenas o bebê, ele iria assumir o sobrinho e eu jamais poderia negar um pai ao meu filho.

Eu cresci sem um pai e sei o quanto isto é doloroso, por isso não quero que o meu filho cresça sem ter um pai. Foi exatamente por isso que aceitei que o Fredward assumisse o meu bebê e só espero nunca me arrepender disso.

— Samantha... — Ouvi sua voz num tom calmo, ele ainda estava ali. Ah, eu sabia disso. Me afastei da porta e permaneci calada. — Por favor, deixe-me entrar. — Pediu no mesmo tom sereno.

— Por quê eu faria isto? Me dê um motivo pra deixá-lo entrar. — Falei alto, recuperando a firmeza em minha voz.

— Eu perdi minhas chaves, não tem como entrar no meu apartamento. Sei que parece ridículo ou até mesmo um blefe, mas eu realmente perdi minhas chaves. Só estou com a chave do meu carro e...

— O problema não é meu. — O cortei sendo rude e me afastei da porta ainda mais. — Vá para algum hotel ou durma no seu carro, pois eu não irei abrir a porta para você. Não seria nada conveniente deixar um homem que mal conheço dormir em minha casa, então faça o favor de ir embora! — Fui decidida e firme em minhas palavras que talvez soaram secas demais.

Em seguida, rumei para o meu quarto. E eu não mudaria de ideia, o problema não era meu. Ele que se virasse, não pedi que ele viesse na minha casa me importunar, tudo culpa da Shay.

[...]

No dia seguinte...

Assim que abri a porta me deparei com o Fredward dormindo no corredor, ele estava dormindo sentado, segurando uma mochila azul. Sua cabeça pendia para o lado direito, ele estava de mau jeito e com certeza sentirá dores ao acordar. Devo ter ficado alguns minutos parada no vão da porta o observando, ele passou a noite ali. Como pode? Por quê não procurou algum lugar para passar a noite?

Ele se mexeu e eu fechei a porta com cuidado para não fazer barulho. Havia algo me corroendo por dentro, aquilo poderia ser culpa? Arrependimento? Ele dormiu no corredor, a noite foi muito fria e mesmo eu estando debaixo das cobertas ainda senti frio.

Decidi preparar o café da manhã, mas eu não conseguia tirar sua imagem da cabeça de jeito nenhum. E o mínimo que eu poderia fazer para me sentir menos culpada era convidá-lo para entrar e tomar café comigo, e foi o que eu fiz.

[...]

P.O.V Do Freddie

Passei a noite naquele corredor, eu realmente havia perdido as chaves do meu apartamento. Dormi sentado naquele chão gelado, a dona de orbes azuladas e cachos dourados não permitiu que eu passasse a noite sob o mesmo teto que ela. O que eu poderia fazer? A casa era dela, a decisão era dela e só o que me restara era ficar do lado de fora, dormir no corredor e não sentir remorsos por ela não ter me deixado entrar.

Eu poderia muito bem ir para algum hotel, mas por azar acabei esquecendo a minha carteira em casa. E eu prometi a Carly que passaria a noite ali, que não deixaria a Sam sozinha, e mesmo ter dormido do lado de fora, de certa forma eu fiquei perto da Sam.

Me surpreendi quando ela me convidou para entrar e tomar café com ela. E eu soube naquele momento que um pouco de culpa havia atingido-a, mesmo que ela não fosse se redimir e pedir desculpas por ter sido rude ontem à noite, eu já sabia que ela estava se sentindo culpada e seu convite para eu entrar e tomar café apagaria qualquer sentimento ruim que pudesse ter tido em relação à ela, mas eu não havia ficado chateado ou algo do tipo.

— Quer mais café? — Ela perguntou com calma, e pela primeira vez eu a ouvi usar um tom suave e sereno.

— Sim, só mais um pouco, por favor.

Ela pegou minha xícara vazia, ne serviu mais um pouco de café e eu não pude deixar de sorrir, enquanto comia mais uma torrada com manteiga de amendoim.

— Obrigado. — Agradeci pegando a xícara com cuidado, o líquido escuro estava esfumaçando e ela parecia estar mais corada.

Ficamos em silêncio, de vez em quando nossos olhares se encontravam. E eu pude apreciar sua companhia mesmo ela não fazendo esforço para puxar algum assunto, mas ela estava ali sentada tomando café comigo, era aquilo que importava.

Reparei em cada detalhe de seu rosto, sua beleza angelical chamava a minha atenção. Ela sem dúvidas era linda, mas eu gostaria muito de conhecê-la...

Eu realmente queria muito saber sobre ela, mas isto estava sendo difícil. Sam não queria conversar comigo, ela estava sendo um livro precioso e fechado. E eu queria muito abrir aquele livro, folhear cada página com cuidado, conhecer tudo que estivesse nele, entendê-lo completamente. Sam realmente era como um livro fechado e com uma linda capa para combinar com o tal.

Seus olhos pousaram em mim por alguns segundos. Naquele momento percebi que eles mudavam de cor de acordo com as luzes ou isto era da natureza deles? Estavam num tom esverdeados e logo cedo estavam bastante azuis.

— O que foi? — Sam perguntou incomodada, eu devia estar encarando-a tanto que nem havia me dado conta.

— Seus olhos... Eles são lindos, por acaso mudam de cor? — Perguntei curioso.

— Mudam. — Sua resposta foi simples e curta, mas ela corou pelo meu elogio aos seus olhos. — A tonalidade varia entre azul e verde, às vezes ficam mais cristalinos ou acinzentados. — Prosseguiu.

— Legal. — Sorri para ela. — Talvez o bebê possa herdar os seus olhos claros. — Comentei.

— Ah, o bebê... — Ela suspirou e abaixou a cabeça. — Não quero que herde nada dele. — Seu tom de voz soou baixo, se referindo ao Edward, meu irmão.

Então, ela levantou o rosto e me fitou, seus olhos estavam marejados.

— Eu não queria esse bebê... Eu nunca me imaginei sendo mãe tão nova, mas eu o amarei porque ele não tem culpa alguma... Também é um pedacinho de mim, quem sou eu para rejeitá-lo? — Me olhou e algumas lágrimas já banhavam o seu rosto.

Vê-la chorar fazia meu coração se apertar, eu gostaria de poder abraçá-la e consolá-la.

— Eu sinto muito pelo o que o meu irmão fez com você, sinto muito mesmo. Mas eu não vou te desamparar, vou ser o pai desse bebê. Olha, eu preciso te dizer algo muito importante, meus pais sabem sobre você, mas eles só sabem sobre a sua existência, e pensam que você está grávida de mim. Eu disse a eles que havia conhecido uma garota e que ela acabou engravidando... E você terá que vir morar comigo! — Avisei um pouco hesitante e cuidadoso.

— Morar com você? — Exclamou arregalando os olhos e eu assenti.

— Entenda, esse é o único jeito de esconder a verdade sobre o verdadeiro pai dessa criança. Você não quer expôr o que realmente aconteceu, certo? Apenas eu e sua amiga sabemos, já que vou assumir o meu sobrinho e meus pais pensam que eu engravidei uma garota, eles querem que a mãe do meu filho venha morar comigo e não temos escolhas... Vamos ter que morar juntos e fingir que temos um relacionamento. — Falei com tranquilidade, esperando que ela aceitasse.

Notas finais
E agora??? Ela deve ir morar com ele ou não??? Comentem! Bjs Ps²: A frase destacada acima foi improvisada por mim, ok?