Norfolk
11 Epílogo
Epílogo
O sol grego brilhava com intensidade naquele dia de primavera. Shaka havia permitido que o jardim das árvores gêmeas fosse usado para aquela cerimônia que reuniu todos os cavaleiros e amazonas do Santuário.
— Está lindíssima, querida!
— Muito obrigada, Dona Ângela, fico muito feliz que esteja aqui comigo hoje, já que não posso contar com a presença da minha mãe...
— Vamos acabar com essa formalidade, Juliet, é minha nora, a mulher que fez do meu filho o homem mais feliz desse mundo, quero que realmente tenha por mim o carinho que teria por sua mãe.
A ruiva abriu um largo sorriso, não poderia estar mais feliz, Rômulo havia procurado sua família e, após o reencontro emocionante, sua mãe, Ângela, e sua irmã, Isabella, se mudaram para a Grécia junto ao segundo marido da mulher, um homem muito simpático e amoroso que se chamava Gregório. Os dois homens logo fizeram amizade e tinham uma relação bastante amistosa e a felicidade da família parecia não poder ser maior, até que, apenas um mês após o retorno de Juliet, a jovem se descobriu grávida de gêmeos. O canceriano mal podia esperar para ver aquelas duas criaturinhas, pois apenas ele sabia que viria uma duplinha encapetada, sua Valentina e o aguardado Victório, o cavaleiro acreditava que agora, nas posições invertidas, ele o pai selariam em definitivo o perdão dado naquele dia determinante.
Katrina olhava esfuziante para amiga que vestida de noiva já ostentava a barriga saliente pelos quatro meses de gestação, a morena, que trajava um belo longo floral também apresentava os sinais de avançado estado de gravidez, não cabia em si de alegria pela amiga, sentia-se privilegiada pela Divina Providencia por poder estar ao lado da ruiva num dia tão especial.
— Mal posso acreditar que estamos aqui e que logo estará naquele altar para se casar com o homem da sua vida. Lembra o quanto fantasiávamos esse momento quando erámos mais novas?
— Acho que nunca chegamos a fantasiar algo tão perfeito! Sempre esteve do meu lado, apesar de tudo, te amo tanto Katri!
A duquesa tentava conter as lágrimas, pois não queria chegar ao casamento com cara de choro.
— Também te amo, Lety! Mas vamos parar com essas declarações ou chegaremos arruinadas à cerimônia e Rômulo jamais irá me perdoar se eu lhe entregar uma noiva feia!
As amigas riram, sendo acompanhadas pela sogra e pela cunhada da Juliet, que também estava ali ajudando a noiva a se arrumar.
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No jardim os homens esperavam pelo início da cerimônia, para tentar acalmar a ansiedade, Rômulo e os padrinhos bebericavam uma cerveja enquanto jogavam conversa fora:
— Não precisa olhar para entrada da casa de Virgem a cada minuto, Ronron, logo sua ruiva escultural, agora um pouco redonda, entrará gloriosa e te fará o mais novo camisolão do Santuário!
— Já te disse que ainda cairá no encanto de uma bela sereia, Escorpião, e estaremos todos lá para registrarmos esse evento memorável.
— Já disse que sou imune as tais encantos, eu é que provoco tal encantamento nas mulheres...
— Tanto que terá que ser padrinho com o Afrodite já que não teve competência para conseguir alguém para lhe fazer par!
— Não tenho culpa se a Juliet tinha apenas uma prima que entrará com o Shaka e que a Isabella fará par com o Mu! O pato vai entrar com aquela gostosa da Clarisse e, Camus, meu amigo, ela nunca teve uma carinha tão feliz enquanto estava com você, acho que de fato o discípulo superou o mestre... E querem saber?! Sou um homem tão seguro da minha masculinidade que não ligo de acompanhar o Dite...
— E Faremos a dupla mais linda desse casório, pois somos mesmo os mais belos das doze casas, né Miluxo?!
Aos risos os dois homens bateram as mãos no alto enquanto exaltavam a própria beleza. Camus balançava a cabeça enquanto ria dos amigos. Nunca imaginou que ao assumir o título de Duque de Norfolk traria tamanha transformação não apenas para sua vida, mas para muitas pessoas à sua volta. Via ao longe a avó conversar animadamente com Saori, a velha senhora parecia cada vez mais jovial agora que se sentia em paz com alegria do neto e da sobrinha-neta. Hyoga e Clarisse faziam de fato um belo casal e pareciam estar muito felizes juntos. Surpreendia-se a cada dia com a enorme mudança na vida do ex-Máscara da Morte, o canceriano nunca mais aceitou ser chamado pelo velho apelido, no que foi respeitado por todos. Não podia negar, tudo estava muito, muito melhor!
