Notas iniciais
Hey, amores!!! Apenas com o título, parece um pouco tenso, não é? Leiam para saber!!! Boa leitura hahaha

Dias depois...

P.O.V Do Freddie

— Precisa de ajuda, Sammy? — Perguntei para minha loirinha que estava preparando a massa de Cupcakes.

Era tão bom poder chamá-la de minha. Minha namorada. Minha Sammy.

— Você me ajuda sendo cobáia. Porque cai entre nós, bebê. Você é um desastre na cozinha. — Disse risonha e eu fiz bico.

— Bebê? Você me chamou de bebê? — Fiquei todo bobo com aquilo.

— Não posso? — Sam corou violentamente.

Seus cachos estavam escondidos por baixo da touca lilás, que combinava com o seu avental amarelo-claro. Ela parou de bater a massa e mordeu o lábio inferior, ainda sem jeito.

— É claro que pode, linda! — Lavei as mãos.

Sam sorriu e assentiu voltando a bater a massa com a colher de pau. Ela não gostava muito de usar a batedeira.

— Qual é a receita de hoje? — Perguntei.

Ela sempre gostava de misturar os ingredientes diferentes, renovando e criando novas receitas.

— Limão com baunilha e uma pitada de canela. — Respondeu.

— Uau, acho que vai ficar bem gostoso. — Comentei.

— Eu já coloquei essência de baunilha e uma pitada de canela em pó na massa. Vou preparar um creme de limão para rechear os bolinhos. — Explicou.

— Estou com água na boca. — Falei e ela sorriu.

— Que bom, você vai ser o primeiro a provar! — Avisou.

Eu simplesmente amava ser cobáia da minha namorada.

Como eu estava de folga, Sam tinha encomenda para a lanchonete de um amigo meu. E eu iria poder ajudá-la com a entrega. Ela era especialista em sobremesas. Tudo que ela fazia ficava bom.

Eu não era um completo desastre na cozinha como ela alegava. Até que eu sabia fazer umas coisinhas, o básico, exceto sobremesas.

— Prova! — A loira me ofereceu um dos bolinhos prontos.

Peguei o Cupcake com creme de limão, o cheirinho era uma delícia, com aquele toque de baunilha. Dei uma mordida.

— E aí? — Perguntou ansiosa.

Fechei os olhos, mastigando com calma.

— Delicioso. — Falei após engulir.

— Depois você come mais, agora anda! Temos uma grande entrega para fazer hoje! — Me apressou.

Será que esqueci de mencionar que além de linda, talentosa na cozinha, Sam também era mandona?

[...]

— Agora que somos namorados, eu posso te levar para passear sem medo de você recusar o convite. — Falei.

Estávamos indo para a lanchonete, segundo o Big J. Todo mundo no campus amava as sobremesas da Sam, os Cupcakes eram os mais procurados.

— Lamento informar, mas não é bem assim, Benson. Só porque namoramos agora não quer dizer que vou ficar toda derretida por você, se eu não tiver com vontade de sair, você não vai me fazer mudar de ideia. — Avisou.

— Quer dizer que não topa uma sessão caseira hoje à noite? — Perguntei.

— Um filminho de terror dos anos 90 e uma pipoquinha quase queimada que é sua especialidade? — Indagou.

— Tá legal, você faz a pipoca. — Rimos.

— Não... Eu gosto da sua, com uma manteiguinha derretida fica ótima. — Comentou.

— Fechado! Você escolhe o filme! — Avisei.

Horas depois, às 14h:33min...

— FREDDIE! — Me chamou.

Saltei do sofá e corri para a cozinha, com o coração batendo à mil.

— O que aconteceu? Você está bem? — Perguntei preocupado.

— O cano está entupido. — Apontou para debaixo da pia. — Eu consertaria se eu não tivesse nesse estado. — Acariciou a barriga avantajada.

— Sem problemas. Vou pegar a caixa de ferramentas. — Falei aliviado.

— Eu quase te matei de susto? — Se aproximou.