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Uma bela jovem de longas e onduladas madeixas loiras e olhos violetas olhava admirada para decoração da festa que se encaixava com perfeição na beleza natural do jardim das árvores gêmeas, estava tão absorta em sua exploração que não percebeu a aproximação de alguém e, ao se virar, esbarrou fortemente com um peito largo e definido de o homem devidamente trajado com um terno azul marinho.
— Me desculpe, senhor! Estava distraída, não o vi se aproximar – A garota ergueu o rosto e se viu diante do rosto mais belo que ela já havia visto. Tratava-se de um homem alto de cabelos longos e loiros com um rosto de traços delicados, mas ao mesmo tempo eram extremante másculos devido as dureza de suas feições. O homem mantinha os olhos fechados fazendo-a imaginar qual seria a cor de seus orbes. “Ai, como fui tropeçar justo no ceguinho!”, pensou sem conseguir desviar o olhar do rosto perfeito.
— Deveria prestar atenção por onde anda, senhorita, uma distração por vezes pode ser fatal!
— Mais uma vez peço desculpas. – A loira sentiu a pele se arrepiar com a voz sedutoramente grossa do homem, até a rudez da sua fala a deixou extasiada.
— É a senhorita Aisha, prima da noiva?
— Sim. – Respondeu insegura.
— Venha, está na hora da cerimônia e entraremos juntos!
Com certa brusquidão o homem a tomou pela mão e cruzou um dos braços com o dela que tentava a todo custo não tremer com aquela aproximação.
Shaka sorriu de forma maliciosa, porém quase imperceptível. A garota inglesa era lindíssima e possuía curvas admiráveis, já conseguia imaginá-la nua de quatro para ele enquanto a estocava sem piedade, aquele era o tipo de mulher que foi feita para ser possuída. O olhar inocente com que ela o olhou o fez pensar em tudo que queria ensiná-la sobre a arte de se agradar um homem. Sentiu a excitação que se iniciava, mas conteve-se, a hora de realizar aquela fantasia chegaria, demorasse o tempo que fosse...
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A cerimônia teve início com a entrada dos casais de padrinhos, Katrina e Camus, Mu e Isabella, Aisha e Shaka e... Milo e Afrodite, com sorrisos cínicos os dois homens entraram de braços cruzados assim como os casais e ainda acenavam para os convidados como se fossem duas missis. Depois Rômulo entrou com a mãe. Juliet entrou de braços dados não apenas com o pai, Charles, mas também com o padrasto do canceriano, Gregório.
O sermão de Shion foi emocionante e alegria se espalhou para todos os convidados ao longo da festa que se estendeu até a noite.
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Meses depois...
— Dá para acreditar que as duas resolveram entrar em trabalho de parto no mesmo dia?
— Sabe que elas não vão se contentar em serem apenas comadres, logo estarão imaginando o casamento dos nossos filhos!
Os dois cavaleiros conversavam enquanto olhavam os bebês que dormiam nos bercinhos da ala hospitalar do Santuário. Shaka havia acabado de fazer o parto das duas jovens, Katrina havia dado a luz a um menino de parto natural, já Juliet teve uma antecipação de parto e deu a luz aos gêmeos através de uma cesariana, ainda assim o casal de bebês não precisaria de qualquer internação, estavam fortes e saudáveis.
— Nem pense, nisso, Norfolk! Minha bela Valentina não vai se casar com um conde mauricinho que com um nome absurdo! De onde tirou Richard Nicholas Camus Howard Stonehavem?!
Camus apenas sorriu enquanto voltava atenção para o filho, um belo bebê que já era bastante cabeludo, os fios eram castanhos escuros rosados como os da mãe, os olhos também eram castanhos, mas de uma tonalidade mel, quase âmbar, os olhos de sua mãe, Justine. O garotinho também tinha as sobrancelhas bifurcadas característicos da família Camus
Valentina era azulada e tinha olhos azuis claros, como eram os de Juliet, já Victório era ruivo, mas os olhos eram do mesmo azul profundo que os do pai.
Logo os dois homens se fizeram acompanhar pelos demais amigos dourados e também dos bronzeados mais próximos, cada um fazendo a cara mais ridícula do mundo e a vozinha mais infantil possível para os bebês que simplesmente os ignorava.
Camus mais uma vez sorriu, estava feliz e sabia que o canceriano também não cabia em si de felicidade. Desejava apenas que logo seus demais amigos também encontrassem essa mesma razão de viver!
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