Sorri sem jeito, coçando a nuca.

— Oh, desculpa, bebê! — Se inclinou me dando um selinho.

— Pode me assustar quantas vezes for preciso, se no final das contas for se desculpar com selinhos como esse. — Sorri acariciando seu rosto.

— Bobo! — Me desferiu um tapinha no peito, nos fazendo rir.

[...]

P.O.V Da Sam

— Tudo ok, aí? — Perguntei para Freddie que estava deitado de costas embaixo da pia, tentando consertar o encanamento.

— Acho que vou precisar de cola quente e fita Durex. — Comentou.

— O quê? O que você fez? — Indaguei.

— Nem queira saber... — Riu nervoso.

— Freddie... — Falei num tom de aviso.

— Não fique brava, promete? — Pediu.

— Prometo. — Jurei.

— Fiz uma abertura no cano, agora vai ficar vazando, ou seja, ao invés de consertar, eu acabei piorando... — Confessou, envergonhado.

Dei alguns passos para trás e comecei a gargalhar.

— Preferia que ficasse brava. — Se arrastou pra fora, saindo debaixo da pia. — Vou ligar para um encanador. — Disse um pouco amuado.

— Tá, parei... Parei! — Tentei me recompôr. — Não precisa. Daremos um jeito. Pega a caixa de ferramentas, não precisaremos de fita alguma. Cola quente e uma certa massinha aqui conserta tudo! — Ele deixou a caixa de ferramentas e eu a vasculhei até achar a caixinha azul contendo a massinha para tapar vazamentos.

— Como aprendeu a fazer consertos? — Ele me olhou admirado.

— A mamãe sabe se virar! — Me gabei.

— Eu entendo de Tecnologia e instalação elétrica. — Sorriu torto.

— Ainda bem, um de nós teria que entender de encanamento, certo? — Dei um tapinha em seu braço.

— Você é uma mulher incrível, Samantha Puckett. — Disse antes de me beijar.

Sobre aquilo de não me derreter toda por ele, era mentira. Eu ficava toda derretida em seus braços, ainda mais quando Freddie me beijava.

[...]

— Por quê o assassino é sempre aquele que faz parte do ciclo de amizade ou até mesmo da família? — Peguei mais um punhado de pipoca quase queimada/amanteigada, especialidade de Freddie.

Silêncio. Silêncio. Silêncio...

O moreno estava olhando para mim. Tipo, me encarando mesmo.

— Que foi? — Franzi o cenho.

A luz da sala estava apagada e o filme rolava na TV de 42 polegadas.

— Você fica linda tagarelando. — Sorriu todo bobo.

— Droga! Estou estragando o filme, não é mesmo? — Perguntei.

— Não! Claro que não! — Negou.

— Você nem está prestando atenção. — Falei.

— Me desculpe, eu me distraí com você... — Confessou.

— Quer que eu volte o filme? Podemos assistir desde o começo. — Peguei o controle.

— Ah, não... Eu prefiro beijar a minha linda namorada e ver como ela fica corada depois de cada beijo. — Se curvou, grudando a boca na minha.

Deixei a bacia de pipoca de lado e retribuí o beijo.

[...]

P.O.V Da Melanie

— PARE DE ME LIGAR, ME DEIXE EM PAZ! — Gritei, nervosa.

Já se passava das 20h.

— Não faz isso comigo, meu amor. Estou morrendo de saudades. — Disse Edward do outro lado da linha.

— Por favor, me entenda, eu não...

— Melanie, estou sofrendo... Preciso de você. — Disse naquele tom de partir o coração.

— Vou desligar. Amanhã mesmo comprarei outro chip. — Avisei.

— Por quê você é tão má comigo, minha linda? Eu só quero ouvir sua voz...

— Me deixe em paz. Pare de me ligar, isso é doentio. Você precisa se tratar, me esquecer... Vai ser melhor para nós dois. — Eu disse tentando manter a calma.

— Não! Não vai... Isso tudo está acabando comigo. Não vou conseguir suportar por tanto tempo, Melanie! Eu não sou forte o suficiente, vou acabar morrendo... — Ouvir aquilo me deu calafrios.

— Olha, Edward, não me venha com dramas! Só quero paz para a minha vida e você só me tira o sossego, se continuar me ligando, vou ter que te denunciar! Vá dormir e me deixe em paz! — Por fim, encerrei a ligação.

Respirei fundo e suspirei.

Deixei o celular no modo vibratório sobre o criado-mudo.

Estava quase cochilando quando ouvi o leve soar do meu celular vibrando. Estiquei a mão e o peguei.

Desbloqueei a tela e encarei o visor:

Se tratava de uma nova mensagem.

"ADEUS AMOR, TENHA UMA BOA VIDA REPLETA DE PAZ."

Engoli em seco, um estranho aperto no peito quase me sufocou.

Liguei para ele, minhas mãos tremiam, Edward demorou para me atender...

— Ed, onde você está? — Perguntei em desespero.

— Por quê quer saber? — Sua voz estava embargada.

— Só me fala onde você está. — Pavor tomou conta de mim.

Ouvi ele fungar várias vezes.

— Não faz diferença, vou morrer mesmo... — Riu sem humor em meio ao choro.

— Onde você está? — Meu coração estava quase soltando pela boca.

— Na sacada, sentado no parapeito... Aqui é muito alto. A queda vai ser longa. E tudo vai ser rápido... Fique em paz, anjo... — Era uma despedida.

— Não... — Chorei. — Por favor, não se mexa. Já estou chegando aí. Não pule. — Implorei.

— Vai ser melhor para nós dois. — Usou minhas palavras.

— Continue falando comigo, não precisa cometer uma loucura. Estou indo para aí. — Saí da cama apressada.

Eu estava só de camisola. Deixei o celular na cama e vesti um casaco rapidamente.

— Ed? Ed? — O chamei, voltando a falar com ele.

Esfriou bastante... Acho que vai chover. — Comentou triste.

— Não desligue, continue falando comigo. — Pedi.

Ele não parecia embrigado, apenas arrasado e frustrado, à ponto de se jogar da sacada.

— Tenho pouca bateria... Quando o celular descarregar, será o meu fim... — Fungou.

Não precisa ser assim Ed, apenas continue falando comigo. — Me apressei correndo contra o tempo, precisava tomar um táxi. — Quando ainda tem de bateria? — Perguntei um pouco ofegante.

— 10%. — Respondeu após alguns segundos.

— Seja forte. Vou chegar logo, prometo. — Eu temia tanto.

Ouvi o seu choro... Ele não estava nada bem. Ed precisava de mim.

Anjo, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — Disse fazendo meu peito apertar.

Saí do elevador correndo feito louca pela recepção. Começou a chover e eu ignorei o frio. Eu estava desesperada, gritava e acenava para os táxis que passavam...

Toda ensopada e com a visão embaçada pelas lágrimas, também pela chuva... Eu o avistei do outro lado da rua do prédio onde eu morava, debaixo de uma fachada, o celular contra a orelha direita.

Era apenas um jogo... Edward estava mentindo para mim. Ele estava seguro.

Larguei o celular, atordoada.

Ouvi o som de uma buzina soar tão perto, quando olhei para a direita, me deparei com faróis ligados, faixos fortes amarelados vindo em minha direção... Eu havia parado no meio da rua.

Fui atingida... A dor foi tão forte que eu perdi o ar. Caída sob o asfalto frio e molhado, com a visão escurecendo... Ainda pude ouvir ele gritar o meu nome antes que tudo parasse de fazer sentido e toda escuridão me engoliu, acabando com a minha dor.

Notas finais
O que estão achando dos momentos Seddie? Eles namorando é tudo de bom, não é mesmo? Não me matem... Alguém aí quer esganar o Edward??? O que foi esse final??? Tadinha da Melanie... Ela nem deveria ter atendido a ligação. Nos vemos no próximo. Bjs